quinta-feira, 23 de abril de 2026
A IMPORTÂNCIA DA LEITURA - RAIMUNDO NONATO FOI PROVA DISSO
terça-feira, 25 de novembro de 2025
HOJE LEMBRAMOS OS 100 ANOS DA DIPLOMAÇÃO DO MESTRE RAIMUNDO NONATO
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| Raimundo Nonato - octagenário |
Foi feita diplomação
Cem anos já se passaram
Dessa sua formação.
Um sonho realizado,
Raimundo foi diplomado
Ganhou nova profissão
quinta-feira, 30 de outubro de 2025
ALAM DARÁ POSSE AMANHÃ A DOIS NOVOS IMORTAIS E HAVERÁ LANÇAMENTO DO LIVRO "RAIMUNDO NONATO; O FILHO DA VITÓRIA"
Amanhã, 31 de outubro, às 19 h, no Salão de Eventos do Hotel serrano, em Martins/RN, a Academia de Letras e Artes de Martins-ALAM dará posse a dois novos acadêmicos: Silvério Soares de Souza Neto, na cadeira 14, e Antonia Jacqueline Vieira de Souza, cadeira 16. Os novos acadêmicos serão recepcionados por Francisco Gomes Maniçoba e Teresinha Moreira Gomes Maniçoba.
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| Presidente Taniamá Barreto |
quinta-feira, 16 de outubro de 2025
PLANO DE AULA SOBRE O CORDEL LIVRO: "RAIMUNDO NONATO: O FILHO DA VITÓRIA"
🎯 Objetivos:
- Apresentar a literatura de cordel como gênero literário e importante manifestação cultural brasileira.
- Estimular o prazer pela leitura e a apreciação da linguagem poética popular.
- Desenvolver a capacidade de interpretação, análise e expressão oral/escrita sobre o texto.
- Promover a valorização das tradições e saberes populares através da narrativa oral e escrita.
�� Público-alvo:
- Jovens (a partir de 12 anos) e adultos.
⏳ Duração:
- 60 a 90 minutos (flexível, dependendo da profundidade das atividades e do engajamento do grupo).
🛠️ Materiais:
- Cópias do cordel "Raimundo Nonato, o filho da vitória" (impresso ou projetado). É crucial ter o texto em mãos para a mediação.
- Papel e canetas/lápis de cor para as atividades.
- Instrumentos musicais (violão, pandeiro, triângulo - opcional, para criar um ambiente sonoro de cantoria popular, sem remeter a figuras específicas).
📝 Roteiro da Aula:
1. Boas-Vindas e Aquecimento (10-15 min)
- Abertura Criativa:
- Comece a aula com uma saudação calorosa e talvez uma canção popular ou um pequeno trecho de poesia oral que remeta à tradição de contar histórias em versos.
- O que é Cordel?
- Apresente brevemente a literatura de cordel:
- Origem: Comece com a história, desde a tradição de poetas populares e repentistas que viajavam contando suas histórias. Mencione a disseminação em folhetos populares em Portugal e, posteriormente, no Brasil.
- Características: Explique que são histórias contadas em versos, rimadas, com métrica regular, que eram publicadas em pequenos folhetos de papel. Enfatize a oralidade e a musicalidade intrínsecas ao gênero.
- Temas: Mencione que abordam desde fatos do cotidiano, lendas, heróis, romances, até críticas sociais e políticas, sempre com uma linguagem acessível e cativante.
- Importância: Destaque o papel do cordel como veículo de informação, entretenimento e manutenção da cultura popular, especialmente em regiões onde a transmissão oral era predominante.
- Apresente brevemente a literatura de cordel:
- Perguntas Disparadoras:
- "Alguém aqui já ouviu falar em 'cordel' ou em histórias contadas em versos?"
- "O que vocês sabem sobre o interior do Brasil e as histórias de superação e perseverança que surgem desse contexto?"
- "Pelo título 'Raimundo Nonato, o filho da vitória', o que vocês imaginam que vamos encontrar nessa história? Que tipo de 'vitória' pode ser essa?"
2. Antes da Leitura (10-15 min)
- Apresentação do Cordel Específico:
- Apresente o título: "Raimundo Nonato, o filho da vitória".
- Autor: Se souber, apresente o autor e talvez uma breve curiosidade sobre sua vida ou obra, contextualizando a criação do cordel.
- Levantamento de Hipóteses: Peça que os participantes, com base no título e em suas primeiras impressões, compartilhem o que esperam da história. "Que tipo de enredo vocês esperam? Quais desafios Raimundo Nonato pode enfrentar?"
- Exploração de Vocabulário:
- Previna possíveis dificuldades: Peça que o grupo identifique palavras que podem ser regionais ou pouco conhecidas no texto (se já o tiverem lido superficialmente ou se o mediador já as tiver identificado). Anote-as e discuta seus prováveis significados antes da leitura para facilitar a compreensão.
