Mostrando postagens com marcador CEC. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CEC. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

MEU TEMPO NO CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA DO RIO GRANDE DO NORTE

 Alguns anos eu comecei a trabalhar no Conselho Estadual de Cultura-CEC/RN. Fui convidado pela Professora Zilda Lopes do Rêgo a assistir as sessões do Conselho e redigir as atas, posto que, a servidora Ana Maria de Miranda Galisa, já não mais estava escrevendo as atas. Bastava vir apenas nos dias das sessões, que são realizadas nas tardes de terças-feiras. 


Esse convite foi formulado quando eu estava à disposição da Academia Norte-rio-grandense de Letras-ANRL, na gestão do Prefeito Agnelo Alves, dando meu expediente da Biblioteca Padre Luiz Monte-ANRL (2004 a 2008), que depois foi renovado na administração de Maurício Marques, iniciada em 2009.

Aceitei sem contestar, embora sabendo que seria um trabalho voluntário, sem obter nenhuma remuneração. O que eu iria ganhar era a amizade que faria com os membros daquela instituição, isso sim, bem melhor do que qualquer moeda.

Quantas tardes memoráveis eu vivi junto a eles. Homens e mulheres que aguçaram ainda mais minha cultura. Alguns já partiram: Pedro Vicente, Nelson Patriota, Paulo de Tarso, Paulo Macedo, Enélio Petrovich, Francisco Fausto. Outros continuam por aqui, servindo a cultura. Tenho admiração por todos.

Escrevo essa memória, para registrar que depois de um certo período, em 2 de janeiro de 2017, o Conselho  conseguiu que eu viesse trabalhar oficialmente na sede, fazendo parte do convênio celebrado entre a Prefeitura de Parnamirim/Governo do Estado. Juntando esse período ( 9 anos) do convênio com o tempo que fiquei   Portanto, faz 22 anos que  eu estou atuando no CEC/RN.

Quando Letúsia Magalhães se aposentou, assumi as tarefas que eram da sua pasta e passei a ser Secretário Executivo. 


Francisco Martins

3 de setembro 2026

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA DEBATE REVITALIZAÇÃO DA FORTALEZA DOS REIS MAGOS

 O Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte, reunido na tarde de ontem,  em sua XXII sessão ordinária, contou com a presença de catorze conselheiros e conselheiras. A pauta principal da sessão foi sobre a revitalização da Fortaleza dos Reis Magos, um assunto levantando pelo Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte - IHGRN


A Presidenta  do IHGRN, Joventina Simões Oliveira, apresentou um relatório sobre a situação atual e o potencial turístico da Fortaleza dos Reis Magos. O Plenário ouviu os argumentos do IHGRN e durante mais de quarenta minutos o assunto foi analisado e voltará a ser tratado na primeira sessão do mês de setembro.


Bruno Ernesto Clemente, Diogo Licurgo Meireles Nunes e Luiz Mariz de Araújo Filho também estiveram participando da sessão, pois eles compõem a comissão que elaborou o relatório apresentando.

terça-feira, 4 de agosto de 2026

CÂMARA CASCUDO E O CEC/RN


Qual a ligação que teve Câmara Cascudo com o Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte? Ele foi um dos fundadores desse Conselho. Teve mandato , nomeado por Decreto do Governador do Estado, Monsenhor Walfredo Gurgel, em 10 de abril de 1967, publicado no dia seguinte no Diário Oficial do Estado.

Assinou a ata de posse (24.04.1967) e participou da Sessão de Instalação Oficial do CEC, no dia 5 de abril de 1968. e, por sofrer com problemas de audição, pediu renúncia do cargo, em 1968, que foi  aceita pelo Governador.

Segue o  Requerimento de Câmara Cascudo:

"Exmº Sr. Governador do Estado:

Vossa Excelência muito me penhorará dignando-se conceder-me  exoneração do cargo de membro do Conselho Estadual de Cultura, com que fui distinguido. A  crescente surdez incurável, não permitindo audição grupal, incapacita-me para os trabalhos de conjunto, não percebendo a exposição, debate e solução dos assuntos, determinando humilhante e cômica situação pessoal, incompatível com a própria finalidade harmônica da entidade para qual a Vossa Excelência me honrou com a desvanecedora nomeação.

Minha ausência não inclui desinteresse e reafirmo o desejo de colaboração nos limites das minhas possibilidades. Antecipadamente grato pelo deferimento e, de Vossa Excelência, atento servidor.

5 de abril de 1968.

segunda-feira, 3 de agosto de 2026

CEC VAI FAZER SESSÃO ESPECIAL PELOS 40 ANOS DE SAUDADES DE CÂMARA CASCUDO

 

O Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte estará reunido amanhã à tarde, em sessão especial, lembrando os 40 anos de saudades de Câmara Cascudo. Além dos Conselheiros e Conselheiras estarão também presentes a Diretoria do Ludovicus - Instituto Câmara Cascudo e o Professor Humberto Hermenegildo. A oradora oficial será a  Conselheira Eulália Duarte Barros, Vice-Presidente do CEC/RN

quarta-feira, 13 de maio de 2026

SESSÃO DO CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA TEVE A PRESENÇA DE GUSTAVO ROSADO

 Na tarde de ontem, o CEC realizou a sua XIª sessão ordinária, sob a presidência do Conselheiro Valério Mesquita. A reunião teve a participação do Doutor Gustavo Rosado, Secretário de Estado da Infraestrutura.

