segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
CENTELHA DE CORDEL
ANRL - 90 ANOS - CONHECENDO NOSSA HISTÓRIA LITERÁRIA - EDIÇÃO 001 - CARROS ALEGÓRICOS
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
VOCÊ SABIA QUE O RN TEM A LEI DO DEPÓSITO LEGAL DE LIVROS?
Existem Leis que são desconhecidas pela grande maioria. No Rio Grande do Norte o Poder Executivo aprovou a Lei n° 10.265, de 10 de novembro de 2017, que dispõe sobre o depósito legal de publicações na Biblioteca Pública Câmara Cascudo e dá outras providência.
A Lei foi publicada no Diário Oficial do Estado, em 11 de novembro de 2017 ( Ano 84 - Número 14.048). Eu confesso que não sabia da existência dessa Lei. Conhecia a nacional, que obriga os escritores a fazerem o depósito legal na Biblioteca Nacional.
A Lei, estadual, tem como objetivo assegurar o registro e a guarda da produção intelectual que feita no Rio Grande do Norte, além de possibilitar o controle, a elaboração e a divulgação da bibliografia potiguar.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
CAIO CÉSAR LANÇA 2ª EDIÇÃO DO CORDEL SOBRE BELCHIOR
Reconhecido pela sua ligação afetiva com o cantor e compositor cearense Belchior, o poeta e jornalista Caio César Muniz abriu uma pré-venda para reedição do seu cordel ilustrado “Batendo à porta do céu – a chegada de Belchior ao Paraíso”, lançado inicialmente em 2019 e rapidamente esgotado devido à tiragem limitada.
O relançamento em 2026 coincide com os 80 anos do eterno “rapaz latino-americano” e ainda com os 50 anos de lançamento do disco Alucinação, considerada uma das obras-primas do barbo sobralense e vem a se somar com várias homenagens que acontecerão neste ano pelo país, incluindo Mossoró.
O cordel tem 24 páginas em formato e papel especial, todo colorido e ilustrado pelo quadrinista natalense Carlos Alberto e aborda a vida, a obra e as parceiras do autor de “Paralelas”, “Como nossos pais” e tantos outros sucessos que marcaram a nossa MPB.
A apresentação é do parceiro de composições de Belchior, Jorge Mello e o prefácio escrito pelo jornalista Jotabê Medeiros, autor da obra “Belchior – Apenas um rapaz latino-americano”, única biografia publicada até aqui.
“Quero apenas que a história de Belchior se perpetue e esta foi a nossa forma de contribuir com isto tudo. É a arte se auto-multiplicando e contar com os amigos nesta empreitada é fundamental”. Diz o poeta.
Para adquirir a obra antecipadamente, o interessado deve fazer o Pix para o número: 386.152.152-00 em favor de FRANCISCO CAIO CÉSAR URBANO MUNIZ, após o pagamento, enviar o comprovante de pagamento para o telefone: (84) 9.9904-0286 juntamente com o endereço para remessa.
O valor para o Rio Grande do Norte é de R$ 30,00. Para outras regiões é de R$ 50,00, incluindo o frete.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
MORRE AOS 77 ANOS AFONSO GONÇALVES, GUARDIÃO DA MEMÓRIA DE PATATIVA DO ASSARÉ
Morreu aos 77 anos, nessa terça-feira, 27, Afonso Gonçalves, filho do poeta cearense Patativa do Assaré, um dos maiores nomes da literatura popular brasileira. Agricultor e morador do sitio Serra de Santana, em Assaré, no Cariri, Afonso foi reconhecido ao longo da vida como um importante guardião da memória e do legado do pai, cuja obra ultrapassou as fronteiras do estado e do país.
Patativa do Assaré ficou conhecido como porta-voz do povo excluído de seu tempo, denunciando desigualdades sociais e retratando, em versos marcados pela oralidade, a vida simples do homem do campo. Sua poesia, profundamente enraizada na cultura popular nordestina, conquistou reconhecimento nacional e internacional pela sensibilidade e autenticidade.
