quarta-feira, 4 de novembro de 2015

CULPA X CULPADOS

Autor:  Ismael André

Analisando o Brasil
Sabemos que a coisa está feia
De uma forma hostil
O socorro nos anseia
Um desmando que governa
Maltrata e subalterna
Seu povo de forma alheia.
Ver é horrorizante
Do menor ao maior
O seu poder governante
Deixando o povo na pior
Crise gerando inflação
Dinheiro público em corrupção
Numa nação que dá dó.
A madame presidente
Nos discursos é "coisada"
Abre a boca em excedente
Da mandioca a roraimada
Vento tenta estocar
A meta tenta dobrar
Quando nem era usada.
Porém não podemos culpar
Somente quem nos governa
A culpa maior está
No povo que só baderna
Se corrompe com tostões
Por não ter acesso a milhões
Se encurrala numa caverna.
A caverna de Platão
Aqui chegamos a comparar
Das correntes da escravidão
O povo tem que se libertar
Usar da ética e moral
Exterminar o banal
Voltar a se humanizar.
Enquanto milhões giram
De bancos, contas e mãos
Dos pobres já sucumbiram
Os direitos de cidadãos
Educação, cultura, lazer
Saúde, esporte, habitação, deve ser
Uma utopia, uma ilusão.
A temática é salutar
Quanto a corrupção
Nas coisas simples vejo começar
Esta disseminação
Basta uma fila furar
Seu voto vender ou comprar
Está feita a consumação.
Desta forma não nos detém
Assistir de camarote
Vendo aqueles que provém
De esplendor dar o seu bote
Utilize com rigor
Seu poder e seu pudor
Antes que aumente o calote.
Comece sendo atrevido
E seus direitos cobrar
Com seus deveres cumpridos
Para não injustiçar
Faça seu poder valer
Que nada venha a deter
Seu privilégio de governar.
Nas nossas mãos estão o futuro
Do cidadão exitoso
Muitas vezes imaturo
Vira tremendo medroso
De uma corja tem medo
De chegar, meter o dedo
E mudar o tenebroso.

Ismael André, poeta,  graduado em  Língua Portuguesa, lenciona Português, História e Filosofia na  Escola Estadual Rui Barbosa, na cidade de Rui Barbosa - RN. Especialista em Literatura e Ensino pelo IFRN e atualmente é mestrando em Letras pela UFRN.