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quinta-feira, 3 de setembro de 2026

MEU TEMPO NO CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA DO RIO GRANDE DO NORTE

 Alguns anos eu comecei a trabalhar no Conselho Estadual de Cultura-CEC/RN. Fui convidado pela Professora Zilda Lopes do Rêgo a assistir as sessões do Conselho e redigir as atas, posto que, a servidora Ana Maria de Miranda Galisa, já não mais estava escrevendo as atas. Bastava vir apenas nos dias das sessões, que são realizadas nas tardes de terças-feiras. 


Esse convite foi formulado quando eu estava à disposição da Academia Norte-rio-grandense de Letras-ANRL, na gestão do Prefeito Agnelo Alves, dando meu expediente da Biblioteca Padre Luiz Monte-ANRL (2004 a 2008), que depois foi renovado na administração de Maurício Marques, iniciada em 2009.

Aceitei sem contestar, embora sabendo que seria um trabalho voluntário, sem obter nenhuma remuneração. O que eu iria ganhar era a amizade que faria com os membros daquela instituição, isso sim, bem melhor do que qualquer moeda.

Quantas tardes memoráveis eu vivi junto a eles. Homens e mulheres que aguçaram ainda mais minha cultura. Alguns já partiram: Pedro Vicente, Nelson Patriota, Paulo de Tarso, Paulo Macedo, Enélio Petrovich, Francisco Fausto. Outros continuam por aqui, servindo a cultura. Tenho admiração por todos.

Escrevo essa memória, para registrar que depois de um certo período, em 2 de janeiro de 2017, o Conselho  conseguiu que eu viesse trabalhar oficialmente na sede, fazendo parte do convênio celebrado entre a Prefeitura de Parnamirim/Governo do Estado. Juntando esse período ( 9 anos) do convênio com o tempo que fiquei   Portanto, faz 22 anos que  eu estou atuando no CEC/RN.

Quando Letúsia Magalhães se aposentou, assumi as tarefas que eram da sua pasta e passei a ser Secretário Executivo. 


Francisco Martins

3 de setembro 2026

quarta-feira, 12 de março de 2025

ESCRITOR É HOMENAGEADO NA GALERIA DE NOTÁVEIS DO CONSELHO ESTADUAL DE CULTURA


 Na tarde de ontem, 11 de março, o Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte fez uma sessão solene, inaugurando as novas instalações da Sala Onofre Lopes, local onde acontecem as sessões ordinárias. O espaço foi totalmente reformado graças a visão do mecenas Antonio Gentil, que não mediu esforços para deixá-lo bonito, confortável e moderno.

As paredes receberam quadros e entre estes, 18 são dedicados à instituições e pessoas físicas que colaboraram e  atuam na área cultural.  Na Sala Onofre Lopes estão fixados os quadros dos Governadores Aluízio Alves, Monsenhor Walfredo Gurgel, o poeta, escritor e pintor Newton Navarro,  Dorian Gray, que além de artista plástico também foi Conselheiro, Câmara Cascudo (fundador desse Conselho), as duas grandes mulheres da literatura local: Auta de Souza e Nísia Floresta, Onofre Lopes (que presidiu esse Conselho) . As instituições Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, o Instituto Gentil e a Academia de Letras de Campo Grande ( terra natal de Antonio Gentil), além do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte e o Instituto Ludovicus fazem parte dessa galeria. 

Na sala anterior,denominada Veríssimo de Melo, a galeria é composta por seis quadros, ali são homenageados Zilda Lopes do Rego, primeira mulher a ser Secretária de Educação do Estado  e durante muitos anos se dedicou ao Conselho Estadual de Cultura, sendo secretária administrativa e Conselheira,  o poeta Renato Caldas, assuense,  o folclorista, poeta e escritor Deífilo Gurgel, que também foi Conselheiro, Sanderson Negreiros, poeta, escritor e Conselheiro e  o  gigante da cultura no Rio Grande do Norte,  Jerônimo Vint-Un Rosado Maia, que publicou inúmeros livros.

No meio deles também foi lembrado Francisco Martins, que tem feito um trabalho voltado à cultura em vários campos, publicando livros, folhetos de cordel, contando histórias, fazendo palestras sobre livros e autores, dando oficinas sobre a produção de livros cartoneros, etc.

terça-feira, 10 de agosto de 2021

UM MÊS DE SAUDADES DE ZILDA LOPES DO REGO

 Ontem, 9 de agosto, foi celebrada a missa do 30º dia de falecimento de Zilda Lopes do Rego. O culto aconteceu na Igreja Santa Terezinha, bairro Tirol, em Natal.  Ao final da missa, o poeta e escritor Francisco Martins leu uma homenagem à Zilda Lopes do Rego.


 

Escrever apenas em uma lauda o que foi Zilda Lopes do Rêgo é limitar toda uma vida que sempre floriu e deixou produções por onde passou.

Não farei em prosa,  pois sei que ficarei muito a dever sobre a memória dessa mulher tão especial. Permitam-me  externar quem foi Zilda Lopes do Rêgo, com o gênero poético  em versos brancos. Ei-lo:

Zilda  Lopes foi menina que Pau dos Ferros  viu nascer

Foi  flor que desabrochou para   a Cultura embelezar

Foi mulher que teve a fibra do ofício administrar

Foi guerreira,  educadora,  Conselheira  espetacular

Dona Zilda neste solo, nesta terra em que viveu

Jogou sementes da saudade  no coração daqueles

Que com ela conviveu.

Tinha paixão por livros, por papel, por jornais, pela dose de uísque, por  um papo no celular

Falava horas sem parar.

Ah!  Dona Zilda, lembro bem daquele olhar, do sorriso tão materno quando meu nome entoou

Levando-me para o Conselho onde hoje eu estou.

Vou abrir o portão, que entre Dona Zilda, no Céu, pois, cá, em nossos corações,

Zilda Lopes do Rego é  a mais linda plantação.

É flor de mandacaru

É roçado de algodão

É velame e macambira

É Juazeiro florido

É solo deste sertão

Zilda Lopes é xanana que embeleza as ruas da cultura

É amiga, mãe de Pinto, é saudade de montão!

 

Francisco Martins

05 de agosto 2021