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quarta-feira, 12 de novembro de 2025

COMENTANDO MINHAS LEITURAS: "PODE ENTRAR, A CASA É SUA"

 

    Li recentemente, "Pode entrar, a casa é sua", livro de Silvério Soares Neto, que tomou posse no final de outubro, na Academia de Letras e Artes de Martins.

    O livro data de 2016 e é um misto de memórias, biografia, causos e depoimentos sobre Raimundo Soares de Sousa. O filho, Silvério, apresenta-nos o pai, com uma prosa que emana prazer, dando alegria ao leitor e vontade de não soltar o livro. Isso é bom! Tarcísio Gurgel foi o prefaciador e outros homens também contribuíram para o recheio da obra.

    É um resgate merecidíssimo, que deixa registrado a importância que teve Raimundo Soares de Souza, para Mossoró e o Rio Grande do Norte. Recomendo a leitura, é livro que tem o tempero da vida, da amizade, da luta e sobretudo da ética de um grande homem. 

segunda-feira, 31 de março de 2025

COMENTANDO MINHAS LEITURAS: "QUARTEIRÃO DA FOME" DE RAIMUNDO NONATO

 


 "Quarteirão da Fome", livro da autoria de Raimundo Nonato, lançado pela Editora Pongetti - Rio de Janeiro, na categoria de romance. O livro não tem colofão, mas segundo Manoel Onofre Jr, saiu do prelo em 1949, sendo este o livro de estreia do escritor Raimundo Nonato.

A história tem como palco principal a fictícia cidade de “Bela Vista”, no Oeste Potiguar. Confesso que tive a felicidade de começar a ler Raimundo Nonato por outras obras, nos gêneros de memórias, histórias e etnografias e,  posso assegurar, que prefiro a pena do  escritor nesses campos, que a serviço do romance.

Esperava bem mais do romance. O autor não teve a arte de costurar o enredo, para não dizer que nem este existe. São capítulos distanciados da comunhão entre as personagens. Josué Montello nos ensina que “um personagem, para quem o cria, não é uma figura de papel, é um ser humano”.

 Em “Quarteirão da Fome” há vários personagens: Fábio, Dubas, Padre Anastácio, Lulu, Sônia, Adrião, Joca Pires, Carlos Pontes, Miluca, etc. Todos carentes de narrativas e de elos no romance. Não há no livro um projeto de história a ser seguido.  Que pretende passar o autor? Qual história e de quem ele desejaria contar? Diria que Raimundo Nonato se perdeu na elaboração do livro.

Os capítulos do livro são pequenos, sem sintonia literária e às vezes o narrador dedica-se mais no estilo de um ensaio, do que propriamente o gênero de romance. Prosseguindo na leitura de outros títulos, deparo-me com textos que são muitos similares, como em "Memórias de um retirante" (1957) e um capítulo de inteiro teor, em "Histórias de Lobishomem"(1951).

Volto a afirmar: Raimundo Nonato é um grande memorialista e historiador. Sua contribuição neste campo literário é rica, principalmente sobre a região Oeste Potiguar, mas não teve o dom de ser romancista.

Por ocasião da celebração do centenário de nascimento do autor, a editora Sarau das Letras fez a segunda edição  de "Quarteirão da Fome", em 2007.

 

FRANCISCO MARTINS

2025 ANO DO CENTENÁRIO DA DIPLOMAÇÃO DE RAIMUNDO NONATO COMO PROFESSOR

 

segunda-feira, 17 de março de 2025

COMENTANDO MINHAS LEITURAS: O CORDEL DE ADÉLIA

 

    Acabei de ler "A Vida e Obra de Câmara Cascudo em Carroça Caída: uma Contação de História na feira", da poeta Adélia Costa.
    Parabenizo a autora, principalmente porque o texto que ora publicou foi escrito na sua adolescência. Cordel, folheteiro, folclore, Câmara Cascudo são ingredientes que recheiam o texto poético.
    Um cordel que merece ser lido e divulgado.

