segunda-feira, 14 de setembro de 2020

ANLiC VAI DÁ POSSE AOS NOVOS IMORTAIS

 


ACADEMIA NORTE-RIO-GRANDENSE DE LITERATURA DE CORDEL

Endereço: Estação do Cordel –  Rua João Pessoa – nº 58, Cidade Alta – Centro.

 

EDITAL Nº. 01/2020

 

A Presidente da ACADEMIA NORTE-RIO-GRANDENSE DE LITERATURA DE CORDEL (ANLiC), Antonia Mota do Nascimento, comunica aos sócios desta entidade e à comunidade em geral, que  no próximo dia 23 (vinte e três) de setembro, do corrente ano, às 15 (quinze) horas, na Escola Estadual Winston Churchill, situada à Avenida Rio Branco, nº 500, bairro Cidade Alta- nesta Capital, haverá a Sessão Solene de Posse dos eleitos em dia 30 de novembro de 2019. Os Acadêmicos que se fizerem presentes informamos que devem usar a pelerine na ocasião da cerimônia. Os novos imortais da ANLiC são os poetas:

1)  Antonio Rodrigues Neto – cadeira 7

2)  Hélio Alexandre Silveira e Souza– cadeira 11

3)  Hélio Pedro Souza – cadeira 15

4)  Francisco Rariosvaldo de Oliveira – cadeira 18

5)  Antonio Carneiro Calaça – cadeira – cadeira 22

6)  Geralda Efigênia M. da Silva – cadeira 23

7)  Jefferson de Lima Campos – cadeira 34

8)  Helena Bezerra de Araújo – cadeira 38

9)  Manoel dos Santos Silva – cadeira 40

  

Natal/RN, 14 de setembro de 2020.

Antonia Mota do Nascimento

Presidente da ANLiC

 

 

CORAGEM DE FALAR

 Hoje eu amanheci com uma grande vontade de dizer: Eu te amo!

Digo isso para minha esposa, com toda a intensidade que possa ter as batidas do meu coração.

Mas, com a natureza do amor ágape, digo também para minhas amigas. E eu tenho amigas que não troco por nada neste mundo.

Algumas bem perto de mim. Outras que só converso pela internet.

Que importa! "Amar é verbo  intransitivo" já disse o poeta.

Então, que se dane o tempo, que se vá a distância. Eu te amo e  ponto final.

Final? Não! reticências (...) Pois o amor jamais acaba.


Francisco Martins

14 setembro 2020

ALAMP - UM ORGULHO COR DE ROSA QUE MOSTRA A FORÇA DA MULHER POTIGUAR

No dia 25 de agosto, final da tarde, eu estive com a Professora, poeta e ativista cultural Flauzineide Moura, que me recebeu em sua casa, onde conversamos sobre o mais recente livro (Flor de Sal) que ela organizou e publicou, com os perfis biográficos de várias mulheres alampeanas.

Fui buscar informações sobre este trabalho e  sai de lá com muitas informações sobre a trajetória da ALAMP. 

 A ASSOCIAÇÃO E SEU OBJETIVO

 ALAMP - uma sigla que se formos perguntar a algumas pessoas, com certeza elas dirão que não sabem o significado. Não é para ficarmos surpresos, pois quando se trata de cultura, infelizmente, a quantidade de pessoas que abraçam esta causa é ínfima, comparada a outras áreas. Mas isso não tira a grandeza da entidade que eu apresento aos  meus leitores.

 

Associação Literária e Artística de Mulheres Potiguares - ALAMP tem como principal objetivo difundir a cultura das mulheres do Rio Grande do Norte, dentro dos  campos artístico e literário,  possibilitando que elas sejam vistas, ouvidas e tenham  empoderamento cultural.

A história da ALAMP é como a de uma mulher, cheia de fases, repleta de esperanças, regada por sonhos, alimentada com a resistência.

