Mostrando postagens com marcador ANRL. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ANRL. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 27 de abril de 2026

sexta-feira, 17 de abril de 2026

REVISTA ANRL - EDIÇÃO Nº 86 ESTÁ SENDO ENTREGUE AOS LEITORES

Circula no meio literário a aguardada edição nº 86 (janeiro a março de 2026) da Revista da Academia Norte-rio-grandense de Letras. A capa é ilustrada por uma obra de Newton Navarro, a quem esta edição presta uma homenagem especial com diversos textos dedicados à sua vida e obra. Outro escritor destacado na Revista é Paulo de Tarso Correia de Melo, que, tendo feito parte da instituição até o ano passado, nos deixou recentemente.

É notável a expressiva participação dos acadêmicos nesta edição, algo que não se via há tempos. Que bom! Afinal, a revista lhes pertence, e os imortais devem sempre contribuir para este periódico. Neste número, dos 33 textos, 13 são assinados pelos próprios acadêmicos.

Como costumo afirmar, a Revista possui uma excelente qualidade literária. Vale muito a pena mergulhar em seus artigos e aprofundar-se no conhecimento de nossa cultura.

domingo, 8 de março de 2026

ANRL - 90- ANOS - CONHECENDO NOSSA HISTÓRIA LITERARIA - EDIÇÃO 005 - A CARTA DE AUGUSTO SEVERO


Augusto Severo

Aos 23 anos, Augusto Severo  escreveu a carta abaixo.  Uma linda peça literária, Digna de ser conhecida por todos. Trago-a, hoje, dentro da série "ANRL-90 ANOS", homenageando na pessoa de Maria Amélia, todas as mulheres. Augusto Severo é patrono da cadeira 18, na ANRL.

Maria Amélia (1861-1896)


    " Guarapes, 9 de dezembro de 1887.

Exma. Sra. Inês Perpétua Teixeira de Araújo

Minha Senhora:

Peço-lhe vênia para ir a sua presença tratar do que hoje mais profundamente me interessa, eu que não posso apresentar títulos que me recomendem perante a Sra., nem mesmo os de um ligeiro conhecimento pessoal. Vi-a, é verdade, tive o prazer de lhe ser apresentado em abril de 1885, em casa do meu cunhado Jovino, mas então nem sonhava que tivesse de pedir-lhe, de implorar-lhe o que ora peço e imploro.

Como recomendação única, levo o mais nobre, o mais santo de todos os sentimentos – flôr do céu a que Deus permitiu a vida na terra – o Amor. Inspirou-mo grande e casto, sua boa filha D.ª Maria Amélia; tão grande, tão puro que já não poderei viver sem êle.

Peço-lhe pois, a mão d’ela para a minha felicidade, porque cifra-se em sua doce posse a realização do mais risonho do único risonho de todos os meus sonhos, o alento para as boas inspirações, inspirações de minh’alma sem a qual, sinto que morrem.

Peço-lhe, de joelhos minh’alma como implorando o céu, que dê o seu consentimento partido do coração, que me aceite a mim por filho, a mim que quase desconhece mas que lhe juro com a consciência branca, não se envergonhará de ter-me por tal. De meu pai que a Sra. conhece e de minha santa mãe tenho a plena aprovação; d’êles que de havê-la por filha hão de orgulhar-se, com o orgulho que não macula, que é antes um bom sentimento quando não leva o egoísmo, porque lhe reconhecem tôdas as virtudes – flôres d’alma que na terra só é dado possuir a mulher perfeita.

Pela precipitação da viagem de meu pai, não o incumbi de por mim pedir a Sra. o que agora pedi; não me arrependi porém, porque não me podia fazer conhecer mais do que sou e eu, só eu devia pedir a minha felicidade.

Eu devia apresentar-me pessoalmente para êste fim do qual está pendente tôda a minha felicidade, o meu futuro inteiro, mas sou empregado em uma casa comercial onde me prendem obrigações tão mais fortes porque estamos agora em meio de safra principalmente não tendo como não tenho por ora, um imediato que me substitua por alguns dias.


