quarta-feira, 29 de julho de 2026
segunda-feira, 4 de maio de 2026
DIMENSÕES DA CONDIÇÃO FEMININA NA POESIA DE MYRIAM COELI
Paulo de Tarso Correia de Melo
A literatura escrita por mulheres tem tradição no Rio Grande do Norte. Na “História da Inteligência Brasileira”, de Wilson Martins, Nísia Floresta é localizada como a primeira romancista nacional. Segue-se a ela, no início deste século, Auta de Souza, também editada em Paris, prefaciada por Olavo Bilac e Alceu Amoroso Lima. Apontada por Jackson de Figueiredo como “a maior poeta mística do país”, conta, ainda em nossos dias, com uma invejável forma de consagração popular, quando aparece pretensamente psicografada pelo Brasil afora, em recantos distantes do seu Rio Grande do Norte.
Pelos meados deste século, a tradição continua, e começo eu a ser testemunha ocular desta história. Tive a adolescência iluminada pelo incomparável azul dos olhos de Madalena Pereira. Nos limites dos bairros de Petrópolis e Tirol, morava Palmyra Wanderley, premiada pela Academia Brasileira de Letras. Nas proximidades, também morava eu e a encontrava em seus passeios matinais, quando as acácias floriam. Antes disso, Zila Mamede, amiga de minha mãe e, consequentemente, minha amiga pelo resto de sua vida, ajudara a bordar minhas roupas de recém-nascido. Paguei-lhe trinta anos depois, escrevendo a introdução às suas obras completas. Na juventude, Myriam Coeli e Celso Silveira, foram alguns dos irmãos mais velhos que não tive. Diva Cunha, colega de faculdade, casou com meu amigo mais fraterno. Hoje, ao lado de Nivaldete Xavier, Marise Castro e Iracema Macedo, conta-se entre amigas e companheiras de ofício. Conheço, portanto, bem de perto, uma boa parte da melhor literatura escrita por mulheres no Estado e hoje é de Myriam Coeli, tão oportuna e merecidamente homenageada pela AJEB, que devo e quero falar.
Myriam Coeli de Araújo Dantas da Silveira nasceu, por acaso, em Manaus, Amazonas. Aos dois meses de idade, por morte de seu pai, José Silvino de Araújo, a família retorna a São José de Mipibu, na região do agreste norte rio-grandense. Apesar disso, sempre que leio as suas odes, pergunto-me se a amplidão do pensamento poético e a largueza do verso não têm algo a ver com a impressão de ter nascido rodeada pela floresta amazônica.
No Grupo Escolar Barão do Mipibu, Myriam faz o curso primário. Em seguida, vem para Natal, para o colégio de belo nome, o Atheneu, primeiro ginásio do Brasil, fundado em 1825, onde faz ginasial e clássico. Ao terminá-los, Natal ainda não contava com universidade. Transfere-se para Recife, onde, na Faculdade de Filosofia São José, das Dorotéias, gradua-se em Letras Neo-Latinas. Em 1954, bolsista do Instituto de Cultura Hispânica, diploma-se pela Escola Oficial de Jornalismo de Madrid, tornando-se a primeira mulher no Estado a ter curso de Jornalismo, o que faz indispensável a homenagem que lhe presta, nesta semana, a Associação das Escritoras e Jornalistas do Brasil.
De volta ao Estado, casa-se com Celso Dantas da Silveira, com quem tem dois filhos: Christiana Coeli e Eli Celso. Além da poesia, dedicou sua vida às duas atividades para as quais havia se preparado, o magistério e o jornalismo. Volta ao Atheneu para ensinar Língua Latina e Literatura Portuguesa; Língua Francesa no Colégio Municipal João XXIII, Língua e Literatura Portuguesa na Escola Técnica Federal do Rio Grande do Norte, História da Língua Portuguesa na Faculdade de Filosofia e História da Imprensa na Faculdade de Jornalismo. Invejo todos e cada um dos alunos que se encontram com a sua sabedoria mansa, com a sua paciente ternura.
