quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

COMENTANDO MINHAS LEITURAS EM CORDEL - ZÉ SALDANHA - CENTENÁRIO DE NASCIMENTO

Resenhar a obra de José Saldanha Menezes Sobrinho (Zé Saldanha) é o mesmo que desejar desvendar os mistérios do Sertão. Há muita coisa a ser dita! Sabemos o quanto ele foi importante para o Cordel brasileiro. Sua saga é notória,  sua verve poética foi somente estancada  pela foice da Moça Caetana, (em 9 de agosto de 2011) aquela que sabemos e temos a certeza de que um dia vai nos atingir, independente da nossa vontade . Sei que não tenho condições de dizer tudo sobre ele, mas pesquisei 15 dias, visitei três bibliotecas, naveguei pela internet, tudo focando o universo de Zé Saldanha, para poder oferecer aos meus leitores o máximo de informações sobre a obra deste poeta.



José Saldanha Menezes Sobrinho nasceu no sertão,  Santana do Matos, mais precisamente na Fazenda Piató, interior do Rio Grande do Norte, no dia 23 de fevereiro de 1918. Dedé, como carinhosamente era chamado no seio família foi o primeiro filho do casal Francisco Saldanha e Rita Macedo, cresceu observando e vivendo o sertão. Não tardou para que a poesia que ele tanto contemplou se fizesse poema em forma de cordel, da oralidade do cantador de viola e da arte xilográfica, sendo um dos primeiros a trabalhar com a xilogravura na região do Seridó, conforme depoimento do filho Rosáfico Saldanha ao Historiador Gutenberg Costa. Zé Saldanha foi também vaqueiro, folheteiro, sapateiro, fabricou queijos, doces e cachaças, e quando veio morar em Natal-RN, fixou-se em Candelária onde instalou uma bodega/mercearia que batizou com o nome " Recanto do Seridó". Casou com  a Professora Jovelina Dantas de Araújo, a quem carinhosamente chamava de  Jove, ficando viúvo  em 4 de outubro de 1995,  quando desta forma foi forçado a ultimar um reinado de amor e união que durou 52 anos.  Deste casamento nasceram nove filhos. Dois faleceram prematuramente.



Aos 10 anos começou a escrever, mas somente aos 13 anos registrou seu primeiro folheto de cordel. De lá para cá, até seu encantamento, Zé Saldanha  poetizou de forma incansável a ponto de poder com muita propriedade dizer no alto dos seus 90 anos:



“Sou um dos cordelistas

Do velho tempo passado

Os meus cabelos eram pretos

Hoje estão embraguiçados (sic)

Em cada fio de cabelo

Tem um cordel pendurado”

E foi em busca da quantidade desses  cordéis que ele escreveu, que num esforço complementar  ao verbete do Dicionário de Poetas Cordelistas Rio Grande do Norte, de Gutenberg Costa, que  ousei  ir além do títulos que lá estão presentes, nas páginas  146 a 149. Até seu o falecimento, o poeta Zé Saldanha era senhor do título do mais longevo cordelista do Rio Grande do Norte, em plena atividade. O título hoje pertence a Xexeu. Uma marca dos folhetos impressos pelo poeta Zé Saldanha era o tamanho que ele escolhia. Optava sempre por 15 x 22cm, dificilmente imprimiu no tamanho tradicional.



Vi Zé Saldanha apenas umas duas vezes na minha vida, e num período em que jamais pensava em ser escritor ou poeta cordelista. Depois, quando comecei a caminhar nesta trilha do cordel, fiquei fã dos seus textos, admirava  sua capacidade de criação, os poemas que saiam daquela mente nonagenária. Um homem que não chegou a complementar o que hoje denominamos de Ensino Fundamental I, soube fazer do pouco que aprendeu um baú cheio de moedas de ouro que faz parte do tesouro do cordel brasileiro. Em 2009 ele foi entrevistado pelo jornalista Alexandro Gurgel, para o Caderno Diversão e Arte, do Jornal de Hoje, ele afirmou ser do tempo em que os homens mais sabidos só possuíam três livros: a Bíblia, o Lunário Perpétuo e o Cordel.  Produziu até os 93 anos e suas reflexões poéticas são frutos da própria vida.