Poderia ir em abril quando pretendo, mas não teria fôrça bastante para conservar até lá, calcado no coração o sentimento que precisa do seu consentimento para não explodir.

Por Deus minha Senhora, espero que me dará posse da felicidade. Se não fôsse impelido pela grande fôrça que rege o movimento dos corações, não me afoitaria a tanto!

Junto uma carta para cuja entrega peço-lhe permissão. Suplico-lhe que me responda na primeira mala, que pela resposta fica ansioso meu coração.

Como meu único advogado, o Amor – o sempre grande o Amor – o sempre casto.

Creia minha Senhora (autorize-me a chamar-lhe mãe; como então eu serei feliz!).

No profundo respeito que lhe consagra e na lealdade de quem só pode ser feliz com a dôce posse de sua querida filha D.ª Maria Amélia”.


FONTE: Revista da ANRL, nº 7, p. 9 a 11.

terça-feira, 3 de março de 2026

ACADEMIA NORTE-RIO-GRANDENSE DE LETRAS EDITAL ANRL Nº03 DE 24.02.2026.




 Em observância ao disposto no art. 19, alínea “a” do Regimento Interno e por determinação do Presidente da ANRL comunico que foi proclamada vaga a cadeira 11 (onze) desta Instituição, que tem como patrono Padre João Maria e como último ocupante, o acadêmico Paulo de Tarso Correia de Melo. As pessoas interessadas a concorrer à cadeira referida devem apresentar no prazo de 30 (trinta) dias a contar da data da publicação do presente Edital, (conforme Resolução nº 01/2023, de 28.03.2023, mediante requerimento com os seguintes documentos: Curriculum Vitae atualizado e exemplares de suas obras publicadas em forma de livro individual, que serão remetidos à Comissão de Inscrição e Ética, para os fins de direito. Natal RN, 24 de fevereiro de 2026. Acadêmica Leide Câmara Secretária-Geral


Publicado no Diário Oficial do Estado, edição 27 de fevereiro de 2026.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

ASSIM DISSERAM ELES ....

 


"Saudade é emoção que a alma renova com alegria, com tristeza e com suave ternura. É, entretanto, em todos os casos, uma ausência e uma falta que nos comove o coração"

Onofre Lopes

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

ACADEMIA DE LETRAS DECLARA VAGA A CADEIRA 11 QUE PERTENCEU AO POETA PAULO DE TARSO

 A cadeira 11 da Academia Norte-rio-grandense de Letras está desde a tarde de ontem, oficialmente declarada vaga. Isso acontece dentro do ritual das academias, quando a instituição realiza a sessão saudade, também chamada de necrológio.


Paulo de Tarso Correia de Melo era quem ocupava a cadeira 11. A oradora de ontem, foi a acadêmica Diva Cunha, que leu um discurso sobre a vida e obra literária do seu colega e amigo. Paulo de Tarso foi o imortal que saudou Diva Cunha, quando ela entrou na ANRL.


Após a fala da oradora, o irmão do  homenageado, Geraldo  José Correia de Melo, agradeceu em nome da família.  a sessão saudade foi realizada no Salão de Eventos da ANRL, e contou com a presença de 50 pessoas.




sábado, 21 de fevereiro de 2026

NECROLÓGIO DO ACADÊMICO PAULO DE TARSO CORREIA DE MELO - ANRL

 


ANRL - 90 ANOS - CONHECENDO NOSSA HISTÓRIA LITERÁRIA - EDIÇÃO 004 - PAULO DE TARSO


Paulo de Tarso Correia de Melo pertenceu a Academia Norte-Rio-Grandense de Letras-ANRL, ocupando a cadeira 11, cujo patrono é o Padre João Maria. O fundador da cadeira foi Doutor Januário Cicco, o segundo ocupante foi Doutor Onofre Lopes, que depois foi sucedido pelo Desembargador Miguel Seabra, tendo na sequência  Fagundes de Menezes.

Paulo de Tarso foi eleito para ANRL em 21 de setembro de 2000 e tomou posse em 27 de outubro de 2004. Completaria 21 anos no rol de membros da ANRL.

