sábado, 11 de fevereiro de 2017

JUVENAL ANTUNES SERÁ TEMA DE CORDEL NA OBRA DE MANÉ BERADEIRO

Juvenal Antunes
Aquele que foi chamado de boêmio inolvidável, pelo poeta Esmeraldo Siqueira, terá brevemente sua homenagem em forma de cordel, com a assinatura de Mané Beradeiro. "Juvenal Antunes: o feio de belos poemas" é o título do folheto que ora trabalha o poeta cordelista Mané Beradeiro e que em março estará disponível para o público. O folheto propõe instruir o leitor sobre a vida e a obra daquele que se consagrou na literatura e ficou bem conhecido nos estados do Rio Grande do Norte e principalmente no Acre.  O poema está sendo escrito  em estrofes  de septilhas  e vem repleto de anotações sobre curiosidades da vida do homenageado.

Havia um quê qualquer
Na alma do bacharel
Um nome de mulher
Deu-lhe fel e também mel
Enrugou seu coração
Houve grande retração
Na vida do menestrel 
.
.
.
O Promotor Juvenal
Bebia e muito fumava
Vivia fazendo artes
Lembrando de quem amava
Construía versos dolentes
Com palavras tão carentes
Por quem tanto pranteava

 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

PROPAGANDA ANTIGA

1960

TRANSFORMAÇÃO



Eu já tive cabelos bem pretos,
Tão escuros quanto a cor do  negro.
Eu era forte, incansável, ágil.
Nada me assustava, nem a tesoura,
Nem os pelourinhos da vida.
Hoje meus cabelos estão grisalhos.
Aparentam charme de Casa Grande,
Fios prateados, pintados com o esforço da vida.
Amanhã, quando atravessar o portal que me leva
Ao campo da terceira idade, eles estarão brancos,
Como flocos de algodão, como a polpa do coco,
Dirão a mim: chegamos até aqui!

Francisco Martins
Parnamirim-RN
23 abril 2016

FOI UMA VEZ



Eu sei que quando acabar vão dizer:
-Era bonito, bom, gostoso!
Eu tenho certeza absoluta que vai ter aquela que exclamará:
-Ah! Se eu soubesse que ia terminar logo. Tinha comido mais e mais.
E, àquelas que não foram audaciosas, hão de  espalhar pelas redes sociais:
-Acabou.  Comeram todo......................................................... o queijo gorgonzola.

Francisco Martins

CONVERSA DE CANCELA XI: UM FALSO DOTE



Era uma tarde de quarta-feira,  ensolarada e quente.  Mané Beradeiro resolveu fazer uma visita ao seu compadre Oreny. Saiu de casa dirigindo sua Rural Willys 1960, conservadíssima, aprumada que só vara de espanador de teto.
                Quando chegou ao seu destino foi logo recebido pelo compadre Oreny, cinquentão, cabelos prateados, homem cheio de causos e com alma de poeta. Oreny é sinônimo de alegria e receptividade.
                -Mas veja só quem veio me visitar? “Paixão” vem cá ver quem chegou!
                E ela veio.  Esposa sorridente, o porto seguro do compadre Oreny.  Deu logo as boas vindas e tratou de oferecer água, mas antes, para refrescar, trouxe um copo de suco de limão siciliano, bem geladinho.
                -Eita que suco bom da mulesta!  Elogiou Mané Beradeiro. E para aperrear perguntou a comadre se ela ainda criava o casal de cururu dentro do pote para comer as larvas do mosquito da dengue.
                -Compadre acabe com essa conversa sem fundo!  Falou, riu, e deixou os dois conversando no alpendre.
                Depois de um bom tempo Oreny  quer saber:
                -Vai vender a Rural quanto?
                 -Nunca! Essa vai se acabar comigo. Não posso me desfazer do que foi dote de casamento.
              -Compreendo. De dote eu também tenho minha história. “Paixão” me enganou quando foi se casar comigo. Dizia que tinha dote: uma fazenda e criação de bichos. Só depois que casei foi que vi: Fazenda? Uma peça de tecido que ela guardava da sua avó. Criação de bichos? Gado nenhum sequer, tudo bicho de pé, que fui tirando com espinho de quixabeira. Mas, não reclamo, sou feliz e rico com a vida dessa mulher no meu coração.
                E a tarde passou, os olhos negros da noite chegaram cedo, como é costume no nordeste, trazendo entre o por do sol e o abóio do vaqueiro, um cheiro irresistível de carne de sol assada na brasa para ser degustada com cuscuz com leite.

08.02.2017

sábado, 4 de fevereiro de 2017

CORDEL PRA LER, PENSAR E APRENDER


O poeta cordelista Mané Beradeiro defende a ideia de quê o folheto de cordel seja um instrumento não somente de leitura, em suas mais variadas nuances : humor, história, romance, política, etc, podendo também ser uma ferramenta que leve o leitor, admirador deste gênero poético, a outras leituras,  outras fontes que estejam  intrínsecas nas estrofes e provoquem o leitor a buscar esses livros para maior aprendizagem da sua cultura.
Agindo assim, o poeta Mané Beradeiro tem  se dedicado a construir cordéis que  estejam comprometidos com esta causa.  Entre os vários folhetos da sua autoria, destacam-se:

1) A Saga da Liberdade - em dois volumes, sendo o 1º A Origem no Brasil e o 2º  O Grito da cor negra, ambos votados para a história da escravidão no Brasil. Nestes folhetos, o poeta tomou como principal referência  o livro " O negro  na luta contra a escravidão", de Luiz Luna ( 2ª edição, Rio de Janeiro: Cátedra de Brasília, 1976).


2)  Salomão -o papagaio conselheiro - é um folheto que está repleto de intertextualidade, provocando o leitor a refletir sobre ecologia, cangaço, história, mitologia grega, folclore.


3) A Maior Separação - cordel  escrito com base em fatos reias - que trata sobre a séria questão da  depressão, dor, perda e morte e traz  como sugestão de leitura "Tudo vira outra história" da escritora Salizete Freire.


4) As plantas das caatingas (umbuzeiro, juazeiro e sabiá)  -  folheto dedicado às três árvores que foram estudadas pelo Dr. Benedito Vasconcelos Mendes - revela a importância delas para o homem nordestino. O cordel teve como fonte o livro homônimo de autoria do cientista Benedito Vasconcelos.


Esses folhetos podem ser comprados diretamente com o autor, através do telefone (084) 9.8719 4534 - whatsApp ou pelo e-mail momentodolivro@hotmail.com. Cada folheto tem o valor de R$ 2,50. Para os professores, o poeta disponibiliza um kit com os cinco folhetos e planos de aulas  sobre cada um deles, neste caso  o valor do kit é de R$ 20,00 .

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

MANÉ BERADEIRO NA JORNADA PEDAGÓGICA DA II DIRED/RN

Mané Beradeiro apresenta-se amanhã, dia 3 de fevereiro, às 13 h, no encontro da jornada pedagógica com os diretores e coordenadores da IIª DIRED, que está acontecendo deste a manhã de hoje, no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte/ Parnamirim. Mané Beradeiro contará causos, dirá poemas e também levará suas obras seus folhetos para venda.