Mostrando postagens com marcador Leitura. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Leitura. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

MEU DEPOIMENTO DE QUANDO COMECEI A FRENQUENTAR A BIBLIOTECA DR PACHECO DANTAS

 

A Biblioteca Pacheco Dantas é muito importante na minha vida. Lembro bem o primeiro dia em que entrei nesse espaço sagrado dos livros. Quem me levou até lá foi a minha mãe, que gostava de ler e viu que ali eu poderia lhe dar mais sossego, pois sempre fui uma criança sapeca. Tinha hora certa para ser castigado, pois todos os dias fazia travessuras. Mamãe decidiu então me levar àquele templo, na esperança de que eu gostasse dos livros. Fui recebido por Dona Leda, com aquele jeito tão carinhoso. Deu-me livros infantis e disse-me que poderia voltar todos os dias. Lembro que naquele dia os meus couros foram poupados. Então, passei a ser um frequentador assíduo daquela casa. Quantos livros eu li! Quanta cultura e conhecimento adquiri!

Recordo que, em um domingo, houve uma gincana cultural promovida pela Juventude Franciscana (JUFRA), da qual participavam os jovens. Em determinado momento, foi feita a pergunta: quem tinha como lema "Morrer, se preciso for; matar, nunca"? O silêncio foi geral entre os participantes; nenhum sabia a resposta. Foi então que gritei: "Eu sei quem disse!" A turma me olhou e riu da minha atitude. Mesmo assim, ouviram o menino de nove anos, leitor, que surpreendeu aqueles jovens. "Quem teve esse lema foi o Marechal Rondon", falei. E, ao me perguntarem por que eu sabia, argumentei que era leitor da Biblioteca Pacheco Dantas. Vieram aplausos. Foi a primeira menção honrosa que, de forma indireta, a comunidade estava me dando.

Hoje sou escritor, cordelista, contador de histórias e pesquisador. Faço parte de diversas instituições culturais, e foi aí, neste piso ladrilhado, onde janelas e portas estão abertas para receber quem desejar aumentar seus conhecimentos, que comecei a nutrir minha alma. Obrigado a todos os que, ao longo dos 81 anos, têm servido a esse propósito.

 

Francisco Martins

12 de agosto 2026

sábado, 25 de julho de 2026

COMENTANDO MINHAS LEITURAS - A REVISTA Nº 87 DA ANRL - PARTE FINAL.

Contos, crônicas e poemas são gêneros constantes nas edições da Revista da ANRL. Quem primeiro publicou um conto na Revista foi Bezerra Jr. (cadeira 23), na edição nº 4, de 1956. A crônica, por sua vez, precedeu esse marco, figurando na edição nº 3, de 1955, sob a autoria de Câmara Cascudo (cadeira 13). Os poemas estão presentes desde a edição inaugural da Revista, em 1951, com textos de Bezerra Jr., Antonio Soares (cadeira 7), Carolina Wanderley (cadeira 6) e Palmira Wanderley (cadeira 20).

A coleção de Revistas da ANRL , pertencente a Francisco Martins

Confesso que nutro predileção pela crônica, embora não menospreze os contos e poemas. O acervo histórico das Revistas apresenta excelentes textos nestes três gêneros, abrangendo assuntos variados, escritos tanto por acadêmicos quanto por colaboradores. Passo a expor minha opinião acerca do conteúdo constante na edição 87.

Clauder Arcanjo (cadeira 12) mantém sua abordagem característica de escrever contos permeados por elementos populares. O cenário apresentado é simples, contudo, a tessitura narrativa é bem construída e logra prender a atenção do leitor do início ao fim. Já Edilson Nobre Jr. (cadeira 36) compôs uma história que se situa na linha tênue entre o conto e a crônica. Tal fenômeno ocorre pois o autor transporta o leitor ao quindênio do século XX, onde peças da história refletem diretamente nas decisões do protagonista Fernão.