Participou ativamente da ANRL, servindo na Diretoria da casa, atuando na Comissão de Contas; Tesouraria, Diretor Financeiro.


São obras de Paulo de Tarso:

Talhe Ruspestre, poesia, Cooperativa Cultural Universitária do RN, 1993. ( 2ª e 3ª edições em 2008 e 2009)

Natal: Secreta Biografia, poesia. Fundação José Augusto/Cooperativa Cultural da UFRN, 1994. (Este livro recebeu em 1991, o prêmio Estadual de Poesia Auta de Souza)

Folhetim Cordial da Guerra em Natal e Cordial Folhetim da Guerra em Parnamirim, poesia. Natal/RN. Editora Universitária, 1994 (Prêmio Municipal de Poesia Othoniel Menezes, Natal, 1991). A 2ª edição desste livro foi em 2008.

Romances de Alcaçus, poesia. Natal/RN. Editora da UFRN, 1998

Homenagem dos Bibliotecários, livreiros e editores do RN a Vingt-Un (23.10.1998), plaquete, discurso. Fundação Vingt-Un Rosado, Coleção Mossoroense, Série B, nº 1598. Outubro 1998.

Rio dos Homens, poesia. Recife/PE. Editora Bagaço, 2002.

Livro de Linhagens, poesia. Mossoró/RN; Sarau das Letras/ Porto - Portugal: Corpos Editora, 2011.

Misto Códice/Códice Mestizo, poesia. Mossoró/RN. Sarau das Letras. Salamanca-Espanha; Trilce Ediciones, 2012.

Diário de Natal, poesia. Mossoró/RN: Sarau das Letras, 2013.

Livro de Louvor, poesia.Mossoró/RN; Sarau das Letras/ Salamanca-Espanha: Trilce Ediciones, 2015.

Deixou algumas obras inéditas, como por exemplo: "Caderno de Quarentena - Memorial de Isolamento"

Na Revista da ANRL também encontramos a presença do poeta Paulo de Tarso. Lá estão publicados: 

Bibliografia, nº 30, setembro de 2000, páginas 227 e 228.

Lembranças súbitas de Dorian Gray Caldas pelos museus do mundo e Canto de Amor: um quadro de De Chirico, poemas, nº 31, janeiro a março de 2001, páginas 69 e 70.

O Mistério do poeta e a decifração do poema(para Celso da Silveira), artigo, nº 31, janeiro a março de 2001, páginas 153 a 157.

14 moedas antigas(Tributo, Pastor Protágoras, Alexandria, 1990, perto de onde foi o farol, Roma, Jerusalém,IX Estações, Aparição, Oslo, Avalon, Twenty Century Tours, Tarde do século XX em Florença, Em Vinci, Aqui, Montanha mágica, Plaanck), poemas, nº 32, julho a setembro de 2001, páginas 127 a 146.

Casa da Metáfora ( Oslo, Rapsodo viking I, Rapsodo viking II, Casa da Metáfora, Tempo, Aventura, Mar, Guerra, Paz, Duelo, Amor, Lembrança, Soneto viking, Imagem, Soneto celta), poemas, nº 33, janeiro a março de 2002, páginas 181 a 191.

Discurso de Posse, nº 34, julho de 2005, páginas 293 a 326.

Walter Duarte Pereira, artigo, nº 36, outubro de 2006, páginas 19 e 20.

Nascimento do lírico, poema, nº 38, janeiro a março de 2014, páginas 59 a 61.

Casa Vizinha( Serenata para Itajubá, Soneto praieiro para Othoniel, Quadras tortas para Myriam, O trem e a chave, Dois quadros para Newton Navarro, 3x4 para João Lins Caldas), poemas, nº 40, julho a setembro de 2014, páginas 80 a 89.

Outros romances de Alcaçus ( Maconheiro, Barato, Pico, Piercing, Encontro no Pavilhão de Aidéticos, Nota fúnebre do motoqueiro), poemas, nº 43, abril a junho de 2015, páginas 138 a 144.