Mané Beradeiro - 17/3/25

terça-feira, 19 de novembro de 2024

O CASO DE ANA AMÉLIA FERREIRA VALE

     Josué Montello quando foi escrever  " Os Tambores de São Luís", livro que tem 20 anos de pesquisa e  dois anos de produção, ele teve a  ideia de trazer para dentro do romance, fatos históricos da sociedade do Maranhão. Um desses fatos é sobre ANA AMÉLIA FERREIRA VALE.  Conheça lendo o texto abaixo. Vem a calhar nesta Semana Nacional da Consciência Negra

"O nosso Gonçalves Dias, amigo íntimo do Dr. Teófilo Leal, apaixonou-se por uma cunhada deste, a Ana Amélia, e a pediu em casamento à Dona Lourença Vale, mãe da moça e que Vossa Reverendíssima também conhece. O Gonçalves Dias não é um homem qualquer – é o maior poeta do Brasil e amigo pessoal do Imperador. O Maranhão não tem glória mais alta. Pois nada disso teve o menor significado para a nossa Dona Lourença, diante deste fato, de que o Gonçalves Dias não tem culpa: – ser ele mestiço e filho bastardo. E respondeu ao poeta, numa carta seca, com um não redondo. Não dava a filha a um mestiço. Mas a verdade é que o Gonçalves Dias, se quisesse, podia vir a São Luís, e levar a Ana Amélia, que estava disposta a fugir com ele. E não foi isso que fez. Humilhado, guardou a mágoa. E ao chegar ao Rio, casou numa das mais importantes famílias da Corte. A Ana Amélia, coitada, não perdoou a família. E quando o Domingo Porto, que é também bastardo e mestiço, lhe arrastou a asa, não hesitou em casar com ele, amparada pela Justiça. Vossa Reverendíssima já sabe que o casamento dela, aqui em São Luís, foi um deus-nos-acuda. Parecia que o mundo estava vindo abaixo. As amigas de Dona Lourença passaram a andar de preto, solidárias com o luto fechado da família Vale. O pai da Ana Amélia, instigado por Dona Lourença, foi ao cartório do Raimundo Belo e deserdou a filha, sob a alegação de que a moça tinha casado com o neto da negra Eméria, antiga escrava do coronel Antônio Furtado de Mendonça.

O Dr. Olímpio Machado estava agora debruçado sobre a cadeira, com os antebraços apoiados na madeira do espaldar. E procurando os olhos de Dom Manuel, depois de uma pausa:

– Vossa Reverendíssima já sabia desse fato? Asseguro-lhe que é absolutamente verdadeiro. O Domingos Vale deserdou a filha, por escritura pública, apenas porque o genro, Vice-Presidente da Província e Comandante da Guarda Nacional, é neto de uma escrava! Coisas deste nosso Maranhão, Senhor Dom Manuel da Silveira! Coisas deste nosso Maranhão!

E endireitando o busto, após outra pausa:

– Vossa Reverendíssima pensa que a família Vale se deu por satisfeita? De modo algum. Fez mais. Decidiu levar o Domingos Porto à ruína, na sua casa de comércio. De um dia para o outro, o Porto se viu com todos os seus créditos cortados. Ninguém quis mais negociar com ele. O resultado foi a falência, e o pobre do Porto obrigado a sair do Maranhão às pressas, para não cair nas unhas de seus perseguidores! Um horror, Senhor Bispo! Um verdadeiro horror! Eu, como Presidente da Província, nada pude fazer para ampará-lo. Só encontrei negativas. Era a cidade inteira contra um homem. E tudo por quê? Porque o Domingos Porto, que é um homem de primeira ordem, culto, educado, finíssimo, tem a desgraça de ser neto de uma escrava! Que é que Vossa Reverendíssima me diz a isto, Senhor Dom Manuel? Em que século estamos? E que terra é esta?"


Fonte: "Os Tambores de São Luís" - Josué Montello - EDitora José Olympio - 1975. 1ª ed. Rio de Janeiro, páginas 112 e 113.


sexta-feira, 23 de agosto de 2024

UM FLATO DE 30 ANOS

Tenho um texto em prosa, (no tamanho de um folheto de cordel) escrito por Renato Posterli, que trata sobre um assunto muito curioso, a saber: pum, peido ou flato.