Ivan Lira de Carvalho (cadeira 34), com a obra "A Matemática da Beata", revela a esperteza de uma católica que oferta com uma mão e retira muito mais com a outra. O conto sugere um aproveitamento de mote real — fato que apenas o autor poderá confirmar. Francisco Sobreira, premiado contista, traz um olhar penetrante em "A Mulher que passa", demonstrando sutileza ao criar personagens de notável sensualidade.

Por fim, Alfredo Neves, em "O Homem que procurava a vida", convida o leitor a refletir sobre a existência e o propósito da jornada humana. Registro, outrossim, minha participação nesta edição com o conto intitulado "O Conclave dos Narizes".

No caderno de poemas, observa-se um verdadeiro sarau com as participações de Lívio Oliveira (cadeira 15), Rizolete Fernandes e Roberto Lima (cadeira 9). Poemas constituem sempre um desafio no que tange à sua plena compreensão. Faz-se necessário ler com parcimônia, por vezes em voz alta; o conhecimento prévio da estrutura utilizada na construção auxilia sobremaneira o processo interpretativo.

Contudo, os poemas encerram profundas subjetividades e, confesso, nem sempre logro encontrar o propósito exato do autor ou autora. Não obstante, deleito-me invariavelmente na cadência dos versos e no lirismo das composições apresentadas.

Francisco Martins

25 de julho de 2026



segunda-feira, 20 de julho de 2026

COMENTANDO MINHAS LEITURAS: IMPRESSÕES SOBRE A REVISTA Nº 87 DA ANRL

Concluí a leitura da Revista nº 87, da Academia Norte-rio-grandense de Letras. Nela encontramos o artigo de Humberto Hermenegildo, que nos apresenta Cascudo como leitor de Jorge Fernandes — verdadeira aula erudita. No mesmo mote, Manoel Onofre Jr. também aborda Cascudo, revelando cenas descontraídas de nosso gênio. Na sequência, Diva Cunha nos brinda com sua conferência "A arte poética de Paulo de Tarso", proferida na sessão saudade por ocasião do necrológio do poeta que ocupava a cadeira 11. A esse texto soma-se o discurso de agradecimento de Geraldo José Correia de Melo, registrado nas páginas 184 e 185.

Da segunda parte do ensaio "Uma visão panorâmica da Literatura Potiguar", de Rosemary da Silva Alves, senti falta, no último parágrafo (p. 57), da ação promovida pelo Conselho Estadual de Cultura acerca da importância da Literatura Potiguar. Creio que a autora não tomou conhecimento dela.

Quando leio os textos de Marcelo Alves, tenho a certeza de que viajo, enquanto leitor, ao melhor da Europa. Ele conhece profundamente aquela literatura e, em "Expurgos Adultos e Infantis", mantém esse saboroso tempero. O artigo "Revisitando Machado de Assis", de Ivan Maciel de Andrade, é a ponta do iceberg no oceano machadiano. Há muito ainda a ser revelado sobre esse mulato glorioso das letras brasileiras. Mateus Levi busca no livro de Graciliano Ramos, "São Bernardo", o quanto esse "romance constitui um corpus de análise extremamente rico para a compreensão das relações sociais de trabalho e dos mecanismos de reificação no interior da lógica capitalista". Era indispensável trazer esse texto — ele sintetiza o ensaio.

Ainda no campo da literatura, a revista nos oferece em seu menu de leitura uma apresentação de Washington Araújo (Livros que não pedem licença ao leitor), que apresenta "As sombras do céu apagaram nossos rastros", do autor Osair Vasconcelos. É de despertar o apetite do leitor.

João Dantas resgata seu tio-avô em "José Pinto Júnior: literatura e humanidade", que semeou cultura nos anos cinquenta. Logo após, Rogério de Menezes Fialho conclui, com a segunda parte, a saga de Antônio Bento, figura desconhecida para muitos.

Estreando na revista, Isaura Rosado narra a trajetória de Raul Pedroza, artista plástico de sangue macaibense e de grandes voos continentais. Reforça sua contribuição o artigo de Paulo Vergolino, que se debruça sobre as gravuras surrealistas de Raul Pedroza. No campo das artes, temos ainda Ângela Almeida, que escreve sobre arte originária no Rio Grande do Norte — um roçado repleto de boas colheitas.

