quarta-feira, 10 de junho de 2026

CENTELHA DE CORDEL


Um chapéu sobre a cabeça
Guarnecia seu saber. 
Um olhar, mais que distante, 
Vislumbrava o querer. 
Rugas riscadas na face
Denunciavam o fazer. 

Tinha o bardo assuense
Uma voz, "atropelada" 
De nome Paulo Varela
Pelo povo respeitada
Dos versos fez o seu pão
Escritos na madrugada.

Foi embora o poeta
Chora o barro que mexeu
As tantas casas de taipa
Que as suas mãos "sorveu" 
Fica em nós a saudade
Do poeta que morreu

Mané Beradeiro 
10 de junho 2026

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