terça-feira, 28 de julho de 2026

COMENDA SENADOR GERALDO MELO FOI ENTREGUE A FRANCISCO MARTINS


O escritor Francisco Martins, juntamente com outras personalidades, recebeu na noite de ontem, a Comenda Senador Geraldo Melo, a mais alta honraria do município de Ceará-Mirim-RN.


A entrega foi feita numa bela cerimônia, no auditório do CEEP - Ruy Pereira, completamente lotado. A proposição da comenda foi feita pelo vereador Marcos Farias. 

Familiares, amigos e colegas estiveram presentes na cerimônia.



DOM HEITOR CELEBRA 100 ANOS - UM SÉCULO ENTRE NÓS

 


40 ANOS DE ENCANTAMENTO DE CÂMARA CASCUDO

 


domingo, 26 de julho de 2026

CENTELHA DE CORDEL

 

Fui passear com Pudim
Quem tem cão conhece bem
O quanto ele nos ama
E o amor que por nós tem
Eu diria que são anjos
Enviados do além. 

Mané Beradeiro
26 julho 2026

sábado, 25 de julho de 2026

COMENTANDO MINHAS LEITURAS - A REVISTA Nº 87 DA ANRL - PARTE FINAL.

Contos, crônicas e poemas são gêneros constantes nas edições da Revista da ANRL. Quem primeiro publicou um conto na Revista foi Bezerra Jr. (cadeira 23), na edição nº 4, de 1956. A crônica, por sua vez, precedeu esse marco, figurando na edição nº 3, de 1955, sob a autoria de Câmara Cascudo (cadeira 13). Os poemas estão presentes desde a edição inaugural da Revista, em 1951, com textos de Bezerra Jr., Antonio Soares (cadeira 7), Carolina Wanderley (cadeira 6) e Palmira Wanderley (cadeira 20).

A coleção de Revistas da ANRL , pertencente a Francisco Martins

Confesso que nutro predileção pela crônica, embora não menospreze os contos e poemas. O acervo histórico das Revistas apresenta excelentes textos nestes três gêneros, abrangendo assuntos variados, escritos tanto por acadêmicos quanto por colaboradores. Passo a expor minha opinião acerca do conteúdo constante na edição 87.

Clauder Arcanjo (cadeira 12) mantém sua abordagem característica de escrever contos permeados por elementos populares. O cenário apresentado é simples, contudo, a tessitura narrativa é bem construída e logra prender a atenção do leitor do início ao fim. Já Edilson Nobre Jr. (cadeira 36) compôs uma história que se situa na linha tênue entre o conto e a crônica. Tal fenômeno ocorre pois o autor transporta o leitor ao quindênio do século XX, onde peças da história refletem diretamente nas decisões do protagonista Fernão.

Ivan Lira de Carvalho (cadeira 34), com a obra "A Matemática da Beata", revela a esperteza de uma católica que oferta com uma mão e retira muito mais com a outra. O conto sugere um aproveitamento de mote real — fato que apenas o autor poderá confirmar. Francisco Sobreira, premiado contista, traz um olhar penetrante em "A Mulher que passa", demonstrando sutileza ao criar personagens de notável sensualidade.

Por fim, Alfredo Neves, em "O Homem que procurava a vida", convida o leitor a refletir sobre a existência e o propósito da jornada humana. Registro, outrossim, minha participação nesta edição com o conto intitulado "O Conclave dos Narizes".

No caderno de poemas, observa-se um verdadeiro sarau com as participações de Lívio Oliveira (cadeira 15), Rizolete Fernandes e Roberto Lima (cadeira 9). Poemas constituem sempre um desafio no que tange à sua plena compreensão. Faz-se necessário ler com parcimônia, por vezes em voz alta; o conhecimento prévio da estrutura utilizada na construção auxilia sobremaneira o processo interpretativo.

Contudo, os poemas encerram profundas subjetividades e, confesso, nem sempre logro encontrar o propósito exato do autor ou autora. Não obstante, deleito-me invariavelmente na cadência dos versos e no lirismo das composições apresentadas.

Francisco Martins

25 de julho de 2026



quarta-feira, 22 de julho de 2026

terça-feira, 21 de julho de 2026

CENTELHA DE CORDEL

É chuva em demasia
No litoral potiguar.
Sapo tá pedindo ajuda
Para poder flutuar.
Jacaré pegou a gripe
Pois não foi se vacinar.