Com apenas três anos de  fundação, a ALAMP mostra que veio para enriquecer a cultura do Rio Grande do Norte e ser um porto seguro para muitas mulheres que são literatas, escritoras, poetas, cordelistas, contistas, jornalistas, trovadoras artistas plásticas, pintoras,  artesãs,  fotógrafas, desenhistas, atrizes, humoristas, contadoras de histórias, etc. 

A ALAMP é como o colo materno, sempre acalentando, àquelas que as procura. Por tal razão está sempre em crescimento. Atualmente já conta com mais de 170 associadas. É com certeza uma das maiores instituições culturais e inclusiva do RN.

 COMO NASCEU A ALAMP

 

Dezessete anos passaram

Foi tudo muito encantado

Quando li  pra meus alunos

O meu livro muito amado

Para mim tudo era belo

Meu poetizar singelo

Um sonho há tempo esperado

(Flauzineide Moura) 

O alicerce da ALAMP  tem o nome de Projeto Difusão da Literatura Feminina Potiguar -PDLFP, idealizado e criado pela Professora Flauzineide Moura, que de 2003 a 2016 realizou um excelente trabalho de divulgação das escritoras potiguares, pelas escolas do Rio Grande do Norte. Flauzineide conta essa história na entrevista abaixo.

 OS LIVROS PUBLICADOS


Os frutos colhidos ao longo desses três anos é que além dos projetos cultu
rais que são desenvolvidos com o público, a ALAMP já publicou seis livros:

1) "Antologia Literatura Feminina Potiguar" (2017)

2) "TANTOCANTO em versos e prosas" (2018)

3) " A Mulher em  Estações" (2019)

4) "SEMEAR Poesias para crianças" (2019) o primeiro livro voltado para o público  infantil

5) "Bendita a mulher e a sua literatura" (2019).

6) "Flor de Sal - Perfis Biográficos" (2020) 

 


 Sobre este livro vamos conhecer um pouco mais, com a entrevista que a Presidente da ALAMP - Flauzineide Moura  deu a este bloguista.

1) O que a motivou a organizar o livro?

Início do ano letivo de 2003 eu lia poemas de meu primeiro livro " Poética Minha" para meus alunos da Escola Estadual Berilo Wanderley, em Natal. Após a leitura, certo dia um aluno perguntou: "Neidinha essa mulher é do Rio ou de São Paulo?" Respondi cuidadosamente. A seguir outra pergunta: "Ela é viva ou morta?" Respondi feliz que era viva. Veio a terceira pergunta: "Ela é nova ou velha?" Hesitei em responder, mas respondi (rsrsrs). Terminou a aula e fui para casa me fazendo várias perguntas. Encontrei algumas respostas pesquisando no Google e pensei: já sei o motivo dessas interrogações. Fiquei reflexiva e cheguei a uma conclusão: pesquisar e pesquisar, mas não encontrei contemporânea, perguntei de diversas formas, mas não consegui e foi por acaso, no corpo a corpo que encontrei as primeiras escritoras potiguares. Fiz o convite para elas irem ter com meus alunos e elas aceitaram. No dia marcado recebemos Aldenita Sá Leitão e Leda Marinho Varela. Foi um encontro inesquecível, projetamos um lindo sarau. Elas levaram de presentes livros autorais e uma Antologia da Associação de Jornalistas e Escritores do Brasil - AJEB/RN, coordenada por Aldenita. A antologia era composta por 11 mulheres. Amei!Já havia convidado outros escritores que não puderam ir. Chegando em casa refleti e criei o Projeto Difusão da Literatura Feminina Potiguar. Daí tudo fluiu, fui pesquisando, conhecendo-as, convidando-as e elas foram chegando e eu senti que estava no caminho certo. Não demorou muito e fomos formando um grupo que crescia a cada dia.  Fui convidada por Aldenita a ser membro da AJEB e lá conheci tantas outras mulheres, entre essas estava Zelma Furtado, que era a Presidente da Academia Feminina de Letras do RN.
Estudando o meu projeto eu vi que era produtivo, instigante e motivador para meus alunos e juntar mulheres progressistas, me realizou, tudo era mais fácil para todas as partes.