O homem nasce na Terra
Se cria, estuda e aprende
Se torna até cientista
Quase tudo compreende
Com ideia evoluída
Mas do segredo da vida
Nem um cientista entende.

A vida, esta metáfora indecifrável que todos temos e poucos sabem aproveitar. Zé Saldanha soube aproveitá-la ao máximo, não parou no tempo, as mesmas mãos que trabalharam na agricultura, que manusearam ferramentas para produzir xilogravuras, que seguraram canetas na elaboração de poemas, não se deixaram cansar com o passar do tempo. E assim, quando tinha 91 anos já viúvoele escreve:

O TEMPO SE ENCARREGA DE TUDO 

Em 1930, como por exemplo se na zona rural nordestina, alguém mandasse uma correspondência para o Rio de Janeiro ou São Paulo, esta só chegaria ao destino em dois ou três meses, pois era transportada de navio, e este parava também em outras capitais. Então, o retorno da carta só seria possível após uns quatro meses de espera. Se fosse para dar notícias de alguém que estivesse doente, quando a mesma retornasse este já poderia está morto. Existia o telégrafo, mas este só tinha nas capitais, e outra forma de comunicação mais rápida não era possível. Lembro-me como se hoje fosse, isso lá por volta de 1930, e eu já tinha meus doze anos naquele tempo, em nossa região não havia sequer um rádio que se escutasse reportagem ou coisa semelhante, e meu avô já dizia: vai chegar um tempo que as máquinas vão tomar o lugar do homem no trabalho e em outras atividades, e esse tempo chegou! O qual eu glorifico a Deus por ter alcançado e vivido a várias transformações tecnológicas, e o mais interessante é o mundo da internet, pois em segundos estamos vivenciando vários lugares do mundo e vendo e ouvindo pessoas queridas que estão a milhares de distância, mas parece que está aqui pertinho da gente.

Peço a atenção do leitor para a nota que segue:

OBS: Este texto foi extraído do ALMANAQUE PARA O ANO DE 2009, data em que o autor já contava 91 anos, e um detalhe importante é que, Zé Saldanha fez o curso de informática aos 80 anos, e depois ficou utilizando o computador para escrever seus versos até julho de 2011, ficando em plena atividade até os 93 anos.

Ao longo da sua vida o poeta Zé Saldanha deixou um legado muito importante para a literatura no gênero do cordel.  Sua produção foi extensa. Tudo que ele escreveu forma um conjunto que navega por praticamente todos os ciclos do cordel: Circunstanciais, Históricos, Didáticos, Biográficos, de Louvor, de Propaganda Política, Gracejos, Religiosos,  Maravilhosos ou Mágicos, Bravuras, Vaquejadas,  Pelejas,  Cangaço, entre outros. Seja qual for a proposta de classificação que o leitor procurar  usar para os textos de Zé Saldanha, partido de Alceu Maynard Araújo, Orígenes Lessa, Ariano Suassuna  até  Liêdo Maranhão de Souza, em todos eles, o poeta há de encontrar  escaninhos para seus folhetos. Veja a bibliografia abaixo.

Todo esse trabalho fez com que ele fosse o único poeta cordelista do Rio Grande do Norte a fazer parte da Coleção Hedra de Literatura de Cordel, em 2001, teve a coordenação de Joseph M. Luyten, sendo a apresentação do livro feita pelo Historiador Gutenberg Costa.

Não posso me alongar nessa resenha, até porque são muitos os pontos temáticos presentes na obra do poeta. Mas não queria deixar de registrar a grande contribuição que foi compartilhada com os leitores do cordel, especificamente aqueles que gostam do ciclo Cangaço, quando ele teve o privilégio de receber em sua casa, em Natal,  no ano de 1993, Expedita Ferreira, a filha de Lampião, que lhe entregou o texto "Lamentações de Lampião",  escrito em cordel, que foi encontrado em Salgueiro-PE, sob a guarda de João Libório, desde1925,  um velho amigo de Lampião. As estrofes fazem parte do folheto: O Livro de Lampião, Sua História, Seu Tempo e Seu Reinado. Vale a pena ler uma das estrofes:

Se eu morrer trocando bala
Morro muito satisfeito;
Tenho mérito de guerreiro
Gravado dentro do peito
Termino a vida na bala
Mas preso não me assujeito. 


