segunda-feira, 7 de março de 2016

TORPEDO DE MANÉ BERADEIRO 010/2016

Na época do Império, o Senador Brito Guerra trouxe uns charutos  de umas das suas viagens ao Rio de Janeiro, então capital federal, para sua casa no Seridó. Certa vez recebeu umas lideranças políticas no casarão da fazenda e serviu um banquete da melhor qualidade. Depois do almoço, os convidados estavam em sua maioria deitados em redes espalhadas pelos alpendres. O Senador Brito Guerra chama um dos escravos e manda servir numa salva de prata os charutos. Qual não foi sua surpresa quando aparece no alpendre e um dos convidados  diz:
-Senador Brito Guerra, o almoço foi impecável, mas a sobremesa que o senhor mandou servir era sem gosto e seca. 
Isso me lembra  o ditado popular: A fome é o tempero da comida e as palavras proverbianas que assim senteciam:  A alma farta pisa o favo de mel, mas à alma faminta todo  amargo é doce (Pr 27:7).