Adentrando a ampulheta do tempo, temos Manoel Cavalcanti, demonstrando que Pedro Álvares Cabral foi injustiçado pela História. O leitor descubra o porquê lendo o texto das páginas 135 a 140. Pery Lamartine fica registrado nesta edição por meio de Carlos Gomes, que discorre sobre o centenário de nascimento do amigo, a quem sucedeu na cadeira 33. Por fim, antes de adentrarmos a seção "Contos e Crônicas", os dois textos seguintes são de Valério Mesquita que, com sua pena memorável, dá corpo e vida a Lauro da Escóssia, lá do país de Mossoró, de onde também escreve Benedito Vasconcelos sobre a Macaúba, palmeira que promete abençoar nossa economia. Na próxima oportunidade, escreverei sobre os contos, crônicas e poesias que a edição oferece.

Francisco Martins - 20 de julho 2026



quarta-feira, 12 de novembro de 2025

COMENTANDO MINHAS LEITURAS: "PODE ENTRAR, A CASA É SUA"

 

    Li recentemente, "Pode entrar, a casa é sua", livro de Silvério Soares Neto, que tomou posse no final de outubro, na Academia de Letras e Artes de Martins.

    O livro data de 2016 e é um misto de memórias, biografia, causos e depoimentos sobre Raimundo Soares de Sousa. O filho, Silvério, apresenta-nos o pai, com uma prosa que emana prazer, dando alegria ao leitor e vontade de não soltar o livro. Isso é bom! Tarcísio Gurgel foi o prefaciador e outros homens também contribuíram para o recheio da obra.

    É um resgate merecidíssimo, que deixa registrado a importância que teve Raimundo Soares de Souza, para Mossoró e o Rio Grande do Norte. Recomendo a leitura, é livro que tem o tempero da vida, da amizade, da luta e sobretudo da ética de um grande homem. 

segunda-feira, 31 de março de 2025

COMENTANDO MINHAS LEITURAS: "QUARTEIRÃO DA FOME" DE RAIMUNDO NONATO

 


 "Quarteirão da Fome", livro da autoria de Raimundo Nonato, lançado pela Editora Pongetti - Rio de Janeiro, na categoria de romance. O livro não tem colofão, mas segundo Manoel Onofre Jr, saiu do prelo em 1949, sendo este o livro de estreia do escritor Raimundo Nonato.

A história tem como palco principal a fictícia cidade de “Bela Vista”, no Oeste Potiguar. Confesso que tive a felicidade de começar a ler Raimundo Nonato por outras obras, nos gêneros de memórias, histórias e etnografias e,  posso assegurar, que prefiro a pena do  escritor nesses campos, que a serviço do romance.

Esperava bem mais do romance. O autor não teve a arte de costurar o enredo, para não dizer que nem este existe. São capítulos distanciados da comunhão entre as personagens. Josué Montello nos ensina que “um personagem, para quem o cria, não é uma figura de papel, é um ser humano”.

 Em “Quarteirão da Fome” há vários personagens: Fábio, Dubas, Padre Anastácio, Lulu, Sônia, Adrião, Joca Pires, Carlos Pontes, Miluca, etc. Todos carentes de narrativas e de elos no romance. Não há no livro um projeto de história a ser seguido.  Que pretende passar o autor? Qual história e de quem ele desejaria contar? Diria que Raimundo Nonato se perdeu na elaboração do livro.

Os capítulos do livro são pequenos, sem sintonia literária e às vezes o narrador dedica-se mais no estilo de um ensaio, do que propriamente o gênero de romance. Prosseguindo na leitura de outros títulos, deparo-me com textos que são muitos similares, como em "Memórias de um retirante" (1957) e um capítulo de inteiro teor, em "Histórias de Lobishomem"(1951).

Volto a afirmar: Raimundo Nonato é um grande memorialista e historiador. Sua contribuição neste campo literário é rica, principalmente sobre a região Oeste Potiguar, mas não teve o dom de ser romancista.