Observem o detalhe da foto do poeta no lugar do rosto de Lampião.


O poeta Zé Saldanha foi não apenas semeador de versos, ao longo da sua vida colaborou na fundação de alguns instituições culturais como a Sociedade Brasileira do Estudo do Cangaço - SBEC e a  Associação Estadual de Poetas Populares - AEPP.  Recebeu o título de Cidadão Natalense, através da proposta do Vereador George Câmara e é Patrono da Cadeira nº 1 da Academia Norte-Rio-Grandense de Literatura de Cordel-ANLIC.

Há um espaço físico, no bairro de Candelária, ao lado da sua residência, que foi destinado oficialmente para ser a Praça em sua homenagem conforme o texto abaixo:


LEI Nº. 6. 380 , DE 15 DE MAIO DE 2013
Denomina Poeta José Saldanha Menezes Sobrinho, a Praça localizada na área verde atrás do
Natal Shopping Center, no Bairro de Candelária, nesta Capital, e dá outras providências.
O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE NATAL
Faço saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono a seguinte Lei:
Ar t. 1° -
Fica denominada de Poeta José Saldanha Menezes Sobrinho, a Praça localizada na
área verde do cruzamento da Rua Irineu Joffili com a Rua Piató, atrás do Natal Shopping Center,
no Bairro de Candelária, nesta Capital.
.
Ar t. 2º - Esta Lei entrará em vigor na data de publicação, ficando revogadas as disposições em contrário.
Palácio Felipe Camarão, em Natal/RN, 15 de maio de 2013.
CARLOS EDUARDO NUNES ALVES
Prefeito  
 (Publicado no DOM - edição 2521, de 16 de maio de 2013.

Entretanto, já passados quatro anos e  nove meses, o terreno continua sem nenhuma construção.


É assim que homenageio o poeta Zé Saldanha, o matuto sertanejo, notável  que não se entregava. Cumpria a máxima Cascudiana de que o homem do século 21 devia viver sentado num pilha de livros, com um olho no microscópio e o outro no telescópio. Hoje, quando celebramos o centenário de nascimento de Zé Saldanha eu fico a pensar que tipo de estátua representaria o homenageado e que deveria ornamentar a "praça" que leva seu nome, ali em Candelária, ao lado do seu último recanto. Se eu fosse escultor eu faria uma estátua de Zé Saldanha  com alpercatas, calça de brim, um bisaco e dentro dele uma viola, nas mãos um folheto de cordel e na cabeça o chapéu que tanto gostava. Outrossim,  usaria  para os pés a madeira miolo de aroeira, para as pernas pau d'arco, o tronco seria de angico, os braços de juazeiro e a cabeça de jaqueira. Madeiras que permanecem.

E para concluir transcrevo uma das estrofes presentes na Peleja de Zé Saldanha com Manoel Macedo, na qual ele assim declara:


Faço o tempo parar no firmamento

E faço a Terra parar a rotação;

Paro o astro, o relâmpago e o trovão

Geralmente se acaba o movimento,
O mundo todo eu paro num momento
Pego o eixo da Terra e jogo fora,
Faço tudo em menos de uma hora
E para que ninguém mais me aborreça,
Pego a Terra e emborco na cabeça
Digo adeus me despeço e vou embora
(José Saldanha) 

 Salve Zé Saldanha - poeta arretado do cordel brasileiro

Mané Beradeiro
100 anos de nascimento de Zé Saldanha e  7º ano do seu falecimento.


BIBLIOGRAFIA DE ZÉ SALDANHA

Os textos abaixo relacionados contem todos os que foram registrados no Dicionário de Poetas Cordelistas do Rio Grande do Norte, bem como outros que encontrei nas bibliotecas pesquisadas e no site Recanto das Letras.  Nesta lista há não apenas poemas no gênero de cordel, mas também outros estilos como Brasil Caboclo, sonetos, quadras e trovas.