Myriam Coeli trabalhou em todos os jornais da época - Tribuna do Norte, Diário de Natal e A República - e foi a primeira jornalista profissional do Estado a dar plantão em jornal. Conheci-a com pouco tempo de casada. Não morava ainda na casa bonita da Alexandrino, mas na Rua São Tomé, exatamente por trás do jornal A República. Fantasio o retorno do plantão. Myriam saindo do prédio d’A República, subindo um quarteirão, sem mudar de calçada, pela Juvino Barreto, na calma noite da Ribeira da época, dobrando a esquina da São Tomé e avistando Celso esperando na frente de casa, Christiana e Eli já adormecidos. Eu sempre tive a impressão que, como Swedenborg, vez por outra ela se atrasava, conversando com os anjos entre as duas esquinas do pequeno percurso enluarado.
Para falar da poesia de Myriam Coeli, em uma conversa de poucos minutos, começo dizendo que foi e continua sendo a mais universal das nossas poetas. Já se registra em Imagem Virtual, seu primeiro livro, lançado em parceria com Celso, em 1961: “A Europa empresta ao seu trabalho poético uma forma e sentido mais amplos.” Exemplo disso é o último poema do livro, Carta a Gagarin, onde Myriam mistura magistralmente a “frágeis esperanças do cotidiano”, o fato universal.
Camarada,
a emocionada mão que te saúda
deste pedaço da América
é pura e suave;
as palavras que escrevo
para exaltar a tua aventura pelo espaço
quero-as simples e antigas
como as canções com que adormeço minhas crianças;
e dizer com elas - as palavras purificadas -
que trouxeste profunda alegria
por sabermos - poetas que somos - transitórios em terra azul e imatura:
por sabermos - artesãos que somos - do futuro de nossos filhos
nesta contrastante terra azul que teus humanos olhos viram.
Nós, teus irmãos de origem, te agradecemos
o que nos revelaste: do céu escuro, do sol brilhante e estrelas
e agradecemos as paisagens que viste e a mensagem azul que delas irradiaste
para as nossas frágeis esperanças do cotidiano
e nos orgulhamos de ti, profundamente;
-todos de nossa casa, de nossa cidade, dos quatro cantos do mundo,
todos que lutamos, que sofremos, que temos parcas alegrias e carregamos esperanças
todos nós que temos no peito canções e braços de berço
e nos alimentamos de azul;
todos em qualquer situação ou latitude,
nos apontamos a mão e te brindamos o nosso abraço, um largo e caloroso abraço.
E mais te oferto: a úmida ternura
que pressinto brilhar nos olhos de meus filhos Christiana Coeli e Eli Celso
quando eu canto para adormecê-los.
O trabalho poético extremamente cuidadoso de Myriam, faz com que, embora publicando constantemente em jornais e revistas literárias, antes da publicação do primeiro livro e entre o primeiro e segundo, se estabeleça um intervalo de vinte anos entre Imagem Virtual e Vivência sobre Vivência. Neste segundo livro, dividido em Livro de Odes e Cantos de Oferta e Servidão, a poesia de Myriam se agiganta, “ganha aquela altura da poesia em que nada existe a acrescentar”, como disse no prefácio Luís Carlos Guimarães. Exemplo disso é o poema Arquitetura.
No seu covil
de barro e vidro
com artefatos
mecanizados,
se agita o homem
o branco enigma
de deus amalgama.
E tem a vida
árvore amarga
frutificada
no corpo e fala.
Se chama acende
de espera e sonho
há insone grito
em suas cavas.
A vida o prende
em suas malhas
de frágeis lãs
-obreira sábia
que a teia tece
com murchas mãos
tácito enleio
de céu no lodo
no instante breve
dentro do nada.
Lembro uma reunião em casa de Diógenes da Cunha Lima, imediatamente após o lançamento de Vivência sobre Vivência, engenhoso desde o título. Sentei-me ao lado de Myriam e falei com entusiasmo da depuração de sua poesia, parecendo que o sofrimento físico a fazia melhor, desde que já a consumia nesta época o câncer que a levou e que ela enfrentava corajosamente. No meio da conversa, com a modéstia que sempre lhe marcou, Myriam escapou aos elogios com uma nota bem-humorada:
-Pare, Paulinho, ou daqui a pouco você vai me desejar que piore de saúde para escrever mais bonito.
