quinta-feira, 6 de agosto de 2026
CENTELHA DE CORDEL
A MAIS NOVA ACADEMIA LITERÁRIA NO RN
quarta-feira, 5 de agosto de 2026
UM CENTENÁRIO, TRÊS ENCANTAMENTOS: ETERNOS LEGADOS
Venha celebrar a memória de quatro grandes nomes que ajudaram a construir a identidade cultural do Rio Grande do Norte.
No dia 12 de agosto, o Ludovicus – Instituto Câmara Cascudo, a Comissão Norte-Riograndense de Folclore e a Família Deífilo Gurgel promovem o ciclo de palestras "Um centenário, três encantamentos: eternos legados", um encontro dedicado à preservação da história, da cultura e da produção intelectual potiguar.
A programação marca importantes efemérides de 2026:
✨ Centenário de Deífilo Gurgel;
✨ 40 anos do encantamento de Luís da Câmara Cascudo;
✨ 30 anos do encantamento de Veríssimo de Melo;
✨ 60 anos do encantamento de Xico Santeiro.
Quatro especialistas compartilharão reflexões sobre a vida, a obra e o legado desses mestres da cultura brasileira: Prof. Luciano Capistrano (historiador, professor e pesquisador), Prof. Dr. Francisco Firmino Sales Neto (professor adjunto da Universidade Federal de Campina Grande/UFCG), Gutenberg Costa (folclorista, pesquisador e escritor) e Alexandre Gurgel (jornalista, escritor, poeta e pesquisador de arte popular potiguar).
📅 12 de agosto de 2026 (quarta-feira)
🕙 10h às 12h
📍 Auditório do Ludovicus – Instituto Câmara Cascudo
📍 Av. Câmara Cascudo, 377 – Cidade Alta – Natal/RN
🎟️ Evento presencial
✅ Retire gratuitamente seu ingresso no link:
https://www.sympla.com.br/evento/um-centenario-tres-encantamentos-eternos-legados/3529106
⚠️ Vagas limitadas a 50 participantes.
Mais informações:
📞 (84) 98827-3866
Esperamos você para este momento de encontro, memória e celebração dos eternos legados que continuam inspirando a cultura potiguar.
Arte produzida com auxílio de inteligência artificial.
@folclorern @alexandregurgel_creu
#ludovicus #deífilogurgel #luísdacâmaracascudo #veríssimodemelo #xicosanteiro
terça-feira, 4 de agosto de 2026
CÂMARA CASCUDO E O CEC/RN
Qual a ligação que teve Câmara Cascudo com o Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte? Ele foi um dos fundadores desse Conselho. Teve mandato , nomeado por Decreto do Governador do Estado, Monsenhor Walfredo Gurgel, em 10 de abril de 1967, publicado no dia seguinte no Diário Oficial do Estado.
Assinou a ata de posse (24.04.1967) e participou da Sessão de Instalação Oficial do CEC, no dia 5 de abril de 1968. e, por sofrer com problemas de audição, pediu renúncia do cargo, em 1968, que foi aceita pelo Governador.
Segue o Requerimento de Câmara Cascudo:
"Exmº Sr. Governador do Estado:
Vossa Excelência muito me penhorará dignando-se conceder-me exoneração do cargo de membro do Conselho Estadual de Cultura, com que fui distinguido. A crescente surdez incurável, não permitindo audição grupal, incapacita-me para os trabalhos de conjunto, não percebendo a exposição, debate e solução dos assuntos, determinando humilhante e cômica situação pessoal, incompatível com a própria finalidade harmônica da entidade para qual a Vossa Excelência me honrou com a desvanecedora nomeação.
Minha ausência não inclui desinteresse e reafirmo o desejo de colaboração nos limites das minhas possibilidades. Antecipadamente grato pelo deferimento e, de Vossa Excelência, atento servidor.
5 de abril de 1968.
segunda-feira, 3 de agosto de 2026
CEC VAI FAZER SESSÃO ESPECIAL PELOS 40 ANOS DE SAUDADES DE CÂMARA CASCUDO
UMA SESSÃO SINGULAR AO POETA PAULO DE TARSO
Ceará-Mirim, Santuário da Imaculada Conceição, 1⁰ de agosto de 2026, 16h
Às dezesseis horas, o relógio do Santuário da Imaculada Conceição marcou não apenas o tempo, mas a memória. Reuniu-se a Academia Cearamirinense de Letras e Artes - ACLA- Pedro Simões Neto, em Sessão Saudade, para reverenciar aquele que foi princípio: Paulo de Tarso Correia de Melo.