O autor é médico psiquiatra e professor de medicina legal da Universidade Federal de Goiás-UFGO e outras instituições.

O trabalho não é de hoje, mas coisa de 30 anos passados. Foi lançado pela Boágua Editora, em Natal, 1994. Não é um trabalho chulo, mas sim feito com seriedade.




quarta-feira, 3 de julho de 2024

DIA DA LEITURA POTIGUAR VAI SER CELEBRADO NO LOURDINHA GUERRA

 


O Centro Estadual de Educação Profissional Professora Lourdinha Guerra, em Nova Parnamirim, não vai deixar o Dia da Literatura Potiguar passar sem celebração. A biblioteca local promove um evento para os alunos, com participação de mulheres que fazem a cultura acontecer.

segunda-feira, 1 de julho de 2024

LEITURA E LITERATURA: UM BINÔMIO EM CONSTRUÇÃO

 

                                                        “Não há problema que a leitura não possa solucionar”  Charles Bukowsky

 

Ler, verbo  irregular. Irregular é algo que foge as regras. Ler, então, pode ser perigoso ou provocar algo que de repente mexe com muita gente e até mesmo instituições. Mas isso pode ser bom, aliás, muito bom! dependendo do objetivo proposto.

Conselheira Eulália Barros

A Conselheira1 Eulália Duarte Barros, na sessão que aconteceu no dia 28 de maio deste ano, apresentou aos seus Pares, o artigo “ Uma literatura potiguar feminina, indígena, negra e livre”, que tem como autoras Andrielle Mendes e Josimey Costa2, que foi publicado na Revista da Academia Norte-rio-grandense de Letras, edição 74 (janeiro a março de 2023, páginas 19 a 23).

A Conselheira Eulália Duarte Barros apresentou o artigo e ele foi muito bem aceito pelo Plenário, pois despertou na sessão, o desejo de que o CEC enquanto instituição cultural deve se juntar a outros órgãos, buscando a implementação do ensino da literatura potiguar nas escolas públicas e privadas, que está banida da grade de ensino já faz muitos anos e também dos cursos de letras, salvo a especialização do IFRN.

Participantes da sessão do CEC/RN, em 25 de julho. Da esquerda para direita,  em pé: Fabiano Moreira, Valério Mesquita, João Morais, Ivan Lira de Carvalho, Eulália Duarte Barros, Aécio Cândido, Armando Holanda e Paulo de Tarso Sentadas: Andrielle Mendes, Délia Barbosa, Rejane de Souza, Josimey Costa, Leide Câmara e Diva Cunha. (os nomes em negrito são membros do CEC)

Notem o quanto é importante ler e na medida do possível compartilhar, externar as leituras. Se a Conselheira Eulália Barros não tivesse pautado esse assunto, a história da literatura potiguar continuaria em berço esplêndido. Entretanto, seu gesto provocou uma onda no lago. O próprio CEC se mobilizou para levar o assunto adiante e na terça-feira, dia 25 de junho, o Presidente do Conselho Estadual de Educação, Professor e Doutor Aécio Cândido, juntamente  com  a Coordenadora do Núcleo do Livro, Leitura e Biblioteca-NULLB, do Programa de Incentivo à Leitura-PROLER – Secretaria Estadual de Educação e Cultura – Professora Délia Barbosa e o responsável pelo PROLER Potiguar, Professor Fabiano Moreira, que atenderam ao convite do CEC para germinar a ideia de voltar a se ensinar literatura potiguar nas escolas do Rio Grande do Norte.

Andrielle Mendes

Josimey Costa

Andrielle Mendes e Josimey Costa estão de parabéns por terem sidos as autoras do artigo que serviu de base a esse assunto e com certeza estão felizes, ao acompanharem a caminhada que ora tem início. Muitos frutos virão, tudo é uma questão de tempo.

Se depender de leis já estamos bem fornecidos. Existem várias sobre o  tema de livros, leitura e ensino. O que nos falta, realmente, são professores capacitados para levar ao público estudantil, em todas as esferas, o ensinamento sobre a literatura potiguar, os autores e autoras e seus gêneros textuais.