 O Secretário Gustavo Rosado falou sobre o trabalho realizado nas praças públicas de Natal. que foram revitalizadas e estão sendo entregues à Prefeitura de Natal.  A sessão teve a participação dos seguintes componentes do Conselho: Leide Câmara, Rejane de Souza, Mary Land Brito, Manoel Onofre, Armando Holanda, Gilson Matias, Cícero Macedo, Diva Cunha, Sonia Faustino, Josimey Costa, além do Presidente Valério Mesquita e da Vice presidente  Eulália Duarte Barros.



quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

CEC/RN RECEBEU PASTAS EM COURO - FEITAS PELO SECRETÁRIO

 

Francisco Martins, que entre tantas outras coisas, é também artesão, aproveitou o período do Carnaval e confeccionou pastas em couro, para o Conselho Estadual de Cultura-CEC/RN, onde ele trabalha na função de secretário. As pastas foram todas feitas manualmente e personalizadas com a bandeira do CEC/RN e o nome do Conselheiro ou Conselheira. A entrega aconteceu na tarde de ontem, por ocasião da primeira sessão ordinária de 2026.












CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA REALIZOU ONTEM A PRIMEIRA SESSÃO DE 2026

Ontem, 24 de fevereiro, o Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte -CEC/RN, retomou suas atividades. A primeira sessão do ano contou com a presença de 99% dos Conselheiros e Conselheiras. Atualmente são 16 pessoas que integram o colegiado, que está assim constituído:


1) Valério Alfredo Mesquita - Presidente

2) Eulália Duarte Barros - Vice-Presidente

3) Joventina Simões Oliveira - membro nato - IHGRN, representada por Armando Holanda

4) Diogenes da Cunha Lima - membro nato - ANRL - representado por Leide Câmara

5) Mary Land Brito - membro nato - SEC - representada por Rosa Moura

6) Gilson Matias - membro nato - FJA - representado por Ailton Medeiros

7) Cícero Macedo

8) Hermano Machado

9) Diva Cunha

10) Sonia Faustino

11) Antonio Gentil

12) Ivan Lira de Carvalho

13) Manoel Onofre de Sousa Neto

14) Josimey Costa da Silva

15) João Batista de Morais Neto

16) Rejane de Souza


O CEC/RN funciona em salas alugadas pelo estado, no prédio da Academia Norte-rio-grandense de Letras,  Rua Mipibu, 443, bairro Petrópolis, sendo as sessões nos dias de terças-feiras, sempre das 16 às 17 h. 




sexta-feira, 12 de dezembro de 2025

CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA PASSA DE 15 PARA 17 CONSELHEIROS

   

O Conselho Estadual de Cultura-CEC, foi criado pelo Decreto 4.793, de 4 de abril de 1967, pelo Governador Monsenhor Walfredo Gurgel, portanto é uma instituição com 58 anos. A sede do CEC é dentro da Academia-Norte-Rio-Grandense de Letras, onde funciona a mais de 30 anos. No Governo de Garibaldi Filho, o CEC passou a ser regido pela Lei nº 7072, de  28 de outubro de 1997,  com um quadro de 15 membros, sendo três natos ( o presidente da ANRL, o presidente do IHGRN e o Presidente da Fundação José Augusto).

    Em 2 de agosto de 2024 foi aprovada a Lei nº 765, que criou a Secretaria de Estado da Cultura-SECULT,  que trouxe para seu organograma a Fundação José Augusto e o Conselho Estadual de Cultura, antes submetidos à Secretaria de Estado da Educação. Com essa nova Lei, o CEC ganhou mais dois membros, sendo um nato, na pessoa da Secretária de Cultura, e outro a ser indicado pelo plenário para aprovação da Governadora, ainda a ser definido.



A Composiçao atual do CEC é a seguinte:

1) Valério Alfredo Mesquita - Presidente

2) Eulália Duarte Barros -Vice-Presidente

3) Joventina Simões Oliveira  - membro nato, na qualidade de Presidente do IHGRN. Representada pelo Conselheiro Armando Holanda.

4) Diogenes da Cunha Lima - membro nato, na qualidade de Presidente da ANRL. Representando pela Conselheira Leide Câmara.

5) José Gilson Matias  - membro nato, na qualidade de Diretor-Geral da FJA. Representando pelo Conselheiro Ailton Medeiros.

6) Mary Land Brito - membro nato, na qualidade de Secretária Estadual de Cultura. Representada pela Conselheira Rosa Moura.

7) Cícero Martins de Macedo Filho - Conselheiro.

8) Hermano Machado Ferreira de Lima - Conselheiro

9) Diva Cunha Pereira de Macedo - Conselheira

10) Sonia Faustino - Conselheira

11)  Antonio Gentil - Conselheiro

12) Ivan Lira de Carvalho - Conselheiro

13) Manoel Onofre de Sousa Neto - Conselheiro

14) Josimey Costa da Silva

15) João Batista de Morais Neto

16) Rejane de Souza

    O CEC/RN realizou dia 9 de dezembro, a última sessão do exercício de 2025. Os Conselheiros e Conselheiras entram em recesso e voltam a trabalhar na primeira terça-feira de fevereiro de 2026, dia 3.

        É importante dizer que nenhum dos membros  recebem jeton*. Todos trabalham voluntariamente.


*Pagamento por comparecimento em sessões plenárias e reuniões.


   




quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

EXPOSIÇÃO DE AZOL COMEÇA HOJE

 



O artista plástico, Sérgio Azol, abre na noite de hoje, 10 de dezembro, a exposição Reinos do Imaginário, que acontece na sede do Palácio Potengi, onde funciona a Pinacoteca do Estado.