Agora sim, responderei a sua primeira pergunta. O que me motivou a projetar está Coletânea? Foi trazer as histórias mais completas(hoje às biografias estão acrescentadas por mais informações... rs) e em um mesmo livro, pois essas biografias estavam separadas em diversos livros autorais e Antologias.
Agora através da Coletânea Flor de sal - Perfis biográficos, em mãos a pesquisa está bem mais acessível e todos(as) podem saber mais sobre essas escritoras e artistas da ALAMP em um só livro.

2) Quais foram as principais dificuldades encontradas? 

 Não sei se você vai acreditar, mas não houve dificuldade, foi super prazeroso fazer esse livro. Criei um grupo só com as partícipes e no grupo combinávamos tudo.

3) Quantas mulheres participam?

 O projeto estava previsto para 50 partícipes, confesso,  achei que não alcançaria meu objetivo, pra minha surpresa, elas foram chegando e somamos 84 mulheres potiguares e uma gaúcha  convidada que é parceira  nossa desde 2016, quando organizamos juntas, Dra Juçara e eu e fizemos nossa primeira "Antologia Literária Feminina Potiguar"

4) Teve alguma convidada que declinou da participação?

 Não! Ao contrário, três alampeanas  arrependeram-se de não terem vindo conosco

5) Qual a importância dessa obra para a literatura ?

Do meu conhecimento, a Flor de sal - Perfis biográficos é a maior coletânea em tratando-se de histórias de mulheres potiguares, são 354 páginas dedicadas às mulheres e mais duas páginas com as partituras do "Hino Oficial da ALAMP", com letra de versos de Ângela Rodrigues, Ninita Lucena   e Socorro Evangelista.
Música de Roberto Lima. As orelhas trazem a letra do nosso Hino.
Assim sendo nosso livro contribue para somar-se ao que já existe na história da literatura norte-rio-grandense.

  6) A edição foi de quantos exemplares?

Chegamos a 886 exemplares.

7)  Teve ou haverá algum lançamento pelas redes sociais?

 Ainda não, já pensamos e repensamos, gostaríamos que esse momento fosse comemorado como sempre fazemos com muitos sorrisos, abraços e felicidades. Aguardemos...

 8)  Qual o preço do livro e onde pode ser adquirido?

Modéstia à parte, (rsrs), essa riqueza custa apenas R$ 30,00 e pode ser adquirido com as coautoras, é só escolher com qual delas você quer fazer contato e marcar pelas redes sociais de cada uma onde elas estão divulgando.
 

9) Flauzineide tem outro projeto para 2020?

Fizemos em julho o lançamento de um projeto meu, intitulado ALAMP alumiando em cordéis, onde já apresentamos a Série 1 com
Vinte histórias e um só mote: Mulheres alampeanas.
Estamos produzindo a série  2 para lançarmos no mês de setembro.

Fechamos uma parceria com o Programa "Quintal da Tarisca" toda quinta feira, é exclusivo com a ALAMP, e sob o comando de Tarisca, nossa alampeana humorista.

Temos também a cada 15 dias, aos sábados a "Vitrine ALAMP" com a mediadora alampeana, Dra. Núbia Frutuoso que entrevista as pioneiras do PDLFP, nosso projeto que é o berço da ALAMP.

A convite do Programa  "Cultura no Ar" estamos participando do supracitado programa, com recitações em áudios de autoria de nossas alampeanas. É um programa que acontece aos sábados  às 19h na Rádio Princesa do  Vale em Assu.

10)  Como você avalia em geral a participação das academias e associações literárias no RN?

Cada uma tem seus méritos e frutos e desenvolvem suas ações dentro de seus objetivos e projetos.


