domingo, 22 de fevereiro de 2026
ANFITEATRO DO JARDIM AEROPORTO É REVITALIZADO
Francisco Martins, contador de histórias, membro da Academia Brasileira de Contadores de História-ABCH, esteve na noite de ontem, dando sua parcela de arte, na "Festa das Cores", realizada na Praça Aluísio Alves, no Jardim Aeroporto, bairro Emaús, em Parnamirim-RN
O momento aconteceu por ocasião da entrega da revitalização do Anfiteatro, uma ação do Projeto das Artes, que sempre atua naquela comunidade.
Francisco Martins contou duas histórias: "Raimundo Nonato, o filho da vitória" e "A Velha debaixo da cama".
sábado, 21 de fevereiro de 2026
ANRL - 90 ANOS - CONHECENDO NOSSA HISTÓRIA LITERÁRIA - EDIÇÃO 004 - PAULO DE TARSO
Paulo de Tarso Correia de Melo pertenceu a Academia Norte-Rio-Grandense de Letras-ANRL, ocupando a cadeira 11, cujo patrono é o Padre João Maria. O fundador da cadeira foi Doutor Januário Cicco, o segundo ocupante foi Doutor Onofre Lopes, que depois foi sucedido pelo Desembargador Miguel Seabra, tendo na sequência Fagundes de Menezes.
Paulo de Tarso foi eleito para ANRL em 21 de setembro de 2000 e tomou posse em 27 de outubro de 2004. Completaria 21 anos no rol de membros da ANRL.
Participou ativamente da ANRL, servindo na Diretoria da casa, atuando na Comissão de Contas; Tesouraria, Diretor Financeiro.
São obras de Paulo de Tarso:
Talhe Ruspestre, poesia, Cooperativa Cultural Universitária do RN, 1993. ( 2ª e 3ª edições em 2008 e 2009)
Natal: Secreta Biografia, poesia. Fundação José Augusto/Cooperativa Cultural da UFRN, 1994. (Este livro recebeu em 1991, o prêmio Estadual de Poesia Auta de Souza)
Folhetim Cordial da Guerra em Natal e Cordial Folhetim da Guerra em Parnamirim, poesia. Natal/RN. Editora Universitária, 1994 (Prêmio Municipal de Poesia Othoniel Menezes, Natal, 1991). A 2ª edição desste livro foi em 2008.
Romances de Alcaçus, poesia. Natal/RN. Editora da UFRN, 1998
Homenagem dos Bibliotecários, livreiros e editores do RN a Vingt-Un (23.10.1998), plaquete, discurso. Fundação Vingt-Un Rosado, Coleção Mossoroense, Série B, nº 1598. Outubro 1998.
Rio dos Homens, poesia. Recife/PE. Editora Bagaço, 2002.
Livro de Linhagens, poesia. Mossoró/RN; Sarau das Letras/ Porto - Portugal: Corpos Editora, 2011.
Misto Códice/Códice Mestizo, poesia. Mossoró/RN. Sarau das Letras. Salamanca-Espanha; Trilce Ediciones, 2012.
Diário de Natal, poesia. Mossoró/RN: Sarau das Letras, 2013.
Livro de Louvor, poesia.Mossoró/RN; Sarau das Letras/ Salamanca-Espanha: Trilce Ediciones, 2015.
Deixou algumas obras inéditas, como por exemplo: "Caderno de Quarentena - Memorial de Isolamento"
Na Revista da ANRL também encontramos a presença do poeta Paulo de Tarso. Lá estão publicados:
Bibliografia, nº 30, setembro de 2000, páginas 227 e 228.
Lembranças súbitas de Dorian Gray Caldas pelos museus do mundo e Canto de Amor: um quadro de De Chirico, poemas, nº 31, janeiro a março de 2001, páginas 69 e 70.
O Mistério do poeta e a decifração do poema(para Celso da Silveira), artigo, nº 31, janeiro a março de 2001, páginas 153 a 157.