A exposição será às 19 h e tem a Curadoria de Manoel Onofre de Sousa Neto. O trabalho apresentado ao público é fruto de 15 anos de pesquisa.

No dia 2 de dezembro, o artista plástico esteve na sede do Conselho Estadual de Cultural, formulando oficialmente, o convite aos membros daquela instituição, a prestigiarem a exposição.


quinta-feira, 30 de outubro de 2025

COMENDA ALBERTO MARANHÃO PODERÁ SER ENTREGUE EM NOVEMBRO

 


O Conselho Estadual de Cultura-CEC enviou no dia 17 de maio de 2024, um ofício informando os nomes das pessoas físicas e jurídicas que foram aprovados na XI Sessão Ordinária, realizada  em dois momentos, respectivamente 30 de abril e 7 de maio, para receberem a Comenda Alberto Maranhão, a maior condecoração do Governo do Estado.

Os nomes aprovados foram:

AÉCIO CÂNDIDO

ARMANDO HOLANDA

CÁSSIO ROMANO

FUNDAÇÃO JOSÉ AUGUSTO

GENIBALDO BARROS

 INSTITUTO LUDOVICUS

LUIZA MARIA NÓBREGA

MUSEU CÂMARA CASCUDO

PADRE CHARLES LAMARTINE DE SOUZA 

PADRE JOÃO MEDEIROS FILHO

Estes nomes foram publicados no Diário Oficial do Estado, edição do dia 17 de dezembro de 2024, página 7, e desde então é esperado que a Secretaria Estadual de Cultura com a Fundação José Augusto façam o agendamento do evento. Há uma esperança de que a entrega aconteça neste mês de novembro.

A última entrega aconteceu em 22 de dezembro de  2012, no Teatro Alberto Maranhão, sendo Governadora Rosalba Ciarlini. Naquela tarde foram agraciados doze pessoas

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

DEÍFILO GURGEL, UM SER ESSENCIALMENTE HUMANO, UM POETA FRANCISCANO

Terça-feira passada, o Conselho Estadual de Cultura realizou uma sessão especial, em homenagem a Deífilo Gurgel, que em 2026 terá seu centenário de nascimento. Deífilo Gurgel foi Conselheiro e é um importante nome da cultura potiguar. Alexandre Gurgel, filho, pronunciou o seguinte discurso:




Caríssimo amigo e Presidente do Conselho Estadual de Cultura, Dr. Valério Mesquita, estimado e querido amigo do meu pai Deífilo Gurgel, e caríssima conselheira Professora Lalinha Barros, também estimada e querida amiga dos meus pais e por extensão minha, autora da propositura deste convite que tanto me honra.

Através de ambos, cumprimento aos demais estimados conselheiras e conselheiros deste Conselho Estadual de Cultura, honrada instituição na qual Deífilo não só teve assento, como a honrou com a sua humana presença.

Nesse encontro de amigos, a exatamente um mês dos 99 anos de nascimento de meu pai, falar do Deífilo Gurgel folclorista é chover no molhado, pois o seu labor como maior pesquisador da cultura popular potiguar tem o reconhecimento nacional. Mas esse ‘chover no molhado’ não me impedirá de enumerar humanas passagens envolvendo mestres, mestras e brincantes da nossa cultura popular, as quais ele protagonizou com essas grandes figuras.

Hoje, dirigirei a minha fala à essência humana de um homem movido pelo sentimento à flor da pele e pelo olhar tomado pela poesia. Mas não falarei como um simples filho, mas sim como um amigo mais novo que admira e ama verdadeiramente com todos os louvores um amigo/pai ou um pai/amigo, exemplo extremo de altruísmo, que sentia e trazia para si as dores do mundo, dos mais humildes, dos ofendidos.

Falar de Deífilo Gurgel, para mim, é falar de humildade extrema, de amor desmedido pelos menos favorecidos, por todos aqueles que ficam excluídos, à margem. É falar do seu humanismo genuíno e explícito à sua maneira simples, sem alarde. É falar da poesia que pulsava em suas veias, do respeito irrestrito e desmedido aos seus semelhantes e as diferenças, fossem elas quais fossem. É falar de justiça como leme e de sentimento como essência. E é falar do seu amor por Natal.

Mas falar Deífilo é também, e obrigatoriamente, falar de Zoraide Gurgel, a pastora dos seus sonhos do poeta, a sua Mimosa, Zora ou Zozó, seu amor maior, mãe dos seus nove filhos e companheira de toda uma vida, pois sem Zoraide, Deífilo jamais teria sido o Deífilo que todos conheceram. Foi parceira em todos os sentidos, em todas as ocasiões e escolhas. Eram um só, um só corpo, um só espírito, um amor indissolúvel, inspirador à eternidade.

Por obra desse casal, em minhas retinas estão gravadas para sempre, as iluminadas presenças de Chico Antônio, o maior embolador de coco da história que encantou Mário de Andrade, de Seo Pedro Guajiru o eloquente e bailarino mestre do Boi Calemba de São Gonçalo do Amarante, de João Menino o pequeno, em estatura, mas grande em alma e espírito, Rei dos Congos de Saiote também de São Gonçalo, de Chico Daniel o colossal calungueiro que Ariano Suassuna disser ser o maior artista popular o Brasil, dos irmãos Relâmpago: Zé, Antônio e Miguel, também calungueiros de primeira linha e tantos outros mestres, mestras e brincantes da nossa rica cultura popular, que nos brindavam ao dividir a humana mesa da casa e dos corações dos meus pais, que tinham muitas moradas, rotineiramente em almoços de sabores únicos e inesquecíveis preparados com todo amor por minha mãe, pois todos tinham a nossa casa como porto seguro quando vinham a Natal.

