segunda-feira, 18 de julho de 2016

A ESCOLA QUE MORRE

Todo dia matam nossas escolas.
Elas morrem aos poucos,
Quando os governantes não priorizam a educação,
Quando os políticos não elaboram e aprovam
Leis que guarneçam sua missão e seus funcionários.
As escolas morrem no desvio da verba da merenda,
No professor que não veste sua camisa de educador,
No sindicato que se veste de lobo, mas é cordeiro frente ao patrão.
Morrem as escolas todos os dias, sempre,  nãos mãos vazias dos alunos
Sem a leitura prazerosa, e assim se destroem prédios,
Reflexos e consequências de uma morte que aconteceu bem antes da primeira porta ser arrancada
E levada para fechar a casa de uma família que nós, a escola, não soubemos salvar.

Francisco Martins
18 de julho 2016