1)      A briga dos Herculanos
2)      A campanha de Wilma em Natal – apenas com suas propostas
3)      A discussão da verdade com a mentira
4)      A discussão de um político da cidade com um velho agricultor
5)      A extraordinária vitória política  de Luís Inácio Lula da Silva e Dona Vilma de Faria, a guerreira potiguar, 8 p. 2002. Natal/RN
6)      A face oculta de uma glória ou o grande romance de Singhéfrida e Ozean
7)      A festa de Manoel Lopes
8)      A genealogia de Cristo
9)      A grande peleja em desafio de José Saldanha Menezes com Manoel Águido Pereira
10)   A grande revelação profética de uma escritora francesa de 1990 até o ano de 2000.
11)   A gripe suína H1N1
12)   A história verídica de Corisco e Dadá
13)   A luta de Lampião e Casco Preto
14)   A moça que foi ao Inferno em sonho
15)   A moça que ganhou a aposta com o diabo.
16)   A moderna caipora.
17)   A morte de Chico João e a vingança de Samuel.
18)   A Morte de Corisco e o Fim dos Cangaceiros.
19)   A Morte de José Alves Sobrinho – Lembrança de um poeta.
20)   A mulher de mini saia – agora danou-se tudo.
21)   A natureza, o pássaro e o poeta
22)   A Natureza, o Pássaro e o Poeta (II).
23)   A onça de Cândido Dantas.
24)   A onça do Bonfim.
25)   A Parábola do Grão Trigo.
26)   A pranteada morte do saudoso poeta vaqueiro Zé Praxédi.
27)   A revolta da Paraíba e os cabras de Zé Pereira.
28)   A terra misteriosa ou o mundo dos meus sonhos
29)   A Terra Misteriosa ou O Mundo dos Meus Sonhos
30)   A triste virada de um caminhão
31)   A vaquejada de Rufão e o desastre de Lindolfo
32)   A Velhinha do dedo Duro
33)   A verdadeira história do monstruoso acidente ocorrido em Currais Novos, 8 p, 1974 – Currais Novos-RN.
34)   A vida de Pedro Cem (sic), 32 p.
35)   A vitoriosa batalha política de Aluísio Alves para Governador do Estado do Rio Grande do Norte em 1960, 11 p, 29 de dezembro de 1960, Cerro Corá-RN.
36)   Abaeté: O mundo do Cordel -  8 p,  Natal-RN 06.11.2008
37)   Adalgiza e Adoniel, 32 p.
38)   AEPP – Associação Estadual de Poetas Populares do Rio Grande do Norte – 14 p,   Currais Novos – 15.11.1975
39)   Almanak Espacial do Nordeste  Brasileiro para o ano de 1999 do nascimento de Cristo, ano de Vênus dos astros excelentes e suavizantes, 30 de junho de 1998, Natal-RN.
40)   Almanaque Espacial do Nordeste Brasileiro para o ano 2001 do nascimento de Cristo. O nosso Astro dominante do ano é a  Lua, 16 p. Natal-RN, 2000.
41)   Amor oculto, 6 p
42)   Ananias e Aureliana, 32 p
43)   Antonio Ramos Pereira e Mariana de Jesus, 32 p
44)   Aplausos aos Oitenta Anos .
45)   Aquecimento global do nosso planeta Terra – 32 p,1ª ed. Dezembro 2010.
46)   As previsões de Saturno e as fortes chuvas em Natal no ano 2000, 11 p. 30 julho 2000
47)   As proezas de Pedro Malazarte com o agricultor, 32 p
48)   As sete maravilhas do Rio Grande do Norte
49)   Aureliano e Zabelê, 32 p.
50)   Brindes de Deus.
51)   Caboco na Igreja.
52)   Celina e Daniel, 16 p.
53)   Chiquinho de Zé da Silva e o nego Zé Roldão, 32 p.
54)   Como surgiu a SBEC – 16 p.  Fundação Vingt-Un Rosado/Coleção Mossoroense – Série D, nº 001.
55)   Companheiro da Saudade.
56)   Conheça Meu Sertão
57)   Conselho.
58)   CORDEL –Coletânea – Editora Hedra –SP