Três poetas de Salamanca ( Verônica Amat, Isaura Díaz Figueiredo e Alfredo Pérez Alencart), Cristo e Tereza, Nostalgia e Garça vista ao final do Arco-Íris, poemas, nº 44, julho a setembro de 2015, páginas 120 a 126.

Banho de sol pós-rebelião, poema, nº 45, outubro a dezembro de 2015, páginas 108 e 109.

O mundo Emily Dickinson, ensaio, nº 47, abril a junho de 2016, páginas 16 a 27.

Oitenta anos da ANRL, discurso, nº 49, outubro a dezembro de 2016, páginas 19 a 22.

Entrevista, poema, nº 54, janeiro a março de 2018, páginas 146 a 149.

Poemas de Paulo de Tarso Correia de Melo( Mulher dormindo, Visita a Madalena Pereira em idos de 1959, Tributo a Cléa Bezerra), poemas, nº 58, janeiro a março de 2019, páginas 248 a 250.

Discurso de saudação ao Acadêmico Geraldo Queiroz, nº 60, julho a setembro de 2019, páginas 203 a 208.

Algumas lembranças de João Cabral, artigo, nº 63, abril a junho de 2020, páginas 27 a 32.

Vingt-Un Rosado: homenagem dos bibliotecários, livreiros e editores do RN, artigos e ensaios, nº 64, julho a setembro de 2020, páginas 62 a 67.

Novo encanto, poemas, nº 68, julho a setembro de 2021, páginas 163 e 164.

Desagravo a Mário Quintana, poemas, nº 69, outubro a dezembro de 2021, páginas 156 e 157.

Quatro recordos de Paulo de Tarso Correia de Melo, poemas, nº 72, julho a setembro de 2022, páginas 154 a 158.

Outros recordos de Paulo de Tarso Correia de Melo, poemas, nº 73, outubro a dezembro de 2022, páginas 240 a 244.

Esqueletos de Homero (panela, viola, joia), poemas, nº 79, abril a junho de 2024, páginas 142 a 147.

Antecipadíssimo necrológio para amiga fraterna, poemas, nº 85,  outubro a dezembro de 2025, página 148. 

 Outros textos sobre o autor na Revista da ANRL:

SAUDAÇÃO AO ACADÊMICO PAULO DE TARSO CORREIA DE MELO, Discurso de Manoel Onofre de Sousa Júnior, nº 34 –  julho de  2005 – páginas 327 a 337.

O “MISTO CÓDICE” DE PAULO DE TARSO CORREIA DE MELO, artigo de Fábio Lucas,  nº 39 – abril a junho de  2014, páginas 19 e 20.

VERTENTE SOCIAL NA POESIA DE PAULO DE TARSO CORREIA DE MELO – Ensaio de Thiago Gonzaga, nº 41, outubro a dezembro de 2014, páginas 44 a 51.

PAULO DE TARSO E O VALOR DA POESIA – artigo de Fernando Gil Villa, nº  42, janeiro a março de 2015, páginas 44 a 46. 

LIVRO DE LOUVOR DE PAULO DE TARSO CORREIA DE MELO,  artigo de  Maria do Sameiro Barroso, nºº 46 –  janeiro a março de 2016, páginas 54 a 58.

O TEMPO NA POESIA DE PAULO DE TARSO CORREIA DE MELO,   Ensaio de David  de Medeiros Leite, Nº 67 –  abril a junho de 2021, páginas 65 A 68.

CONFIDÊNCIAS A PAULO (PAULO DE TARSO CORREIA DE MELO), artigo de Clauder Arcanjo –  nº 68 –  julho  a setembro de 2021, páginas 58 A 67.

Conversa  com Paulo de Tarso Correia de Melo -  Entrevista de  Thiago Gonzaga, nº 80 - julho a setembro 2024 - p. 52 a 61.

A Bíblia de Paulo (ou Talhe Rupestre),  poema de Rizolete Fernandes, nº 85, outubro a dezembro 2025, página 154.

Tributo a Paulo de Tarso Correia de Melo,  discursos de Diogenes da Cunha Lima e Ivan Lira de Carvalho, respectivamente  pela ANRL e o CEC, na missa de corpo presente. Nº 85, outubro a dezembro 2025, páginas 165 a 167.