Retorno aos anos 40 do século passado, para dividir uma das mais humanas histórias protagonizadas por Deífilo, das quais conheço. Ele recém-chegado à capital, ainda muito jovem vindo de Areia Branca, não tinha 20 anos, entre 1944/1945, no ocaso da segunda guerra mundial, durante uma noite, caminhando a pé pela Praça José da Penha em frente ao Grande Hotel do Major Theodorico Bezerra, vê ninguém menos do que o lendário Zé Areia caído na praça, completamente ébrio. Não se contendo, ergue Zé Areia, movido pela preocupação de vê-lo caído ao relento da noite, e o leva para o Grande Hotel, onde o barbeiro mais famoso da cidade mantinha o seu estabelecimento. Solicita que abriguem Zé Areia na sua barbearia, e só se contenta quando isso acontece. Mais de meio século depois, é a sua humana pena responsável pelo verbete do folclórico personagem na indispensável obra ‘400 nomes de Natal’, 1999, edição Prefeitura de Natal.

Retorno ao tempo presente para dizer que se hoje existe a Lei do Registro do Patrimônio Vivo no Rio Grande do Norte, isso se deve a Deífilo Gurgel.

Aquele olhar humano, que raramente se vê, amoroso, cuidadoso, zeloso, à busca de propiciar – além do registro em suas diversas obras, as figuras desses emblemáticos nomes da nossa cultura popular – a dignidade aos nossos mestres, mestras e brincantes, tal olhar partiu sim de Deífilo.

Nos anos de 1960, mesmo ainda não tendo se apaixonado e se dedicado de corpo e alma ao nosso folclore, Deífilo se tornara amigo próximo e frequentador da casa do maior nome da arte popular potiguar, o magistral Xico Santeiro. Lá via e sentia na pele as agruras de uma vida sofrida e de pouco reconhecimento. Diante do sofrido enredo da vida do nosso maior escultor popular, Deífilo procura o amigo Cortez Pereira, então deputado estadual, para sugerir ao amigo a iniciativa de projeto de lei para a concessão de uma pensão especial para Xico Santeiro. A propositura de Cortez foi aprovada na Assembleia Legislativa, mas vetada pelo governo estadual que alegou que contraria o artista para a Fundação José Augusto, o que jamais aconteceu. Iniciava-se ali o olhar verdadeiramente amigo e guardião de Deífilo Gurgel voltado aos reais protagonistas da nossa cultura popular. Vale salientar que a amizade de Deífilo e Cortez, vem junto a amizade de outro grande amigo de adolescência: Genibaldo Barros, nascida nos bancos do ginásio de Santa Luzia em Mossoró.

De volta ao tempo presente, em 2023, estive visitando Amélia, umas das filhas de Xico Santeiro, na velha casa da Rua Guanabara onde Deífilo ia ao encontro do velho amigo. Na ocasião, Amélia me confidenciou emocionada: “meu filho, doutor Deífilo era um homem de verdade, sem duas conversas. Lembro uma vez que ele veio aqui conversar com papai, a gente tudo criança, e ele observou que não tinha comida aqui em casa. Ele saiu calado e logo depois voltou com umas sacolas cheias de comida. Ele trouxe a feira que matou a nossa fome. Não vou esquecer isso nunca. Que Deus o tenha.”

Retorno novamente no tempo. Em 1970, o saudoso professor João Faustino, assume a secretaria de educação e cultura de Natal. À época, estava Deífilo desempregado, pois tinha pedido demissão do Banespa, aliada a uma malfadada experiência de uma padaria que não deu certo, o que combaliu as suas finanças. O caçula da família era eu, não tinha um ano ainda.

João, velho e querido amigo de meu pai, soube da situação de Deífilo e o procurou para convidá-lo a assumir o departamento de cultura do município. Sem imaginar, João se tornaria o principal responsável por levar os rumos da vida de meu pai ao encontro do folclore potiguar, que se tornou depois da minha mãe e da família, a sua maior paixão.

Aqui ressalto da amizade íntima e verdadeira de toda uma vida protagonizada pelos casais Deífilo e Zoraide, João Faustino e Sônia Ferreira.

Apesar de não ser natalense, mas filho de Areia Branca, Deífilo amou como poucos essa Aldeia de Poty. Como diretor do departamento de cultura de Natal criou o primeiro prêmio de poesia do estado, o Othoniel Menezes, em homenagem ao velho amigo.

Voltando algumas décadas no tempo entre o final dos anos 40 e início da década de 50 do século passado, participou como incentivador e animador cultural do primeiro encontro modernista e divisor de águas das artes plásticas potiguares, que reuniu três dos seus grandes amigos: Ivon Rodrigues, Newton Navarro e Dorian Gray.

Em 1961, junto a grande geração de amigos, poetas e escritores, entre os quais: Zila Mamede, Miriam Coeli, Sanderson Negreiros, Luís Carlos Guimarães, Newton Navarro, Celso da Silveira, Dorian Gray, Nei Leandro de Castro, entre outros, tendo o também amigo Berilo Wanderley como divulgador em sua coluna na Tribuna do Norte, participam todos como protagonistas, do ‘I Encontro do Escritor Potiguar’, evento que marcou para sempre essa imensa geração.