59)   Corisco e Dadá: a morte de Corisco e o fim dos cangaceiros, em 3 volumes de 40 p. Mossoró - RN
60)   Corridas e vaquejadas, 8 p
61)   Deus está em todo canto.
62)   Dez  minutos improvisados de José Saldanha com Adoniel Cesário da Paraíba, 8 p
63)   Dia da Poesia
64)   Dia do Trovador .
65)   Dia dos Pais
66)   Dia Internacional da Mulher
67)   Dia Mundial das Águas (vinte e dois de março)
68)   Discussão de um político da cidade com um velho agricultor, 8 p
69)   Diz tua prosa, Sertão!
70)   Do outro lado de lá
71)   Dois políticos conversando
72)   Enedina e Evaristo, 32 p
73)   Escrita de dois errados, 8 p.
74)   Feijoada e Rimas
75)   Festas Juninas.
76)   Forró de Chico Pedo, 8 p, 23 de fevereiro de 1960 – Santana do Matos-RN
77)   Gado, campo e vaquejada – lembrança do Seridó, 6 p, Natal-RN
78)     Getúlio ganhou de tudo e perdeu para os maçons, 8 p.
79)   Heleno Maciel e Marlene Neves Galcéis, 32 p.
80)   Hoje no tempo moderno não convém mais ninguém casar, 8 p.
81)   Homenagem ao centenário do escritor Luiza da Câmara Cascudo , 22 p– Coleção SBEC – Volume XVII – Fundação Vingt- Un Rosado – Coleção Mossoroense – Série D, nº 007 - 1998
82)   Jandira e Napoleão, 32 p.
83)   Kubistchek em Santa Cruz do Trairi, 8 p. Currais Novos/RN
84)   Lampião em Juazeiro -  36 p,  2ª edição julho 2009 ( a 1ª ed foi setembro 2003).
85)   Lembrança de Um Poeta.
86)   Lindalva e Oliveira, 32 p.
87)   Mais uma carta de amor. 5 p. Natal/RN.
88)   Margarida de Souza Lima e Dedé do Boqueirão, 16 p.
89)   Marinês e Apolinário, 16 p.
90)   Marinês e Policarpo, 32 p
91)   Matuto de minha terra.
92)   Matuto na capital.
93)   Matuto no carnavá
94)   Matuto nos aviões
95)   Me divertindo no bico da caneta.
96)   Me murdi com eleição, não voto mais em ninguém.
97)   Meia-noite no deserto, 8 p.
98)   Meus Oitenta e Nove Anos.
99)   Mineração Bodó Minás há 50 anos passados, 20 p.
100)           Minha Viagem a São Paulo
101)           Moizon e Iracema, 48 p
102)           Morena dos Olhos Grandes
103)           Morte, saudade e lembrança de Severino Ferreira, 8 p. 28 de outubro de 1997, Natal/RN
104)           Morte, Saudade e Lembrança de Severino Ferreira.
105)           Mulher desprestigiada, 6 p. Natal/RN.
106)           Namoro de matuto
107)           Nascimento, vida e morte do Frade Frei Damião, 12 p, 1997 – Natal/RN
108)           Natal 400 Anos.
109)           Natal aos olhos de Câmara Caascudo.
110)           Natal em Natal.
111)           Nessa política corrupta não convém ninguém votar, 8 p. Natal/RN
112)           Nobre Poeta Escritor José Soares de Souza .
113)           Noite de festa em Patu, 8 p.
114)           Noite de São João em Cerro Corá.
115)           O amor de  Juliana e as bravuras de Viturino Batalha, luta e vitória, 8 p. AEPP, Natal/RN
116)           O amor de Paulino e Lúcia, 32 p
117)           O amor e o tempo, 8 p.
118)           O aperto de mão político
119)           O apóstolo dos sertões – Antonio Conselheiro, 32 p. Edição da APAN, Natal/RN ( folheto da autoria de seu filho Rosáfico Saldanha, conforme declarou ao historiador Gutenberg Costa)
120)           O Barbatão da Serra das Frevedeiras, 16 p. Natal/RN
121)           O Beija-Flor
122)           O Brasil  prometido aos pobres na época de eleição ( 1ª edição 1955 – Mineração Bodóminas – Santana do Matos. )  12ª edição –setembro 2010 – 16 p,
