sábado, 3 de outubro de 2026

TEREZA PANÇA

 


COISAS DE POETA

 

Ontem, quando eu passei ao lado deste prédio, na avenida Deodoro, em Natal,  fiquei espantado com a quantidade de ares-condicionados. Parei  tirei esta foto.

Continuei caminhando, e pensei: qual seria a reação de uma casa bem simples, olhando para esse prédio e perguntando o que são essas caixinhas externas? Seriam verrugas? Então, pedi a IA para fazer o card desse pensamento.

sexta-feira, 2 de outubro de 2026

MANÉ BERADEIRO NA ESCOLA JACIRA MEDEIROS


 

A SUBSTITUTA

 

Helena foi contratada numa terça-feira de manhã, em uma daquelas empresas que prestam serviços a outras empresas — uma agência de substituições, como se dizia no ramo. O contrato era claro: quando um funcionário de qualquer empresa-cliente tirasse férias, Helena entrava no lugar. Não importava o ofício. Importava que ela soubesse exercê-lo.

E ela sabia. Não por dom, mas por disciplina: Helena tinha passado dez anos colecionando profissões como outros colecionam selos. Fora recepcionista, auxiliar de cozinha, operadora de caixa, balconista de farmácia, assistente de biblioteca, telefonista de hotel. Guardava de cada ofício não apenas o manual, mas o gesto — a forma exata de segurar a bandeja, de dobrar o comprovante, de olhar o cliente nos olhos sem prometer nada demais.

— A senhora é uma curinga — disse o gerente da agência, no primeiro dia, com admiração sincera.

— Sou uma profissional — corrigiu ela, sem sorriso. — Curinga é quem serve para qualquer jogo. Eu sirvo para o jogo certo, no lugar certo.

E assim foi por dois anos. Helena substituiu a recepcionista do escritório de advocacia e aprendeu os nomes de todos os clientes antes do primeiro café. Substituiu a cozinheira do colégio e as crianças notaram que a comida estava "diferente, mas boa". Substituiu a balconista da floricultura e descobriu, para a própria surpresa, que sabia o que cada arranjo dizia sem que ninguém precisasse explicar. Em toda missão, dava-se bem. Não era amada — era respeitada, o que para Helena sempre bastou.

Até que chegou a segunda-feira em que o gerente a chamou com uma expressão que ela nunca tinha visto nele.

— É uma substituição diferente — começou ele, e parou. Recomeçou. — A cliente é uma empresa de consultoria. A funcionária que vai tirar férias é... uma acompanhante. Ela acompanha executivos em jantares, eventos, viagens. É um serviço contratado pela própria empresa. E eles pediram uma substituta.

Helena ficou em silêncio. O gerente continuou, apressado, como quem despeja um copo de água quente de uma vez:

— O contrato é o mesmo. Mesmo valor, mesmo período, mesmas garantias. A senhora não é obrigada a aceitar. Eu preciso apenas registrar a resposta.

Ela olhou pela janela do escritório. A cidade seguia seu movimento de sempre: gente indo trabalhar, gente voltando, gente fingindo que uma coisa era a outra.

— Posso pensar? — perguntou.

— A senhora tem até sexta-feira.

Naquela noite, Helena não dormiu. Não por medo — ela conhecia o próprio corpo e sabia defender seus limites em qualquer profissão, inclusive nessa situação. O que a impediu de dormir foi outra coisa, mais antiga e mais difícil: a pergunta sobre quem ela era. Durante dez anos, Helena tinha sido todas as profissões e, por isso, talvez nenhuma. Ela substituía pessoas. Entrava na vida dos outros, usava o crachá dos outros, respondia pelo nome dos outros. E agora o trabalho pedia algo que nenhuma outra missão havia pedido: que ela substituísse não o ofício de alguém, mas a intimidade de alguém. Onde terminava a profissão e onde começava a pessoa?

Pensou na acompanhante — aquela mulher que ela nunca tinha visto, mas que agora existia para ela como uma sombra na beira da própria vida. Uma mulher que acompanhava executivos e que, ao tirar férias, precisava ser substituída como se substitui uma telefonista. Alguém, em algum escritório, havia decidido que a vida dela era um posto a ser preenchido.