Eu não desejei, não poderia nunca, mas aconteceu.
Cantigas de Amigo, o terceiro livro de Myriam, mereceu o Prêmio Municipal de Poesia Otoniel Menezes e tem como prefácio dois belíssimos poemas-autógafos de Stella Leonardos. Neste livro, Myriam demonstra todo seu conhecimento das raízes da poesia de língua portuguesa, numa reconstrução da tradição somente comparável às alturas de Cecília Meireles e da própria Stella.
Neste engano que é o tempo
Eu caminho. Eu me colho.
Meu trovar, travo, recolho.
Ferida viva eu me aguento.
Neste desdouro eu me encontro
E teço minha parábola
Em tear de silêncio e sôbola
Que, tecendo em nu, confronto
Com que sem ser, poderia.
Assim caminho, assim canto.
Amor, pena que descanto
Que amante só ousaria.
Agradeço a oportunidade que a AJEB me oferece, motivando-me a escrever um pouco sobre Myriam Coeli, coisa que ainda lhe devo, um estudo aprofundado de toda obra, à semelhança dos que fiz para Zila Mamede, Sanderson Negreiros, Luís Carlos Guimarães e Deífilo Gurgel. Em relação à poeta, não me satisfazem a introdução que fiz para sua póstuma fortuna crítica Ave Myriam e umas quadras tortas que escrevi para uma coletânea lançada na ocasião em que completaria 70 anos. Ainda não é desta vez que faço o estudo pretendido, mas quis aproveitar o momento para dar uma amostragem dirigida da poesia de Myriam. O Carta a Gagarin é poema de poeta mãe cidadã do mundo. Arquitetura é poema de mulher poeta metafísica do mais alto nível. O poema XXIII de Cantigas de Amigo é de mulher poeta amante, como o é o livro em sua totalidade. Quero encerrar com Variações para Rondó, dedicado a sua avó Maria Carolina, peça de seu precioso Inventário, Prêmio Estadual de Poesia - 1981 - da Fundação José Augusto, publicado postumamente. O poema é uma arqueologia da condição tradicional da mulher na sociedade brasileira. Terno, doce e bem-humorado, como era Myriam.
De compostura conventual,
a avó que foi sinhá
e as avós da avó
sentam-se em longas mesas
cobertas de linho branco de delicados bordados.
Tão meninas e tão barrocas,
metidas em tantas roupas
sobrando nos sofás.
De velhas estórias que se guardam, ficaram as avós
como a lenda na lembrança,
deixando-se servir por negras de África,
em porcelanas de Inglaterra e França.
Porque de sins serviam a seus senhores.
Tão meninas e tão barrocas
metidas em tantas roupas
viviam essas sinhás.
Para os folguedos não esquecidos
da quadra infantil,
nas grandes salas, valsas de piano ressoavam,
o riso, o choro de crianças
e os embalos das mucamas.
Essas meninas barrocas
lembraram suas bonecas
esquecidas nos sofás.
Tinham os gestos breves das polcas e minuetos
deslizantes em salões de pinho de Riga - pés gracis;
e os falares intrigantes, embora de amor constante.
Nas cabeças inquietas, sonho que desatina.
O sorriso se escondia por trás de leques da China.
Tão meninas e tão barrocas,
de graça muita, alegria pouca,
suspiravam essas sinhás.
Tão românticas passaram em varandas patriarcais
de apuradas formas de ânforas, rosetas e flor-de-lis
e em lembranças se arrumaram
assim em retratos, de golas altas e cabelos em bandós,
ornatos de colares de ouro, e pedrarias;
tão infantas, Deus meu, mas tão matriarcais,
tão sós e tão serenas em suas entampas retocadas,
tão meninas e tão barrocas,
enfatuadas com tantas roupas,
rendado nos sofás,
que hoje para esta avó de avoengas sinhás
o meu beijo dirijo, assaz respeitoso,
neste século XX desgracioso,
sem dengues, sem leques,
sem doçuras de sinhás.