123)           O burro de João Zezinho, 8 p. Natal/RN
124)           O castigo dos vaqueiros, 8 p. Natal/RN.
125)           O cavalo de João Dedé, 8 p. Natal/RN
126)           O defensor do Sertão – José Adolfo dos Santos, 100 p. Natal/RN
127)           O destino de um sertanejo, 36 p. Natal/RN.
128)           O imposto hoje ataca pior do que Lampião. 8 p, Currais Novos/RN
129)           O livro de Lampião, sua história, seu tempo e suas lutas. 39 p. Fundação Vingt-Un Rosado/Coleção Mossoroense – Série D, nº 006.
130)           O Luar, o Sertão e o Poeta.
131)           O Mês de junho no Sertão.
132)           O mundo só veio prestar quando eu não prestava mais.
133)           O namoro do leilão e a briga de Serra Verde, 8 p. Natal/RN
134)           O Nordeste e seus cangaceiros.
135)           O pistoleiro Antonio José, 16 p. Natal/RN
136)           O poeta assassinado pela mão negra do destino – José Cosme da Silva Milanêz. 7 p. Natal/RN
137)           O preço do algodão e o orgulho do povo ( 1º  folheto,  1929, aos 10 anos)
138)           O Que é Água?
139)           O que se vê pelo mundo. 8 p. Natal/RN
140)           O samba de Chico João. 8 p. Natal/RN
141)           O Semeador de Livros
142)           O sertanejo está mais quebrado do que arroz de terceira. 8 p. Natal/RN
143)           O Sertão Antigo
144)           O sertão é bom quando chove. 8 p. Natal/RN
145)           O sertão e seus cangaceiros.16 p Fundação José Augusto – Projeto Chico Traíra – nº 5 – Natal /RN- 1995
146)           O sonho de Antonio Silvino. 8 p. Natal/RN
147)           O sonho do Padre Cícero ou a voz da profecia. 8 p. Natal/RN
148)           O terror dos sertanejos: onça, cangaceiro e seca. 12 p. Natal/RN
149)           O trágico acidente de Cerro Corá – sete mortos no açúde. 8 p. 1974
150)           O Vislumbrar do Dia e da Noite
151)           Os 500 anos do Brasil e todos seus presidentes. 21 p.  Natal/RN 13.11.2000
152)           Os coronéis do passado. 16 p. Natal/RN
153)           Os três cavalos de raça: Rei de Ouro, Pinga Fogo e Ponto Fino. 8 p. Natal/RN
154)           Para vereador – José Rosemberg Saldanha – o Bega que o povo quer – um nome amigo – Bega 15.111. 6p. Lagoa Nova/RN (assinou o folheto como Chico Raio – poeta dos políticos de bem)
155)           Patativa do Assaré, a Chegada Dele no Céu
156)           Peleja de Adoniel Cesário com José Saldanha Menezes Sobrinho. 8 p. NatalRN
157)           Peleja de José Saldanha  Menezes Sobrinho com Manoel Macedo Xavier – O viola de ouro do Nordeste. 16 p. Natal/RN
158)           Peleja de José Saldanha  Menezes Sobrinho com o poeta cantador Tico Teixeira.  16 p  – impresso pela AEPP – Associação Estadual de Poetas Populares do Rio Grande do Norte. Natal/RN. 30 de janeiro de 1997.
159)           Peleja de José Saldanha Menezes Sobrinho com Manoel Pereira – romancista brasileiro. 16 p. Natal/RN.
160)           Peleja de José Saldanha Menezes Sobrinho com o poeta Milanêz do Seridó. 16 p. Currais Novos/RN.
161)           Peleja em má criação de Emília Catumbal com Filônia Cavacova – repentistas alagoanas. 12 p. Natal/RN. 02 de janeiro de 1990.
162)           Pesquisa do Camponês
163)           Poesia
164)           Poesias Filosofadas
