segunda-feira, 26 de outubro de 2020

AURÉLIO PINHEIRO - UM (POTIGUAR) FUNDADOR DA ACADEMIA AMAZONENSE DE LETRAS - AAL

  
 

     O Rio Grande do Norte ainda precisa descobrir Aurélio Pinheiro. Nei Leandro de Castro afirmou em entrevista concedida ao "Diário de Natal" (9 de novembro de 1983) que não conhecia a obra de Aurélio Pinheiro. Se um escritor renomado afirmou isso, o que poderemos esperar do grande público?  Estou trabalhando numa pesquisa que vai gerar um ensaio sobre as obras de Aurélio Pinheiro, natural de São José de Mipibu, onde nasceu em 28 de janeiro de 1882. Aqui, no RN, quem mais escreveu sobre ele foi Américo de Oliveira Costa, que o escolheu para ser o patrono da cadeira 27, na Academia Norte-Rio-Grandense de Letras. Aurélio Pinheiro faleceu na cidade de Niteroi-RJ, aos 56 anos, no dia 17 de novembro de 1938.

 

    No Rio Grande do Norte ele é  homenageado como: patrono da cadeira 27 da ANL; patrono da cadeira 5 da Academia Macauense de Letras e Artes;  nome de rua no Bairro Vermelho, em Natal; foi patrono do concurso de ficção literária realizado pela Fundação José Augusto e a Prefeitura Municipal de São José de Mipibu, em maio de 1985, cujo ganhador foi Francisco Sobreira, com a novela "Material de que são feitos os sonhos"; tem seu nome em uma escola de Macau.

    Hoje quero dizer que Aurélio Pinheiro foi um dos fundadores da Academia Amazonense de Letras-AAL, fundada em 1 de janeiro de 1918. Tinha Aurélio 36 anos e vivia na região Norte, trabalhando como médico. Aurélio foi o fundador e primeiro ocupante da cadeira 3. Escolheu para patrono Raul Pompeia. Quando  Aurélio Pinheiro se mudou para o Rio de Janeiro, a cadeira foi ocupada por Agnelo Bitencourt, que optou para ter como patrono o poeta Gonçalves Dias . Na linhagem da família Bitencourt vieram  depois os filhos Ulisses  e Agnelo Uchoa, seguidos de Anísio Melo e em 16 de dezembro de 2011 foi a cadeira ocupada por  Arthur Virgílio Neto.

    Por enquanto é isso.


Francisco Martins

26 de outubro de 2020

    
 

 



2 comentários:

Valdeci Duarte disse...

Legal!
Gostei do resgate da história de Aurélio Pinheiro. Parabéns por sua dedicação, amigo Francisco Martins.
Avante!

Gilberto Cardoso dos Santos disse...

Ótimo trabalho, amigo. O RN precisa de mais gente como vc, tão preocupado em dar a "César o que é de César e a Deus o que é de Deus". Ave, Francisco Martins!