Por ocasião da celebração do centenário de nascimento do autor, a editora Sarau das Letras fez a segunda edição  de "Quarteirão da Fome", em 2007.

 

FRANCISCO MARTINS

2025 ANO DO CENTENÁRIO DA DIPLOMAÇÃO DE RAIMUNDO NONATO COMO PROFESSOR

 

segunda-feira, 17 de março de 2025

COMENTANDO MINHAS LEITURAS: O CORDEL DE ADÉLIA

 

    Acabei de ler "A Vida e Obra de Câmara Cascudo em Carroça Caída: uma Contação de História na feira", da poeta Adélia Costa.
    Parabenizo a autora, principalmente porque o texto que ora publicou foi escrito na sua adolescência. Cordel, folheteiro, folclore, Câmara Cascudo são ingredientes que recheiam o texto poético.
    Um cordel que merece ser lido e divulgado.

Mané Beradeiro - 17/3/25

terça-feira, 19 de novembro de 2024

O CASO DE ANA AMÉLIA FERREIRA VALE

     Josué Montello quando foi escrever  " Os Tambores de São Luís", livro que tem 20 anos de pesquisa e  dois anos de produção, ele teve a  ideia de trazer para dentro do romance, fatos históricos da sociedade do Maranhão. Um desses fatos é sobre ANA AMÉLIA FERREIRA VALE.  Conheça lendo o texto abaixo. Vem a calhar nesta Semana Nacional da Consciência Negra

"O nosso Gonçalves Dias, amigo íntimo do Dr. Teófilo Leal, apaixonou-se por uma cunhada deste, a Ana Amélia, e a pediu em casamento à Dona Lourença Vale, mãe da moça e que Vossa Reverendíssima também conhece. O Gonçalves Dias não é um homem qualquer – é o maior poeta do Brasil e amigo pessoal do Imperador. O Maranhão não tem glória mais alta. Pois nada disso teve o menor significado para a nossa Dona Lourença, diante deste fato, de que o Gonçalves Dias não tem culpa: – ser ele mestiço e filho bastardo. E respondeu ao poeta, numa carta seca, com um não redondo. Não dava a filha a um mestiço. Mas a verdade é que o Gonçalves Dias, se quisesse, podia vir a São Luís, e levar a Ana Amélia, que estava disposta a fugir com ele. E não foi isso que fez. Humilhado, guardou a mágoa. E ao chegar ao Rio, casou numa das mais importantes famílias da Corte. A Ana Amélia, coitada, não perdoou a família. E quando o Domingo Porto, que é também bastardo e mestiço, lhe arrastou a asa, não hesitou em casar com ele, amparada pela Justiça. Vossa Reverendíssima já sabe que o casamento dela, aqui em São Luís, foi um deus-nos-acuda. Parecia que o mundo estava vindo abaixo. As amigas de Dona Lourença passaram a andar de preto, solidárias com o luto fechado da família Vale. O pai da Ana Amélia, instigado por Dona Lourença, foi ao cartório do Raimundo Belo e deserdou a filha, sob a alegação de que a moça tinha casado com o neto da negra Eméria, antiga escrava do coronel Antônio Furtado de Mendonça.

O Dr. Olímpio Machado estava agora debruçado sobre a cadeira, com os antebraços apoiados na madeira do espaldar. E procurando os olhos de Dom Manuel, depois de uma pausa:

– Vossa Reverendíssima já sabia desse fato? Asseguro-lhe que é absolutamente verdadeiro. O Domingos Vale deserdou a filha, por escritura pública, apenas porque o genro, Vice-Presidente da Província e Comandante da Guarda Nacional, é neto de uma escrava! Coisas deste nosso Maranhão, Senhor Dom Manuel da Silveira! Coisas deste nosso Maranhão!