165)           Política da mão de força do nosso Seridó – Dinarte de Medeiros Mariz. 8 p. Currais Novos/RN
166)           Porque Lampião foi bandido, sua história, seu tempo, seu reinado. 36 p. Projeto Voz do Povo. Gráfica Manimbu/FJA. 1992. Natal/RN.
167)           Professores do passado. 8 p. Natal/RN.
168)           Quando a velhice chega.
169)           Questão de 40 anos. 16 p. natal/RN.
170)           Quinta vaquejada de Currais Novos. 12 p. Currais Novos/RN.
171)           Revelação de Expedita Ferreira – a filha de Lampião – rei do Cangaço.  Natal/RN. 05 de maio de 1992.
172)           Saudade
173)           Saudade da vaquejada, 8 p. Natal/RN.
174)           SBEC – 10 anos – 1993 -2003 – Coleção Mossoroense – Série D, nº 35 – novembro 2003
175)           Segundo as Escrituras, Jesus Cristo está Perto de Voltar
176)           Sertão
177)           Sertão Alegre
178)           Sertão Amado
179)           Sertão de Meus Sonhos
180)           Sertão Florido – Poesias
181)           Sertão, poesia e trova
182)           Sonhar com a Natureza
183)           Sonho de Amor
184)           Sonho poético.
185)           Sonho Realizado.
186)           Sou Cidadão Natalense.
187)           Sublime Aniversário
188)           Tem mais fiscal de imposto do que cobra em alagadiço. 8 p. Natal/RN.
189)           Troféus da Natureza
190)           Um grande debate improvisado de José Saldanha Menezes Sobrinho com o Vate Poeta Milanez. 17 p. Currais Novos/RN. Agosto de 1978.
191)           Um romance do sertão  - As bravuras de Heleno Maciel e o amor de Marlene de Neves Galcez. 32 p– fazenda Piató – 29.01.1940
192)           Um sertanejo no Agreste e a fome no Sertão. 8 p.  Natal/RN.
193)           Um Vulcão no Seridó.
194)           Uma Boa Política
195)           Uma forte discussão de um político do PT com um trabalhador da roça – 8 p,  – 4. Ed -  agosto 2010
196)           Uma homenagem por traz da cultura aos 60 anos do Diário de Natal. 4 p. Natal/RN.
197)           Uma lição em poesia.
198)           Uma Manhã Sertaneja
199)           Uma Noite de Novena
200)           Uma noite no Deserto. 8 p. Natal/RN.
201)           Uma peleja disputada com diversos cantadores. Natal/RN. 20 de maio de 1999.
202)           Uma trova sobre a água.
203)           Venâncio e Minervina, 32 p. Natal-RN
204)           Verdadeiro Romance de Ana Íris de Menezes e Serapião de Azevedo. 18 p.  3ª ed. Natal/RN.
205)           Vinte Anos da Ausência da Presença de Cascudo.
206)           Viturino e Juliana. 16 p. Natal/RN






BIBLIOTECAS PESQUISADAS

Veríssimo de Melo - Museu Câmara Cascudo - Natal-RN
Cordelteca da  Biblioteca Zila Mamede - UFRN.
Conselho Estadual de Cultura do Rio Grande do Norte.

REFERÊNCIAS

COSTA, Gutenberg. Dicionário de Poetas Cordelistas Rio Grande do Norte. Mossoró-RN. Editora Queima Bucha, 2004.
MAXADO, Franklin. O que é Cordel. Mossoró-RN. Editora Queima Bucha, 2012.
HAURÉLIO, Marco.Literatura de Cordel - do Sertão à sala de aula. São Paulo-SP. Editora Paulus, 2013.
https://www.recantodasletras.com.br
Jornal de Hoje - Edição 31 de janeiro e 1 de fevereiro de 2009. Um cavaleiro medieval errante, no polígono da poesia popular, no reino dos cantadores.



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