E foi essa a coisa que a incomodou — não o que pediam dela, mas como pediam. Como se pessoas fossem vagas.

Na sexta-feira, Helena voltou à agência. O gerente a recebeu de pé, nervoso.

— E então?

— Vou recusar — disse ela.

O gerente abriu a boca, mas ela levantou a mão e continuou:

— Não pelo que vocês estão pensando. Eu não julgo a profissão dela — nem julgo a minha reação. Eu recuso pelo motivo contrário. Durante dez anos, eu entrei no lugar das pessoas e fiz o trabalho delas com respeito. Mas esse pedido não me pede para fazer o trabalho de uma mulher. Me pede para me tornar a ausência de uma mulher. É diferente. Ela tira férias como qualquer trabalhadora — e o que ela faz nas férias é assunto dela, não um posto vazio a ser preenchido. Se a empresa dela precisa de acompanhantes, que contrate acompanhantes. Contrate pessoas. Não substitutos de pessoas.

Houve um silêncio. Depois, o gerente disse em voz baixa:

— Sabe que isso pode custar seu contrato?

— Sei — respondeu Helena. — Mas eu passei dez anos aprendendo profissões para nunca ser trocável. Seria estranho perder o contrato justamente por me recusar a ser trocável.

Ela saiu da agência sem saber se tinha emprego na segunda-feira. Não sabia também que, no mesmo dia, o gerente escreveu no relatório interno uma frase que mudaria a empresa: "A substituta Helena recusou a vaga e estava certa. Revisar o que consideramos substituível."

A empresa não a demitiu. Sem que Helena soubesse, a recusa dela circulou entre os diretores como um documento raro — o tipo de coisa que ninguém vê escrito há muito tempo. Três meses depois, ela foi promovida: deixou de ser substituta e passou a ser quem escolhia as substituições, treinava as novas contratadas e definia, em cada contrato, o que era trabalho e o que era pessoa.

E a acompanhante? Helena a encontrou por acaso, um ano depois, em uma cafeteria. Reconheceu-a pelo crachá antigo que a agência mandara arquivar. Conversaram como duas estranhas que não eram estranhas — porque uma havia recusado ocupar o lugar da outra, e esse gesto, embora nunca dito, estava entre elas como um acordo silencioso.

— Você me substituiria? — perguntou a mulher, no fim, meio brincando.

— Não — respondeu Helena, sorrindo pela primeira vez naquela mesa. — Mas posso ensinar alguém a cozinhar, a receber, a telefonar. E você pode me ensinar o que é acompanhar alguém sem se perder em ninguém.

As duas riram. E, naquela tarde, nasceu algo que nenhuma das duas esperava: não uma substituição, mas uma parceria. Porque, no fim, Helena havia aprendido a lição de todos os seus ofícios: ninguém substitui ninguém. A gente apenas ocupa, por um tempo, o posto de alguém — e o respeito por essa pessoa é o que separa um profissional de um curinga.

 

Francisco Martins – 1 de outubro de 2026.


quinta-feira, 1 de outubro de 2026

A NOITE DOS CHAPÉUS


 O público estudantil da Escola Jacira de Medeiros vai assistir, hoje, a história "A Noite dos Chapéus", um texto  repleto de cultura popular, no estilo do poeta e contador de histórias, Mané Beradeiro.

VLOG DO CONTO "A SUBSTITUTA"


 

CONVITE A UMA LEITURA QUE FAZ PENSAR


 

terça-feira, 29 de setembro de 2026

O SEQUESTRO DA RIMA

 

   Na cidade de Versália, os poetas acordaram naquela manhã com uma estranheza que não sabiam nomear. O padeiro, que escrevia sonetos enquanto sovava o pão, tentou dizer "o sol doira a janela" — e a palavra saiu torta, sem eco, sem o doce encontro de sons que sempre a acompanhara. Algo faltava. Como o que acontece quando esquecemos uma nota de uma música conhecida: a melodia existe, mas o encaixe perfeito se perdeu.