- Exemplo: "Existe alguma palavra no título ou que vocês imaginam que possa aparecer que possa ser diferente para nós?"
3. Mediação da Leitura (25-30 min)
- Leitura Compartilhada e Expressiva:
- Inicie a leitura você mesmo, com voz clara, entonação que valorize a rima e o ritmo do cordel. Tente "cantar" o texto, dando vida aos versos.
- Convite à Participação: Após as primeiras estrofes, convide os participantes a continuarem a leitura, cada um lendo uma ou duas estrofes. Incentive-os a sentir o ritmo e a entonação.
- Pausas Estratégicas: Faça pausas em momentos chave da narrativa:
- Para enfatizar uma virada na história ou uma nova informação.
- Para permitir que os ouvintes imaginem a cena ou absorvam uma emoção.
- Para lançar pequenas perguntas: "O que vocês acham que vai acontecer com Raimundo Nonato neste momento?", "Que sentimentos essa parte da história provoca em vocês?"
- Destaque da Linguagem: Chame a atenção para as rimas, a métrica (o ritmo dos versos), as comparações e as expressões populares usadas pelo poeta, sem necessariamente ligá-las a um visual específico.
4. Depois da Leitura (20-25 min)
Diálogo e Interpretação:
- Primeiras Impressões: "Qual a primeira coisa que vem à mente de vocês depois de ouvir a história de Raimundo Nonato?"
- Personagem Central: "Quem é Raimundo Nonato para vocês? Quais são suas principais características? Como ele alcança sua 'vitória' no cordel?"
- Temas Abordados: "Quais temas importantes o cordel nos traz? (Ex: superação, resiliência, justiça, fé, coragem, desafios da vida, etc.)."
- Mensagem: "Qual a principal lição ou mensagem que o cordel nos oferece?"
- Cultura Popular: "Como o cordel reflete a cultura e a forma de contar histórias do povo brasileiro?"
- Estrutura e Ritmo: "Vocês conseguiram identificar as rimas? O ritmo que a história tem ao ser lida? Como essa forma de contar a história influencia a nossa compreensão?"
Atividades Criativas (Escolha 1 ou 2, de acordo com o tempo e o grupo):
- Ilustração de Sentimentos/Cenas: Peça para os participantes desenharem ou representarem graficamente (com cores, formas, símbolos) a cena ou o sentimento do cordel que mais os marcou. Não precisa ser uma xilogravura, mas uma representação pessoal.
- "O que vem depois?": Proponha um desafio: "Se a história de Raimundo Nonato continuasse, o que aconteceria a seguir? Criem uma ou duas estrofes para dar continuidade ao cordel, mantendo o ritmo e a rima."
- Cordel Pessoal: Peça para os participantes pensarem em uma "vitória" (pessoal ou observada) que eles gostariam de narrar em versos, tentando aplicar as características do cordel (rima, ritmo). Podem ser apenas algumas linhas.
- Leitura Dramatizada: Em pequenos grupos, cada um escolhe uma parte da história para "ler" de forma ainda mais teatral, com a voz, gestos e expressões que transmitam a emoção da narrativa.
5. Conclusão e Encerramento (5-10 min)
- Síntese: Relembre os pontos mais marcantes do cordel e as discussões feitas, focando na beleza da narrativa em versos e nas mensagens transmitidas.
- Incentivo à Leitura: Incentive todos a buscarem outros cordéis, conhecerem mais sobre a literatura popular e a valorizarem os artistas que mantêm essa tradição oral e escrita viva.
- Agradecimentos: Agradeça a participação e o entusiasmo de todos.
- Despedida: Finalize com um "Até a próxima história em verso, pessoal!" ou um verso de despedida.
sexta-feira, 10 de outubro de 2025
LANÇADO O CORDEL LIVRO "RAIMUNDO NONATO, O FILHO DA VITÓRIA" NO IHGRN
quarta-feira, 8 de outubro de 2025
RAIMUNDO NONATO: UMA HISTÓRIA QUE PRECISAMOS CONHECER
É com grande alegria que anunciamos: o mais novo cordel de Mané Beradeiro.
Amanhã, 9 de outubro, a partir das 16 h na sede do IHGRN, em Natal/RN, o autor já estará disponível, autografando o livro e, depois, às 17 horas, contará a história de Raimundo Nonato.
