terça-feira, 31 de janeiro de 2017

BAIRRO DE SANTOS REIS

8 de janeiro de 1958 - jornal "A República"
O atual bairro de Santos Reis (Natal/RN) era denominado anteriormente de Limpa. Alá foi construída  uma capela para abrigar as imagens dos Reis Magos, primeiramente as réplicas daquelas que se encontravam na Fortaleza dos Reis Magos, e salvo engano, hoje está lá as originais. É um local de devoção aos santos visitadores do Menino Jesus.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

A IMAGEM DE UMA IMORTALIDADE

O que vai ficar da imortalidade?  O que é a imortalidade literária? Na foto acima, a partir do canto esquerdo com as mãos na cadeira: Oriano de Almeida, Grácio Barbalho, Alvamar Furtado, João Wilson e Mário Moacir Porto.  Todos membros da Academia Norte-rio-grandense de Letras. Apenas permanece entre nós João Wilson.

COMENTANDO AS MINHAS LEITURAS: MEMÓRIAS O TIMBÓ: À SOMBRA DA TIMBAÚBA

Livro: Memórias do Timbó: à sombra da Timbaúba
Autora; Maria da Conceição Cruz Spineli
Gênero: Memórias
Editora: Quatro Cores Gráfica Editora - Natal - 2014
Páginas:  164
Leitura: 28 e 29 de janeiro 2017

O que são as nossas memórias? Diria que são os anos diluídos no espaço tempo. Sábado e domingo passados estive lendo "Memórias do Timbó: à sombra da Timbaúba" escrito por Maria da Conceição Cruz Spineli. Com ele, o livro, pude tomar conhecimento da infância e adolescência da confrade Conceição Cruz, que teve como palco os fragmentos do Engenho Timbó, no período compreendido de 1950 a 1960. Narrado na primeira pessoa, o texto está fiel à sua missão, isto é, terce a história pelo olhar infantil da menina-moça que via desabrochar entre a geografia do Vale de Ceará-Mirim, a religiosidade e a tradição católica e as muitas personagens, por ela resgatadas, saindo do filme da sua vida. Os bons livros sem tem algo a nos ensinar.  Com "Memórias do Timbó" não foi diferente, deu-me uma lição de amor à terra e à família. Passados tantos anos daquela infância longínqua, o quê realmente ficou tatuada na alma da menina não foi o valor material, mas sim os momentos de alegria, medo, saudade, tristeza, lembranças,  imagens lúdicas que o dinheiro não compra e ninguém é capaz de extrair da escritora. Foi -se o Timbó, derrubaram a Timbaúba, dorme  Zumba, o fundador do Engenho e seus herdeiros. Paulo da Cruz também já não administra aquelas plagas rurais, entretanto, o universo da escritora vai permanecer por muitos e muitos anos sempre disposto a se revelar a todo e qualquer leitor que queira no século XXI conhecer as histórias de Seu Aquino, o seleiro; ouvir o fole de Seu Tino; ter as lições do Professor Ulisses Campos, temer o olhar de Maria Joana e sentir-se seguro perto de Xorró. Palmas à Conceição Cruz, escriba que soube com letras e sentimentos, tendo à luz de piroca  no aconchego de Ilha Grande, reunir suas memórias para no outro dia, bem cedinho, lavá-las no rio perene, ora tendo nas mãos a caneta, ora usando o velame e o sabão para brilhar mais "o relato telúrico de quem viveu o vale do Ceará-Mirim", como bem escreveu Ciro José Tavares. O trabalho de Conceição Cruz faz parte de uma coleção memorialística na qual se acha também: Oiteiros - Memórias de  uma sinha moça ( Madalena Antunes),  A Rosa Verde (Nilo Pereira) e "Memórias quase líricas de um ex-vendedor de cavaco chinês" ( Inácio Magalhães de Sena).