Francisco Martins



sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

ASSIM DISSERAM ELES ...



 "No fanatismo político, a intolerância partidária visa exclusivamente à conquista ou conservação do poder, sem se incomodar com a lisura dos meios"

Esmeraldo Siqueira

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

ANRL - 90 ANOS - CONHECENDO NOSSA HISTÓRIA LITERÁRIA - EDIÇÃO 003 - AS PEDRAS FUNDAMENTAIS

 

Os dez primeiros anos da história da Academia Norte-rio-grandense de Letras - ANRL se perderam. As atas referentes a esse período (1936 a 1946) foram extraviadas (Revista 1, p.6). Mas, as outras décadas foram salvas, embora tenhamos lacunas de saberes sobre a instituição.

O bom é que a Revista nos dá muitas informações sobre a trajetória da Academia. É um coleção primorosa e indispensável, quando o assunto é pesquisa da ANRL.

Vamos  tratar hoje sobre as pedras fundamentais que deram origem a ANRL. Foram duas:

A primeira, diz respeito a ideia do projeto, sendo a data 9 de agosto de 1936, dia de domingo, tendo como local a casa de Câmara Cascudo, que ficava vizinha ao atual Ludovicus - Instituto Câmara Cascudo. Naquele local, Câmara Cascudo e Aderbal de França relacionaram os vinte e cinco nomes de homens e mulheres para fundarem a instituição. (Revista nº 7, p. 32).

Casa de Sérgio Severo,  onde Cascudo residiu e fundou a ANRL

Três meses depois, em 14 de novembro, foi realizada a sessão de fundação, na sede do Instituto de Música, Rua Vigário Bartolomeu, n°630, Centro, em Natal. A instalação da instituição aconteceu no dia 15 de maio de 1937 (Revista 14, p.173), quando Henrique Castriciano, Presidente, leu um trabalho sobre a literatura do Rio Grande do Norte e foi considerado seu discurso de posse.

Henrique Castriciano

A segunda pedra fundamental é física - é aquela que foi assentada no alicerce da sede, situada à Rua Mipibu. O jornal "A República", na edição de 4 de janeiro de 1957, anuncia na primeira página o evento e reforça a matéria, em 6 de janeiro  1957, data do lançamento. 


Edição 4 de janeiro de 1957

Edição 6 de janeiro 1957

"A República" dá detalhes sobre a cerimônia do lançamento da pedra fundamental, na edição do dia 8 de janeiro 1957 (por erro, traz a data do ano 1958).

Registra, o jornal, a presença das autoridades. A bênção da Pedra fundamental foi dada pelo Padre Antonio Moreira, Vigário da Catedral e em seguida falou o Presidente, Manoel Rodrigues de Melo. Estiveram presentes Esmeraldo Siqueira, Raimundo Nonato, Antonio Fagundes e Carolina Wanderley, além do público em geral.  Ao final do evento foi servido um suco de caju aos presentes, diz a redação.

Manoel Rodrigues de Melo

Até a inauguração da sede atual, muito trabalho teve o Presidente Manoel Rodrigues de Melo, mas isso é assunto pautado para outra postagem.


Casa de Sergio Severo -  Facebook - "Natal não há tal", postagem de 13 de setembro 2024.  A casa foi demolida e hoje é um estacionamento ao lado do  Ludovicus - Instituto Câmara Cascudo.

Imagem de Henrique Castriciano - Biblioteca Digital Luso-Brasileira

Desenho de Manoel Rodrigues de Melo - site da ANRL: https://anrl.org.br/acervo/cadeira-30/


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

ANRL - 90 ANOS - CONHECENDO NOSSA HISTÓRIA LITERÁRIA - EDIÇÃO 002 - 1935 UM TRISTE ANO PARA JUVENAL LAMARTINE

 




Juvenal Lamartine

A data de hoje, 13 de fevereiro, assinala os 91 anos de falecimento de Otávio Lamartine. Ele foi morto, de forma bárbara, na fazenda do seu pai, Juvenal Lamartine, em 1935.