Não perca essa oportunidade de ter em suas mãos essa joia literária. Garanta o seu e embarque nessa leitura!
segunda-feira, 6 de outubro de 2025
DIA 9 DE OUTUBRO LIVRO CORDEL SOBRE RAIMUNDO NONATO SERÁ LANÇADO
🎉 Lançamento imperdível! 📚✨ Chegou o novo livro de cordel de Mané Beradeiro: "Raimundo Nonato, o filho da vitória"! 🖋️❤️
Prepare-se para mergulhar em uma narrativa emocionante, que homenageia a trajetória de Raimundo Nonato com a maestria e a beleza única da literatura de cordel. Uma história de superação e força que vai tocar seu coração! 🌟
Adquira já o seu exemplar e celebre essa vitória em cada verso!
terça-feira, 23 de setembro de 2025
O ÚLTIMO ABOLICIONISTA DE MOSSORÓ
Raimundo Nonato (da Silva) é o último abolicionista ainda "vivo" e remanescente da campanha de libertação dos escravos em Mossoró, culminada com a vitória de 30 de setembro de 1883. Tanto pesquisou daquele movimento, tanto se informou com quem sabia e onde se sabia, e escreveu e escreve livros, ensaios, conferências, discursos, artigos, ao longo do tempo, desde a mocidade, sobre as figuras e os episódios daquela campanha; e pelo fato, também, de ano após ano, seguidamente, ser sempre convocado e trazido (uma vez que se encontra domiciliado no Rio), pela prefeitura e pela Maçonaria de Mossoró, pra orador ou integrante "honoris causa", das comemorações ali procedidas, no transcurso da data alvissareira _ que já se tornou ele como que uma espécie de "testemunha", diga-se mais, de "cúmplice" da história, incorporado impregnado metamorfoseado por aqueles fastos lendário. A impressão que se tem, afinal, é a de que Nonato "teria secretariado " o presidente Joaquim Bezerra da Costa Mendes, da "Sociedade Libertadora Mossoroense", "assistido" aos comícios de Almino Afonso; andara "articulado" às conspirações da Loja "24 de Junho", "acompanhado" as vigílias e as "marches-aux-flambeaux", comandadas pelo líder negro Rafael Mossoroense da Glória, pelas ruas noturnas e ardentes da capital do grande país do oeste "segurando" a mão veneranda do patriarca Francisco Romão Filgueira...
No ano de 1983, ano do centenário da libertação dos escravos, Nonato nos deu a "História social da abolição em Mossoró" (Coleção Mossoroense, vol. CCLXXXV - Centro Gráfico do Senado Federal, 1983). E eis o seu grande livro, o livro que dele todos esperávamos, tudo o mais que produziu antes, sobre o velho tema, resultando como que estudos e esboços preparatórios para a síntese completa e definitiva, que ele representa e vale.
No seu trabalho, Nonato não se limitou às origens, ao desenvolvimento, ao "granfinale" da campanha. Foi mais além. E aquém.
Ao lado dos fatos e das circunstâncias históricas, ele ergueu, em resumos informativos, as grandes linhas da vida econômica, social e política de Mossoró, desde que, região da ribeira do Apodi, nela se plantaram as raízes da fazenda Santa Luzia, primeiro com José de Oliveira Leite, depois com o português de Braga, o sargento Antonio de Souza Machado, pelos meados do século XVIII. Para ajudá-lo e apoiá-lo nessa reconstituição, convocou os corretos pesquisadores e historiadores da área, como Francisco Fausto de Souza, Luís da Câmara Cascudo, Vingt-un Rosado, Nestor dos Santos Lima, outros ainda. Alcançados, mais adiante, os dias do movimento abolicionista, que são o seu objetivo principal, os amplos painéis de desdobram. E é então, como na bela imagem de Edgar Barbosa, o mais inteligente criador de imagens literárias do Rio Grande do Norte, que assistimos à arrancada cívica de todo um povo, movido pelo ideal libertário, "gente digna de se levar uma cruzada, a uma expedição, a toda empresa que necessita de fé".
Nonato parece não ter esquecido nada. Situações, perfis, detalhes, no palco e nos bastidores, caldos e rescaldos daquelas horas ásperas. Tudo ele perscrutou e juntou, _ repita-se _ para nos retransmitir naquela sua linguagem descritiva, corrente, coloquial.
Eis um velho amigo, desses cuja presença carregamos pela idade madura, pelo resto da vida, ligado às nossas boas lembranças da adolescência e da mocidade. Sabemos como lhe foram difíceis os dias da formação, no duro ofício de sobreviver, pobre, humilde, sem apoios familiares. Seu valor pessoal tomou-se, por isso mesmo, muito mais alto, porque ele chegou aos níveis a que os melhores companheiros de sua, de nossa geração atingiram, pelo esforço próprio, quotidiano, obstinado. Fez-se a si mesmo. Suas reservas de vitalidade e espírito são inesgotáveis, animadas sempre de um bom humor, de uma malícia contagiante, de uma memória pitoresca e diversa. Mais de cinquenta livros, e plaquetes publicados, a grande maioria voltada para assuntos e pessoas de Mossoró. Acaba-se por concluir, percorrendo-se as páginas de muitos deles, que nenhum tipo humano da grande cidade e adjacências, que tivesse alguma característica peculiar e especial escapou de registro e evocação; homens públicos, homens comuns, padres, jornalistas, sacristãos, funcionários, simples bodegueiros _ mesmo os cangaceiros, de Jesuíno Brilhante a Lampião. Alguns livros também autobiográficos. Enfim, uma bra sem travos e agravos, na marcha, embora dos solavancos da existência.