Francisco Martins

Secretário Administrativo do CEC

 

 1Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte

2Conselheira


segunda-feira, 24 de junho de 2024

UM CLÁSSICO DE VICTOR HUGO GANHA RELEITURA EM CORDEL



Escrito por Victor Hugo, e publicado em 1862, na França, o livro "Os Miseráveis" registra o grito dos pobres na sociedade francesa do século XIX.  Não demorou para se tornar um clássico da literatura mundial.

Li "Os Miseráveis" nos anos 90 e confesso que ainda não assisti o filme. Gosto mais de criar as próprias cenas na leitura, embora saiba que a sétima arte é formidável.

Hoje eu quero focar meu olhar de crítico para um recente trabalho, do autor Gilberto Cardoso, "Os Miseráveis - em cordel".

Vinte e quatro capítulos formam o livro, todo escrito em estrofes com sete pés (ABCBDDB). Um trabalho construído no tempo da Pandemia do Corona Vírus, que exigiu muito do autor, mas o resultado foi digno de aplausos.

Convido os professores da língua portuguesa, e principalmente os que trabalham com Literatura no RN, a tomarem conhecimento dessa obra escrita por Gilberto Cardoso.

Apresentá-la aos alunos do Ensino Médio é atingir o alvo com várias setas, de forma simultânea. Vejamos:

1º) O professor estará cumprindo o que determina a Lei nº 11.231, de 4 de agosto de 2022, que inclui a Literatura Potiguar nas Escolas da rede estadual de ensino e particular.

2º) A escola incentiva o fomento à literatura de cordel (Lei nº 10.950, de 13 de julho de 2021).

3º) Incentiva a Cultura da Leitura e da Escrita ( Lei nº 10.690, de 11 de fevereiro de 2020).

4º) O leitor tem a oportunidade de conhecer a releitura de um clássico francês, no gênero de cordel.

Esse é o tipo de cordelivro que nasceu para somar e fazer parte de um conjunto de obras congêneres, que contam histórias clássicas, nesse gênero de poesia, o cordel.

Gilberto Cardoso construiu 539 estrofes, totalizando 3.773 versos. Tendo a capacidade de escrever e recontar "Os Miseráveis", sem levar ao leitor a sensação de cansaço.  Breve irei assistir o filme e então poderei dizer: li o livro, o cordel e vi o filme. Louvo o autor e poeta cordelista, Gilberto Cardoso.Parabéns!

Mané Beradeiro - 24 de junho de 2024



 


segunda-feira, 2 de outubro de 2023

REVISTA DA ANRL - EDIÇÃO 76 - JULHO A SETEMBRO 2023

 

Saiu hoje a edição nº 76 da Revista da Academia Norte-rio-grandense de Letras, correspondente ao trimestre de julho, agosto e setembro de 2023. A capa é uma arte de Carlos de Miranda Gomes, advogado, professor universitário (aposentado) e escritor. A revista, como sempre, oferece um bom menu literário  aos leitores. Traz artigos e ensaios, contos, crônicas, poemas e discursos. São 185 páginas de cultura.  O poeta Mané Beradeiro  participa dessa edição, com o seu texto " Iaperinópolis - a encantada cidade dos contos", que está presente nas páginas 113 a 118.



quinta-feira, 14 de setembro de 2023

BREVE MAIS UMA EDIÇÃO DA REVISTA DA ACADEMIA NORTE -RIOGRANDENSE DE LETRAS

 

Recebo a notícia do editor da revista da ANRL, Thiago Gonzaga, que até o final do mês estará disponível ao público a nova edição da revista, referente ao trimestre de julho a setembro de 2023.  Pela primeira vez o poeta Mané Beradeiro terá um cordel publicado na revista: Iaperinópolis - a encantada cidade dos contos. Aguardemos!

quinta-feira, 25 de maio de 2023

MANÉ BERADEIRO E LIMA NETO FAZEM APRESENTAÇÕES EM UNIDADES DO CEI

 Na manhã desta sexta-feira, 26 de maio, o poeta Mané Beradeiro divide o palco com o escritor Lima Neto em duas apresentações, que irão acontecer  nas unidades  do Centro de Educação Integrada - CEI  da Romualdo Galvão e Roberto Freire, respectivamente às 8 h e 10 h.