E endireitando o busto, após outra pausa:

– Vossa Reverendíssima pensa que a família Vale se deu por satisfeita? De modo algum. Fez mais. Decidiu levar o Domingos Porto à ruína, na sua casa de comércio. De um dia para o outro, o Porto se viu com todos os seus créditos cortados. Ninguém quis mais negociar com ele. O resultado foi a falência, e o pobre do Porto obrigado a sair do Maranhão às pressas, para não cair nas unhas de seus perseguidores! Um horror, Senhor Bispo! Um verdadeiro horror! Eu, como Presidente da Província, nada pude fazer para ampará-lo. Só encontrei negativas. Era a cidade inteira contra um homem. E tudo por quê? Porque o Domingos Porto, que é um homem de primeira ordem, culto, educado, finíssimo, tem a desgraça de ser neto de uma escrava! Que é que Vossa Reverendíssima me diz a isto, Senhor Dom Manuel? Em que século estamos? E que terra é esta?"


Fonte: "Os Tambores de São Luís" - Josué Montello - EDitora José Olympio - 1975. 1ª ed. Rio de Janeiro, páginas 112 e 113.


sexta-feira, 23 de agosto de 2024

UM FLATO DE 30 ANOS

Tenho um texto em prosa, (no tamanho de um folheto de cordel) escrito por Renato Posterli, que trata sobre um assunto muito curioso, a saber: pum, peido ou flato.

O autor é médico psiquiatra e professor de medicina legal da Universidade Federal de Goiás-UFGO e outras instituições.

O trabalho não é de hoje, mas coisa de 30 anos passados. Foi lançado pela Boágua Editora, em Natal, 1994. Não é um trabalho chulo, mas sim feito com seriedade.




quarta-feira, 3 de julho de 2024

DIA DA LEITURA POTIGUAR VAI SER CELEBRADO NO LOURDINHA GUERRA

 


O Centro Estadual de Educação Profissional Professora Lourdinha Guerra, em Nova Parnamirim, não vai deixar o Dia da Literatura Potiguar passar sem celebração. A biblioteca local promove um evento para os alunos, com participação de mulheres que fazem a cultura acontecer.

segunda-feira, 1 de julho de 2024

LEITURA E LITERATURA: UM BINÔMIO EM CONSTRUÇÃO

 

                                                        “Não há problema que a leitura não possa solucionar”  Charles Bukowsky

 

Ler, verbo  irregular. Irregular é algo que foge as regras. Ler, então, pode ser perigoso ou provocar algo que de repente mexe com muita gente e até mesmo instituições. Mas isso pode ser bom, aliás, muito bom! dependendo do objetivo proposto.

Conselheira Eulália Barros

A Conselheira1 Eulália Duarte Barros, na sessão que aconteceu no dia 28 de maio deste ano, apresentou aos seus Pares, o artigo “ Uma literatura potiguar feminina, indígena, negra e livre”, que tem como autoras Andrielle Mendes e Josimey Costa2, que foi publicado na Revista da Academia Norte-rio-grandense de Letras, edição 74 (janeiro a março de 2023, páginas 19 a 23).

A Conselheira Eulália Duarte Barros apresentou o artigo e ele foi muito bem aceito pelo Plenário, pois despertou na sessão, o desejo de que o CEC enquanto instituição cultural deve se juntar a outros órgãos, buscando a implementação do ensino da literatura potiguar nas escolas públicas e privadas, que está banida da grade de ensino já faz muitos anos e também dos cursos de letras, salvo a especialização do IFRN.

Participantes da sessão do CEC/RN, em 25 de julho. Da esquerda para direita,  em pé: Fabiano Moreira, Valério Mesquita, João Morais, Ivan Lira de Carvalho, Eulália Duarte Barros, Aécio Cândido, Armando Holanda e Paulo de Tarso Sentadas: Andrielle Mendes, Délia Barbosa, Rejane de Souza, Josimey Costa, Leide Câmara e Diva Cunha. (os nomes em negrito são membros do CEC)