"História social da abolição em Mossoró" é um livro que se lê com interesse e proveito. Mossoró há de recolhê-lo como um dos documentários, como um dos títulos mais altos de sua identidade comunitária.
AMÉRICO DE OLIVEIRA COSTA - Escritor
Fonte: "Conversa à luz das piracas - minhas memórias do oeste potiguar". Raimundo Nonato, Coleção Mossoroense, Volume CCCLXXXVII. Ano 1988, páginas 14 e 15.
quarta-feira, 17 de setembro de 2025
VENHA CONHECER RAIMUNDO NONATO
segunda-feira, 15 de setembro de 2025
"RAIMUNDO NONATO, O FILHO DA VITÓRIA" FOI ENTREGUE AO AUTOR
O poeta Mané Beradeiro recebeu na manhã de hoje, 15 de setembro, a primeira edição do cordel livro "Raimundo Nonato, o filho da vitória". O livro foi impresso na Manimbu Editora e Gráfica, da Fundação José Augusto-FJA, tendo sido a tiragem de 650 exemplares.
Cem exemplares ficaram com a FJA que vai distribuir às Casas de Cultura do Rio Grande do Norte e cem, serão entregues ao Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte-IHGRN, que patrocinou a compra do material para a edição.
Na foto, Mané Beradeiro recebe das mãos de Afrânio Medeiros de Melo (produtor gráfico da Manimbu) e de Gilson Matias (diretor da FJA) o livro. Muitas outras pessoas, que não estão na imagem, ocupam para sempre o coração do poeta, pela ajuda dada ao IHGRN para tornar real essa edição.
quarta-feira, 10 de setembro de 2025
O NOVO CORDEL DE MANÉ BERADEIRO SERÁ LANÇADO EM OUTUBRO
quarta-feira, 27 de agosto de 2025
RAIMUNDO NONATO DA SILVA FOI ESCOLHIDO PARA SER O PATRONO DE FRANCISCO MARTINS NA ALEARP
O escritor e poeta, Francisco Martins, foi convidado a fazer parte da mais nova instituição de cultura do Rio Grande do Norte. Trata-se da Academia de Letras e Artes Parnamirinense-Alearp, que foi recentemente fundada por um grupo de mulheres daquela cidade, tendo como primeira presidente Francisca Henrique
Francisco Martins mora em Parnamirim há mais de 30 anos, e em 2008 começou as suas atividades culturais pelas escolas, igrejas e outros locais, sempre falando de literatura. Ele já faz parte da Academia Cearamirinense de Letras e Artes-ACLA - Pedro Simões Neto, da Academia Norte-rio-grandense de Literatura de Cordel-ANLiC; do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte-IHGRN e do Conselho Estadual de Cultura-CEC.A sua produção atual é composta por 12 livros e mais de 60 folhetos de cordéis. Francisco Martins escolheu para patrono, o escritor Raimundo Nonato da Silva, um homem que teve uma linda história de vida, sendo considerado um dos maiores escritores desse solo potiguar, tendo livros publicados em vários gêneros: romance, historia, crônicas, memórias, etnografia, folclore.
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| Da esquerda para a direita: Raibrito, Raimundo Nonato, Vingt-Un Rosado e João Batista Cascudo |
Raimundo Nonato merece essa homenagem, diz o acadêmico Francisco Martins: "É uma maneira de manter viva e acesa a memória desse homem tão notável - um exemplo de determinação e superação para as crianças, jovens e adultos".
quarta-feira, 20 de agosto de 2025
SEMANA NONATIANA, EM MEMÓRIA DE RAIMUNDO, O FILHO DA VITÓRIA - IIIª PARTE - FINAL
Ah, como bem o definiu Sanderson Negreiros, um dos nossos:
Causer admirável, figura humana que impressiona pela vitalidade e inquietação existencial, memória fotográfica e perispiritual de tudo que viu, sofreu, amou e viveu, fixador paciente de nossa sociologia regional, ditada e autodidata das melhores passagens do cotidiano; verve, voraz e perspicaz, poeta contador de história e animal perdido na selva carioca; guardião de auroras e também de crepúsculos, incapaz de odiar e voltado para os temas que esgotam o filosofar.
Nunca é tarde, em um ambiente assim, de emoção e de saudade - repita-se - embalarmos também na lembrança dos versos da poetisa Hirma Varela, dedicados a Raimundo Nonato da Silva:
Ele escreveu suas vivências,
Cada página escrita
foi crescendo e juntas estas viraram livros
que ele ia distribuindo entre os amigos.