Projetos e ações:

ALAMP - Alumiando em cordeis -  Vinte Histórias e um só mote: Mulheres Alampeanas.

Caminhada das Flores Potiguares

ALAMP Solidária

Quintal da Tarisca

Vitrine ALAMP

Cultura no Ar ( Rádio Princesa - Assu/RN)

 

Francisco Martins

14 setembro 2020

 


sexta-feira, 11 de setembro de 2020

TOMISLAV FEMENICK, O CROATA MOSSOROENSE



Nele, nada é usual. Tudo foge aos padrões normais. É incomum, insólito, estranho ou inabitual. Até aos sete anos não falava nada, embora entendesse quase tudo o que se dizia. Começou a falar e a escrever ao mesmo tempo. Como resultado, falava e escrevia com muitos erros. Aos doze anos sua família se transferiu para Alagoas. Um ano depois, ainda sem saber escrever direito e para se corrigir, arranjou emprego como repórter nos Diários Associados, na época a maior cadeia de comunicação do país. Aos quinze anos assumiu a sub-secretaria do Jornal de Alagoas e, entre outras façanhas, entrevistou Juscelino Kubitschek, quando ainda candidato a presidente, o general Janari Nunes, presidente da Petrobrás, João Agripino Filho, então secretário geral da UDN e futuro governador da Paraíba, Arnon de Melo, o pai de Fernando Collor de Melo e na época governador de Alagoas e muitas pessoas que fizeram história neste país.

Era conhecido como o benjamim da imprensa alagoana, isso é, o mais jovem dos jornalistas da terra dos marechais (Benjamim foi o filho mais novo de Jacó com Raquel, líder de uma das doze antigas tribos que formaram o povo de Israel).

No mesmo dia conheceu Filinto Müller, o temível chefe da polícia política de Getúlio Vargas durante o Estado Novo, e o coronel João Bezerra, o homem que comandou o cerco da grota de Angicos, quando mataram Lampião. Aos dezesseis pediu uma entrevista a Gilberto Freire. Entrevista concedida, perguntas feitas e respondidas em menos de meia hora. Eis que o nosso homem (então uma criança) sacou uma lista com mais de vinte dúvidas sobre duas obras do mestre: Casa grande & senzala e Interpretação do Brasil. Foram mais quatro horas de conversa.

Além de jornalista já foi publicitário, bancário, dono de bar e boite (ressalve-se, uma das melhores casas noturna do Estado, mais para clube da sociedade que para boite), corretor do mercado de capitais (ações e câmbio), sócio-diretor de agência de notícias, especialista em elaboração de projetos econômicos e em O&M, até que resolveu “fazer São Paulo”. Lá “explorou o mundo”.

Sua formação é a mais eclética possível: bacharel em ciências contábeis, especialista em economia para executivos e mestre em economia. Não contente, fez extensão em sociologia e história. Seus mestres foram os melhores de cada área: em contabilidade foi assistente de Hilário Franco, em economia teve como mestres Paul Singer, Guido Mantega e Francisco de Oliveira, em história Fernando Novais e em sociologia Octavio Ianni – todos expoentes máximo de suas respectivas áreas de conhecimento.

No país dos paulistas, sua ação profissional foi tão diversificada quanto a sua formação acadêmica. Primeiro dedicou-se a trabalhar como auditor, depois como consultor em assuntos administrativos, diretor de seguradora, promotor de eventos (seminários, congressos, feiras etc.) no Brasil e nos Estados Unidos, especialista em hotelaria e turismo, perito contábil e, novamente, como auditor – hoje tem uma empresa de auditoria e consultoria, cuja primeira sede foi na Avenida Paulista, a meca financeira do país – e professor universitário.

