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domingo, 26 de julho de 2026

CENTELHA DE CORDEL

 

Fui passear com Pudim
Quem tem cão conhece bem
O quanto ele nos ama
E o amor que por nós tem
Eu diria que são anjos
Enviados do além. 

Mané Beradeiro
26 julho 2026

terça-feira, 21 de julho de 2026

CENTELHA DE CORDEL

É chuva em demasia
No litoral potiguar.
Sapo tá pedindo ajuda
Para poder flutuar.
Jacaré pegou a gripe
Pois não foi se vacinar.

Mané Beradeiro
21 julho 2026

quinta-feira, 16 de julho de 2026

CENTELHA DE CORDEL

 

Hoje o espelho me disse
"Seu Outono começou.
Lembre-se da Primavera
De tudo que lá plantou
Doravante vai colhendo
Aquilo que semeou".

Mané Beradeiro
16 julho 2026 


quinta-feira, 25 de junho de 2026

CENTELHA DE CORDEL

 


É preciso ir trabalhar
Pois a bola já correu
E a lenha da fogueira
Essa desapareceu
Consumida pelo fogo
No Brasil que é meu e seu

Mané Beradeiro
25 junho 2026


terça-feira, 16 de junho de 2026

CENTELHA DE CORDEL

Estou indo para o CEC
Onde gosto de ficar
Um lugar especial
De encanto singular
Lá eu sou o secretário
Dedicado operário
Da cultura potiguar

Mané Beradeiro
16 junho 2026

quarta-feira, 10 de junho de 2026

CENTELHA DE CORDEL


Um chapéu sobre a cabeça
Guarnecia seu saber. 
Um olhar, mais que distante, 
Vislumbrava o querer. 
Rugas riscadas na face
Denunciavam o fazer. 

Tinha o bardo assuense
Uma voz, "atropelada" 
De nome Paulo Varela
Pelo povo respeitada
Dos versos fez o seu pão
Escritos na madrugada.

Foi embora o poeta
Chora o barro que mexeu
As tantas casas de taipa
Que as suas mãos "sorveu" 
Fica em nós a saudade
Do poeta que morreu

Mané Beradeiro 
10 de junho 2026

PAULO VARELA PARTIU NA TARDE DE ONTEM

 


O Rio Grande do Norte perdeu uma de suas mentes mais brilhantes da cultura popular. Paulo Varela, o poeta que transformava a gagueira em eloquência absoluta ao declamar seus versos, partiu ontem, em Assu, a "Terra dos Poetas".

Natural de Assu (RN), Paulo Varela, nascido em 30 de julho de 1964, viveu 61 anos e foi um exemplo de superação e talento. Portador de gagueira durante toda a vida, ele surpreendia a todos pela fluência mágica no momento da declamação. Sua projeção nacional ocorreu em 2005, após uma participação memorável no Programa do Jô, onde apresentou a riqueza do "causo" matuto e a métrica rigorosa do cordel potiguar para todo o Brasil.

Ao longo de décadas, Paulo produziu dezenas de folhetos e participou ativamente da cena literária.  Gravou Cd's. Paulo Varela não era apenas um poeta de feira; era um acadêmico respeitado que ocupava assentos de honra em instituições de prestígio:

Academia Norte-rio-grandense de Literatura de Cordel (ANLiC), 
Estação do Cordel, Sociedade dos Poetas Vivos e Afins do RN - SPVA. Reconhecido como "Mestre", era peça fundamental neste ponto de memória da poesia popular em Natal. 
Academia Assuense de Letras (AAL): Referência constante e homenageado pela produção literária local.
Sua partida deixa saudade nos amigos e admiradores, mas sua voz continua ecoando nas cordeltecas e nos versos de novos poetas que viram nele um mestre. Paulo Varela foi a prova de que a poesia é uma força capaz de superar qualquer barreira física e tocar a alma de um povo.

quinta-feira, 21 de maio de 2026

CENTELHA DE CORDEL

 



Sextilha do folheto: "O Grande Jogo - Cordel da vida e da bola", de Mané Beradeiro.

Imagens criadas por IA

segunda-feira, 18 de maio de 2026

O GRANDE JOGO: QUANDO O CORDEL ENTRA EM CAMPO PELA VIDA E PELA BOLA



 O cordel brasileiro  viajou nas malas dos cantadores e fincou raiz na alma do povo. Com métrica precisa, rima na ponta da língua e xilogravura na capa, ele resiste há séculos como uma das mais autênticas expressões da cultura popular nordestina. E é exatamente nessa tradição que se inscreve "O Grande Jogo: Cordel da vida e da bola", de Mané Beradeiro.

Mas por que este cordel é importante? Por várias razões.