Notem o quanto é importante ler e na medida do possível compartilhar, externar as leituras. Se a Conselheira Eulália Barros não tivesse pautado esse assunto, a história da literatura potiguar continuaria em berço esplêndido. Entretanto, seu gesto provocou uma onda no lago. O próprio CEC se mobilizou para levar o assunto adiante e na terça-feira, dia 25 de junho, o Presidente do Conselho Estadual de Educação, Professor e Doutor Aécio Cândido, juntamente  com  a Coordenadora do Núcleo do Livro, Leitura e Biblioteca-NULLB, do Programa de Incentivo à Leitura-PROLER – Secretaria Estadual de Educação e Cultura – Professora Délia Barbosa e o responsável pelo PROLER Potiguar, Professor Fabiano Moreira, que atenderam ao convite do CEC para germinar a ideia de voltar a se ensinar literatura potiguar nas escolas do Rio Grande do Norte.

Andrielle Mendes

Josimey Costa

Andrielle Mendes e Josimey Costa estão de parabéns por terem sidos as autoras do artigo que serviu de base a esse assunto e com certeza estão felizes, ao acompanharem a caminhada que ora tem início. Muitos frutos virão, tudo é uma questão de tempo.

Se depender de leis já estamos bem fornecidos. Existem várias sobre o  tema de livros, leitura e ensino. O que nos falta, realmente, são professores capacitados para levar ao público estudantil, em todas as esferas, o ensinamento sobre a literatura potiguar, os autores e autoras e seus gêneros textuais.


Francisco Martins

Secretário Administrativo do CEC

 

 1Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte

2Conselheira


segunda-feira, 24 de junho de 2024

UM CLÁSSICO DE VICTOR HUGO GANHA RELEITURA EM CORDEL



Escrito por Victor Hugo, e publicado em 1862, na França, o livro "Os Miseráveis" registra o grito dos pobres na sociedade francesa do século XIX.  Não demorou para se tornar um clássico da literatura mundial.

Li "Os Miseráveis" nos anos 90 e confesso que ainda não assisti o filme. Gosto mais de criar as próprias cenas na leitura, embora saiba que a sétima arte é formidável.

Hoje eu quero focar meu olhar de crítico para um recente trabalho, do autor Gilberto Cardoso, "Os Miseráveis - em cordel".

Vinte e quatro capítulos formam o livro, todo escrito em estrofes com sete pés (ABCBDDB). Um trabalho construído no tempo da Pandemia do Corona Vírus, que exigiu muito do autor, mas o resultado foi digno de aplausos.

Convido os professores da língua portuguesa, e principalmente os que trabalham com Literatura no RN, a tomarem conhecimento dessa obra escrita por Gilberto Cardoso.

Apresentá-la aos alunos do Ensino Médio é atingir o alvo com várias setas, de forma simultânea. Vejamos:

1º) O professor estará cumprindo o que determina a Lei nº 11.231, de 4 de agosto de 2022, que inclui a Literatura Potiguar nas Escolas da rede estadual de ensino e particular.

2º) A escola incentiva o fomento à literatura de cordel (Lei nº 10.950, de 13 de julho de 2021).

3º) Incentiva a Cultura da Leitura e da Escrita ( Lei nº 10.690, de 11 de fevereiro de 2020).

4º) O leitor tem a oportunidade de conhecer a releitura de um clássico francês, no gênero de cordel.

Esse é o tipo de cordelivro que nasceu para somar e fazer parte de um conjunto de obras congêneres, que contam histórias clássicas, nesse gênero de poesia, o cordel.

Gilberto Cardoso construiu 539 estrofes, totalizando 3.773 versos. Tendo a capacidade de escrever e recontar "Os Miseráveis", sem levar ao leitor a sensação de cansaço.  Breve irei assistir o filme e então poderei dizer: li o livro, o cordel e vi o filme. Louvo o autor e poeta cordelista, Gilberto Cardoso.Parabéns!