sábado, 28 de janeiro de 2017

IFRN e Academia Norte-Rio-Grandense de Letras estudam parceria


O Reitor do IFRN, professor Wyllys Farkatt Tabosa, recebeu na manhã de hoje (25/01/2017) a visita do Presidente da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras (ANRL), Diógenes da Cunha Lima. O objetivo da reunião foi discutir a possibilidade de estabelecer um protocolo de parceria entre o Instituto e a entidade, a fim de viabilizar a publicação de obras pela Editora do IFRN.
Também participaram do encontro o Pró-Reitor de Pesquisa, professor Márcio Azevedo e a pesquisadora Leide Câmara, autora da obra “Memória Acadêmica”, um livro-revista que documenta cronologicamente a vida da Academia. “É um precioso repositório sobre riqueza da vida da Instituição, que no ano passado completou 80 anos. É um trabalho que está praticamente pronto para ser publicado, portanto, seria uma ótima maneira de iniciarmos essa parceria”, afirmou o Presidente da ANRL.
Diógenes da Cunha Lima sugeriu ainda a reedição do livro “A Vaquejada Nordestina e Sua Origem”, que traz um estudo completo sobre essa prática intrínseca à etnografia do Nordeste brasileiro. “A vaquejada, assim como o rodeio, foi reconhecida oficialmente como manifestação da cultura nacional e patrimônio cultural imaterial, em novembro do ano passado. Sendo assim, estamos num momento oportuno para republicarmos esse trabalho, tendo em vista que já conseguimos autorização por escrito dos detentores dos direitos autorais”, informou.
O Pró-Reitor de Pesquisa disse que essa parceria tem tudo para dar certo, inclusive com a possibilidade de criação de um selo específico intitulado “Os Notáveis do RN”, voltado para as publicações ligadas à Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. “Dispomos de toda uma estrutura em nossa editora, que estará à disposição a partir da assinatura do protocolo de parceria. Depois disso já poderemos nos reunir novamente para definir um cronograma junto com a nossa equipe”, afirmou.
De acordo com o Reitor do IFRN, a reunião de hoje foi um passo importante para aproximar as duas Instituições. “Esse tipo de parceria é fundamental para que o nosso Instituto cumpra o seu papel de disseminar o conhecimento.  Além de edições impressas, podemos ainda viabilizar publicações no formato digital, uma vez que também dispomos de um repositório institucional desenvolvido com o propósito de armazenar, divulgar e dar acesso a produções intelectuais”, enfatizou na ocasião.

Fonte: Disponível em:http://portal.ifrn.edu.br/campus/reitoria/noticias/ifrn-e-academia-norte-rio-grandense-de-letras-estudam-parceria. Visualizada em 28.01.2017

POEMA QUÍMICO

Francisca Henrique -Secretária de Educação e Cultura de Parnamirim



Quem na vida dirigiu o PH3
Não vai  temer  H2O” turva
Nas escolas da SEMEC
E com certeza  irá por NaCl
Nas relações profissionais.
Que haja O”  em ambas as partes.
E quando o Pb  ameaçar  atingir,
Que sejamos leve  como o “He”.

Francisco Martins
01.01.2017
 

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

PROPAGANDA ANTIGA

Jornal A República - 1953

COMENTANDO MINHAS LEITURAS : MEMÓRIAS DE UM JORNALISTA DE PROVÍNCIA

Livro: Memórias de um jornalista de província
Autor: Lauro da Escóssia
Gênero: memórias
Editora: do autor
Ano: 2005, 2ª edição
Páginas: 151
Leitura:26 e 27 de janeiro 2017

Durante dois dias estive conversando, ou melhor ouvindo o jornalista Lauro da Escóssia, homem que viveu 83 anos e soube como um bom jornalista conservar anotações e compartilhar conosco. Ler suas memórias foi como entrar no túnel do tempo e fazer uma viagem a Mossoró de antigamente. Aprendi tantas coisas boas, algumas hilárias, outras tristes, assim com o é a vida em seus altos e baixos. Sempre serei fã daqueles que contam histórias, e Lauro fez isso com muita arte, prendeu-me a atenção em todas as páginas. Ele escrevia e eu montava a cena. Quanta riqueza de personagens, lugares, pormenores, etc. Um homem espetacular. Um livro que deveria ser lido por todos aqueles que querem conhecer a história de Mossoró-RN.