Ah! quem nos dera assim meninas tão barrocas,
vestidas naquelas mesmas roupas
arrumadas nos sofás!
sexta-feira, 17 de abril de 2026
REVISTA ANRL - EDIÇÃO Nº 86 ESTÁ SENDO ENTREGUE AOS LEITORES
Circula no meio literário a aguardada edição nº 86 (janeiro a março de 2026) da Revista da Academia Norte-rio-grandense de Letras. A capa é ilustrada por uma obra de Newton Navarro, a quem esta edição presta uma homenagem especial com diversos textos dedicados à sua vida e obra. Outro escritor destacado na Revista é Paulo de Tarso Correia de Melo, que, tendo feito parte da instituição até o ano passado, nos deixou recentemente.
É notável a expressiva participação dos acadêmicos nesta edição, algo que não se via há tempos. Que bom! Afinal, a revista lhes pertence, e os imortais devem sempre contribuir para este periódico. Neste número, dos 33 textos, 13 são assinados pelos próprios acadêmicos.
Como costumo afirmar, a Revista possui uma excelente qualidade literária. Vale muito a pena mergulhar em seus artigos e aprofundar-se no conhecimento de nossa cultura.
terça-feira, 3 de março de 2026
ACADEMIA NORTE-RIO-GRANDENSE DE LETRAS EDITAL ANRL Nº03 DE 24.02.2026.
Em observância ao disposto no art. 19, alínea “a” do Regimento Interno e por determinação do Presidente da ANRL comunico que foi proclamada vaga a cadeira 11 (onze) desta Instituição, que tem como patrono Padre João Maria e como último ocupante, o acadêmico Paulo de Tarso Correia de Melo. As pessoas interessadas a concorrer à cadeira referida devem apresentar no prazo de 30 (trinta) dias a contar da data da publicação do presente Edital, (conforme Resolução nº 01/2023, de 28.03.2023, mediante requerimento com os seguintes documentos: Curriculum Vitae atualizado e exemplares de suas obras publicadas em forma de livro individual, que serão remetidos à Comissão de Inscrição e Ética, para os fins de direito. Natal RN, 24 de fevereiro de 2026. Acadêmica Leide Câmara Secretária-Geral
Publicado no Diário Oficial do Estado, edição 27 de fevereiro de 2026.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
ACADEMIA DE LETRAS DECLARA VAGA A CADEIRA 11 QUE PERTENCEU AO POETA PAULO DE TARSO
A cadeira 11 da Academia Norte-rio-grandense de Letras está desde a tarde de ontem, oficialmente declarada vaga. Isso acontece dentro do ritual das academias, quando a instituição realiza a sessão saudade, também chamada de necrológio.
Paulo de Tarso Correia de Melo era quem ocupava a cadeira 11. A oradora de ontem, foi a acadêmica Diva Cunha, que leu um discurso sobre a vida e obra literária do seu colega e amigo. Paulo de Tarso foi o imortal que saudou Diva Cunha, quando ela entrou na ANRL.
Após a fala da oradora, o irmão do homenageado, Geraldo José Correia de Melo, agradeceu em nome da família. a sessão saudade foi realizada no Salão de Eventos da ANRL, e contou com a presença de 50 pessoas.
sábado, 21 de fevereiro de 2026
ANRL - 90 ANOS - CONHECENDO NOSSA HISTÓRIA LITERÁRIA - EDIÇÃO 004 - PAULO DE TARSO
Paulo de Tarso Correia de Melo pertenceu a Academia Norte-Rio-Grandense de Letras-ANRL, ocupando a cadeira 11, cujo patrono é o Padre João Maria. O fundador da cadeira foi Doutor Januário Cicco, o segundo ocupante foi Doutor Onofre Lopes, que depois foi sucedido pelo Desembargador Miguel Seabra, tendo na sequência Fagundes de Menezes.
Paulo de Tarso foi eleito para ANRL em 21 de setembro de 2000 e tomou posse em 27 de outubro de 2004. Completaria 21 anos no rol de membros da ANRL.