      Foi o velho Anacleto, o mais antigo poeta da cidade, quem deu o nome ao desastre. Ao tentar compor um verso para a neta, percebeu que a rima havia sumido. Não uma rima específica — todas. O dicionário da língua estava intacto, as palavras todas no lugar, mas aquele laço invisível que fazia "amor" responder a "flor" e "mar” a "sonhar" simplesmente deixara de existir. Era como se a própria música da linguagem tivesse sido arrancada do mundo.

      E então chegou a carta. O envelope era de papel pardo. Dizia apenas: "A rima está conosco. Se quiserem vê-la viva, tragam o último verso perfeito já escrito. Assinado: Os Prosadores."

     Os poetas ficaram perturbados. E como não ficariam? Eram homens e mulheres que viviam daquela harmonia secreta. Sem a rima, seus versos saíam mancos, suas canções de ninar não embalavam, seus poemas de amor soavam como listas de compras. O jovem Eulálio, que escrevia trovas para a amada, tentou declamar e gaguejou.                A poetisa Clotilde, famosa pelos seus tercetos, chorou ao ver suas estrofes desmoronarem como castelos de areia.

— Sem a rima, somos apenas pessoas que escrevem frases — lamentou Anacleto, com os olhos úmidos. — Não somos nada.

           Enquanto o resto de Versália  murmurava em pânico, um grupo seco se reuniu na praça sob o plátano. Eram os poetas de verso livre — os que nunca pediram licença à rima para escrever. E eles, ao contrário de todos, estavam... tranquilos.

— Eu avisei — disse o jovem Bento, cruzando os braços com um sorriso de quem finalmente tinha razão. — A rima era uma muleta. Agora veremos quem sabe andar sozinho.

     E havia algo de verdade naquilo. Enquanto os sonetistas gaguejavam e os trovadores choravam sobre suas trovas mutiladas, Bento escrevia no ar, com as mãos, frases que não podiam rimar — mas que nunca precisaram rimar. Seu poema sobre o vento saiu inteiro, limpo, sem um único tropeço. Os versos livres, pela primeira vez na história de Versália, eram os únicos que continuavam de pé.

— Vejam — proclamou ele, erguendo o papel. — Isto é poesia. Sem algemas, sem correntes, sem o eco barato das palavras que se repetem.

       A multidão perturbada olhou para ele com uma mistura de inveja e ressentimento. Como podia aquele rapaz celebrar, quando a própria música da língua estava presa? E Bento, por um instante, sentiu-se vitorioso.

        Mas aquele momento, como todo triunfo por eliminação, não durou. Ao entardecer, Bento foi até a beira do rio, onde costumava escrever. E ali, sozinho, tentou compor um verso sobre a memória da mãe. As palavras vieram — vieram sempre. Mas quando chegou ao fim da frase, algo lhe faltou. Não a rima, não exatamente. Faltava-lhe aquele quebra-cabeça invisível, aquele jogo de esconder que fazia a língua dançar. Seu verso saiu elegante, correto... e vazio. Como a música tocada sem o silêncio entre as notas.

        Foi então que ele entendeu o que os sonetistas sempre souberam: a rima não era uma algema. Era um convite. Não prendia a palavra — fazia a palavra esperar por outra, ansiosa, e o encontro das duas era o próprio prazer de escrever.

         Bento voltou à praça. Os versos livres ainda estavam de pé, mas já não sorriam.

   Havia algo que os Prosadores — aquela sociedade secreta de escritores de prosa que sempre invejaram o prestígio dos poetas — não haviam previsto. Ao sequestrar a rima, eles a tinham aprisionado em uma masmorra de papel, mas esqueceram que a rima, sendo feita de som e de memória, não podia ser contida por muros.

          Naquela noite, enquanto os poetas velavam em silêncio, a pequena neta de Anacleto, que não sabia o que era rima nem prosa, mas sabia o que era música, cantou, sem querer, uma cantiga de roda. A rima, ouvindo aquela voz pura do outro lado da masmorra, reconheceu o chamado. E respondeu.

           Foi um estalo. Um verso antigo, sussurrado por gerações, atravessou o papel, quebrou o selo e voltou a habitar a boca das crianças. E, de criança em criança, de boca em boca, de coração em coração, a rima retornou à cidade — não como prisioneira, mas como algo que nunca podia ter sido presa, porque vivia não em um lugar, mas em todos os lugares onde alguém cantava.