O evento acontece no encerramento da Semana Literária, com os alunos do Ensino Fundamental II. Na oportunidade os dois escritores estarão falando para o público sobre o universo da leitura e suas formas, principalmente mostrando que para fazer arte literária basta ter a sensibilidade, criatividade e buscar  a forma que deseja expressar a criação, seja ela culta ou popular.





Mané Beradeiro apresentará alguns escritores populares e também mostrará as suas obras. Lima Neto ficará com a parte da escrita culta  e os escritores clássicos, não deixando de apresentar textos de sua autoria.

Lima Neto




quarta-feira, 19 de abril de 2023

HÁ UMA REVISTA ESPERANDO POR VOCÊ NA ANRL

 Os 74 números das edições da Revista da Academia Norte-rio-grandense de Letras - ANRL são, sem sombra de dúvidas, uma coleção digna de  espaços nas estantes das melhores bibliotecas públicas e privadas. Tê-la ao alcance das mãos é poder folhear grande parte da história da literatura do nosso estado.


Estou  lendo a mais recente, que corresponde ao  primeiro trimestre desse ano.  A arte da capa é uma criação de Levi Bulhões, que  nos dá o olhar  dos Reis Magos sobre elementos da cidade Natal.  Dentro, vamos encontrar imortais da ANRL que nos aguardam para contar  sobre diversos assuntos: crônicas, ensaios, poesias,  biografias, discursos, contos, além de outros colaboradores que se associam a esses escritores.

A revista recebe o incentivo cultural do programa Djalma Maranhão - Prefeitura de Natal,  através de uma ajuda financeira da Casa de Saúde São Lucas, além dos próprios acadêmicos que ajudam através da anuidade. Quem desejar ter a revista não vai precisar pagar nada por ela, basta ir à própria sede da instituição, situada à Rua Mipibu, nº 443, bairro Petrópolis, em Natal, de segunda a sexta-feira pela manhã e pedir um exemplar.

Francisco Martins, 19 de abril de 2023



sábado, 5 de novembro de 2022

A SAGA DA LIBERDADE - UMA EXCELENTE OPÇÃO DE LEITURA SOBRE A CONSCIÊNCIA NEGRA



Neste mês de novembro, o poeta Mané Beradeiro tem entre os seus folhetos de cordéis, A Saga da Liberdade, com dois temas bem interessantes. O primeiro é A Origem, que trata sobre as chegadas dos escravizados, trazidos do continente africano para o Brasil. O segundo, O Grito da Liberdade, que narra o pensamento de construção dos quilombos e a "liberdade" cívica. Entre em contato com o poeta e adquira-os. Cada folheto R$ 5,00 (cinco reais).

sexta-feira, 4 de novembro de 2022

CONHEÇA A HISTÓRIA DA TRILOGIA DOS FOLHETOS DE CORDEIS DE MANÉ BERADEIRO SOBRE O TEMA NATALINO

 



Estes aqui ...

Se você ainda não sabe quem é o Mané Beradeiro, é este cabra



Um dia ele  teve a ideia de escrever um folheto sobre o Natal


Porque é preciso que o mundo não esqueça uma das entregas mais  lindas que foi feita por Deus ...




O cordel foi bem aceito ao longo desses anos ...



Mas o poeta pensou: "Por que não contar a mesma história com outras vozes?"



A licença poética permitiu ao cordelista  pensar o que fizeram os animais diante daquele casal humano, tão necessitado de solidariedade ...


O jumento foi um dos primeiros a se manifestar ...


Em 2022 a mesma história, com nova capa ...


Cá pra nós, eles mereciam este folheto. 


Dois folhetos sobre o tema. Mas isso não bastou ao poeta ...


O que teria o poeta a escrever?

Adentrou de corpo e alma no Céu e foi buscar informações sobre aquele dia tão especial do nascimento de Jesus e saber como celebraram lá no Céu. Poeta tem dessas coisas.