Participou ativamente da ANRL, servindo na Diretoria da casa, atuando na Comissão de Contas; Tesouraria, Diretor Financeiro.
São obras de Paulo de Tarso:
Talhe Ruspestre, poesia, Cooperativa Cultural Universitária do RN, 1993. ( 2ª e 3ª edições em 2008 e 2009)
Natal: Secreta Biografia, poesia. Fundação José Augusto/Cooperativa Cultural da UFRN, 1994. (Este livro recebeu em 1991, o prêmio Estadual de Poesia Auta de Souza)
Folhetim Cordial da Guerra em Natal e Cordial Folhetim da Guerra em Parnamirim, poesia. Natal/RN. Editora Universitária, 1994 (Prêmio Municipal de Poesia Othoniel Menezes, Natal, 1991). A 2ª edição desste livro foi em 2008.
Romances de Alcaçus, poesia. Natal/RN. Editora da UFRN, 1998
Homenagem dos Bibliotecários, livreiros e editores do RN a Vingt-Un (23.10.1998), plaquete, discurso. Fundação Vingt-Un Rosado, Coleção Mossoroense, Série B, nº 1598. Outubro 1998.
Rio dos Homens, poesia. Recife/PE. Editora Bagaço, 2002.
Livro de Linhagens, poesia. Mossoró/RN; Sarau das Letras/ Porto - Portugal: Corpos Editora, 2011.
Misto Códice/Códice Mestizo, poesia. Mossoró/RN. Sarau das Letras. Salamanca-Espanha; Trilce Ediciones, 2012.
Diário de Natal, poesia. Mossoró/RN: Sarau das Letras, 2013.
Livro de Louvor, poesia.Mossoró/RN; Sarau das Letras/ Salamanca-Espanha: Trilce Ediciones, 2015.
Deixou algumas obras inéditas, como por exemplo: "Caderno de Quarentena - Memorial de Isolamento"
Na Revista da ANRL também encontramos a presença do poeta Paulo de Tarso. Lá estão publicados:
Bibliografia, nº 30, setembro de 2000, páginas 227 e 228.
Lembranças súbitas de Dorian Gray Caldas pelos museus do mundo e Canto de Amor: um quadro de De Chirico, poemas, nº 31, janeiro a março de 2001, páginas 69 e 70.
O Mistério do poeta e a decifração do poema(para Celso da Silveira), artigo, nº 31, janeiro a março de 2001, páginas 153 a 157.
14 moedas antigas(Tributo, Pastor Protágoras, Alexandria, 1990, perto de onde foi o farol, Roma, Jerusalém,IX Estações, Aparição, Oslo, Avalon, Twenty Century Tours, Tarde do século XX em Florença, Em Vinci, Aqui, Montanha mágica, Plaanck), poemas, nº 32, julho a setembro de 2001, páginas 127 a 146.
Casa da Metáfora ( Oslo, Rapsodo viking I, Rapsodo viking II, Casa da Metáfora, Tempo, Aventura, Mar, Guerra, Paz, Duelo, Amor, Lembrança, Soneto viking, Imagem, Soneto celta), poemas, nº 33, janeiro a março de 2002, páginas 181 a 191.
Discurso de Posse, nº 34, julho de 2005, páginas 293 a 326.
Walter Duarte Pereira, artigo, nº 36, outubro de 2006, páginas 19 e 20.
Nascimento do lírico, poema, nº 38, janeiro a março de 2014, páginas 59 a 61.
Casa Vizinha( Serenata para Itajubá, Soneto praieiro para Othoniel, Quadras tortas para Myriam, O trem e a chave, Dois quadros para Newton Navarro, 3x4 para João Lins Caldas), poemas, nº 40, julho a setembro de 2014, páginas 80 a 89.
Outros romances de Alcaçus ( Maconheiro, Barato, Pico, Piercing, Encontro no Pavilhão de Aidéticos, Nota fúnebre do motoqueiro), poemas, nº 43, abril a junho de 2015, páginas 138 a 144.