Quando a rima retornou e a cidade voltou a cantar, os Prosadores foram encontrados. Não fugiram. Estavam reunidos na mesma masmorra de papel de onde a rima escapara, sentados em silêncio, como quem espera um julgamento.

E foi o velho Anacleto quem os enfrentou.

— Por quê? — perguntou ele, sem raiva, apenas com a voz cansada de quem perdeu e reconquistou algo em uma única noite. — Por que sequestrar a rima?

O líder dos Prosadores, um homem magro chamado Severino, ergueu os olhos. E, pela primeira vez, não havia inveja neles. Havia cansaço.

— Porque nós também queríamos ser lembrados — disse ele. — Vocês, poetas, têm a rima. E a rima é memória. Uma trova de amor sobrevive séculos porque o "amor" encontra o "flor" e o ouvido guarda os dois juntos. Nossos romances, nossos ensaios, nossas crônicas... são lidos e nem sempre lembrados. Não têm o laço que prende a palavra à memória. Nós não sequestramos a rima por ódio a vocês. Nós a sequestramos porque, sem ela, achávamos que talvez — só talvez — o mundo finalmente prestasse atenção em nós.

Houve um longo silêncio.

Continuou Severino:

— Ao prender a rima, descobrimos que ela nunca foi a inimiga. Ela era a prova de que a língua pode dançar. E nós, que escrevemos prosa, também dançamos — só que com outro ritmo. Não precisávamos roubar a música dela. A gente só precisava ouvir a nossa.

Anacleto estendeu a mão.

— Então escrevam — disse ele. — Escrevam a prosa de vocês com o mesmo cuidado com que nós escrevemos os versos. Saibam que memória não mora só na rima. Mora no que é dito com verdade e provém do coração.

 

Francisco Martins

28 de setembro de 2026

 

 

 

 

 

        


segunda-feira, 28 de setembro de 2026

"RENDA RENASCENÇA POTIGUAR" - QUADRO EM QUILLING

 Reafirmo que para fazer quadro em quilling é preciso ter paciência. Terminei recentemente, o quadro "Renda Renascença Potiguar", todo feito em papel de 75 g, branco, com pérolas artificiais. A peça tem 35 x 35 cm, já emoldurada.  Foram precisos 355 filigranas (essas pecinhas pequenas) e consumiu dezoito horas de trabalho.



"CORDEL DE UM BRASILEIRO GUERREIRO QUE VENCEU O INFARTO"

 O poeta Mané Beradeiro está disponibilizando ao seu público leitor, o 69º folheto, que tem como título " CORDEL DE UM BRASILEIRO GUERREIRO QUE VENCEU O INFARTO".  Trata-se de uma histórica fictícia, que tem algumas semelhanças com cenas reais, como por exemplo, a vida do próprio autor, que não praticava exercícios físicos, não tinha  uma preocupação com a alimentação regrada e isso lhe rendeu dois infartos, respectivamente em 2 de maio de 2016 e 24 de outubro de 2023.

Na literatura de cordel, heróis costumam enfrentar cangaceiros, dragões e jagunços. Em "Cordel de um brasileiro guerreiro que venceu o infarto", de Mané Beradeiro, o inimigo é outro: a doença cardiovascular — e a arma do herói não é a espingarda, mas o exercício físico. O folheto traduz em versos de feira uma das maiores lições da medicina moderna: depois de um infarto, é possível vencer — e se movimentar é parte central dessa vitória.

O título já anuncia a inversão que faz a força do folheto. O "brasileiro guerreiro" não vence o infarto com milagre nem com sorte — vence com luta cotidiana: abandonar o sedentarismo, adotar o movimento como rotina e encarar a reabilitação como campanha de guerra. É o tipo de narrativa em que o cordel sempre foi mestre: transformar a experiência do povo comum em epopeia. O leitor que já passou por um infarto — ou que teme por alguém querido — se reconhece no protagonista, e a poesia cumpre seu papel mais antigo: consolar, informar e animar.