Mané Beradeiro - 24 de junho de 2024



 


segunda-feira, 2 de outubro de 2023

REVISTA DA ANRL - EDIÇÃO 76 - JULHO A SETEMBRO 2023

 

Saiu hoje a edição nº 76 da Revista da Academia Norte-rio-grandense de Letras, correspondente ao trimestre de julho, agosto e setembro de 2023. A capa é uma arte de Carlos de Miranda Gomes, advogado, professor universitário (aposentado) e escritor. A revista, como sempre, oferece um bom menu literário  aos leitores. Traz artigos e ensaios, contos, crônicas, poemas e discursos. São 185 páginas de cultura.  O poeta Mané Beradeiro  participa dessa edição, com o seu texto " Iaperinópolis - a encantada cidade dos contos", que está presente nas páginas 113 a 118.



quinta-feira, 14 de setembro de 2023

BREVE MAIS UMA EDIÇÃO DA REVISTA DA ACADEMIA NORTE -RIOGRANDENSE DE LETRAS

 

Recebo a notícia do editor da revista da ANRL, Thiago Gonzaga, que até o final do mês estará disponível ao público a nova edição da revista, referente ao trimestre de julho a setembro de 2023.  Pela primeira vez o poeta Mané Beradeiro terá um cordel publicado na revista: Iaperinópolis - a encantada cidade dos contos. Aguardemos!

quinta-feira, 25 de maio de 2023

MANÉ BERADEIRO E LIMA NETO FAZEM APRESENTAÇÕES EM UNIDADES DO CEI

 Na manhã desta sexta-feira, 26 de maio, o poeta Mané Beradeiro divide o palco com o escritor Lima Neto em duas apresentações, que irão acontecer  nas unidades  do Centro de Educação Integrada - CEI  da Romualdo Galvão e Roberto Freire, respectivamente às 8 h e 10 h.


O evento acontece no encerramento da Semana Literária, com os alunos do Ensino Fundamental II. Na oportunidade os dois escritores estarão falando para o público sobre o universo da leitura e suas formas, principalmente mostrando que para fazer arte literária basta ter a sensibilidade, criatividade e buscar  a forma que deseja expressar a criação, seja ela culta ou popular.





Mané Beradeiro apresentará alguns escritores populares e também mostrará as suas obras. Lima Neto ficará com a parte da escrita culta  e os escritores clássicos, não deixando de apresentar textos de sua autoria.

Lima Neto




quarta-feira, 19 de abril de 2023

HÁ UMA REVISTA ESPERANDO POR VOCÊ NA ANRL

 Os 74 números das edições da Revista da Academia Norte-rio-grandense de Letras - ANRL são, sem sombra de dúvidas, uma coleção digna de  espaços nas estantes das melhores bibliotecas públicas e privadas. Tê-la ao alcance das mãos é poder folhear grande parte da história da literatura do nosso estado.


Estou  lendo a mais recente, que corresponde ao  primeiro trimestre desse ano.  A arte da capa é uma criação de Levi Bulhões, que  nos dá o olhar  dos Reis Magos sobre elementos da cidade Natal.  Dentro, vamos encontrar imortais da ANRL que nos aguardam para contar  sobre diversos assuntos: crônicas, ensaios, poesias,  biografias, discursos, contos, além de outros colaboradores que se associam a esses escritores.

A revista recebe o incentivo cultural do programa Djalma Maranhão - Prefeitura de Natal,  através de uma ajuda financeira da Casa de Saúde São Lucas, além dos próprios acadêmicos que ajudam através da anuidade. Quem desejar ter a revista não vai precisar pagar nada por ela, basta ir à própria sede da instituição, situada à Rua Mipibu, nº 443, bairro Petrópolis, em Natal, de segunda a sexta-feira pela manhã e pedir um exemplar.

Francisco Martins, 19 de abril de 2023



sábado, 5 de novembro de 2022

A SAGA DA LIBERDADE - UMA EXCELENTE OPÇÃO DE LEITURA SOBRE A CONSCIÊNCIA NEGRA



Neste mês de novembro, o poeta Mané Beradeiro tem entre os seus folhetos de cordéis, A Saga da Liberdade, com dois temas bem interessantes. O primeiro é A Origem, que trata sobre as chegadas dos escravizados, trazidos do continente africano para o Brasil. O segundo, O Grito da Liberdade, que narra o pensamento de construção dos quilombos e a "liberdade" cívica. Entre em contato com o poeta e adquira-os. Cada folheto R$ 5,00 (cinco reais).