14 moedas antigas(Tributo, Pastor Protágoras, Alexandria, 1990, perto de onde foi o farol, Roma, Jerusalém,IX Estações, Aparição, Oslo, Avalon, Twenty Century Tours, Tarde do século XX em Florença, Em Vinci, Aqui, Montanha mágica, Plaanck), poemas, nº 32, julho a setembro de 2001, páginas 127 a 146.
Casa da Metáfora ( Oslo, Rapsodo viking I, Rapsodo viking II, Casa da Metáfora, Tempo, Aventura, Mar, Guerra, Paz, Duelo, Amor, Lembrança, Soneto viking, Imagem, Soneto celta), poemas, nº 33, janeiro a março de 2002, páginas 181 a 191.
Discurso de Posse, nº 34, julho de 2005, páginas 293 a 326.
Walter Duarte Pereira, artigo, nº 36, outubro de 2006, páginas 19 e 20.
Nascimento do lírico, poema, nº 38, janeiro a março de 2014, páginas 59 a 61.
Casa Vizinha( Serenata para Itajubá, Soneto praieiro para Othoniel, Quadras tortas para Myriam, O trem e a chave, Dois quadros para Newton Navarro, 3x4 para João Lins Caldas), poemas, nº 40, julho a setembro de 2014, páginas 80 a 89.
Outros romances de Alcaçus ( Maconheiro, Barato, Pico, Piercing, Encontro no Pavilhão de Aidéticos, Nota fúnebre do motoqueiro), poemas, nº 43, abril a junho de 2015, páginas 138 a 144.
Três poetas de Salamanca ( Verônica Amat, Isaura Díaz Figueiredo e Alfredo Pérez Alencart), Cristo e Tereza, Nostalgia e Garça vista ao final do Arco-Íris, poemas, nº 44, julho a setembro de 2015, páginas 120 a 126.
Banho de sol pós-rebelião, poema, nº 45, outubro a dezembro de 2015, páginas 108 e 109.
O mundo Emily Dickinson, ensaio, nº 47, abril a junho de 2016, páginas 16 a 27.
Oitenta anos da ANRL, discurso, nº 49, outubro a dezembro de 2016, páginas 19 a 22.
Entrevista, poema, nº 54, janeiro a março de 2018, páginas 146 a 149.
Poemas de Paulo de Tarso Correia de Melo( Mulher dormindo, Visita a Madalena Pereira em idos de 1959, Tributo a Cléa Bezerra), poemas, nº 58, janeiro a março de 2019, páginas 248 a 250.
Discurso de saudação ao Acadêmico Geraldo Queiroz, nº 60, julho a setembro de 2019, páginas 203 a 208.
Algumas lembranças de João Cabral, artigo, nº 63, abril a junho de 2020, páginas 27 a 32.
Vingt-Un Rosado: homenagem dos bibliotecários, livreiros e editores do RN, artigos e ensaios, nº 64, julho a setembro de 2020, páginas 62 a 67.
Novo encanto, poemas, nº 68, julho a setembro de 2021, páginas 163 e 164.
Desagravo a Mário Quintana, poemas, nº 69, outubro a dezembro de 2021, páginas 156 e 157.
Quatro recordos de Paulo de Tarso Correia de Melo, poemas, nº 72, julho a setembro de 2022, páginas 154 a 158.
Outros recordos de Paulo de Tarso Correia de Melo, poemas, nº 73, outubro a dezembro de 2022, páginas 240 a 244.
Esqueletos de Homero (panela, viola, joia), poemas, nº 79, abril a junho de 2024, páginas 142 a 147.
Antecipadíssimo necrológio para amiga fraterna, poemas, nº 85, outubro a dezembro de 2025, página 148.
Outros textos sobre o autor na Revista da ANRL:
SAUDAÇÃO AO ACADÊMICO PAULO DE TARSO CORREIA DE MELO, Discurso de Manoel Onofre de Sousa Júnior, nº 34 – julho de 2005 – páginas 327 a 337.
O “MISTO CÓDICE” DE PAULO DE TARSO CORREIA DE MELO, artigo de Fábio Lucas, nº 39 – abril a junho de 2014, páginas 19 e 20.