Gerenciou a auditoria externa no Banco Mercantil de São Paulo, no Banco Real, no Brasilinvest e, crème de la crème, no Banco do Brasil, inclusive coordenando os exames das agências do exterior. Suas publicações (livros, ensaios, monografias, artigos) versam sobre os mais variados assuntos: economia, política, contabilidade, custos, hotelaria, turismo e, principalmente, história – não história local, regional ou mesmo do Brasil; são sempre sobre assuntos mais amplos: história da escravidão no Novo Mundo, história da Península Ibérica na baixa idade média, dos descobrimentos, da América, do Rio da Prata etc.

Todas as suas idas ao exterior, viagens de negócios ou turismo, transformaram-se em pesquisas de seu tema favorito: a escravidão. Europa, América e África viram um pesquisador curioso e não contente com as verdades oficiais. Foi detido por alguma horas em Luanda, Angola, durante o regime comunista. Foi preso em Buenos Aires, na Argentina, e em Montevidéu, no Uruguai, durante os governos militares de direita. No primeiro caso porque queria saber das atividades de traficante de escravos da Rainha Nzinga, considerada pelo governo local heroína na luta contra o colonialismo. Nos dois últimos simplesmente porque queria dados do século XIX, sobre a população negra nas duas capitais. Em Cuba recebeu o tratamento diferenciado: o desestímulo pela burocracia e a proibição pelas autoridades de manter contactos não autorizados. Note-se que nunca recebeu ajuda de qualquer espécie para as suas pesquisas. Tudo foi feito às suas custas.

Se tudo isso não bastasse para ser um homem inusitado, é de origem croata, nasceu em Mossoró e fuma cachimbo – seu pai é de uma das mais tradicionais família de Varazdin, no norte da Croácia, e sua mãe pertence a duas das mais tradicionais famílias do Estado: Rodrigues e Mota. O padre Antonio Joaquim Rodrigues e o industrial Miguel Faustino do Monte eram tios do seu avô, o também industrial José Rodrigues Lima (uma das figuras mais injustiçadas da história de Mossoró), assim como eram seu tio o Padre Mota (o grande prefeito de Mossoró) e seu primo o deputado Mota Neto.

É claro que estou falando de Tomislav Rodrigues Femenick, grande amigo do meu pai, Rafael Negreiros – ambos viviam brigando somente para terem motivo para fazer as pazes. Tomislav agora não é mais migrante, voltou a morar no Rio Grande do Norte, o que para nós, seus amigos, é uma grata notícia. E isso devemos a sua neta única, Débora Luiza, filha de sua filha Terenza, também única. Dizem que os filhos são ótimos, mas que os netos são os filhos com açúcar. Parece que para o meu amigo croata-mossoroense isso é verdade.

Tomislav veio e veio cheio de novidades. Sua biblioteca é grande e, coisa rara nas grandes bibliotecas particulares, é selecionada e organizada. Seu escritório é aconchegante. Sua hospitalidade e de sua esposa, D. Goreth, é apenas o que se é de esperar de pessoas de nível: indescritível. Mas o melhor de tudo é o papo descontraído, fluente e inteligente seu e de seus convidados. O ambiente provoca essa incrível sinergia. Como se não bastasse há o seu novo livro – Os escravos: da escravidão antiga à escravidão moderna. É uma obra de fôlego, erudita, que vale quanto pesa – São 672 páginas, com uma bibliografia de quase 700 títulos, pesando mais de um quilo. Mas isso é assunto para mais um artigo
.




                                                      AUTOR: ARMANDO NEGREIROS

sexta-feira, 4 de setembro de 2020

terça-feira, 25 de agosto de 2020

JESUÍNO BRILHANTE SOB A MIRA DE HONÓRIO DE MEDEIROS

 Honório de Medeiros encontra o herói? Ou bate de frente com um bandido impiedoso? Eis a trilha que o leitor, a partir de agora, precisa seguir para encontrar a resposta”, do prefácio de Vicente Serejo.

 Honório de Medeiros apresenta Jesuíno Brilhante.