Acelero novamente o tempo e retorno a meados dos anos de 1970, quando Deífilo escreve artigo no saudoso jornal ‘A República’. No seu texto, sugere às administrações municipal e estadual, um grande evento a se realizar anualmente nos meses de dezembro, com a cidade tomada por luzes, presépios espalhados pelos quatro cantos desta aldeia, apresentações dos nossos grupos folclóricos e dos nossos talentos musicais, imaginando para Natal o maior Natal do mundo, e não apenas isso, mas sim, dando nome ao evento de: ‘Natal em Natal’. Isso mesmo, foi Deífilo Gurgel quem pensou primeiro o ‘Natal em Natal’. Esse artigo está transcrito na sua íntegra, em fac-símile, no livro ‘Autorretrato do poeta – Deífilo Gurgel, poesia inédita e a fotografia de uma vida feliz’, 2018, de minha autoria. Tenho a honra de possuir em meus alfarrábios, o primeiro cartaz do ‘Natal em Natal’ com belíssima ilustração de Dorian Gray.

Os anos corriam e a conduta humana de Deífilo frutificava como exemplo a olhos nus para mim. Afirmo categoricamente de que, a banda boa do meu ser, vem inexoravelmente dele e de minha mãe, já os meus deslizes, tenham absoluta certeza, aprendi com a vida.

Vi Deífilo lutar, por anos, incessantemente até conseguir pensões especiais junto ao governo do estado, como uma missão sua de levar dignidade aos nossos mestres, mestras e brincantes, para Chico Antônio – o homem que para Mário de Andrade cantava mais do que meia dúzia de Carusos –, para o doce, gentil e elegante Mestre Cornélio Campina do Araruna e para o Mestre Severino Guedes do Bambelô Asa Branca. Vi Deífilo conseguir a contratação do grande calungueiro Chico Daniel para apresentações permanentes pela Funcarte e vi Deífilo conseguir pensão especial para Dona Militana junto a prefeitura de São Gonçalo do Amarante. Mas também, vi Deífilo triste por não conseguir uma pensão para o Mestre Pedro Guajiru junto ao governo do estado, e escutei a sua voz embargada e triste ao me ligar para me informar da trágica morte do também grande mamulengueiro Zé Relâmpago, e eu emudecer sem palavras. A dor dele era a minha também. Nessas passagens, Deífilo teve a parceria próxima dos amigos: Valério Mesquita, hoje presidente deste Conselho, então presidente da Fundação José Augusto, instituição na qual por 12 anos, Deífilo dirigiu o CPC – Centro de Promoções Culturais, e do professor Diógenes da Cunha Lima, à época Reitor da UFRN, instituição da qual Deífilo foi o primeiro professor da cadeira da Disciplina de Folclore Brasileiro.

Certa vez, ao visitar nas Rocas, o grande José Jordão, outro amigo do folclore, ex-componente do Araruna e um dos nossos grandes escultores populares, o artista queixou-se de que estava quase cego. De imediato, Deífilo procurou o comando do Hospital da Polícia à busca da cirurgia de catarata para o amigo, no que foi atendido prontamente. Jordão operou os dois olhos e voltou a enxergar perfeitamente. Ao visitá-lo pós-cirurgia, escutou de Jordão o desejo de voltar a esculpir, mas que não tinha dinheiro para comprar as imburanas que precisava para forjar as suas criações. Dias após, chegava de surpresa à casa do escultor uma carrada de madeira na carroceria de uma caminhonete. Assim era Deífilo Gurgel, um espírito desprendido, um bem-aventurado, um de boa-fé.

Sempre que posso, enalteço a justa obra do laborioso folclorista e do pesquisador incansável que redescobriu em 1979, Chico Antônio e o levou a São Paulo para se apresentar no Som Brasil de Rolando Boldrin, resgatando no tempo e na história o desejo adiado de Mário de Andrade, que de todas as maneiras quis levar o coquista à Pauliceia Desvairada, mas não teve êxito. Que também nesse mesmo ano de 79, descobriu o fabuloso Chico Daniel, um dos maiores mamulengueiros deste país, que no início dos anos de 1990, descobriu a emblemática romanceira Dona Militana, única potiguar (entre mulheres e homens nascidos em solo potiguar) a ser agraciada com a Ordem do Mérito Cultural, e que ainda através da sua meticulosa obra, editada pós-morte, ‘Romanceiro Potiguar’, 2012, edição Fundação José Augusto, trouxe novamente à cena e ao debate cultural, a figura mítica do poeta Fabião das Queimadas, descoberto por Eloy de Souza e Câmara Cascudo.

Também enalteço, e muito, os belos e líricos versos dos sonetos do poeta Deífilo, registrados e enaltecidos na necessária obra ‘Uma história da poesia brasileira’, 2007, Editora G. Ermakoff, do grande Alexei Bueno, que trata Deífilo como um dos grandes poetas da sua geração. Mas inquestionavelmente, a obra que mais enalteço do meu pai/amigo é a sua imensa e inspiradora obra humana.

Deífilo veio ao mundo para servir, unicamente para servir, sem barganhar, literalmente, nada em troca. Foi um franciscano poeta.

Estão em mim os seus últimos meses de vida, quando estive diariamente junto a ele e a minha mãe, ele frágil, muito frágil, acometido por uma depressão pusilânime e traiçoeira, mas que não foi capaz de suprimir dele, mesmo no ocaso da sua existência, a sua eterna preocupação: o futuro dos nossos mestres, mestras e brincantes populares. Com lágrimas nos olhos me indagava quando encontrava um fio de ânimo para conversar: “Ali (assim me chamava carinhosamente), como é que esse povo (referindo-se à sua legião de amigos do folclore potiguar) vai ficar quando eu morrer?”