VERTENTE SOCIAL NA POESIA DE PAULO DE TARSO CORREIA DE MELO – Ensaio de Thiago Gonzaga, nº 41, outubro a dezembro de 2014, páginas 44 a 51.
PAULO DE TARSO E O VALOR DA POESIA – artigo de Fernando Gil Villa, nº 42, janeiro a março de 2015, páginas 44 a 46.
LIVRO DE LOUVOR DE PAULO DE TARSO CORREIA DE MELO, artigo de Maria do Sameiro Barroso, nºº 46 – janeiro a março de 2016, páginas 54 a 58.
O TEMPO NA POESIA DE PAULO DE TARSO CORREIA DE MELO, Ensaio de David de Medeiros Leite, Nº 67 – abril a junho de 2021, páginas 65 A 68.
CONFIDÊNCIAS A PAULO (PAULO DE TARSO CORREIA DE MELO), artigo de Clauder Arcanjo – nº 68 – julho a setembro de 2021, páginas 58 A 67.
Conversa com Paulo de Tarso Correia de Melo - Entrevista de Thiago Gonzaga, nº 80 - julho a setembro 2024 - p. 52 a 61.
A Bíblia de Paulo (ou Talhe Rupestre), poema de Rizolete Fernandes, nº 85, outubro a dezembro 2025, página 154.
Tributo a Paulo de Tarso Correia de Melo, discursos de Diogenes da Cunha Lima e Ivan Lira de Carvalho, respectivamente pela ANRL e o CEC, na missa de corpo presente. Nº 85, outubro a dezembro 2025, páginas 165 a 167.
Francisco Martins
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
ASSIM DISSERAM ELES ...
"No fanatismo político, a intolerância partidária visa exclusivamente à conquista ou conservação do poder, sem se incomodar com a lisura dos meios"
Esmeraldo Siqueira
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
ODE AO GUARDA-CHUVA
Guarda-chuva! Hoje eu quero conversar contigo. Tu que és para mim um símbolo de proteção, nas intempéries da vida. Guarda bem essas palavras.
Guarda-chuva, quantas memórias temos juntos! Lembras daquele dia causticante? Tu me trouxeste sombra e me protegeste do calor, que vinha montado no cavalo do vento.
Guarda-chuva, vejo teus antepassados em fotos antigas, nas mãos de senhores tão importantes: barões, presidentes e outras autoridades.
Tu és bastão contra a fúria, escudo na tormenta, mas és também cantor! Sim, quando fazes da chuva um instrumento musical e me permites ouvir a sonoridade das gotas molhando teu corpo.
És exemplo de resiliência, quando me dizes que a vida continua, mesmo após o mau tempo.
Ah, Guarda-Chuva, quantos de tua espécie eu já perdi! Onde os deixei? Quem os encontrou?
Que tu sejas um amigo que comigo viverá por longos anos.
Francisco Martins
19 de fevereiro de 2026
ANRL - 90 ANOS - CONHECENDO NOSSA HISTÓRIA LITERÁRIA - EDIÇÃO 003 - AS PEDRAS FUNDAMENTAIS
O bom é que a Revista nos dá muitas informações sobre a trajetória da Academia. É um coleção primorosa e indispensável, quando o assunto é pesquisa da ANRL.
Vamos tratar hoje sobre as pedras fundamentais que deram origem a ANRL. Foram duas:
A primeira, diz respeito a ideia do projeto, sendo a data 9 de agosto de 1936, dia de domingo, tendo como local a casa de Câmara Cascudo, que ficava vizinha ao atual Ludovicus - Instituto Câmara Cascudo. Naquele local, Câmara Cascudo e Aderbal de França relacionaram os vinte e cinco nomes de homens e mulheres para fundarem a instituição. (Revista nº 7, p. 32).