 Terceiro volume da sua saga sobre o cangaço no Rio Grande do Norte, “Jesuíno Brilhante: o primeiro dos grandes cangaceiros” (Offset Gráfica, 2020, 308p.) é um trabalho de pesquisa profundo que ultrapassa a narrativa biográfica.

“Jesuíno Brilhante” de Honório de Medeiros recupera uma época, a segunda metade do século XIX no Rio Grande do Norte, dirime dúvidas, esclarece fatos e reúne um documentário acerca do lendário cangaceiro.

 O autor, além disso, propõe uma revisão da literatura, discute o conceito de cangaço e outras questões pertinentes, como a dicotomia latente nos estudos do cangaço sobre heroísmo versus banditismo.

 Na  explicação, a título de apresentação, o autor, dentro da tradição do contar do sertanejo, apresenta as suas armas de autor-pesquisador e coloca a proposta do livro.

 Rico em notas e referências elencadas, estudadas, discutidas e questionadas, a publicação é uma contribuição importante aos estudos da história do Rio Grande do Norte, juntando-se aos melhores trabalhos e classificando-se como um profundo trabalho de pesquisa.

 O prefácio do jornalista Vicente Serejo apresenta o livro e situa a produção intelectual do autor no tema do cangaço e na estudos norte-rio-grandenses.

 Também se denota a qualidade editorial e gráfica do volume. A imagem da capa é uma obra de arte de Etelânio Figueiredo, o projeto gráfico de Waldelino Duarte, a ilustração de Gustavo Sobral, e a edição e impressão da Offset Gráfica de Ivan Jr.

 Contatos do autor

honoriodemedeirosblogspot.com

honoriodemedeiros@gmail.com

 

(Observação: material recebido por e-mail, através de Gustavo Sobral)

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

MARCO MACIEL: 80 ANOS

 

A Academia Brasileira de Letras apresenta, através de seu canal de podcast, a série Efemérides Acadêmicas, uma homenagem especial aos oitenta anos do Acadêmico Marco Maciel, eleito em dezembro de 2003. O episódio, que irá ao ar no dia 25 de agosto às 16h, conta com a participação dos Acadêmicos Marcos Vinicios Vilaça, Fernando Henrique Cardoso e Joaquim Falcão.

Este terceiro episódio dá continuidade à série de podcasts em comemoração de aniversários “redondos” de Acadêmicos e celebrará seus feitos e marcos ao longo de suas trajetórias dentro da Casa de Machado de Assis. A emissão está disponível no site da Academia, assim como nas plataformas Apple Podcast, Spotify, Deezer e Castbox.

Para conhecer a biografia do aniversariante  clique aqui:biografia

 

 

ARNO WEHLING FARÁ PALESTRA NA ABL

 

EDITORA PULO DO GATO FAZ LIVE COM ANDRÉ NEVES

 

segunda-feira, 17 de agosto de 2020

AS CORES DO CORPO


Recordo de um tempo
Onde as causas
Pareciam perdidas.
No entanto, a saudade,
Esse sentimento demodê,
Abominado pelos desalmados,
Tortura-me a alma,
Se queres então me amar,
Faça dos meus versos
A tua cama aquecida
E dos meus beijos
Soluços de esperança.

                Alfredo Neves

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

UMA FLOR, COM URGÊNCIA!

 Este homem está louco!

Deem-lhe água,

Fresca e pura,

Limpa e clara.

A água acalma

Toda a loucura.


Este homem está louco!

Deem-lhe um pouco

De música, sim!

Branda música macia.

Isso é muito bom,

Isso alivia.


Este homem está louco!

Deem-lhe uma nuvem,

Uma nuvem perdida,

Dessas que a tarde surgem

Diante do sol e viajam

Mansas e coloridas.


Este homem está louco!

Deem-lhe uma flor.

Nada mais indicado

Para o seu caso,

Se é loucura de amor.

Deem-lhe uma flor.


