segunda-feira, 16 de agosto de 2010

AUZÊH FREITAS: A MULHER QUE TEM POESIA NAS VEIAS


Na última sexta-feira, o dia já havia terminado, a noite continuava passando sem grandes esperanças de novidades. Eu resolvi caminhar e entre passos perdidos e pensamentos tão vagos, encontrei-me com Zelma e Vivi, duas mulheres sentadas num banco, ladeadas por uma terceira que eu não conhecia.
Esta terceira mulher tem nome de pia Maria Auzenira de Freitas. Pernambucana que reside há mais de vinte anos em Natal. É conhecida no meio cultural por AUZÊH FREITAS, seu nome é poesia viva, em suas veias correm palavras, que se debatem a cada batida do coração e são jogadas no cérebro, no qual brotam e saem pelos poros, poesias maravilhosas e encantadoras.
Não exagero se digo que a inspiração escolhe corpo para habitar. A matéria de Auzêh Freitas é veículo da inspiração, da poesia, da sonoridade dos versos e de reflexão filosófica que somente os poetas sabem trabalhar. Auzêh é daquelas poetas que não precisa falar, seu olhar já é poesia, e se ousa falar e até mesmo escrever, então tudo fica melhor, pois a sonoridade da sua voz, a leveza dos seus gestos transmitem paz e conhecimento da alma.
Encantei-me com esta mulher, ganhei a noite, salvei o dia, agradeci a Deus a graça de poder contemplar a poesia encarnada. Exagero? Tentem conversar com ela, escutem suas declamações e depois, julguem se realmente eu não tenho razões.

SER POESIA.SER POETA

Auzêh Freitas

Me desnudo de tudo
e sinto o absurdo que é
não acreditar
no que me veste
e me reveste.

Canso sem correr.
E o fim da caminhada
não é mais minha meta.

Quero seguir a passos lentos
tendo como único alento
a maravilhosa descoberta
que respiro e aspiro a mim mesma.

Ser Poesia.Ser Poeta.