Agora você  conhece a história. Que tal adquirir esses folhetos e presentear  um amigo ou amiga?







segunda-feira, 24 de outubro de 2022

FRANCISCO MARTINS PARTICIPA DE CAFÉ LITERÁRIO

 


O escritor Francisco Martins vai estar com os alunos da Escola Municipal Senador Carlos Alberto de Souza, em Parnamirim, no próximo dia 27, às 8 h, quando haverá uma conversa  regada a pão, café e poesia, sobre uma das suas obras em cordel: "As Ruas Cascudianas", que ele assina com o nome de Mané Beradeiro. Na oportunidade se juntarão ao escritor professores Mediadores de Leitura e Angelica Vitalino, que coordena  o Rio de Leitura, importante projeto nesse município.

segunda-feira, 17 de outubro de 2022

ACADEMIA DE LETRAS COMEÇOU HOJE A DISTRIBUIR A REVISTA DE Nº 72

 Chegou hoje na Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, a Revista de nº 72 - Julho a Setembro 2022. Como sempre bem recheada de artigos, crônicas, poesias, ensaios, discursos e outros gêneros literários. 


Nesse número há a participação de Diogenes da Cunha Lima, Marcelo Alves, Manoel Onofre Jr, Sônia Faustino, Jurandyr Navarro, Valério Mesquita, Benedito Vasconcelos Mendes, Lívio Oliveira, Vicente Serejo, Iaperi Araújo, Clauder Arcanjo, Diva Cunha,  Carlos Gomes, Jarbas Martins, Paulo de Tarso Correia de Melo, Elder Heronildes, Edilson Pereira e Ivan Maciel, todos membros da ANRL.

A Revista tem textos dos colaboradores: Antonio Nahud, Conceição Flores, Tácito Costa, Alder Texeira, Alfredo Neves, Gustavo Sobral, Dorian Lima, Carlos Adel, Aparecida Rego, Vladimir Souza, Racine Santos,  Thiago Galdino, Josimey Costa, Rilzele Lopes, além do Editor Thiago Gonzaga.

Demétrio Diniz

O escritor Demétrio Diniz, falecido em junho deste ano,  é homenageado nessa edição, com textos de Thiago Gonzaga , Tácito Costa.  A arte da capa é de Adriano Santori (Currais Novos-RN). Vamos ler e conhecer mais sobre a literatura produzida em nosso Estado.



segunda-feira, 8 de agosto de 2022

PALAVRAS DITAS PELOS VERMES QUE CONSOMEM LIVROS

 


Meu senhor respondeu um longo verme gordo, Nós não sabemos absolutamente nada dos textos que roemos, nem escolhemos o que roemos, nem amamos ou detestamos o que roemos; nós roemos.

Fonte: Dom Casmurro Editora Globo 1997, página 28.

segunda-feira, 25 de abril de 2022

CORDELISTAS CONTEMPORÂNEOS -UM REGISTRO EM 2022 - PARTE I

 Imaginem o mundo sem Zeca Pereira, como seria pobre. Alguém poderá pensar: "mas ele não é tão universal assim. É apenas uma gota no oceano da humanidade". Sim, mas sem a existência dele, esse oceano estaria incompleto. Há homens que não gritam e são ouvidos a milhares de quilômetros da sua localidade. Zeca Pereira é um deles. 


José Pereira dos Anjos - Zeca Pereira

"Do meu sangue fiz a tinta,
Dos cabelos um pincel,
Da palma da mão esquerda
Uma folha de papel
Pra escrever com a direita
Tudo que devo ao cordel"
(ZECA PEREIRA, 2020, P. 413)

Inicio essa resenha enaltecendo o editor, folheteiro, poeta cordelista Zeca Pereira para fazer justiça ao seu trabalho a favor do cordel brasileiro. No roçado da Nordestina Editora, que começou a existir em março de 2016,  já desabrocharam produções literárias que honram as estantes das cordeltecas e dos poetas e pesquisadores que prezam por bons livros. Vejamos alguns:

Cordelistas Contemporâneos - 2017

Além do Cordel - antologia versátil - 2017

O Baú do Medo - coletânea de cordéis de suspense e terror. - 2019

Anuário do Cordel Brasileiro - 2019

O ABC do Cordel, além de Rima, Métrica e Oração - 2020 (manual para quem deseja escrever cordel)