Como ato derradeiro deste inesquecível encontro, deixo para todos aqui presentes, o fiel autorretrato/testamento escrito por meu pai, meu maior amigo e exemplo absoluto de um ser essencialmente humano, em forma de poema, que se ergue para mim, todas às vezes em que o leio, como um mantra necessariamente indispensável de permanente alerta, para os meus possíveis deslizes de conduta.




EPITÁFIO (Deífilo Gurgel, 27 de setembro de 1994)

Este foi um homem feliz.
Trabalhou em silêncio
sua ração cotidiana
de humildes aleg(o)rias.
Nunca o seduziu a glória dos humanos
nem a eternidade dos deuses.
Fez o que tinha de fazer:
repartiu o seu pão entre os humildes,
defendeu como pôde os ofendidos,
semeou esperança entre os justos,
e partiu, como tinha de partir,
feliz com sua vida e sua morte.


Este foi Deífilo Gurgel.

A minha gratidão e o meu abraço a todos.


Natal, 23 de setembro de 2025.

Palestra proferida no Conselho Estadual de Cultura.

Alexandre Gurgel
Jornalista, escritor, pesquisador, membro efetivo do IHGRN na cadeira que tem como patrono Deífilo Gurgel

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

quarta-feira, 23 de julho de 2025

CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA APROVA TOMBAMENTO DA RESIDÊNCIA DO DESEMBARGADOR THOMAZ SALUSTINO, EM CURRAIS NOVOS


Imóvel de estilo eclético, símbolo da história política e arquitetônica do Seridó potiguar, será incluído no rol de bens protegidos do Rio Grande do Norte.

O Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte (CEC/RN), por unanimidade, opinou pelo tombamento da residência que pertenceu ao Desembargador Thomaz Salustino Gomes de Melo, localizada à Praça Desembargador Thomaz Salustino, nº 134, no centro histórico da cidade de Currais Novos. A decisão foi tomada em sessões consecutivas da Câmara Técnica do Patrimônio Cultural Material, e do Pleno do Conselho, realizadas nos dias 21 e 22 de julho de 2025, respectivamente.
 A proposta de tombamento foi apresentada pela Fundação José Augusto, com base em provocação de Inácio José Salustino Soares, e contou com parecer técnico da arquiteta Aramires França, que atestou a relevância histórica, arquitetônica e cultural do imóvel. Edificada no início do século XX, a casa representa um exemplar significativo do estilo eclético, com elementos ornamentais e simbólicos típicos da arquitetura historicista, além de compor o conjunto urbano tradicional de Currais Novos.

Para o Conselheiro Antonio Gentil, relator da matéria da Câmara Técnica, o prédio é detentor de valor histórico e “possui relevância cultural e beleza arquitetônica”, o que justifica o tombamento.

Segundo o voto-vista do Conselheiro Ivan Lira de Carvalho, relator do processo no Pleno do CEC, o imóvel “é dotado de dignidade suficiente para merecer proteção pública, por encarnar valores históricos, estéticos e identitários da cidade e da região”. Destaca ainda a originalidade do projeto arquitetônico, com composição simétrica, elementos decorativos clássicos e simbologia vinculada à trajetória do proprietário — magistrado, industrial e político de destaque no Rio Grande do Norte do século XX.

Thomaz Salustino foi Deputado Estadual, Juiz de Direito, Desembargador e Vice-Governador do Estado, além de figura relevante na indústria mineral brasileira, como fundador da Mina Brejuí, maior produtora nacional de scheelita por décadas. Seu papel como articulador político e benemérito do Seridó reforça a importância da preservação de sua residência, que também se insere no núcleo urbano tradicional de Currais Novos, próximo à Matriz de Sant’Ana e a edificações centenárias.

A decisão do Conselho também prevê o encaminhamento de ofício ao Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte, solicitando a apuração de eventual responsabilidade por alterações recentes no imóvel que possam ter comprometido sua integridade arquitetônica, em atenção ao disposto nos artigos 62 e 63 da Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais).

Com essa medida, o Conselho Estadual de Cultura reafirma seu compromisso com a valorização do patrimônio cultural do Rio Grande do Norte, fortalecendo a identidade regional e a memória coletiva das cidades do interior. O tombamento ainda será formalizado por ato administrativo próprio, a ser editado pelo órgão executivo estadual competente.

Mais informações podem ser obtidas junto à Secretaria Executiva do Conselho Estadual de Cultura, pelo e-mail ceculturarn@hotmail.com ou pelo telefone (84)98719-4534.

quarta-feira, 12 de março de 2025

ESCRITOR É HOMENAGEADO NA GALERIA DE NOTÁVEIS DO CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA


 Na tarde de ontem, 11 de março, o Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte fez uma sessão solene, inaugurando as novas instalações da Sala Onofre Lopes, local onde acontecem as sessões ordinárias. O espaço foi totalmente reformado graças a visão do mecenas Antonio Gentil, que não mediu esforços para deixá-lo bonito, confortável e moderno.