Afrânio Zuccolotto ( 1913-1997)

terça-feira, 11 de agosto de 2020

CONTINUA AMANHÃ - DIA 12 DE AGOSTO - O IX ENCONTRO POTIGUAR DE ESCRITORES.

 

 

O IX ENCONTRO POTIGUAR DE ESCRITORES (EPE), realizado pela União Brasileira de Escritores (UBE/RN), está acontecendo de forma virtual,  durante o mês de agosto. É um evento que marca os 61 da instituição em solo potiguar. Porém, devido à pandemia da Covid-19 e à necessidade de se continuar respeitando o isolamento social, a IX EPE que teve início dia 5 último, prossegue amanhã, dia 12, e também nos dias 19 e 26 de agosto,  sempre às 19h, nas quartas-feira,s momento em que escritores contemporâneos, membros da UBE/RN, prestarão homenagem, a doze membros (in memoriam) que colaboraram para essa instituição e deixaram um legado cultural para o estado.

Palestrantes: Aluísio Mathias (Othoniel Menezes), Ana Claudia Trigueiro (PalmyraWanderley), Andreia Braz (Newton Navarro), Carlos Miranda Gomes (Ana Maria Cascudo), Dulinda Garcia (Miriam Coely), Geralda Efigênia (Lúcia Helena), Gilmara Machado (Zila Mamede), Humberto Hermenegildo (Câmara Cascudo), José de Castro (Berilo Wanderley), Júnior Dalberto (Sandoval Wanderley), Paulo Caldas Neto (Carolina Wanderley) e Tereza Custódio (Edgar Barbosa).

Espera-se contar com a participação de docentes e discentes da rede pública e privada do RN, mediadores de leitura, bibliotecários e demais público.

O certificado de participação será emitido pelos participantes que obtiverem a presença mínima de 75%. Maiores informações: ubern.comunica@gmail.com


COMISSÃO NORTE-RIO-GRANDENSE DO FOLCLORE VAI CELEBRAR OS 100 ANOS DE VERÍSSIMO DE MELO

 

segunda-feira, 10 de agosto de 2020

DIA 13 DE AGOSTO TEM LIVE COM MANÉ BERADEIRO

 

ASSIM DISSERAM ELES ...

 
 
"Quem deixa de ser estudante jamais continua bom professor"

Câmara Cascudo

quarta-feira, 5 de agosto de 2020

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

UM VELHO LIVRO



    Um velho livro, com seu cheiro peculiar, suas páginas amareladas. Ele me diz quantas pessoas já passaram as mãos em sua face, consultaram seu conteúdo e algumas as abandonaram. Um velho livro, com tantas histórias para mim contar. E eu ávido para ouvi-lo. Prometi que em minha pequena biblioteca ele terá um lugar especial, por ser quem é, e por ter sido de um ilustre professor: Protásio de Melo, o homem que ensinava português aos americanos, na base de Parnamirim, por ocasião da II Guerra Mundial.

sábado, 1 de agosto de 2020

O HUMOR DE MANÉ BERADEIRO - UM BATIZADO VERDE

  

      O Padre Alcides Pereira foi um dos mais atuantes que passou por Macaíba. Certa vez, foi escolhido para fazer o batismo do filho do preto e fanático aluizista João Curador. Corria os anos 60. Aluízio Alves era governador a quem o padre Alcides não via com bons olhos. O batizado foi marcado para 17 horas. Igreja cheia. Aluízio no auge. A família de João Curador toda vestida de verde. O menino que se chamava Aluízio, vestia enxoval verde, toca verde, bubu verde, sapatinho verde, tudo verde. Aluízio deu uma massada de duas horas, para desagrado e irritação do padre Alcides. Quando o governador chegou, de repente, todos se reuniram em volta da pia batismal e aí o padre Alcides, possesso, se referindo à criança, soltou o vozerão: "Tragam o garfanho!!!".


Referência: MESQUITA, Valério. Memória Popular V. Revista da ANRL. Edição 63, abril a junho 2020, p. 163.