sexta-feira, 31 de julho de 2026

MEU UNIVERSO EM TIRINHAS DE PAPEL - 3 ANOS NA ARTE DE QUILLING

 

Foi em 2023 que, por acaso, me deparei com uma arte que parecia simples aos olhos, mas que exigia paciência, delicadeza e uma boa dose de amor pelo feito à mão: o quilling.

Se você nunca ouviu falar, quilling é a técnica de enrolar tirinhas finas de papel para criar composições decorativas. O que parece um passatempo virou, para mim, uma forma de expressão — e cada quadro que sai das minhas mãos carrega um pouco de história, de afeto e de dedicação.



Estava numa loja, comprando materiais para meus serviços de encadernação, quando vejo a peça abaixo e pergunto à vendedora para que serve. Ela responde que é um gabarito de quilling, usado para fazer as pequenas peças que irão formar os  quadros. Fiquei curioso e fui pesquisar.  Depois comprei o kit e comecei a fazer os círculos concêntricos e percebi que o quilling exige calma. Cada tira de papel precisa ser enrolada na tensão certa, colada no ponto exato e posicionada com precisão milimétrica.

Primeiro quadro

O primeiro quadro foi feito em 29 de julho de 2023. De lá para cá, foram muitos experimentos. Aprendi na prática que:

        O tipo de papel faz diferença — papéis muito finos rasgam, muito grossos não enrolam bem

        A cola precisa ser aplicada em quantidade mínima — menos é mais

        O design precisa ser pensado de trás para frente — as camadas de fundo vêm primeiro

        Paciência não é opcional — é o material principal

Já fiz vários quadros. O novo,  é  sempre um desafio. E é isso que me mantém na bancada, tirinha por tirinha.

Mais do que uma técnica, o quilling me deu:

       Um refúgio criativo — horas de concentração que acalmam a mente

      Presentes únicos — nada mais especial que oferecer algo feito à mão

      Encomendas que me surpreendem — de pessoas que veem valor no trabalho artesanal

       Uma nova forma de olhar para o papel — que deixou de ser só superfície para se tornar textura, volume e arte

Cada quadro que produzo é único — desenhado mentalmente antes de ganhar forma no papel.

Se você está pensando em começar no quilling, meu conselho é: comece simples, mas comece. O primeiro quadro pode não sair perfeito, mas a jornada de aprender essa arte é tão bonita quanto o resultado final.


    

quinta-feira, 30 de julho de 2026

CENTELHA DE CORDEL

 

Há um ditado  que diz assim: "Uma formiga preta, numa pedra preta, uma noite escura, Deus a vê". 
Em cordel posso expressar desse modo:

De Deus Pai, onipresente, 
Nada se pode esconder. 
Na terra, no mar e no céu
Ele consegue nos ver
Dele resulta a luz
Importa isso saber.

Mané Beradeiro
30 julho 2026

QUINTA CULTURAL NO IHGRN

 


terça-feira, 28 de julho de 2026

COMENDA SENADOR GERALDO MELO FOI ENTREGUE A FRANCISCO MARTINS


O escritor Francisco Martins, juntamente com outras personalidades, recebeu na noite de ontem, a Comenda Senador Geraldo Melo, a mais alta honraria do município de Ceará-Mirim-RN.


A entrega foi feita numa bela cerimônia, no auditório do CEEP - Ruy Pereira, completamente lotado. A proposição da comenda foi feita pelo vereador Marcos Farias. 

Familiares, amigos e colegas estiveram presentes na cerimônia.



DOM HEITOR CELEBRA 100 ANOS - UM SÉCULO ENTRE NÓS

 


40 ANOS DE ENCANTAMENTO DE CÂMARA CASCUDO

 


domingo, 26 de julho de 2026

CENTELHA DE CORDEL

 

Fui passear com Pudim
Quem tem cão conhece bem
O quanto ele nos ama
E o amor que por nós tem
Eu diria que são anjos
Enviados do além. 

Mané Beradeiro
26 julho 2026

sábado, 25 de julho de 2026

COMENTANDO MINHAS LEITURAS - A REVISTA Nº 87 DA ANRL - PARTE FINAL.

Contos, crônicas e poemas são gêneros constantes nas edições da Revista da ANRL. Quem primeiro publicou um conto na Revista foi Bezerra Jr. (cadeira 23), na edição nº 4, de 1956. A crônica, por sua vez, precedeu esse marco, figurando na edição nº 3, de 1955, sob a autoria de Câmara Cascudo (cadeira 13). Os poemas estão presentes desde a edição inaugural da Revista, em 1951, com textos de Bezerra Jr., Antonio Soares (cadeira 7), Carolina Wanderley (cadeira 6) e Palmira Wanderley (cadeira 20).

A coleção de Revistas da ANRL , pertencente a Francisco Martins

Confesso que nutro predileção pela crônica, embora não menospreze os contos e poemas. O acervo histórico das Revistas apresenta excelentes textos nestes três gêneros, abrangendo assuntos variados, escritos tanto por acadêmicos quanto por colaboradores. Passo a expor minha opinião acerca do conteúdo constante na edição 87.

Clauder Arcanjo (cadeira 12) mantém sua abordagem característica de escrever contos permeados por elementos populares. O cenário apresentado é simples, contudo, a tessitura narrativa é bem construída e logra prender a atenção do leitor do início ao fim. Já Edilson Nobre Jr. (cadeira 36) compôs uma história que se situa na linha tênue entre o conto e a crônica. Tal fenômeno ocorre pois o autor transporta o leitor ao quindênio do século XX, onde peças da história refletem diretamente nas decisões do protagonista Fernão.

Ivan Lira de Carvalho (cadeira 34), com a obra "A Matemática da Beata", revela a esperteza de uma católica que oferta com uma mão e retira muito mais com a outra. O conto sugere um aproveitamento de mote real — fato que apenas o autor poderá confirmar. Francisco Sobreira, premiado contista, traz um olhar penetrante em "A Mulher que passa", demonstrando sutileza ao criar personagens de notável sensualidade.

Por fim, Alfredo Neves, em "O Homem que procurava a vida", convida o leitor a refletir sobre a existência e o propósito da jornada humana. Registro, outrossim, minha participação nesta edição com o conto intitulado "O Conclave dos Narizes".

No caderno de poemas, observa-se um verdadeiro sarau com as participações de Lívio Oliveira (cadeira 15), Rizolete Fernandes e Roberto Lima (cadeira 9). Poemas constituem sempre um desafio no que tange à sua plena compreensão. Faz-se necessário ler com parcimônia, por vezes em voz alta; o conhecimento prévio da estrutura utilizada na construção auxilia sobremaneira o processo interpretativo.

Contudo, os poemas encerram profundas subjetividades e, confesso, nem sempre logro encontrar o propósito exato do autor ou autora. Não obstante, deleito-me invariavelmente na cadência dos versos e no lirismo das composições apresentadas.

Francisco Martins

25 de julho de 2026



quarta-feira, 22 de julho de 2026

terça-feira, 21 de julho de 2026

CENTELHA DE CORDEL

É chuva em demasia
No litoral potiguar.
Sapo tá pedindo ajuda
Para poder flutuar.
Jacaré pegou a gripe
Pois não foi se vacinar.

Mané Beradeiro
21 julho 2026