Mané Beradeiro
21 julho 2026

segunda-feira, 20 de julho de 2026

COMENTANDO MINHAS LEITURAS: IMPRESSÕES SOBRE A REVISTA Nº 87 DA ANRL

Concluí a leitura da Revista nº 87, da Academia Norte-rio-grandense de Letras. Nela encontramos o artigo de Humberto Hermenegildo, que nos apresenta Cascudo como leitor de Jorge Fernandes — verdadeira aula erudita. No mesmo mote, Manoel Onofre Jr. também aborda Cascudo, revelando cenas descontraídas de nosso gênio. Na sequência, Diva Cunha nos brinda com sua conferência "A arte poética de Paulo de Tarso", proferida na sessão saudade por ocasião do necrológio do poeta que ocupava a cadeira 11. A esse texto soma-se o discurso de agradecimento de Geraldo José Correia de Melo, registrado nas páginas 184 e 185.

Da segunda parte do ensaio "Uma visão panorâmica da Literatura Potiguar", de Rosemary da Silva Alves, senti falta, no último parágrafo (p. 57), da ação promovida pelo Conselho Estadual de Cultura acerca da importância da Literatura Potiguar. Creio que a autora não tomou conhecimento dela.

Quando leio os textos de Marcelo Alves, tenho a certeza de que viajo, enquanto leitor, ao melhor da Europa. Ele conhece profundamente aquela literatura e, em "Expurgos Adultos e Infantis", mantém esse saboroso tempero. O artigo "Revisitando Machado de Assis", de Ivan Maciel de Andrade, é a ponta do iceberg no oceano machadiano. Há muito ainda a ser revelado sobre esse mulato glorioso das letras brasileiras. Mateus Levi busca no livro de Graciliano Ramos, "São Bernardo", o quanto esse "romance constitui um corpus de análise extremamente rico para a compreensão das relações sociais de trabalho e dos mecanismos de reificação no interior da lógica capitalista". Era indispensável trazer esse texto — ele sintetiza o ensaio.

Ainda no campo da literatura, a revista nos oferece em seu menu de leitura uma apresentação de Washington Araújo (Livros que não pedem licença ao leitor), que apresenta "As sombras do céu apagaram nossos rastros", do autor Osair Vasconcelos. É de despertar o apetite do leitor.

João Dantas resgata seu tio-avô em "José Pinto Júnior: literatura e humanidade", que semeou cultura nos anos cinquenta. Logo após, Rogério de Menezes Fialho conclui, com a segunda parte, a saga de Antônio Bento, figura desconhecida para muitos.

Estreando na revista, Isaura Rosado narra a trajetória de Raul Pedroza, artista plástico de sangue macaibense e de grandes voos continentais. Reforça sua contribuição o artigo de Paulo Vergolino, que se debruça sobre as gravuras surrealistas de Raul Pedroza. No campo das artes, temos ainda Ângela Almeida, que escreve sobre arte originária no Rio Grande do Norte — um roçado repleto de boas colheitas.

Adentrando a ampulheta do tempo, temos Manoel Cavalcanti, demonstrando que Pedro Álvares Cabral foi injustiçado pela História. O leitor descubra o porquê lendo o texto das páginas 135 a 140. Pery Lamartine fica registrado nesta edição por meio de Carlos Gomes, que discorre sobre o centenário de nascimento do amigo, a quem sucedeu na cadeira 33. Por fim, antes de adentrarmos a seção "Contos e Crônicas", os dois textos seguintes são de Valério Mesquita que, com sua pena memorável, dá corpo e vida a Lauro da Escóssia, lá do país de Mossoró, de onde também escreve Benedito Vasconcelos sobre a Macaúba, palmeira que promete abençoar nossa economia. Na próxima oportunidade, escreverei sobre os contos, crônicas e poesias que a edição oferece.

Francisco Martins - 20 de julho 2026



quinta-feira, 16 de julho de 2026

CENTELHA DE CORDEL

 

Hoje o espelho me disse
"Seu Outono começou.
Lembre-se da Primavera
De tudo que lá plantou
Doravante vai colhendo
Aquilo que semeou".

Mané Beradeiro
16 julho 2026 


QUINTA CULTURAL NO IHGRN