Um chapéu sobre a cabeça
Guarnecia seu saber.
Um olhar, mais que distante,
Vislumbrava o querer.
Rugas riscadas na face
Denunciavam o fazer.
Guarnecia seu saber.
Um olhar, mais que distante,
Vislumbrava o querer.
Rugas riscadas na face
Denunciavam o fazer.
Tinha o bardo assuense
Uma voz, "atropelada"
De nome Paulo Varela
Pelo povo respeitada
Dos versos fez o seu pão
Escritos na madrugada.
Foi embora o poeta
Chora o barro que mexeu
As tantas casas de taipa
Que as suas mãos "sorveu"
Fica em nós a saudade
Do poeta que morreu
Mané Beradeiro
10 de junho 2026
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