quarta-feira, 15 de junho de 2011

PENSE BEM ANTES DE CRIAR UM PERSONAGEM: EXPERIÊNCIA PRÓPRIA.






Existem coisas na vida que não podem ser entendidas tão rapidamente. E há outras que nunca saberemos o porquê. Diante desta situação, lembro-me sempre da citação bíblica lá em Deuteronômio 29:29 "As coisas encobertas pertencem ao Senhor, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem, a nós e a nossos filhos, para sempre, para que cumpramos todas as palavras desta lei". Quando eu criei em fevereiro de 2009 o personagem Mané Beradeiro tinha em minha mente que ele seria um instrumento de ganhar a atenção do público e assim eu ppoderia, através dele, conquistar o direito de ser visto e ouvido. Mas, Mané Beradeiro foi tomando forma, absorvendo textos, poesias, cordéis, alimentando-se diariamente de causos e bebendo em fontes de muitos livros. Mala, cabaço, alpercatas, cipó-brocha, chapéu. Que mais poderia querer Mané Beradeiro? Ele queria mais. E assim veio a caricatura, o primeiro livro, os cordéis. Veio também um amigo, o Jumento Ananias, e como se bastasse, hoje Mané Beradeiro sente falta de um corpo e quer tomar conta do meu. Absorveu minha existência. As pessoas ligam para mim e já vão falando:



-É Manoel?

-Não. É Francisco Martins.

-Este telefone não é de Manoel Beradeiro?

-Mané Beradeiro é o personagem que eu faço.

-Ah! Entendi. Pois então, Mané ei gostaria de saber quanto é o seu show ...

E a conversa continua entre Mané e quem ligou. Eu, Francisco Martins, fico à distância, sendo uma espécie de guia deste personagem. Agora, por último, Mané Beradeiro quer porque quer ter um ferro de ribeira, uma marca usada antigamente pelos fazendeiros para assinalar seus gados. Um selo. E cá estou eu montando o ferro de Mané Beradeiro. Até onde irei? Só Deus sabe!