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

CONHEÇA A HISTÓRIA DA TRILOGIA DOS FOLHETOS DE CORDEIS DE MANÉ BERADEIRO SOBRE O TEMA NATALINO

 



Estes aqui ...

Se você ainda não sabe quem é o Mané Beradeiro, é este cabra



Um dia ele  teve a ideia de escrever um folheto sobre o Natal


Porque é preciso que o mundo não esqueça uma das entregas mais  lindas que foi feita por Deus ...




O cordel foi bem aceito ao longo desses anos ...



Mas o poeta pensou: "Por que não contar a mesma história com outras vozes?"



A licença poética permitiu ao cordelista  pensar o que fizeram os animais diante daquele casal humano, tão necessitado de solidariedade ...


O jumento foi um dos primeiros a se manifestar ...


Em 2022 a mesma história, com nova capa ...


Cá pra nós, eles mereciam este folheto. 


Dois folhetos sobre o tema. Mas isso não bastou ao poeta ...


O que teria o poeta a escrever?

Adentrou de corpo e alma no Céu e foi buscar informações sobre aquele dia tão especial do nascimento de Jesus e saber como celebraram lá no Céu. Poeta tem dessas coisas.


Agora você  conhece a história. Que tal adquirir esses folhetos e presentear  um amigo ou amiga?







segunda-feira, 24 de outubro de 2022

FRANCISCO MARTINS PARTICIPA DE CAFÉ LITERÁRIO

 


O escritor Francisco Martins vai estar com os alunos da Escola Municipal Senador Carlos Alberto de Souza, em Parnamirim, no próximo dia 27, às 8 h, quando haverá uma conversa  regada a pão, café e poesia, sobre uma das suas obras em cordel: "As Ruas Cascudianas", que ele assina com o nome de Mané Beradeiro. Na oportunidade se juntarão ao escritor professores Mediadores de Leitura e Angelica Vitalino, que coordena  o Rio de Leitura, importante projeto nesse município.

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

ACADEMIA DE LETRAS COMEÇOU HOJE A DISTRIBUIR A REVISTA DE Nº 72

 Chegou hoje na Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, a Revista de nº 72 - Julho a Setembro 2022. Como sempre bem recheada de artigos, crônicas, poesias, ensaios, discursos e outros gêneros literários. 


Nesse número há a participação de Diogenes da Cunha Lima, Marcelo Alves, Manoel Onofre Jr, Sônia Faustino, Jurandyr Navarro, Valério Mesquita, Benedito Vasconcelos Mendes, Lívio Oliveira, Vicente Serejo, Iaperi Araújo, Clauder Arcanjo, Diva Cunha,  Carlos Gomes, Jarbas Martins, Paulo de Tarso Correia de Melo, Elder Heronildes, Edilson Pereira e Ivan Maciel, todos membros da ANRL.

A Revista tem textos dos colaboradores: Antonio Nahud, Conceição Flores, Tácito Costa, Alder Texeira, Alfredo Neves, Gustavo Sobral, Dorian Lima, Carlos Adel, Aparecida Rego, Vladimir Souza, Racine Santos,  Thiago Galdino, Josimey Costa, Rilzele Lopes, além do Editor Thiago Gonzaga.

Demétrio Diniz

O escritor Demétrio Diniz, falecido em junho deste ano,  é homenageado nessa edição, com textos de Thiago Gonzaga , Tácito Costa.  A arte da capa é de Adriano Santori (Currais Novos-RN). Vamos ler e conhecer mais sobre a literatura produzida em nosso Estado.



segunda-feira, 8 de agosto de 2022

PALAVRAS DITAS PELOS VERMES QUE CONSOMEM LIVROS

 


Meu senhor respondeu um longo verme gordo, Nós não sabemos absolutamente nada dos textos que roemos, nem escolhemos o que roemos, nem amamos ou detestamos o que roemos; nós roemos.

Fonte: Dom Casmurro Editora Globo 1997, página 28.