quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

ODE AO GUARDA-CHUVA

 


Guarda-chuva! Hoje eu quero conversar contigo. Tu que és para mim um símbolo de proteção, nas intempéries da vida. Guarda bem essas palavras.

Guarda-chuva, quantas memórias temos juntos! Lembras daquele dia causticante? Tu me trouxeste sombra e me protegeste do calor, que vinha montado no cavalo do vento.

Guarda-chuva, vejo teus antepassados em fotos antigas, nas mãos de senhores tão importantes: barões, presidentes e outras autoridades.

Tu és bastão contra a fúria, escudo na tormenta, mas és também cantor! Sim, quando fazes da chuva um instrumento musical e me permites ouvir a sonoridade das gotas molhando teu corpo.

És exemplo de resiliência, quando me dizes que a vida continua, mesmo após o mau tempo.

Ah, Guarda-Chuva, quantos de tua espécie eu já perdi! Onde os deixei? Quem os encontrou?

Que tu sejas um amigo que comigo viverá por longos anos.


Francisco Martins

19 de fevereiro de 2026

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