Embora não tenha seguido carreira artística, Afonso Gonçalves manteve viva a herança poética de Patativa no cotidiano. Dedicou a vida à agricultura, mas também se tornou uma referência para turistas, pesquisadores e admiradores que visitavam a Serra de Santana em busca de conhecer mais.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
MEDALHA DA RESISTÊNCIA: O MAIOR TROFÉU CONFERIDO AOS HERÓIS MOSSOROENSES
O Museu do Sertão guarda em seu acervo de raridades históricas uma peça de profundo significado: a Medalha da Resistência. Esta condecoração foi entregue em 13 de junho de 1977 pelo então prefeito de Mossoró, João Newton da Escóssia (1925-2017), com a presença do governador Tarcísio de Vasconcelos Maia (1916-1998). A solenidade de condecoração marcou o cinquentenário da vitoriosa defesa da cidade contra a tentativa de invasão do bando de Lampião (Virgulino Ferreira da Silva, 1897-1938), ocorrida na tarde de 13 de junho de 1927. A comenda foi outorgada como um reconhecimento oficial à coragem e à determinação dos cerca de 200 heróis que enfrentaram a sanha do "Rei do Cangaço", sendo entregue aos poucos sobreviventes da época e aos descendentes daqueles que já haviam falecido.
Com quase meio século de existência, este troféu é valorizado tanto por seu valor histórico quanto por sua beleza artística. Cunhada em bronze, a medalha possui 5 centímetros de diâmetro e pesa 58 gramas, apresentando inscrições e a gravura de uma igreja em alto-relevo. O templo estampado na peça é a Igreja de São Vicente de Paula, de cuja torre partiram os disparos estratégicos dos guardiões da cidade. Ainda hoje, o templo preserva em suas paredes as marcas de bala daquele confronto, materializando a memória da resistência mossoroense.
Diferente de honrarias contemporâneas, a Medalha da Resistência teve um propósito específico e singular: homenagear os homens que, de armas em punho, arriscaram a própria vida para proteger o solo mossoroense. Recentemente, em 2022, o atual prefeito de Mossoró Allyson Leandro Bezerra Silva instituiu a "Medalha Rodolfo Fernandes", destinada a homenagear anualmente cidadãos que prestam relevantes serviços ao município. Embora esta última medalha leve o nome do prefeito-herói Rodolfo Fernandes (1875-1927) — líder político que comandou a defesa de Mossoró em 1927 —, ela possui uma finalidade distinta da Medalha da Resistência de 1977, que permanece como o galardão máximo e exclusivo dos heróis que combateram diretamente os cangaceiros comandados pelo “Rei do Cangaço”.
Benedito Vasconcelos Mendes
sábado, 17 de janeiro de 2026
DIÁRIO DAS FÉRIAS 2026 - APARECIDA II - (TEMPLO)
Quinta-feira, como já publiquei por aqui, conheci um pouco da história da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. Depois do passeio pelo rio Paraíba, estive visitando o Santuário Nacional de Aparecida.
O local impressiona pela sua estrutura. Na construção do templo foram usados 25 milhões de tijolos e 257 mil telhas azuis. Há muitas lojas, praças de alimentação, estacionamento imenso. A área total do Santuário ultrapassa 1,3 milhão de metros quadrados (levando em consideração as outras áreas construídas que pertencem a Igreja Católica)
É o maior santuário Mariano do mundo, sendo também a segunda maior basílica, perdendo apenas para a do Vaticano.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
DIÁRIO DAS FÉRIAS 2026 - HOLAMBRA
Holambra tem apenas 46 anos, ainda é um bebê, comparada às grandes cidades. Ela foi fundada pelos Holandeses, aqueles que fugiam da Segunda Guerra.
Fiquei em Holambra-SP, uma noite e um dia, o tempo suficiente para sentir o quanto a cidade é organizada. 16 mil habitantes é a população. Um município onde tudo funciona de forma cativante.