Contava histórias de sua terra,
em ritmo lento de quem sorrir.
Falava em chuva, em seca, em ruas palmilhadas de saudade,
dizia nomes dos que se foram e os quais ele amou.
O acadêmico e confrade Paulo Macedo desabafa conosco:
Há lembranças fortes de nossa amizade, com os conselhos que dele recebi no começo de minha vida jornalística, incentivo, orientação até.
Desta tribuna, portanto, sublima-se a nossa homenagem singela e emocional. Todas as lembranças ficam, como lição e testemunho imperecíveis. Legou um exemplo de vida, na contemporaneidade, a todos nós, pobres e efêmeras criaturas humanas, feitas à imagem e semelhança de Deus.
Afinal, chega-se ao epílogo desta oração protocolar, em memória de Raimundo Nonato da Silva.
Se poucos dissemos, que se culpe o tempo. E se esse tempo não nos cansou, deve-se à existência fecunda e digna de Raimundo Nonato da Silva, que nos fascina e nos humaniza.
Por isso, recorremos à lição de Fernando Pessoa:
Tudo vale a pena se a alma não é pequena.
O certo é que a nossa palavra nasceu do coração, sem o rigoroso apego ao curriculum-vitae; longe da frieza das datas, não nos preocupando com a ordem cronológica dos títulos, dos cargos do homenageado, mas, acima dessas circunstâncias, palmilhando os caminhos do afeto, da amizade e da valorização da
cultura, que é eterna, sobressaindo a narrativa de seus próprios amigos e admiradores. Assim a homenagem foi mais ampla e fraternal.
Tudo brotou mesmo do coração, no vôo alto e sereno do pensamento, à luz da solidariedade, da emoção incontida, da saudade que ainda perdura, como que vislumbrando a sabedoria de Kahlil Gibran:
Quando atingires teu objetivo, verás tudo mais belo, mesmo com olhos que nunca viram a beleza.
Enfim, configura-se a nossa louvação a Raimundo Nonato da Silva. Simples, solidária, espontânea, sentida, com cheiro de terra, marcada pelo calor humano, do bem-querer, às vezes embargando a voz, no instante evocativo que passa e que se vive.
Esta a mensagem de fé, de confiança, à geração de hoje e do porvir, no exemplo de amor às letras, da dedicação à pesquisa, em sentido universal.
Nada mais fizemos senão cumprir com um pouco do muito que ainda deve e continuará devendo o Rio Grande do Norte a Raimundo Nonato da Silva, no apanágio de seu nome e de sua obra, de seu espírito e de sua inteligência, imprimindo maior projeção cultural, para o nosso povo e nossa terra.
Nossa voz, agora, emudece, elevando o pensamento a Deus, joelhos dobrados e vista para os céus, em homenagem a Raimundo Nonato da Silva, ainda e sempre imortal, na dadivosa lembrança de todos.
Ontem, imaginem, lemos isto, em papel amarrotado:
Quando o sofrimento vier ao teu encontro, deixe rolar dos teus olhos uma lágrima, dos teus lábios um sorriso e do teu coração uma prece a Deus. Só assim serás feliz.
E diremos nós: Como viveu, feliz deve estar mesmo, na morada celestial, Raimundo Nonato da Silva.
(Discurso proferido na sessão solene da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, em 29 de setembro de 1994, e no IHG/RN, na data de 27/11/2007, comemorativa do Centenário de Nascimento do saudoso acadêmico)
terça-feira, 19 de agosto de 2025
SEMANA NONATIANA -EM MEMÓRIA DE RAIMUNDO NONATO, O FILHO DA VITÓRIA - IIª PARTE
Continuamos com a palavra cedida ao escriba Enélio Lima Petrovich, que prossegue escrevendo sobre Raimundo Nonato, o homenageado da semana.
" E ainda no livro Memórias de um Retirante, faz esta confissão:
Não cheguei a ter infância, nem conheci a mocidade, pois mal abri os olhos para o mundo, fui logo atirado nos rudes afazeres do campo, no trato da terra, da vida solta no meio agreste de uma natureza madrasta, onde o sol já se encontrava nos baixios, cambitando olho de cana, num jerico desgraçado, botando lenha do mato para a fornalha, quando não ficava rodando ao pé dos arrancadores, juntando mandioca, num balaio, para levar à casa de farinha, até completar a arranca, que tinha medida certa. Oito cargas de caçuás, carregados em boi, e doze, quando se tratava de burros ou cavalos. O dia de trabalho, assim principiado, não raro se prolongava pela noite a dentro, para ganhar o salário de seiscentos réis, seis tostões, como se diz, em moeda do tempo. (Págs. 49/50)
Sem dúvida, sendo este o seu relato pessoal, vale ressaltar, pari passu, a grandeza de um Luís da Câmara Cascudo, patrono e fundador desta Academia, quando afirmou:
A simplicidade de seu trato valoriza a esplêndida documentação de sua obra. Menino da Serra do Martins, emigrou com a família para Mossoró, fazendo a jornada a pé, evocando num livro que merece reedição. Tudo em Raimundo Nonato foi iniciativa pessoal. Não sei se nasceu de sete meses, mas posso afirmar, à vista do original, ao qual me reporto, e dou fé, que nada lhe deram gratuitamente.