Fundador. Primeiro ocupante da Cadeira 3. Poeta cuja pena traçava versos como quem planta árvores: com paciência, com fé, sabendo que a sombra seria para outros.
O Presidente Marco Emerenciano abriu os trabalhos. Na palavra medida do dirigente, ecoou a gratidão da Casa pelo homem que, ofereceu alicerce. Estavam presentes 17 acadêmicos, testemunhas vivas de uma história que se recusa ao esquecimento.
A tribuna foi confiada à Acadêmica Joventina Simões Oliveira, Oradora da sessão. E Joventina, com a grandeza que o momento exigia, não proferiu um discurso: celebrou uma vida.
Recordou o poeta do verso contido e do pensamento largo. O mestre que tanto se dedicou à literatura.
Sua fala foi à altura do homenageado. Teceu com dignidade o retrato de um homem que fez da palavra ofício e da academia compromisso.
Após a fala da Oradora, outras pessoas ocuparam a tribuna e falaram sobre a importãncia daquele momento e do homenageado: Monsenhor Aerton Sales da Cunha, Margareth Pereira ( Vice-prefeita) e Geraldo José Correia de Melo, irmão de Paulo. Foi uma tarde singular, a primeira com este sentido espiritual e literário, celebrado naquele templo.
Coral Mater Christi, sob a regência do Maestro e Acadêmico Dedé Semeão vestiu a solenidade com a melhor música para aquele momento.
O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, Conselho Estadual de Cultura, Academia Norte-rio-grandensebde Letras, as quais o poeta pertenceu se fizeram representar. A Academia de Letras de Canguaretama também esteve na cerimônia.
A Cadeira 3 permaneceu simbolicamente posta. Vazia de corpo, plena de significado. Porque Paulo de Tarso não se ausenta: transmuda-se. Passa do assento de madeira para o assento que a memória reserva aos que fundam.
Ao fim, não houve despedida. Houve promessa. A promessa de que a ACLA seguirá guardando, em cada sessão, em cada livro, em cada novo acadêmico, a chama acesa por ele.
Poetas não morrem. Recolhem-se ao silêncio para que seus versos falem mais alto.
Francisco Martins
sexta-feira, 31 de julho de 2026
MEU UNIVERSO EM TIRINHAS DE PAPEL - 3 ANOS NA ARTE DE QUILLING
Foi em 2023 que,
por acaso, me deparei com uma arte que parecia simples aos olhos, mas que
exigia paciência, delicadeza e uma boa dose de amor pelo feito à mão: o
quilling.
Se você nunca
ouviu falar, quilling é a técnica de enrolar tirinhas finas de papel para criar
composições decorativas. O que parece um passatempo virou, para mim, uma forma
de expressão — e cada quadro que sai das minhas mãos carrega um pouco de
história, de afeto e de dedicação.
Estava numa loja, comprando materiais para meus serviços de encadernação, quando vejo a peça abaixo e pergunto à vendedora para que serve. Ela responde que é um gabarito de quilling, usado para fazer as pequenas peças que irão formar os quadros. Fiquei curioso e fui pesquisar. Depois comprei o kit e comecei a fazer os círculos concêntricos e percebi que o quilling exige calma. Cada tira de papel precisa ser enrolada na tensão certa, colada no ponto exato e posicionada com precisão milimétrica.

Primeiro quadro
O primeiro quadro foi feito em 29 de julho de 2023. De lá para cá,
foram muitos experimentos. Aprendi na prática que:
●
O tipo de papel faz diferença — papéis muito finos
rasgam, muito grossos não enrolam bem
●
A cola precisa ser aplicada em quantidade mínima —
menos é mais
●
O design precisa ser pensado de trás para frente — as
camadas de fundo vêm primeiro
●
Paciência não é opcional — é o material principal
Já fiz vários quadros. O novo, é sempre um desafio. E é isso que me mantém na bancada, tirinha por tirinha.