Dicionário Biobibliográfico dos Cordelistas Contemporâneos, - com pequenas biografias de 204 poetas - 2020

Nova Antologia de Cordelistas Baianos - com  30 poetas - 2021

Cordelistas Contemporâneos - 2022

Some-se a isso a grande quantidade de folhetos que a editora lança  constantemente, quer sejam dos cordelistas atuais ou as obras clássicas desse gênero literário. Venho hoje tratar sobre o mais recente trabalho da Nordestina Editora que tem o título "Cordelistas Contemporâneos - Coletânea 2022",  nele temos a oportunidade de conhecermos um pouco do quem vem sendo produzido em cordel  em cinco regiões brasileiras.


A antologia se apresenta  da seguinte forma, no tocante a participação dos  poetas e das poetas cordelistas: ao todo foram 49 participantes, sendo 13 mulheres (27%) e  36 homens (73%).



Quando analiso a faixa etária dos participantes a situação é a seguinte:





O cordel continua encantando todas as idades.  De 32 a 80 anos vamos encontrar nesse livro, pessoas escrevendo sobre os mais diversos assuntos.

Apenas 11 estados se fazem presentes nessa antologia. Devo entretanto adiantar que isso não significa que os poetas são naturais destes estados, com raríssimas exceções,  para os estados de São Paulo, que tem o poeta  Márcio Fabiano e Rio Grande do Sul, com José Heitor Fonseca e os poetas do Pará ( AroDinei Gaia,  Flávio Barjes e Niro Carper). Os demais, todos são nordestinos, poetas que vivem em outras  locais  deste extenso Brasil, longe do seu berço. Esse quadro corrobora que  o  nordestino é inegavelmente o maior semeador e sustentador dessa literatura.



Se foco a participação por Regiões do Brasil o quadro fica assim:






Percebam que existem verdadeiros poetas quixotescos, que sozinhos trazem a presença do cordel nesse livro. Refiro-me a Aurineide Alencar (Centro-Oeste) e a José Heitor Fonseca (Sul). A eles, nossos aplausos, pela coragem e determinação de continuarem levando a literatura do cordel brasileiro.

Há um outro fator que é muito importante levarmos em conta. Trata-se do nível de estudo alcançado pelos poetas. Se outrora, os poetas populares, quer sejam cantadores de violas, repentistas e cordelistas eram tidos  na categoria de homens e mulheres não letrados, hoje a situação é totalmente diferente. Percebam que aqui, dos 49 poetas que compõem a antologia, 33 são graduados e 16  estão entre aqueles  que não informaram ou não  têm um curso superior. Entre os graduados,  mais da maioria buscou especialização e  pós-graduação. Isso não significa que essa turma é maior em qualidade poética que aquela dos 16 não graduados. Não vai ser o nível de formação que fará o poeta. Lembremo-nos de Paulo Freire: "Não há saber mais ou saber menos, há saberes diferentes".




Uma coisa é certa, quanto mais subimos na escala do conhecimento, maior se torna a responsabilidade naquilo que produzimos, e isso se aplica ao cordel. 

Feitas as considerações acima, é chegada a hora de avaliarmos a produção literária. 


"Os assuntos são infinitos.
Todos os motivos políticos,
locais e nacionais fazem
nascer dezenas de folhetos"
(CASCUDO, 1953, P.11)

E passados 69 anos depois que Cascudo escreveu "Cinco Livros do Povo", no qual ele vai se debruçar sobre a literatura popular, hoje conhecida como cordel,  nossos poetas continuam a escrever sobre os mais variados assuntos.  Vou resenhar sobre cada texto e estarei publicando por aqui, na segunda e última parte desta postagem. Aguardem.

Sem perder o rumo e o prumo ...


Mané Beradeiro
25 de abril 2022
Parnamirim-RN



Fontes consultadas:

Dicionário Biobibliográfico dos Cordelistas Contemporâneos -  Zeca Pereira - Org. Barreiras-BA: Nordestina Editora, 2020.
 
Cinco Livros do Povo. Luis da Câmara Cascudo. Rio de Janeiro: Editora José Olympio, 1953.