No Rio de Janeiro, Raimundo Nonato, magistrado, historiador, mestre de indagação artística, econômica, editorial, representa, psicologicamente, um órgão suplementar, sensitivo, indispensável à multidão nordestina que o Rio fixou. É a voz que não deixa esquecer o sertão.
E arremata o mestre Cascudo:
Nobre e linda vida, simples e poderosa de exemplo intelectual e moral, em serviço e louvor da Terra e da Gente, nos horizontes permanentes da dedicação incomparável. Levou para as cordilheiras artificiais dos arranha-céus o clima inspirador das serranias legítimas do oeste norte-rio-grandense. Do Paraíso, onde pretendo fixar-me, aplaudirei as realizações de sua existência, sem mancha de inveja e nódoa de recalcado despeito nas amarguras da decepção tenebrante. Deus o abençoe, Raimundo Nonato, jovem-amigo-velho.
Realmente, Raimundo Nonato da Silva era a bondade, a simpatia, a inteligência, o saber e a espontaneidade. Conversar com ele significava enriquecimento de informações sobre fatos e pessoas. Estava sempre pronto a ajudar os outros, pelo seu coração magnânimo.
E nesta sequência de depoimentos e conceitos, que fluíram da sensibilidade de quantos conviveram com ele, não poderíamos olvidar a louvação do padre Jorge O’Grady de Paiva, em agosto de 1977, durante a missa de ação de graças. Completava Raimundo 70 anos.
Eis alguns enfoques:
Como admiro, admirei e admirarei sempre, esse rebento de boa cepa norte-rio-grandense! De tudo pode ele descer, menos da amizade, pois tem o Dom de a fazer, como raros e o de a conservar, como poucos.
O nome, de origem gótica (Ragin-mundo), significa a quem o intelecto protege e ele tem vivido, sempre, sob o escudo protetor de sua inteligência.
E acrescenta o padre O’Grady:
Homem que se fez por si, pelo esforço pessoal, a tudo e a todos sabendo prender e cativar (omissis). Dono de invejável memória, como se ocultasse, no cérebro, fita magnética, pôs a mesma a serviço de sua pena e avolumou a bibliografia potiguar, notadamente a da zona do oeste do Estado. Fausto de novo gênero neo-goetheano, fez reviver, das cinzas do passado, pela magia da pesquisa e poder de evocação, lugares, tempos, homens, coisas, figuras e fatos; reavivou lendas, superstições, abusões, tradições, costumes, roteiros, dando à literatura regional obras editadas pelos órgãos oficiais de âmbito municipal, estadual e nacional.
Mas, tempo corre célere, sem que, nesta homenagem do afeto e da saudade, possamos evidenciar todos os ângulos da vida do homenageado e suas produções literárias, em dezenas de livros e opúsculos.
Estamos convictos, porém, de que este encontro muito bem sintetiza a prova do carinho, do respeito, do reconhecimento a quem, para exemplo dos seus conterrâneos, soube vencer todos os obstáculos, a vaidade de muitos, as incertezas da vida tumultuária.
Raimundo Nonato bem pode repetir São Paulo, através de Timóteo:
Combati o bom combate. Terminei a minha carreira. Guardei a fé.
Se ainda não bastasse a prova dessas manifestações de apreço e de amizade para com o homenageado, assim se expressou o saudoso Peregrino Júnior, também imortal e benemérito de nosso Instituto Histórico, quando apresentou Visões e Abusões Nordestinas - Vol. 1, que editamos:
É esse Raimundo Nonato, presença humana, viva, palpitante e incomparável do nosso Rio Grande do Norte, no cenário cultural do Rio, onde todos o estimamos e admiramos com imensa ternura intelectual.