A cidade das flores, não tem violência. O último homicídio ocorreu em 2015. O sistema de saúde é tão eficiente, que ninguém precisa ter plano de saúde particular. Não há fila de espera para nenhum procedimento.
Empregos? Todos tem! As escolas públicas têm qualidade de escolas particulares, acentuando que o material escolar, fardamento e transporte é fornecido pelo município.
Em síntese, Holambra é um lugar lindo, quem a conhecer fica com vontade de voltar.
Holambra, terra bendita
Repleta de alegria
Onde o sol beija as flores
Com intensa simetria
Voltarei para revê-la
Bebendo sua poesia.
Mané Beradeiro
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
DIÁRIO DAS FÉRIAS 2026 - APARECIDA - SP
Estou em gozo de férias. Desde o dia 6 de janeiro que estou passeando por algumas cidades. Hoje estou em Aparecida-SP. No Rio Paraíba vou conhecer um pouco da história, onde pescadores encontraram a imagem tão venerada pelos católicos.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
EVENTO COM LEITURINO ABRE AGENDA CULTURAL DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS EM 2026
O Palhaço Leiturino, personagem criado e vivido por Francisco Martins, desde o mês de outubro de 2009, vai abrir a agenda cultural de Contação de Histórias, na tarde do dia 23 de janeiro, às 16 horas, no Condomínio Porto das Dunas, em Natal-RN.
A tarde promete ser repleta de alegria, com a presença de Leiturino e seus bonecos articulados: Ananias e Sarauê. Haverá exposição de livros e cordéis, com preços que oscilam de R$ 5,00 a R$ 30,00, podendo ser pagos através de pix ou cartão.
EM 2026 UMA COLUNA ESPECIAL DEDICADA À ANRL
17 ANOS - BUSCANDO A MAIORIDADE
É dada a partida para as publicações neste blog, referentes ao ano de 2026. Faremos 17 anos de atividades culturais. Ele é sem sombra de dúvidas, um poço onde podemos buscar muita "água" de cultura. Desejo que continue assim, sendo uma ferramenta de informação e formação aos leitores. Desejo a todos os amigos e as amigas, um ano repleto de coisas boas.
Mané Beradeiro
Leiturino
segunda-feira, 29 de dezembro de 2025
A SEMPRE E BOA REVISTA DA ANRL
SER ESCRITOR LIVRE
Escrever é, muitas vezes, como caminhar descalço por uma rua desconhecida. Cada palavra é uma pedra, cada frase um desvio, e o escritor precisa decidir se aceita o desconforto ou se inventa uma nova trilha. Ser escritor livre é justamente isso: não pedir licença ao mundo para existir em letras.
O escritor livre não se prende ao relógio, nem às regras rígidas da gramática como se fossem algemas. Ele as conhece, claro, mas escolhe quando quebrá-las — como quem desafina de propósito para criar uma música nova. A liberdade está em poder narrar o silêncio de uma praça às três da manhã, ou transformar uma xícara de café em metáfora para a eternidade.
Há quem diga que escrever é trabalho, disciplina, suor. E é. Mas ser escritor livre é também brincar, rir das próprias palavras, deixar que elas se embaralhem e se reinventem com suas próprias réguas. É não temer o julgamento, porque a escrita não é tribunal: é janela. Quem lê, espreita; quem escreve, abre.
No fundo, ser escritor livre é aceitar que a literatura não cabe em molduras. É permitir que o texto seja pássaro: às vezes pousa, às vezes voa, às vezes se perde no horizonte. E o escritor, em sua liberdade, não tenta prendê-lo. Apenas observa, registra e segue.
Porque escrever livremente é isso: não buscar aplauso, mas respiro. Não buscar perfeição, mas verdade. E, quando a última palavra se encerra, o escritor sabe que não terminou nada — apenas começou outra forma de ser.
Taniamá Vieira da Silva Barreto



