No tempo da minha avó
Chamava-se bolo preto
Mas hoje não pode mais
Por causa do preconceito
E eu fico a pensar
Sem querer acreditar
No fim desse poemeto.
Determino ser então
Bolo africanizado
Com a cor do sofrimento
De sabor bem apurado
Quem provou já aplaudiu
Comeu e até repetiu
O manjar divinizado.
Mané Beradeiro
17 fevereiro 2026
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