Além do mais, na presidência do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, nos incorporamos a esta homenagem, vez que a nossa admiração exalta a incessante operosidade na pesquisa meticulosa, a divulgação correta e nítida, de aspectos salientes e tornados característicos na História do Rio Grande do Norte. Essa atividade situa Raimundo Nonato, sócio da Casa da Memória Potiguar, no plano dos historiadores sociais, dignos de menção e louvor."
segunda-feira, 18 de agosto de 2025
SEMANA NONATIANA -EM MEMÓRIA DE RAIMUNDO NONATO, O FILHO DA VITÓRIA
Esta semana é especial, nela vamos celebrar a memória de Raimundo Nonato da Silva, o protagonista do cordel escrito por Mané Beradeiro, que tem como título "Raimundo Nonato, o filho da vitória", que será lançado em outubro desse ano. Raimundo nasceu e morreu no mês de agosto (1907-1993). Diante da grandeza desse homem: cambiteiro, engraxate, acendedor de lampiões, professor, jornalista, escritor, etnógrafo, historiador, 1º diretor do SENAC/RN, advogado e Juiz de Direito, nada mais justo que acender a lamparina que trará luz àqueles que pouco ou nada sabem sobre esse notável potiguar. Começamos com um texto da autoria de Enélio Lima Petrovich, então Presidente do Instituto Histórico e Geografico do Rio Grande do Norte. Vamos à Iª parte.
EVOCANDO RAIMUNDO NONATO DA SILVA
Nem todas as estradas são de pedra. As da amizade são de arminho.
(Raimundo Nonato)
Na magnitude desta hora noturna, impregnada de emoção e saudade, que transcende o cotidiano traumático, emerge a nossa palavra, votiva e evocativa, in memoriam de Raimundo Nonato da Silva, o mestre, o amigo, o confrade, a criatura humana.
É o instante das recordações felizes, guardadas em nosso espírito, corações ao alto e mente sã, nos conclamando para interpretar os sentimentos de louvor e reverência dos que participam deste cenáculo da cultura potiguar.
A esta Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, pelo seu merecimento, Raimundo Nonato da Silva pertencia, ocupando a cadeira nº 1, sendo patrono o padre Miguelinho, e seu 1º ocupante fundador, Adauto da Câmara.
Ao partir, em 22 de agosto de 1993, após 86 anos de uma existência profícua e jubilosa, deixou um legado de sabedoria, compreensão e humanismo.
Com a responsabilidade, pois, da incumbência que nos atribuiu o presidente, escritor e poeta Diógenes da Cunha Lima, procuraremos atender ao chamamento e, em nome da tradicional entidade, falar e discorrer algo sobre o homenageado, invisível, mas presente na lembrança dos conterrâneos e familiares. De um sem número de brasileiros.
E quando recebemos a tarefa, de imediato fluiu a pergunta a nós mesmos:
— O que dizer acerca da vida e da obra de Raimundo Nonato da Silva, com quem mantínhamos uma convivência valorizadora e pacífica ao longo de mais de 30 anos?
Desde logo, permitam-nos uma breve reflexão.
Na cidade maravilhosa, hoje tão violenta, quantas vezes ocorriam os nossos encontros, em conversas alegres e descontraídas, quer nos bancos da Cinelândia, quase ao meio-dia, quer em fins de tarde, na calçada da Mesbla. Ainda no Centro Norte-Rio-Grandense. Ali, Arnóbio Cabral, Renato Rebouças, Osvaldo Lamartine e tantos outros amigos leais.
Com que carinho falava sempre sobre Vingt-Un Rosado, José Augusto Rodrigues, Manoel Rodrigues de Melo, Raimundo Soares de Brito e Francisco Meneleu.
Agora, tudo cessou.
Lá retomando, já algumas vezes, após o seu encantamento, percorremos os mesmos caminhos. O banco da praça Floriano sem ele. Não se ouve mais a sua voz, narrando episódios de nossa história e destacando figuras de sua época. Também o Centro continua de luto, com a sua ausência tão sentida, carregando o peso da saudade perene.
Entretanto — convenhamos — assim é e será sempre a vida de todos nós. Vida que, cedo ou tarde, com a morte, tem de metamorfosear-se, para o encontro com Deus.
Na verdade, não nos parece fácil, através de rápido discurso acadêmico, evocar, em plenitude, a vida e a obra de Raimundo Nonato da Silva. Poucos são os minutos para a homenagem, na forma estatutária.
Todavia, sob a égide dos melhores propósitos, aqui estamos reunidos, em romaria lírica e sentimental, e a exemplo do próprio homenageado que tão bem espargia a sua erudição, seu humor, seu entusiasmo e sua humildade, galardões raros ungidos em uma só pessoa, queremos nós, de uma forma um tanto diferente, tributar-lhe o preito do reconhecimento, trazendo também nesta singela exaltação, conceitos e ideias de quantos o admiram e aplaudem.
Decerto, se tanto soube enaltecer, com justiça, em livros e publicações diversas e valiosas, fatos históricos, amigos e conhecidos, sobreleva, obviamente, a abrangência desta evocação, inserindo a seu respeito depoimentos de seus amigos, conhecidos e admiradores, em conta ilimitada.