| Casa de Sérgio Severo, onde Cascudo residiu e fundou a ANRL |
Três meses depois, em 14 de novembro, foi realizada a sessão de fundação, na sede do Instituto de Música, Rua Vigário Bartolomeu, n°630, Centro, em Natal. A instalação da instituição aconteceu no dia 15 de maio de 1937 (Revista 14, p.173), quando Henrique Castriciano, Presidente, leu um trabalho sobre a literatura do Rio Grande do Norte e foi considerado seu discurso de posse.
| Henrique Castriciano |
A segunda pedra fundamental é física - é aquela que foi assentada no alicerce da sede, situada à Rua Mipibu. O jornal "A República", na edição de 4 de janeiro de 1957, anuncia na primeira página o evento e reforça a matéria, em 6 de janeiro 1957, data do lançamento.
| Edição 4 de janeiro de 1957 |
| Edição 6 de janeiro 1957 |
"A República" dá detalhes sobre a cerimônia do lançamento da pedra fundamental, na edição do dia 8 de janeiro 1957 (por erro, traz a data do ano 1958).
Registra, o jornal, a presença das autoridades. A bênção da Pedra fundamental foi dada pelo Padre Antonio Moreira, Vigário da Catedral e em seguida falou o Presidente, Manoel Rodrigues de Melo. Estiveram presentes Esmeraldo Siqueira, Raimundo Nonato, Antonio Fagundes e Carolina Wanderley, além do público em geral. Ao final do evento foi servido um suco de caju aos presentes, diz a redação.
| Manoel Rodrigues de Melo |
Até a inauguração da sede atual, muito trabalho teve o Presidente Manoel Rodrigues de Melo, mas isso é assunto pautado para outra postagem.
Casa de Sergio Severo - Facebook - "Natal não há tal", postagem de 13 de setembro 2024. A casa foi demolida e hoje é um estacionamento ao lado do Ludovicus - Instituto Câmara Cascudo.
Imagem de Henrique Castriciano - Biblioteca Digital Luso-Brasileira
Desenho de Manoel Rodrigues de Melo - site da ANRL: https://anrl.org.br/acervo/cadeira-30/
terça-feira, 17 de fevereiro de 2026
CENTELHA DE CORDEL
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
AQUELES PAPANGUS
O ano era 1978, naqueles três dias de Carnaval eu tomava emprestado uma calça de papai, as botas, o chapéu e uma blusa das minhas irmãs. A máscara era de pano, com três buracos. Olhos e nariz os ocupavam.
Assim estava eu vestido de Papangu. Saía pelas ruas correndo atrás de crianças e algumas, se defendiam com bisnagas cheias d'água. Geralmente saíamos em grupo, pois assim poderíamos nos proteger de ataques dos adultos, que muitas vezes tiravam nossas calças e nos deixavam pelados na rua. O pior, quando a nossa identidade era revelada.
-Olha só quem é ele! É o filho de Chiquinho.
Os instrumentos que usávamos para tocar as marchinhas eram latas, baldes, pratos. Tudo servia para cantar: "O teu cabelo não nega...", " Oh, jardineira por que estais tão triste? ..." E outras mais.
Foi um tempo saboroso, onde as ruas se abriam ao riso e alegria, os Papangus, tão feios e disformes, escondiam as crianças que estavam adentrando na adolescência.