Otávio Lamartine
Juvenal Lamartine foi membro fundador a ANRL, ocupando a cadeira 14. Gerou  onze filhos( Revista n⁰ 7, p.92)
1)Olavo
2)Clóvis (faleceu prematuramente)
3)Clovis
4)Otávio
5)Silvino
6)Oswaldo
7)Olga
8)Maria de Lourdes
9)Juraci
10) Paulina
11)Elza

O ano de 1935 foi o mais desgraçado da sua vida, declara Juvenal Lamartine, em suas memórias.  Em sete meses perdeu dois filhos: Otávio (13 de fevereiro)  e depois Elza (12 de setembro).  Oswaldo Lamartine também fez parte da ANRL. Escreverei sobre ele, posteriormente. São fatos e curiosidades, que têm como fonte a Revista da ANRL.







quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

ASSIM DISSERAM ELES...

 

"A literatura é, cada dia, cada vez mais, uma revelação do espírito, um instrumento de compreensão humana, uma função social responsável".

Américo de Oliveira Costa

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

ANRL - 90 ANOS - CONHECENDO NOSSA HISTÓRIA LITERÁRIA - EDIÇÃO 001 - CARROS ALEGÓRICOS

 

Começo hoje, 9 de fevereiro, a postar fatos  curiosos, históricos e literários, que dizem respeito aos homens e mulheres que estão presentes nas edições da Revista da Academia Norte-rio-grandense de Letras. 
O primeiro nome desta coluna é o poeta Ferreira Itajubá, patrono da cadeira 19,  carinhosamente tratado pelos familiares pela alcunha de Azinho.
Como estamos no mês do carnaval e na próxima semana começa o reinado de Momo, é bom saber que foi Ferreira Itajubá o responsável pelo primeiro carnaval em Natal que exibiu carros alegóricos, o bloco se chamava Divisão Branca, e foi montado no quintal  do Coronel Cascudo, na antiga casa, onde posteriormente foi construído o Grande Hotel, no bairro da Ribeira.(Revista n 1, p.92)

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

EM 2026 UMA COLUNA ESPECIAL DEDICADA À ANRL


 Em 2026, a Academia Norte-Rio-Grandense de Letras comemorará 90 anos de existência. Para homenagear a instituição, criei a coluna semanal "CONHECENDO NOSSA HISTÓRIA LITERÁRIA". Tendo como base as edições das Revistas da própria Academia, farei postagens sobre temas pertinentes à literatura potiguar.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

A SEMPRE E BOA REVISTA DA ANRL

 

    A Revista nº 85, Outubro a Dezembro - 2025, da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras já anda nas mãos dos leitores.
  A edição atual tem como tema principal o Padre João Maria, considerado "O Anjo de Natal", que em outubro último teve seus 120 anos de encantamento.
   Sou um admirador da Revista da ANRL, tenho a coleção completa. Ela é um conjunto precioso, que traz boa parte da história literária do Rio Grande do Norte.
   Os artigos e ensaios da presente edição estão excelentes. Tratam da história do Padre João Maria, de crença e fé, obras femininas, entrevista, etc. Vale a pena correr os olhos e muito aprender.
   Parabenizo a ANRL, que através do Diretor, Manoel Onofre Jr e do Editor Thiago Gonzaga, mantém, com afinco, a trimestralidade da Revista.

domingo, 28 de dezembro de 2025

"NÍSIA, SEMPRE PRESENTE!"

CONSTÂNCIA LIMA DUARTE
ESCRITORA E PESQUISADORA




    Ainda hoje, após tantos anos lendo e escrevendo sobre Nísia Floresta, ela continua me surpreendendo. Aliás, não só a mim, mas a todos que dela se aproximam e conhecem um pouco sua história. Pois é mesmo espantoso, convenhamos, pensar que há mais de duzentos anos nascia uma menina em Papary, que se tornaria exceção dentre as mulheres de seu tempo.

