segunda-feira, 19 de outubro de 2015

OS APÓSTOLOS DA ACADEMIA

 
 
 
 
A Academia Norte-Rio-Grandense de Letras-ANRL vai celebrar no próximo ano 80 anos de existência. Fundada em 16 de novembro de 1936, tendo como principal mentor o escritor Câmara Cascudo, a ANRL chega a oito décadas com uma rica contribuição à literatura do Estado, e sobretudo defendendo a cultura local, em comunhão com o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte e o Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte.
Cônego Luís Monte
 
Para celebrar esta data tão significativa irei postar ao longo de um ano, vários artigos sobre a vida desta instituição literária. Inicio hoje, mostrando ao leitor, a participação que teve e tem  Clero na Academia. Seguindo o modelo da Academia francesa, a ANRL tem quarenta cadeiras, cada uma com um patrono e seis  destes  foram padres, a saber:
Padre Miguelinho - patrono da cadeira 1
Padre João Maria - patrono da cadeira 11
Cônego Leão Fernandes - patrono da cadeira 22
Padre João Manoel - patrono da cadeira 28
Monsenhor Augusto Franklin - patrono da cadeira 30
Padre  Brito Guerra - patrono da cadeira 31
Ao longo destes  oitenta anos, a ANRL também convidou  padres e outros foram eleitos para ocuparem as cadeiras, é o caso de:
Cônego Luís Monte, fundador da cadeira 22, que sempre foi dedicada aos clérigos e nela já passaram além do seu fundador o Bispo Dom José Adelino Dantas, Cônego Jorge O'Grady de Paiva e atualmente é ocupada pelo Cônego José Mário de Medeiros. A cadeira 22 é portanto "cativa" aos clérigos da Igreja Católica Apostólica Romana.
Cônego José Mário de Medeiros

E a presença de padres na história da ANRL não acaba na cadeira 22,  Dom Nivaldo Monte, que foi Arcebispo de Natal, foi o segundo ocupante da cadeira 18, na qual está hoje o Padre João Medeiros Filho.
Padre João Medeiros
Ao todo são seis patronos e seis acadêmicos. Eu os chamo os Apóstolos da Academia, pois como homens de Deus, foram capazes de não apenas cuidar dos seus rebanhos, com a Palavra Sagrada, mas também contribuíram e contribuem  com a literatura.
 
Francisco Martins