Francisco Martins
16 de fevereiro de 2026
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
ANRL - 90 ANOS - CONHECENDO NOSSA HISTÓRIA LITERÁRIA - EDIÇÃO 002 - 1935 UM TRISTE ANO PARA JUVENAL LAMARTINE
| Juvenal Lamartine |
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026
RETRATO DO MEU SERTÃO
As plantas mudam a roupagem
Vê-se logo outra paisagem
De encher alma e coração
É Deus colocando a mão
Onde a seca castigava
Ninguém mais aguentava
Todo esse sofrimento
Vivemos outro momento
Do jeito que se aguardava
O sertanejo se alegra
Olha pro céu e agradece
Eleva ao Pai uma prece
Numa verdadeira entrega
E na fé que ele carrega
Ara a terra pra plantar
Se a semente germinar
A safra tá garantida
Armazenando comida
Pra na mesa não faltar
Sem perder a esperança
Esperando por mudança
Que há muito vêm prometendo
Você só sabe é vendo
A história é sempre essa
Aparece muita promessa
Entra ano e sai ano
O que não falta é plano
Mas fica só na conversa
Digo por experiência
Porque no sítio nasci
Um tempo bom que vivi
Em toda sua essência
Sobrava resiliência
Também era muito gostoso
Um lar sempre harmonioso
Com meus irmãos e meus pais
Tempo que não volta mais
E tornou-se muito saudoso
A gente vai pra cidade
E o sítio não sai da gente
Ao descrever em repente
Bate forte uma saudade
Mas foi por necessidade
Que deixamos aquele canto
Havia bastante encanto
Em nossa bela moradia
Onde ali se convivia
Sem medo e sem ter espanto
Tudo era muito ordeiro
A comida era mais pura
Podia-se comer gordura
De janeiro a janeiro
Um povo hospitaleiro
Bastante respeitador
Também muito trabalhador
Que jamais se cansava
Pois a luta começava
Do nascer ao sol se pôr
Lembrando esse passado
De grata recordação
Havia tempo pra oração
Vejam que grande legado
Tudo era mais sossegado
Não tinha essa agitação
De WHATSAPP e televisão
O banheiro era uma latrina
A luz de uma lamparina
Quando muito, um lampião
Hoje tá tudo diferente
Luz elétrica, água encanada
Ninguém senta na calçada
O longe está mais presente
O perto parece ausente
É assim no dia a dia
A chegada da tecnologia
Trazendo facilidade
E o que outrora era felicidade
Transformado em nostalgia
08-02-2025
Henrique Tadeu
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026
ASSIM DISSERAM ELES...
Américo de Oliveira Costa
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026
CENTELHA DE CORDEL
ANRL - 90 ANOS - CONHECENDO NOSSA HISTÓRIA LITERÁRIA - EDIÇÃO 001 - CARROS ALEGÓRICOS
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
VOCÊ SABIA QUE O RN TEM A LEI DO DEPÓSITO LEGAL DE LIVROS?
Existem Leis que são desconhecidas pela grande maioria. No Rio Grande do Norte o Poder Executivo aprovou a Lei n° 10.265, de 10 de novembro de 2017, que dispõe sobre o depósito legal de publicações na Biblioteca Pública Câmara Cascudo e dá outras providência.
A Lei foi publicada no Diário Oficial do Estado, em 11 de novembro de 2017 ( Ano 84 - Número 14.048). Eu confesso que não sabia da existência dessa Lei. Conhecia a nacional, que obriga os escritores a fazerem o depósito legal na Biblioteca Nacional.
A Lei, estadual, tem como objetivo assegurar o registro e a guarda da produção intelectual que feita no Rio Grande do Norte, além de possibilitar o controle, a elaboração e a divulgação da bibliografia potiguar.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
CAIO CÉSAR LANÇA 2ª EDIÇÃO DO CORDEL SOBRE BELCHIOR
Reconhecido pela sua ligação afetiva com o cantor e compositor cearense Belchior, o poeta e jornalista Caio César Muniz abriu uma pré-venda para reedição do seu cordel ilustrado “Batendo à porta do céu – a chegada de Belchior ao Paraíso”, lançado inicialmente em 2019 e rapidamente esgotado devido à tiragem limitada.
O relançamento em 2026 coincide com os 80 anos do eterno “rapaz latino-americano” e ainda com os 50 anos de lançamento do disco Alucinação, considerada uma das obras-primas do barbo sobralense e vem a se somar com várias homenagens que acontecerão neste ano pelo país, incluindo Mossoró.
O cordel tem 24 páginas em formato e papel especial, todo colorido e ilustrado pelo quadrinista natalense Carlos Alberto e aborda a vida, a obra e as parceiras do autor de “Paralelas”, “Como nossos pais” e tantos outros sucessos que marcaram a nossa MPB.