Primeiro, porque ele faz o que o cordel sempre fez de melhor: falar do Brasil com o Brasil. A obra toma o futebol como metáfora, mas o campo é o país — e o jogo é a luta por educação, saúde, justiça social, respeito às mulheres, valorização do professor, combate ao preconceito. O Saci, a Mula sem Cabeça, o Curupira e o Boitatá entram em campo lado a lado com o professor que se dedica, o poeta que escreve com sílabas, o trabalhador que dá seu suor. Não é um cordel sobre futebol. É um cordel sobre o Brasil usando a bola como ponto de partida.

Segundo, porque mantém a disciplina formal da métrica e da rima. Em tempos de verso livre sem compromisso, Mané Beradeiro demonstra domínio da sextilha e da septilha — as estrofes clássicas do cordel — com redondilha maior (7 sílabas) e esquema de rimas ABCBDB rigorosamente respeitado. São 36 estrofes que fluem sem tropeço. Isso não é fácil. Exige ofício, ouvido e respeito pela tradição.


Terceiro, porque o cordel não foge da crítica social. Ao contrário, vai de frente. Fala do feminicídio, do preconceito, da falta de dinheiro, do governo "sacana", da opressão. Mas não entrega um discurso amargo — equilibra a denúncia com a esperança: que sejamos hexa, sim, mas que tenhamos também pão, educação, segurança e amor. Que a vitória da vida seja o fim da opressão.

Quarto, porque é uma obra de sentido nobre. O cordel nasce para ser lido em voz alta, para circular de mão em mão, para ser declamado na feira, na escola, na reunião de família. "O Grande Jogo" tem esse DNA. Os versos são feitos para soar bem no ouvido, para grudar na memória, para virar ponto de conversa.

No fim das contas, a importância deste cordel está em provar que a literatura popular brasileira continua viva, potente e necessária. Enquanto houver quem rimar "lobo" com "roubo" e "globo", quem botar o Saci para jogar futebol com o professor em sala de aula, quem acreditar que a poesia pode mudar o jogo — o cordel não morre.

"O Grande Jogo: Cordel da vida e da bola" estará disponível brevemente. Leia, declame, compartilhe. O jogo é nosso.

Peça o seu através do whatsApp (84) 9.8719-4534  -  Preço R$ 5,00.



sábado, 16 de maio de 2026

CENTELHA DE CORDEL

 



Hoje é  o Dia do Gari
O anjo que faz limpeza
A cidade é mais bonita
Pois ele traz a beleza
Levando o nosso lixo
Disso tenho a certeza. 

Profissão tão importante
À saúde indispensável
Parabéns para Aldair
E a turma tão notável
Receba o meu abraço
E aplauso memorável. 

Mané Beradeiro

16 maio 2026

quinta-feira, 23 de abril de 2026

EM MAIO VAI TER FECOP NA CIDADE DE MOSSORÓ

 

É com grande satisfação que realizaremos mais uma edição da FECOP!
Com o apoio e a colaboração de todos vocês, estaremos juntos fortalecendo e propagando a nossa cultura, valorizando nossas raízes por meio do cordel. 

quarta-feira, 15 de abril de 2026

ESCOLA MARIA SALETE DE LIMA - BODAS DE OURO NA EDUCAÇÃO - RECEBEU FRANCISCO MARTINS

 Conforme foi anunciado aqui no blog, na segunda-feira passada, o escritor e contador de histórias Francisco Martins esteve pela primeira vez, na Escola Municipal Maria Salete de Lima, no distrito de Japecanga, em São José de Mipibu-RN.

O evento foi maravilhoso, a comunidade escolar participou com esmero. A plateia vidrada nas palavras e gestos do escritor, que com sua experiência levou a ludicidade, através das suas histórias para o público infantil e  adulto.

Francisco Martins agradece a direção da escola pelo convite formulado e a acolhida que recebeu. O carinhos dos alunos e professores. A Escola Maria Salete celebra esse ano, meio século da sua fundação. Bodas de Ouro na educação. 







quinta-feira, 26 de março de 2026

CENTELHA DE CORDEL


Não me canso  de cantar
Que cuscuz  é sentimento
Semelhante ao Amor
Verdadeiro sacramento
Com carneiro torrado
Prato fica mais ornado
Um grande deslumbramento

Mané Beradeiro
26 março 2026

quinta-feira, 12 de março de 2026

O CORDEL NA CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS

 

No próximo sábado, dia 14 de março, o poeta cordelista e contador de histórias, Mané Beradeiro, vai ter uma prosa no canal do YouTube, da Academia Brasileira de Contadores de Histórias, onde ele mostrará que o cordel brasileiro é uma grande mina para garimpar histórias.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

CENTELHA DE CORDEL

 

São cinco da madrugada,
Canta o galo no poleiro
O poeta sai de casa
Pro trabalho, bem ligeiro
Por ser hoje, quinta-feira,
O dia será maneiro.

Mané Beradeiro
26 fevereiro 2026

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

CENTELHA DE CORDEL

 


No tempo da minha avó
Chamava-se bolo preto
Mas hoje não pode mais
Por causa do preconceito
E eu fico a pensar
Sem querer acreditar
No fim desse poemeto.