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

A AVÓ DA SAIA DE MERINÓ - A POÉTICA HISTÓRIA DE DINDINHA - 43º CORDEL DE MANÉ BERADEIRO

Quatro dias, de 20 a 24 de janeiro,  foi o tempo que levou o poeta Mané Beradeiro para escrever o cordel " A avó da saia de merinó  - a poética história de Dindinha". O folheto terá 36 estrofes, em sextilha, cada uma com versos heptassílabos. O cordel é um resgate da memória de Silvina de Paula Rodrigues, a Vovó Dindinha, que no silêncio da sua existência foi a mãe de cinco netos: Eloy de Souza, Henrique Castriciano, Auta de Souza,  Irineu de Souza e João Câncio. Veja algumas das estrofes:



Silvina foi a mulher
Cujo busto honraria
A Praça de Macaíba
E ninguém desmentiria
Pois na terra do Brasil
Outra igual não havia.
Eloy e Henriqueta, os pais  das crianças
Doravante chamaremos
A humilde, dadivosa,
Pelo nome de Dindinha
A avó maravilhosa
Que foi mãe dos cinco netos
De maneira gloriosa.
Henrique Castriciano e Eloy de Souza

Eloy de Souza ouvia
   Dindinha ensinar
A aula forte da vida
Que cedo fez soletrar
Ficando órfão da mãe
Que pouco pode amar.
***
“Há em cima deste chão
Tão certo como o ar,
Há embaixo deste céu,
Tão grande como o mar,
Um ser que chamamos morte,
Que ceifa sem cultivar”.
***
Auta de Souza e João Câncio
Se eu pudesse faria
Sem sombra de ilusão
Um altar pra esta santa
Em toda religião
Que no silêncio da vida
Teve grande galardão.
***
Ao poeta Criador
Peço cheio de fervor
Quando eu chegar ao céu
Conceda-me  o favor
Vê desta avó a face
Repleta de esplendor.

Referência
SOUZA, Eloy de.Memórias.Natal-RN/Brasília-DF: Instituto Pró-Memória de Macaíba - RN/ Senado Federal,2008. 2ª edição.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

O RN PERDE DORIAN GRAY CALDAS

A cadeira 9 da Academia Norte-rio-grandense de Letras está vazia. Faleceu na tarde de hoje o seu quinto ocupante, Dorian Gray Caldas, nascido em Natal-RN, no dia 16 de fevereiro de 1930. Tinha 86 anos. Foi eleito para a ANL no dia 10 de outubro de 1984 e tomou posse  em 26 de setembro de 1986,  tendo sido saudado por Diogenes da Cunha Lima. Dorian Gray Caldas foi pintor, tapeceiro, escultor, gravador, poeta, ensaísta, jornalista, professor, tradutor e ilustrador.
São dele os versos abaixo:

Não lamento o que não tive, ou que não tenho;
por mim passou. Os campos continuam claros,
neles debruço-me para colher os frutos
que homens e mulheres obscuras herdaram

***

Tudo amei.
Com este amor de fúria
e de paixão. Tudo amei.

***

Nasci, vivi, morri
muitas vezes. Dividi-me
em muitos, multipliquei-me
em tantos.

MANÉ BERADEIRO ESCREVE UM NOVO CORDEL

O poeta cordelista Mané Beradeiro está realizando esse ano um dos seus projetos que é um folheto de cordel homenageando Dindinha, a avô que criou Eloy de Souza, Henrique Castriciano, Auta de Souza, Irineu e João Câncio, todos filhos de Eloy e Henriqueta, vítimas da tuberculose. O cordel é um resgate da história dessa mulher, que poucos conhecem e que foi fundamental para que doasse ao Rio Grande do Norte os valores presentes em Eloy de Souza, jornalista, político, escritor, Henrique Castriciano, jornalista, educador, e poeta  e Auta de Souza, inesquecível poeta, dona do horto das letras. O folheto terá como título:  A vovô da saia de merinó   (A poética história de Dindinha).

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

ASSIM DISSERAM ELES....

"A discrição e síntese valorizam o que se escreve"

Edgar Barbosa
Imagem: http://chamine2.blogspot.com.br/2009_01_18_archive.html

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

MANÉ BERADEIRO LANÇA SEU 42º FOLHETO HOMENAGEANDO O JORNALISTA WODEN MADRUGA

O poeta cordelista Mané Beradeiro lançará amanhã, sábado, dia 14 de janeiro, na II Feira Livre, que acontecerá no Mercado de Petrópolis, em Natal, o seu 42º folheto,  que é uma homenagem ao jornalista Woden Madruga,  um dos mais veterano e atuante no jornalismo potiguar. O folheto não é uma biografia, mas um poema que trata sobre o folclore tendo como principal protagonista o bode Woden.  A ilustração da capa foi feita pelo jornalista, chargista e cartunista Eliabe Alves.
Ruminante cavicórneo

Que pra roça não voltou

Depois que molhou bigode

Ser humano se tornou

Formou-se em Jornalismo

Nunca mais ele berrou.