Por trás dos versos, há ciência sólida. A literatura médica brasileira mostra que a atividade física pode reduzir em 30% a 50% o risco de mortalidade cardiovascular na população em geral, e programas de exercício pós-infarto são hoje parte recomendada do tratamento — a chamada reabilitação cardíaca. Pesquisas brasileiras recentes chegam a indicar que o treinamento físico ajuda o próprio coração lesionado a recuperar parte de sua força de contração.


Para saber mais sobre os infartos de Francisco Martins, visite os links abaixo

Fraco Coração

Relato de uma dor coronária

Grito Coronário

Carta aberta àqueles que vão me operar 



sábado, 26 de setembro de 2026

PERMANECEM ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA O IX SALÃO DORIAN GRAY ATÉ O DIA 30 SETEMBRO

 


A Sociedade Amigos da Pinacoteca Potiguar (SAAP), em parceria com o Sebrae RN e o Conselho Estadual de Cultura, está com inscrições abertas para o IX Salão Dorian Gray – Feito Potiguar: Arte, Identidade, Memória e Inovação. A iniciativa reúne artistas visuais em torno da produção artística e cultural do Rio Grande do Norte e recebe inscrições gratuitas de 15 a 30 de setembro de 2026.

Podem participar artistas maiores de 18 anos, naturais ou residentes no Rio Grande do Norte, além de artistas que possuam trajetória ou produção vinculada à cultura e ao território potiguar. Cada artista ou coletivo poderá inscrever até duas obras.

O salão aceita diferentes linguagens das artes visuais. As obras inscritas deverão estabelecer, de maneira livre e criativa, relações com o tema “Feito Potiguar” e com pelo menos um dos cinco campos curatoriais definidos para esta edição: Território, Memória, Saberes, Corpos e Futuros.

A proposta busca reunir diferentes perspectivas sobre o Rio Grande do Norte, valorizando expressões artísticas relacionadas às experiências, aos modos de vida, às memórias, aos conhecimentos e às transformações que atravessam o território potiguar.

Como parte da programação, serão concedidos R$ 10 mil em Prêmios Aquisição Sebrae RN. A premiação será distribuída em três categorias: R$ 5 mil para o primeiro prêmio, R$ 3 mil para o segundo e R$ 2 mil para o terceiro. As obras selecionadas para os Prêmios Aquisição passarão a integrar o acervo correspondente à iniciativa, conforme as regras estabelecidas no edital.

O IX Salão Dorian Gray será realizado no Palácio Potengi – Pinacoteca Potiguar, em Natal. A abertura oficial e a premiação estão marcadas para 17 de outubro de 2026, às 10h. A exposição permanecerá aberta à visitação até 30 de dezembro de 2026.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente no período de 15 a 30 de setembro.

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

AMANHÃ TEM SESSÃO ESPECIAL DO FATAL CINECLUBE!

 


O cinema potiguar tem muito a celebrar! E amanhã, na Biblioteca Estadual Câmara Cascudo, vamos comemorar 2 anos de Fatal Cineclube com uma sessão especial, gratuita e aberta ao público.

Na programação, dois filmes que nos convidam a experimentar diferentes formas de olhar e contar histórias:

🎞️ MAN WITH A MOVIE CAMERA (1929), de Dziga Vertov — um clássico do cinema documental e experimental que acompanha, ao longo de um dia, a vida e o movimento de uma grande cidade. Um filme que transforma o próprio ato de filmar em linguagem e nos faz enxergar o cotidiano de uma maneira completamente diferente.

🌱 TERRARIUM (2025), de Leli Queiroz e Marina Moura — curta-metragem potiguar que mistura romance e fantasia para contar a história de Hellen, uma cientista que cria uma pessoa-planta em um pequeno terrário. Uma experiência delicada e fantástica sobre um encontro que parecia impossível.

Duas épocas. Duas propostas. Dois olhares sobre o cinema.

E uma noite inteira para celebrar a força do cineclube e do cinema como espaço de encontro, descoberta e imaginação. ❤️🎬

📅 Amanhã — 25/09

🕕 18h

📍 Biblioteca Estadual Câmara Cascudo — Rua Potengi, 535, Petrópolis, Natal/RN

🎟️ Entrada gratuita!