As paredes receberam quadros e entre estes, 18 são dedicados à instituições e pessoas físicas que colaboraram e  atuam na área cultural.  Na Sala Onofre Lopes estão fixados os quadros dos Governadores Aluízio Alves, Monsenhor Walfredo Gurgel, o poeta, escritor e pintor Newton Navarro,  Dorian Gray, que além de artista plástico também foi Conselheiro, Câmara Cascudo (fundador desse Conselho), as duas grandes mulheres da literatura local: Auta de Souza e Nísia Floresta, Onofre Lopes (que presidiu esse Conselho) . As instituições Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, o Instituto Gentil e a Academia de Letras de Campo Grande ( terra natal de Antonio Gentil), além do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte e o Instituto Ludovicus fazem parte dessa galeria. 

Na sala anterior,denominada Veríssimo de Melo, a galeria é composta por seis quadros, ali são homenageados Zilda Lopes do Rego, primeira mulher a ser Secretária de Educação do Estado  e durante muitos anos se dedicou ao Conselho Estadual de Cultura, sendo secretária administrativa e Conselheira,  o poeta Renato Caldas, assuense,  o folclorista, poeta e escritor Deífilo Gurgel, que também foi Conselheiro, Sanderson Negreiros, poeta, escritor e Conselheiro e  o  gigante da cultura no Rio Grande do Norte,  Jerônimo Vint-Un Rosado Maia, que publicou inúmeros livros.

No meio deles também foi lembrado Francisco Martins, que tem feito um trabalho voltado à cultura em vários campos, publicando livros, folhetos de cordel, contando histórias, fazendo palestras sobre livros e autores, dando oficinas sobre a produção de livros cartoneros, etc.

segunda-feira, 25 de novembro de 2024

CEC PRESTOU HOMENAGEM A PAULO DE TARSO

 


Paulo de Tarso Correia de Melo começou suas atividades no Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte,  em 14 de maio de 1996, quando tomou posse, na vacância do mandato do Conselheiro Otto de Brito Guerra, que faleceu em 16 de março de 1996.

 Era Governador do Estado, Garibaldi Alves Filho e o Conselho Estadual de Cultura tinha a seguinte composição: Veríssimo de Melo - Presidente, Alvamar Furtado - Vice-Presidente, Cláudio Emerenciano, Diogenes da Cunha Lima, Grácio Barbalho, Jurandyr Navarro, Nilson Patriota, Paulo Macedo, Sanderson Negreiros, Valério Mesquita e Woden Madruga. Não compareceram à posse do Conselheiro Paulo de Tarso, os Conselheiros Woden Madruga e Sanderson Negreiros.

Tinha início a então jornada do Conselheiro Paulo de Tarso Correia de Melo que iria se estender por vários mandatos. Em 29 de outubro de 2024, ele  participou da XXXVª sessão ordinária, sendo a última dentro desse mandato que  se  encerrou no dia 14 de novembro de 2024.

Cumpriu cinco mandatos de Conselheiros, foi  três vezes Presidente e quatro vezes Vice-Presidente do CEC. A sua dedicação a esse Conselho se estende desde 1996 até  2024, com pequenas lacunas entre as nomeações. Das 1009 sessões ordinárias, ele participou de 901 e serviu a Cultura do Rio Grande do Norte por 27 anos e três meses.

Na sessão do dia 19 de novembro, o CEC, através do seu Presidente Valério Mesquita fez uma homenagem especial ao amigo e Conselheiro Paulo de Tarso Correia de Melo. Conselheiros e Conselheiras deram depoimentos sobre a pessoa do Conselheiro Paulo de Tarso. Ele agradeceu com um discurso lido e recebeu, por parte do Conselheiro Presidente Valério Mesquita, uma plaquete, na qual está registrada as suas ações ao longo de quase três décadas no CEC.





sexta-feira, 22 de novembro de 2024

CONHEÇA QUEM FAZ PARTE DO CEC

 Em sessão específica, o Conselho Estadual de Cultura escolheu a sua modulação para o próximo biênio. Celebrado consenso com a seguinte configuração: 

Presidência, VALÉRIO MESQUITA; Vice-Presidência, EULÁLIA BARROS; 

Câmara Técnica do Patrimônio Cultural Material, IVAN LIRA (Coordenador), HERMANO MACHADO (Secretário), SÔNIA FAUSTINO e ANTÔNIO GENTIL (Vogais); 


Câmara Técnica do Patrimônio Cultural Imaterial, CÍCERO MACEDO (Coordenador), JOSIMEY COSTA (Secretária), DIVA CUNHA, JOÃO BATISTA e REJANE SOUZA (Vogais); 



Câmara Diretiva, VALÉRIO MESQUITA (Presidente), EULÁLIA BARROS (Vice-presidente), DIÓGENES DA CUNHA LIMA/LEIDE CÂMARA, GILSON MATIAS/AILTON MEDEIROS e JOVENTINA SIMÕES/ARMANDO HOLANDA (Vogais).

segunda-feira, 18 de novembro de 2024

VALÉRIO MESQUITA - A GRANDEZA CULTURAL DE MACAÍBA - ORGULHO ESTADUAL

 


Valério Alfredo Mesquita está aniversariando hoje. Completa 82 anos. Natural de Macaíba-RN, filho de Alfredo Mesquita Filho e Nair de Andrade Mesquita.  É escritor com livros publicados no gênero de crônica e ensaios.

Seu primeiro livro data 1968, "O tempo e sua dimensão". Mesmo ano em que se formou em Direito, pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Hoje, sua produção literária já ultrapassou 25 edições, em vários títulos.

Tem uma especialidade quando se dedica a escrever sobre causos, principalmente os que envolvem políticos, pois nesse campo ele militou como prefeito e deputado estadual.