Constância Duarte
    Não foram poucos os motivos que Nísia Floresta deu para provocar surpresa e até escandalizar, tanto os contemporâneos como pessoas que a conheceram décadas após sua morte. Gilberto Freyre, Câmara Cascudo, Oliveira Lima, Inês Sabino, Henrique Castriciano, Rachel de Queiroz e Décio Pignatari, por exemplo, foram alguns que se deixaram fascinar por sua inédita preocupação com a vida precária das mulheres.
    Pois, enquanto a grande maioria das brasileiras vivia reclusa, sem nenhum direito e totalmente submetida ao poder patriarcal, Nísia Floresta viajava, dirigia um colégio feminino e escrevia livros em defesa das mulheres, dos escravizados e dos indígenas!

Nísia Floresta
    Nossa escritora foi, com certeza, uma das primeiras mulheres no Brasil a romper os limites do espaço privado e a publicar textos na grande imprensa, pois, desde 1830 seu nome aparece em periódicos nacionais. Se lembramos que apenas em 1816, a imprensa chegou ao país, mais se destaca o papel pioneiro desta norte-rio-grandense.
    Ao todo, ela publicou quinze livros – dentre romances, contos, crônicas, poemas e ensaios – escritos em português, francês, italiano e inglês, alguns, inclusive, com duas, três, quatro edições. E os textos parecem dialogar entre si como peças complementares de um mesmo plano de ação, visando formar e modificar consciências. Em seus escritos, Nísia Floresta deixa nítido o propósito de intervir no contexto moral e ideológico vigente, no que dizia respeito ao comportamento das mulheres e dos homens.


    Foi também envolvido pelo intenso encantamento de Nísia Floresta que Roberto Lima de Souza – poeta, escritor, compositor e membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras –, idealizou e construiu o poema-cordel que ora traz a público.
    Revelando extenso conhecimento sobre a escritora potiguar e gêneros literários – com destaque para o cordel e a herança épica – o poeta realiza verdadeira obra prima ao mesclar os dois gêneros. Do cordel, buscou o sofisticado estilo conhecido por “martelo agalopado”, composto de estrofes de versos decassilábicos, tônicas nas sílabas 3, 6 e 10, e rimas abbaacode. E da tradicional narrativa de poesia voltada para lendas e episódios da história cultural de um povo, Roberto Lima de Souza realizou esse primoroso trabalho em torno da venturosa vida de Nísia Floresta – objeto e sujeito de suas inspirações.
    Temos, então, muito bem articulados o martelo agalopado e as divisões clássicas do gênero épico: a Proposição – com o necessário apelo à inspiração para realizar a cantiga; a Invocação à musa “dos páramos celestes”; a Dedicatória, feita ao ilustre poeta e acadêmico Diógenes da Cunha Lima; seguidos de dez cantos que narram, detalhada e poeticamente as aventuras da heroína. Por fim, vem o Epílogo para encerrar a narrativa. Tudo construído com tal esmero que os leitores se veem envolvidos desde os primeiros versos.
    Surge, pois, neste poema, uma Nísia Floresta de corpo inteiro: a mulher, a mãe, a viajante incansável, a escritora inspirada. Uma brasileira de olhar reflexivo que, em sua longa trajetória de vida, ampliou os passos da jovem nordestina – tradutora de Os Direitos das Mulheres –, mantendo sempre uma postura altiva e consciente de si mesma.
    Assim, a luz que poeticamente emerge dos versos de Ao Brilhante Luar de Papary, reflete bem a vida e obra de Nísia Floresta – inesgotável fonte inspiradora da sensibilidade do poeta conterrâneo.


Fonte: Revista da ANRL,  Nº 85 – OUT/DEZ 2025, páginas 91 a 93.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2025

DIVA CUNHA SERÁ A ORADORA NA SESSÃO SAUDADE DA ANRL A PAULO DE TARSO

Paulo de Tarso está sentado à direita,  entre Ana, sua esposa e  Cícero Macedo ( Sessão do CEC em dezembro de 2018)


 A Academia Norte-Rio-Grandense de Letras-ANRL já definiu quem vai ser a oradora da Sessão Saudade, no necrológio de Paulo de Tarso Correia de Melo. O  convite foi feito a poeta Diva Cunha. Agora, falta apenas agendar a data desse evento, com certeza não vai ser em dezembro.