Três poetas de Salamanca ( Verônica Amat, Isaura Díaz Figueiredo e Alfredo Pérez Alencart), Cristo e Tereza, Nostalgia e Garça vista ao final do Arco-Íris, poemas, nº 44, julho a setembro de 2015, páginas 120 a 126.
Banho de sol pós-rebelião, poema, nº 45, outubro a dezembro de 2015, páginas 108 e 109.
O mundo Emily Dickinson, ensaio, nº 47, abril a junho de 2016, páginas 16 a 27.
Oitenta anos da ANRL, discurso, nº 49, outubro a dezembro de 2016, páginas 19 a 22.
Entrevista, poema, nº 54, janeiro a março de 2018, páginas 146 a 149.
Poemas de Paulo de Tarso Correia de Melo( Mulher dormindo, Visita a Madalena Pereira em idos de 1959, Tributo a Cléa Bezerra), poemas, nº 58, janeiro a março de 2019, páginas 248 a 250.
Discurso de saudação ao Acadêmico Geraldo Queiroz, nº 60, julho a setembro de 2019, páginas 203 a 208.
Algumas lembranças de João Cabral, artigo, nº 63, abril a junho de 2020, páginas 27 a 32.
Vingt-Un Rosado: homenagem dos bibliotecários, livreiros e editores do RN, artigos e ensaios, nº 64, julho a setembro de 2020, páginas 62 a 67.
Novo encanto, poemas, nº 68, julho a setembro de 2021, páginas 163 e 164.
Desagravo a Mário Quintana, poemas, nº 69, outubro a dezembro de 2021, páginas 156 e 157.
Quatro recordos de Paulo de Tarso Correia de Melo, poemas, nº 72, julho a setembro de 2022, páginas 154 a 158.
Outros recordos de Paulo de Tarso Correia de Melo, poemas, nº 73, outubro a dezembro de 2022, páginas 240 a 244.
Esqueletos de Homero (panela, viola, joia), poemas, nº 79, abril a junho de 2024, páginas 142 a 147.
Antecipadíssimo necrológio para amiga fraterna, poemas, nº 85, outubro a dezembro de 2025, página 148.
Outros textos sobre o autor na Revista da ANRL:
SAUDAÇÃO AO ACADÊMICO PAULO DE TARSO CORREIA DE MELO, Discurso de Manoel Onofre de Sousa Júnior, nº 34 – julho de 2005 – páginas 327 a 337.
O “MISTO CÓDICE” DE PAULO DE TARSO CORREIA DE MELO, artigo de Fábio Lucas, nº 39 – abril a junho de 2014, páginas 19 e 20.
VERTENTE SOCIAL NA POESIA DE PAULO DE TARSO CORREIA DE MELO – Ensaio de Thiago Gonzaga, nº 41, outubro a dezembro de 2014, páginas 44 a 51.
PAULO DE TARSO E O VALOR DA POESIA – artigo de Fernando Gil Villa, nº 42, janeiro a março de 2015, páginas 44 a 46.
LIVRO DE LOUVOR DE PAULO DE TARSO CORREIA DE MELO, artigo de Maria do Sameiro Barroso, nºº 46 – janeiro a março de 2016, páginas 54 a 58.
O TEMPO NA POESIA DE PAULO DE TARSO CORREIA DE MELO, Ensaio de David de Medeiros Leite, Nº 67 – abril a junho de 2021, páginas 65 A 68.
CONFIDÊNCIAS A PAULO (PAULO DE TARSO CORREIA DE MELO), artigo de Clauder Arcanjo – nº 68 – julho a setembro de 2021, páginas 58 A 67.
Conversa com Paulo de Tarso Correia de Melo - Entrevista de Thiago Gonzaga, nº 80 - julho a setembro 2024 - p. 52 a 61.
A Bíblia de Paulo (ou Talhe Rupestre), poema de Rizolete Fernandes, nº 85, outubro a dezembro 2025, página 154.
Tributo a Paulo de Tarso Correia de Melo, discursos de Diogenes da Cunha Lima e Ivan Lira de Carvalho, respectivamente pela ANRL e o CEC, na missa de corpo presente. Nº 85, outubro a dezembro 2025, páginas 165 a 167.
Francisco Martins