A apresentação é do parceiro de composições de Belchior, Jorge Mello e o prefácio escrito pelo jornalista Jotabê Medeiros, autor da obra “Belchior – Apenas um rapaz latino-americano”, única biografia publicada até aqui.
“Quero apenas que a história de Belchior se perpetue e esta foi a nossa forma de contribuir com isto tudo. É a arte se auto-multiplicando e contar com os amigos nesta empreitada é fundamental”. Diz o poeta.
Para adquirir a obra antecipadamente, o interessado deve fazer o Pix para o número: 386.152.152-00 em favor de FRANCISCO CAIO CÉSAR URBANO MUNIZ, após o pagamento, enviar o comprovante de pagamento para o telefone: (84) 9.9904-0286 juntamente com o endereço para remessa.
O valor para o Rio Grande do Norte é de R$ 30,00. Para outras regiões é de R$ 50,00, incluindo o frete.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
MORRE AOS 77 ANOS AFONSO GONÇALVES, GUARDIÃO DA MEMÓRIA DE PATATIVA DO ASSARÉ
Morreu aos 77 anos, nessa terça-feira, 27, Afonso Gonçalves, filho do poeta cearense Patativa do Assaré, um dos maiores nomes da literatura popular brasileira. Agricultor e morador do sitio Serra de Santana, em Assaré, no Cariri, Afonso foi reconhecido ao longo da vida como um importante guardião da memória e do legado do pai, cuja obra ultrapassou as fronteiras do estado e do país.
Patativa do Assaré ficou conhecido como porta-voz do povo excluído de seu tempo, denunciando desigualdades sociais e retratando, em versos marcados pela oralidade, a vida simples do homem do campo. Sua poesia, profundamente enraizada na cultura popular nordestina, conquistou reconhecimento nacional e internacional pela sensibilidade e autenticidade.
Embora não tenha seguido carreira artística, Afonso Gonçalves manteve viva a herança poética de Patativa no cotidiano. Dedicou a vida à agricultura, mas também se tornou uma referência para turistas, pesquisadores e admiradores que visitavam a Serra de Santana em busca de conhecer mais.
quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
MEDALHA DA RESISTÊNCIA: O MAIOR TROFÉU CONFERIDO AOS HERÓIS MOSSOROENSES
O Museu do Sertão guarda em seu acervo de raridades históricas uma peça de profundo significado: a Medalha da Resistência. Esta condecoração foi entregue em 13 de junho de 1977 pelo então prefeito de Mossoró, João Newton da Escóssia (1925-2017), com a presença do governador Tarcísio de Vasconcelos Maia (1916-1998). A solenidade de condecoração marcou o cinquentenário da vitoriosa defesa da cidade contra a tentativa de invasão do bando de Lampião (Virgulino Ferreira da Silva, 1897-1938), ocorrida na tarde de 13 de junho de 1927. A comenda foi outorgada como um reconhecimento oficial à coragem e à determinação dos cerca de 200 heróis que enfrentaram a sanha do "Rei do Cangaço", sendo entregue aos poucos sobreviventes da época e aos descendentes daqueles que já haviam falecido.
Com quase meio século de existência, este troféu é valorizado tanto por seu valor histórico quanto por sua beleza artística. Cunhada em bronze, a medalha possui 5 centímetros de diâmetro e pesa 58 gramas, apresentando inscrições e a gravura de uma igreja em alto-relevo. O templo estampado na peça é a Igreja de São Vicente de Paula, de cuja torre partiram os disparos estratégicos dos guardiões da cidade. Ainda hoje, o templo preserva em suas paredes as marcas de bala daquele confronto, materializando a memória da resistência mossoroense.