Antes, porém, foi o próprio Raimundo Nonato da Silva que nos declarou:
Eu, Raimundo Nonato da Silva, nasci em Martins, a 18 de agosto do ano de 1907. Sei que fui batizado, deram-me um nome e atiraram no mundo para lutar e chegar até aqui. Em 1919, batido pela seca, emigrei para Mossoró. Ali comecei aquilo que se chama estudo, pois até então, com 13 anos, era heróica e gloriosamente analfabeto, como afirmava Câmara Cascudo. Caminhei para o curso Normal e saí diplomado professor em 1925, tendo seguidamente percorrido todo interior do Estado até a capital, ensinando gerações, em cursos de todos os níveis. Mais tarde, em idade já avançada, fiz o Curso de Direito na Faculdade de Alagoas, onde me diplomei em 1955, e, depois, fui juiz de Direito, em 1957.
Nas atividades da vida ocupei cargos diversos no Estado. Fui chefe de gabinete do governador Dix-Sept Rosado, diretor de Departamento do SENAC e, no Rio de Janeiro, assistente do diretor do Ensino Comercial, dr. Lafayette Belfort Garcia.
Pertenço a várias instituições culturais do país — Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, Instituto de Genealogia de São Paulo e Federação das Academias de Letras do Brasil, entre outras.
Sou casado com Maria Edite Bessa e Silva e tenho sete filhos.
Presentes, nesta solenidade, a sua filha El da Silva Bessa e seu filho Eledil Einstein da Silva Bessa, este acompanhado de sua esposa Vânia Leite Bessa e os netos do inesquecível Raimundo Nonato, Marcelo e Carolina.
(continua amanhã)
segunda-feira, 21 de julho de 2025
CONHECENDO UM POUCO DA OBRA NONATIANA
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| Raimundo Nonato da Silva |
Para escrever com segurança é preciso conhecer, e para conhecer é necessário buscar. Foi assim que o poeta Mané Beradeiro se preparou para escrever o poema em cordel “Raimundo Nonato, o filho da vitória”. Mergulhou na obra nonatiana e dela extraiu, principalmente nos livros de memórias, os tópicos fundamentais para compor o cordel.
Segue
a lista os livros e plaquetes lidos,
seguindo a ordem da leitura:
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| Cadernos de anotações das leituras |
Memórias de um retirante – Editora Universitária/Coleção Mossoroense, 2ª ed, 1987. Leitura 19 a 22 de março
de
2025
Estórias de Lobisomem
(regionalismo e folclore).
Rio de Janeiro, Irmãos Pongetti, 1959. Leitura 24 de março 2025
Varal das memórias – Coleção Mossoroense, 1988. Leitura 26 de
março 2025.
Figuras e Tradições do
nordeste. Rio de Janeiro,
Irmãos Pongetti, 1958. Leitura 26 de março 2025
Quarteirão da fome. Rio de Janeiro, Pongetti, s/d. Leitura 27
e 28 de março 2025
Memórias de duas épocas:
Adauto Câmara, exemplo de uma geração idealista. Mossoró no espaço e no tempo,
centenário do município. Rio
de Janeiro, Pongetti, 1967. Leitura 2 de abril 2025
Serra do Martins: os homens,
o tempo e os fatos. Rio de
Janeiro, Gráfica Olímpica Editora/ Mossoró, Coleção Mossoroense, 1978. Leitura: 3 a 10 de abril 2025
Entre sol e poeira. Coleção Mossoroense, 1987. Leitura 9 e 10
de abril 2025
Árvores de costado: histórias
que a história esquece. Coleção
Mossoroense e ALRN, 1981. Leitura 11 e 15 de abril 2025
Província Literária. Rio de Janeiro, Pongetti, 1953. Leitura 15
e 16 de abril 2025
Somando os dias do tempo. Rio de Janeiro, Pongetti, 1973. Leitura 22
a 25 de abril 2025
O Dia do silêncio de José
Aoem Estigarriga Menescal.
Coleção Mossoroense, 1988 – Leitura 8 de maio 2025
Jerônimo Rosado – uma vida
com a dimensão de um século.
Coleção Mossoroense, 1987 – Leitura 8 de
maio de 2025
Adauto Câmara (Separata da revista da Academia
Norte-rio-grandense de Letras, nº 3, 1955) – Coleção Mossoroense, 1988. Leitura: 8 de maio 2025
A Escola de outro tempo
(professores de Mossoró).
Pongetti/Coleção Mossoroense, 1968. Leitura 10 a 12 de maio 2025
Vidas errantes. Coleção Mossoroense, 1989. Leitura 23 de
junho 2025
À sombra dos tamarindos. Coleção Mossoroense, 1979. Leitura 26 e
27 de junho de 2025
Roteiros da Zona Oeste. Rio de Janeiro, Pongetti, 1952. Leitura 2
a 5 de julho 2025
Foram
dezoito títulos lidos, além de pesquisa em jornais da época, garimpando
informações e curiosidades sobre a vida e a obra de Raimundo Nonato.



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