A cultura do Rio Grande do Norte deve muito a esse homem. Como gestor da Fundação José Augusto,  quando assumiu o cargo em outubro de 1980 e nele permaneceu até 1986, onde administrou  enfatizando o trinômio: restauração de patrimônio histórico, editoração ( 120 publicações) e animação cultural.

Foi Presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, Conselheiro e atual Presidente do Conselho Estadual de Cultura, membro de diversas instituições culturais, entre elas a Academia Norte-rio-grandense de Letras, onde ocupa a cadeira 21, desde o dia 30 de março de 2000.

Se fôssemos listar as ações e as bandeiras que Doutor Valério Mesquita  adotou  ao longo da sua vida pública, muito teremos para escrever. Homem de cultura e sobretudo de extrema sabedoria, que sabe administrar conflitos e ser resoluto.

Em suas mãos, ainda tremula a flâmula da esperança de que um dia, um governador ou governadora deste estado haverá de ter a coragem de abraçar a causa da restauração da "Casa Comercial do Guarapes, fundada em 1870, que importou e exportou produtos do seu porto para os EUA e Inglaterra".

A esse homem, nossos aplausos e votos de saúde e paz!

Francisco Martins


Fontes: 

Memória Acadêmica - Leide Câmara -  Editora IFRN/Natal - 2017, p. 379 a 381.

Fundação José Augusto 40 anos  - 1963/2003. Centro de Estudos e Pesquisas Juvenal Lamartine -  FJA/Natal 2004, página 109.184 a 188.

terça-feira, 24 de setembro de 2024

CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA EMPOSSA HOJE O PROFESSOR HERMANO FERREIRA

 O Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte é uma instituição que tem mais de 50 anos. Foi criado no Governo do Monsenhor Walfredo Gurgel. Sua sede funciona  dentro da Academia Norte-rio-grandense de Letras, em locação que supera 30 anos. As sessões acontecem todas às terças-feiras, das 16 às 17 horas, sob a coordenação do Conselheiro Presidente Valério Mesquita.

A composição desse colegiado é formada por 15 membros, sendo três natos e os demais indicados à governadora, que pode aprovar a indicação ou então propor outro nome. São natos: O Presidente da Academia Norte-rio-grandense de Letras, o Diretor-geral da Fundação José Augusto, a Presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte. Os outros 12 nomes têm mandato de seis anos, podendo ser renovado por mais seis.
Hoje, 24 de setembro, o Conselheiro Presidente Valério Mesquita dará posse ao Conselheiro Hermano Machado Ferreira Lima, escolhido pela governadora Fátima Bezerra. O Conselheiro Hermano Ferreira ocupa a vaga deixada por Mário Ivo Cavalcanti.

Com a posse de Hermano Ferreira, o CEC/RN passará a ter seu quadro completo. São os seguintes os nomes dos Conselheiros e Conselheiras:

1) Valério Mesquita - Presidente
2) Paulo de Tarso Correia de Melo - Vice- Presidente
3) Eulália Duarte Barros
4) Cícero Martins de Macedo Filho
5) Diva Cunha
6) Antonio Gentil
7) Hermano Ferreira
8) Ivan Lira de Carvalho
9) Josimey Costa da Silva
10) João Batista de Morais Neto
11) Rejane de Souza
12) Sônia Ferreira
13) Diógenes da Cunha Lima - membro nato - Presidente da ANRL, representando pela acadêmica Leide Câmara
14) Gilson Machado - membro nato - Diretor-geral da FJA - representado por Ailton Medeiros
15) Joventina Simões - membro nato - Presidente do IHGRN - representada por Armando Holanda.






quarta-feira, 31 de julho de 2024

ACADEMIA ASSUENSE DE LETRAS VISITA O CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA

O Conselho Estadual de Cultura recebeu na tarde de ontem, 30 de julho, por ocasião da sua sessão ordinária, um grupo de imortais da Academia Assuense de Letras-ALL, que veio trazer as boas novas de Assu no campo da literatura e cultura. A AAL tem como atual presidente, a jornalista Auricéia Antunes de Lima.

Além da presidente, os confrades Francisco das Chagas Pinheiro, Fernando Caldas, Maria do Perpétuo Socorro Wanderley, Raimundo Inácio da Silva Filho e Francisco Costa, integram o grupo visitante.

O Conselheiro Presidente Valério Mesquita fez as honras da casa e disse da alegria em receber a AAL, aqui presente. Lembrou os nomes de assuenses que são patronos e outros acadêmicos na Academia Norte-rio-grandense de Letras.
A Presidente Auricéia Antunes, por sua vez, apresentou os projetos que a AAL vem realizando em Assu, o que faz dessa arcádia uma instituição operante e presente no seio da sociedade.
Um dos projetos mais destacado tem sido  o "Academia de Letras nas escolas", com edição em 2023 e 2024.
A Presidente Auricéia Antunes de Lima disse que " esse projeto acontece de forma integrada com o pedagógico das escolas visitadas, nele trabalhamos não apenas a importância do conhecimento sobre a AAL, mas também  a música, teatro e poesia".


Todos os acadêmicos puderam se apresentar e os Conselheiros e Conselheiras também interagiram com os visitantes, fazendo desse encontro um forte elo da cultura potiguar. O CEC preparou um kit cultural ( três revistas do CEC/RN, a mais recente da ANRL e a Revista Histórica do Natal - edição 2024).   Assinalando essa tarde repleta de  conhecimentos, a AAL presenteou o CEC com uma tela do artista plástico Gilvan Lopes e livros dos autores acadêmicos.

Francisco Martins
Secretário do CEC/RN