Diferente de honrarias contemporâneas, a Medalha da Resistência teve um propósito específico e singular: homenagear os homens que, de armas em punho, arriscaram a própria vida para proteger o solo mossoroense. Recentemente, em 2022, o atual prefeito de Mossoró Allyson Leandro Bezerra Silva instituiu a "Medalha Rodolfo Fernandes", destinada a homenagear anualmente cidadãos que prestam relevantes serviços ao município. Embora esta última medalha leve o nome do prefeito-herói Rodolfo Fernandes (1875-1927) — líder político que comandou a defesa de Mossoró em 1927 —, ela possui uma finalidade distinta da Medalha da Resistência de 1977, que permanece como o galardão máximo e exclusivo dos heróis que combateram diretamente os cangaceiros comandados pelo “Rei do Cangaço”.
Benedito Vasconcelos Mendes
sábado, 17 de janeiro de 2026
DIÁRIO DAS FÉRIAS 2026 - APARECIDA II - (TEMPLO)
Quinta-feira, como já publiquei por aqui, conheci um pouco da história da padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida. Depois do passeio pelo rio Paraíba, estive visitando o Santuário Nacional de Aparecida.
O local impressiona pela sua estrutura. Na construção do templo foram usados 25 milhões de tijolos e 257 mil telhas azuis. Há muitas lojas, praças de alimentação, estacionamento imenso. A área total do Santuário ultrapassa 1,3 milhão de metros quadrados (levando em consideração as outras áreas construídas que pertencem a Igreja Católica)
É o maior santuário Mariano do mundo, sendo também a segunda maior basílica, perdendo apenas para a do Vaticano.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
DIÁRIO DAS FÉRIAS 2026 - HOLAMBRA
Holambra tem apenas 46 anos, ainda é um bebê, comparada às grandes cidades. Ela foi fundada pelos Holandeses, aqueles que fugiam da Segunda Guerra.
Fiquei em Holambra-SP, uma noite e um dia, o tempo suficiente para sentir o quanto a cidade é organizada. 16 mil habitantes é a população. Um município onde tudo funciona de forma cativante.
A cidade das flores, não tem violência. O último homicídio ocorreu em 2015. O sistema de saúde é tão eficiente, que ninguém precisa ter plano de saúde particular. Não há fila de espera para nenhum procedimento.
Empregos? Todos tem! As escolas públicas têm qualidade de escolas particulares, acentuando que o material escolar, fardamento e transporte é fornecido pelo município.
Em síntese, Holambra é um lugar lindo, quem a conhecer fica com vontade de voltar.
Holambra, terra bendita
Repleta de alegria
Onde o sol beija as flores
Com intensa simetria
Voltarei para revê-la
Bebendo sua poesia.
Mané Beradeiro
quinta-feira, 15 de janeiro de 2026
DIÁRIO DAS FÉRIAS 2026 - APARECIDA - SP
Estou em gozo de férias. Desde o dia 6 de janeiro que estou passeando por algumas cidades. Hoje estou em Aparecida-SP. No Rio Paraíba vou conhecer um pouco da história, onde pescadores encontraram a imagem tão venerada pelos católicos.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
EVENTO COM LEITURINO ABRE AGENDA CULTURAL DE CONTAÇÃO DE HISTÓRIAS EM 2026
O Palhaço Leiturino, personagem criado e vivido por Francisco Martins, desde o mês de outubro de 2009, vai abrir a agenda cultural de Contação de Histórias, na tarde do dia 23 de janeiro, às 16 horas, no Condomínio Porto das Dunas, em Natal-RN.
A tarde promete ser repleta de alegria, com a presença de Leiturino e seus bonecos articulados: Ananias e Sarauê. Haverá exposição de livros e cordéis, com preços que oscilam de R$ 5,00 a R$ 30,00, podendo ser pagos através de pix ou cartão.
EM 2026 UMA COLUNA ESPECIAL DEDICADA À ANRL
17 ANOS - BUSCANDO A MAIORIDADE
É dada a partida para as publicações neste blog, referentes ao ano de 2026. Faremos 17 anos de atividades culturais. Ele é sem sombra de dúvidas, um poço onde podemos buscar muita "água" de cultura. Desejo que continue assim, sendo uma ferramenta de informação e formação aos leitores. Desejo a todos os amigos e as amigas, um ano repleto de coisas boas.
Mané Beradeiro
Leiturino