Determino ser então
Bolo africanizado
Com a cor do sofrimento
De sabor bem apurado
Quem provou  já aplaudiu
Comeu  e até repetiu
O manjar divinizado.

Mané Beradeiro
17 fevereiro 2026

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

RETRATO DO MEU SERTÃO


Quando chove no sertão 
As plantas mudam a roupagem 
Vê-se logo outra paisagem
De encher alma e coração 
É Deus colocando a mão 
Onde a seca castigava
Ninguém mais aguentava 
Todo esse sofrimento 
Vivemos outro momento
Do jeito que se aguardava

O sertanejo se alegra 
Olha pro céu e agradece
Eleva ao Pai uma prece
Numa verdadeira entrega
E na fé que ele carrega 
Ara a terra pra plantar 
Se a semente germinar 
A safra tá garantida 
Armazenando comida 
Pra na mesa não faltar

E assim ele vai vivendo
Sem perder a esperança 
Esperando por mudança 
Que há muito vêm prometendo 
Você só sabe é vendo 
A história é sempre essa 
Aparece muita promessa 
Entra ano e sai ano
O que não falta é plano
Mas fica só na conversa

Digo por experiência 
Porque no sítio nasci
Um tempo bom que vivi
Em toda sua essência 
Sobrava resiliência 
Também era muito gostoso 
Um lar sempre harmonioso 
Com meus irmãos e meus pais
Tempo que não volta mais 
E tornou-se muito saudoso

A gente vai pra cidade 
E o sítio não sai da gente 
Ao descrever em repente 
Bate forte uma saudade 
Mas foi por necessidade 
Que deixamos aquele canto
Havia bastante encanto 
Em nossa bela moradia 
Onde ali se convivia
Sem medo e sem ter espanto

Tudo era muito ordeiro 
A comida era mais pura 
Podia-se comer gordura 
De janeiro a janeiro 
Um povo hospitaleiro 
Bastante respeitador 
Também muito trabalhador 
Que jamais se cansava 
Pois a luta começava 
Do nascer ao sol se pôr

Lembrando esse passado 
De grata recordação 
Havia tempo pra oração 
Vejam que grande legado 
Tudo era mais sossegado 
Não tinha essa agitação 
De WHATSAPP e televisão 
O banheiro era uma latrina 
A luz de uma lamparina 
Quando muito, um lampião

Hoje tá tudo diferente 
Luz elétrica, água encanada
Ninguém senta na calçada 
O longe está mais presente 
O perto parece ausente
É assim no dia a dia 
A chegada da tecnologia 
Trazendo facilidade
E o que outrora era felicidade 
Transformado em nostalgia

08-02-2025
Henrique Tadeu

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

CENTELHA DE CORDEL



Procuro o cabra novo
Que uns anos eu vivi
Com vigor, cabelo preto,
Nunca mais eu o vi!
O tempo o escondeu
O corpo então pendeu
O seu rastro eu perdi

Mané Beradeiro
9 fevereiro 2026

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

CAIO CÉSAR LANÇA 2ª EDIÇÃO DO CORDEL SOBRE BELCHIOR


Reconhecido pela sua ligação afetiva com o cantor e compositor cearense Belchior, o poeta e jornalista Caio César Muniz abriu uma pré-venda para reedição do seu cordel ilustrado “Batendo à porta do céu – a chegada de Belchior ao Paraíso”, lançado inicialmente em 2019 e rapidamente esgotado devido à tiragem limitada.

O relançamento em 2026 coincide com os 80 anos do eterno “rapaz latino-americano” e ainda com os 50 anos de lançamento do disco Alucinação, considerada uma das obras-primas do barbo sobralense e vem a se somar com várias homenagens que acontecerão neste ano pelo país, incluindo Mossoró.

O cordel tem 24 páginas em formato e papel especial, todo colorido e ilustrado pelo quadrinista natalense Carlos Alberto e aborda a vida, a obra e as parceiras do autor de “Paralelas”, “Como nossos pais” e tantos outros sucessos que marcaram a nossa MPB. 

A apresentação é do parceiro de composições de Belchior, Jorge Mello e o prefácio escrito pelo jornalista Jotabê Medeiros, autor da obra “Belchior – Apenas um rapaz latino-americano”, única biografia publicada até aqui.

“Quero apenas que a história de Belchior se perpetue e esta foi a nossa forma de contribuir com isto tudo. É a arte se auto-multiplicando e contar com os amigos nesta empreitada é fundamental”. Diz o poeta.

Para adquirir a obra antecipadamente, o interessado deve fazer o Pix para o número: 386.152.152-00 em favor de FRANCISCO CAIO CÉSAR URBANO MUNIZ, após o pagamento, enviar o comprovante de pagamento para o telefone: (84) 9.9904-0286 juntamente com o endereço para remessa.

O valor para o Rio Grande do Norte é de R$ 30,00. Para outras regiões é de R$ 50,00, incluindo o frete.