Chame os amigos, venha prestigiar o cinema e celebrar com a gente esses 2 anos de Fatal Cineclube!

SOPERN - 55 ANOS BEM SERVINDO O RIO GRANDE DO NORTE

 

A Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Norte está celebrando 55  anos de fundação. O aniversário será marcado com a publicação de um poema, no gênero de cordel, contando a história da instituição. A atual gestora, Dra Lércia Teixeira, contratou o poeta Mané Beradeiro para escrever o texto. São 33 estrofes em sextilha ( seis versos), narrando a trajetória da SOPERN e o quanto ela é importante para a sociedade. Parabéns a todos os que fazem a SOPERN e fica nossa gratidão àqueles que deram suas contribuições na construção e fortalecimento dessa Sociedade de Pediatria.

QUINTA CULTURAL NO IHGRN

 


CURTA-METRAGEM SOBRE A VIÚVA MACHADO


terça-feira, 22 de setembro de 2026

FINAL DE SEMANA TEM A 14ª FEIRA DE LIVROS E QUADRINHOS

 


CENTELHA DE CORDEL




Quando vejo meu retrato
Sinto que minha existência
Vai se tornando tão rala
E olho com paciência
Porém tenho a certeza
E espero que  a surpresa
Venha apagar a essência.
 
Não temo o Dia Final
Pois será transposição
Para algo bem melhor,
Quando a minha posição
Sentirá glória divina
E com alma cristalina
Em eterna emoção.


Viverei ao lado Dele,
Do meu Pai Onipotente
O Verbo que se fez carne
Em minha vida presente
Tendo eu no Santo Espírito
O amor mais que infinito
Em abraço envolvente.


Mané Beradeiro

22 de setembro 2026

LIVE COM OS CORDELISTAS E CONTADORES DE HISTÓRIAS FRANCISCO MARTINS E RÚBIA MARIA

 

"De um canto nasce a história,
de outro, o verso a rimar,
e o livro abre seus caminhos
pra quem quiser caminhar.
No Livrolegalpontocom,
todo mundo pode entrar.

Tem cordel, tem poesia,
tem história pra contar,
tem palavra que aproxima
e faz a gente sonhar.
Cada livro é uma ponte
pra novos mundos encontrar.

Rúbia e Francisco se encontram
na beleza de criar,
com a força da literatura
e a vontade de partilhar.
Do Nordeste para o mundo,
há histórias pra celebrar!

Livrolegalpontocom,
vem com a gente conhecer:
onde a leitura vira encontro,
e a palavra faz viver.
Cordel é voz do povo,
é cultura pra valer!"

#históriasvozesencontros
#livrolegalpontocom

https://www.instagram.com/p/Ddkr1SKS0du/?stkn=MXZkYTQzNmRhbG16cQ==

quinta-feira, 17 de setembro de 2026

DE MENINO A HOMEM NA MESMA ESCOLA

 
   Ontem, 16 de setembro, o escritor, poeta e Contador de Histórias, Francisco Martins/Mané Beradeiro, viveu um dia especial em sua trajetória cultural.
Ele esteve pela 1ª vez, na Escola Municipal Dom Marcolino Dantas, distrito homônimo, que pertence a Maxaranguape. A visita àquela escola teve caráter especial, porque foi ali, que ele estudou o primeiro e segundo ano, quando criança.
    O autor se emocionou em poder mostrar seus trabalhos, falar das suas conquistas, dos prêmios, livros, cordéis, e contar histórias para o público presente.
    Voltou para casa com o coração feliz, afinal ele conseguiu realizar um sonho que estava dentro dele a muitos anos.




Se ontem, tivesse sido a última apresentação dele, com certeza, o Multifacetado artista encerraria suas atividades com glória. Mas, ele há de voltar, pois assumiu o compromisso de escrever o cordel biográfico da escola, por ocasião dos 60 anos de fundação.


Em meu peito trago o boton
De uma escola favorita
Que guardo no coração
Pois a mim é tão bendita
O berço onde aprendi
E belos dias vivi
Da infância tão bonita

Mané Beradeiro
17 setembro 2026


QUINTA CULTURAL NO IHGRN