Um refúgio criativo — horas de concentração que acalmam
a mente
Presentes únicos — nada mais especial que oferecer algo feito à mão
Encomendas que me surpreendem — de pessoas que veem valor no trabalho artesanal
Uma nova forma de olhar para o papel — que deixou de ser só superfície para se tornar textura, volume e arte
Cada quadro que
produzo é único — desenhado mentalmente antes de ganhar forma no papel.
Se você está
pensando em começar no quilling, meu conselho é: comece simples, mas comece. O
primeiro quadro pode não sair perfeito, mas a jornada de aprender essa arte é
tão bonita quanto o resultado final.
quinta-feira, 30 de julho de 2026
CENTELHA DE CORDEL
Em cordel posso expressar desse modo:
quarta-feira, 29 de julho de 2026
terça-feira, 28 de julho de 2026
COMENDA SENADOR GERALDO MELO FOI ENTREGUE A FRANCISCO MARTINS
Familiares, amigos e colegas estiveram presentes na cerimônia.
domingo, 26 de julho de 2026
CENTELHA DE CORDEL
sábado, 25 de julho de 2026
COMENTANDO MINHAS LEITURAS - A REVISTA Nº 87 DA ANRL - PARTE FINAL.
Contos, crônicas
e poemas são gêneros constantes nas edições da Revista da ANRL. Quem primeiro
publicou um conto na Revista foi Bezerra Jr. (cadeira 23), na edição nº
4, de 1956. A crônica, por sua vez, precedeu esse marco, figurando na edição nº
3, de 1955, sob a autoria de Câmara Cascudo (cadeira 13). Os poemas
estão presentes desde a edição inaugural da Revista, em 1951, com textos de Bezerra
Jr., Antonio Soares (cadeira 7), Carolina Wanderley (cadeira
6) e Palmira Wanderley (cadeira 20).
![]() |
| A coleção de Revistas da ANRL , pertencente a Francisco Martins |
Confesso que nutro predileção pela crônica, embora não menospreze os contos e poemas. O acervo histórico das Revistas apresenta excelentes textos nestes três gêneros, abrangendo assuntos variados, escritos tanto por acadêmicos quanto por colaboradores. Passo a expor minha opinião acerca do conteúdo constante na edição 87.
Clauder
Arcanjo (cadeira 12) mantém sua abordagem característica de escrever contos
permeados por elementos populares. O cenário apresentado é simples, contudo, a
tessitura narrativa é bem construída e logra prender a atenção do leitor do
início ao fim. Já Edilson Nobre Jr. (cadeira 36) compôs uma história que
se situa na linha tênue entre o conto e a crônica. Tal fenômeno ocorre pois o
autor transporta o leitor ao quindênio do século XX, onde peças da história
refletem diretamente nas decisões do protagonista Fernão.
Ivan Lira de
Carvalho (cadeira 34), com a obra "A Matemática da Beata",
revela a esperteza de uma católica que oferta com uma mão e retira muito mais
com a outra. O conto sugere um aproveitamento de mote real — fato que apenas o
autor poderá confirmar. Francisco Sobreira, premiado contista, traz um
olhar penetrante em "A Mulher que passa", demonstrando
sutileza ao criar personagens de notável sensualidade.
Por fim, Alfredo
Neves, em "O Homem que procurava a vida", convida o leitor
a refletir sobre a existência e o propósito da jornada humana. Registro,
outrossim, minha participação nesta edição com o conto intitulado "O
Conclave dos Narizes".
No caderno de
poemas, observa-se um verdadeiro sarau com as participações de Lívio
Oliveira (cadeira 15), Rizolete Fernandes e Roberto Lima
(cadeira 9). Poemas constituem sempre um desafio no que tange à sua plena
compreensão. Faz-se necessário ler com parcimônia, por vezes em voz alta; o
conhecimento prévio da estrutura utilizada na construção auxilia sobremaneira o
processo interpretativo.
Contudo, os
poemas encerram profundas subjetividades e, confesso, nem sempre logro
encontrar o propósito exato do autor ou autora. Não obstante, deleito-me
invariavelmente na cadência dos versos e no lirismo das composições
apresentadas.
Francisco Martins
25 de julho de 2026



