quinta-feira, 6 de setembro de 2012

O PREÇO DA ARTE SADIA

Não troco minha fé por dinheiro, nem sucesso. Dinheiro é mola que incentiva o consumo, sucesso é algo que vem e vai. Nenhum dois dois tem a capacidade e a força de manter minha paz e felicidade. Trabalhar com cultura é muito difícil, principalmente quando você opta em ser um artista com diferencial, que leva ao público a poesia, o humor, os personagens de forma sadia e compatível para crianças, jovens e adultos. Nada recheado de pornografia, palavras torpes, baixaria, tão próprios a outros que fazem desta categoria sua bandeira de cultura. Não, não vendo minha fé por dinheiro algum, nem tão pouco almejo conquistar uma multidão de pessoas que queiram beber de uma contra-cultura. Sou maior do que isto, e o Deus que permite que portas se fechem para mim, é o mesmo que há de escancarar  portões e cidades para me recepcionar. Talvez o leitor esteja se perguntando: "- O que o autor quer dizer? A quem ele se refere? " Respondo:  dirijo-me àqueles empresários, escravos do ouro, servidores da lascívia, que entre um humor sadio e cultural preferem oferecer aos seus hóspedes piadas imorais, textos pesados de imagens e palavras que conduzem ao mundo do riso doentio e alegria banal. Entre servir a este mundo e contrariar a vontade e os mandamentos do meu Deus, prefiro indelevelmente ficar com Àquele que nunca me abandonou. 
Francisco Martins ( Mané Beradeiro)