quinta-feira, 11 de abril de 2013
quarta-feira, 10 de abril de 2013
PREFEITURA DE SÃO GONÇALO DO AMARANTE INCENTIVA A CULTURA
| Flávio Henrique - Presidente da Fundação Cultural Dona Militana |
| Conselheiros e imortais reunidos com o Prefeiro Jaime Calado |
| Prefeito Jaime Calado |
O Prefeito Jaime Calado expôs com muita segurança suas ações junto aos grupos culturais, e relatou o que vem sendo feito para manter a tradição dos grupos folclóricos, principalmente aqueles ligados as raízes africanas. As palavras do Prefeito Jaime Calado tiveram grande receptividade por parte dos Conselheiros e Acadêmicos. Acompanhou o Prefeito, o Presidente da Fundação Cultural Dona Militana, Flávio Henrique de Oliveira.
terça-feira, 9 de abril de 2013
SESSÃO ORDINÁRIA DA ANRL
CENTENÁRIO DE VINICIUS DE MORAES - ENTREVISTA
Vamos ler hoje um diálogo de uma entrevista que foi
feita Edla van Steen, com Vinícius de Morais, e que consta no livro “Viver
& Escrever”, Volume 2, editora LPM, ano 1982. A entrevista na íntegra consta nas páginas 27
a 37. Para a postagem selecionei algumas perguntas.
Como
é que você escreve. Vinicius?
Eu prefiro escrever a
máquina. O fato do tipo aparecer bem caracterizado me concentra mais. Eu gosto
de ver a coisa bonitinha na página. Não sou um escritor de forma fácil, que vai
escrevendo emocionalmente. Por exemplo: mil poemas saem todos os dias, mas eu
não anoto nada. Se for importante, o poema volta. A poesia é fruto da vida de
cada um. Meu pensamento não é abstrato, está sempre relacionado à minha
experiência de vida.
E
o primeiro livro? Foi fácil editar?
Caminho para a Distância saiu quando eu
tinha dezenove anos. Paguei a edição para a Livraria Schimidt Editora, do poeta
Augusto Frederico Schimidt. Quando a gente abre o primeiro livro impresso dá
uma emoção danada, fiquei num entusiasmo tremendo, descobri que era escritor.
E
a sua ida para a Inglaterra?
Eu ganhei a primeira
bolsa de estudos para a Inglaterra, dada pelo Conselho Britânico. Eu e o
Marcelo Damy de Souza Santos, que é um físico muito importante. Fui para Oxford
e ele para Cambridge. E descobri os poetas ingleses. Shahespeare ia ser minha
tese de doutorado, que eu não pude fazer porque estourou a guerra. Casei com a
Tati (Beatriz de Azevedo Melo) por procuração. Acontece que eu estava quase
noivo da Antonia, quando conheci a Tati, que era noiva de outro cara. E foi
aquela paixão desenfreada. As leis da universidade não permitiam mulher morando
junto a ser casada ou maior de 25 anos. Então casei por procuração, porque eu
tinha 23 para 24 anos, ainda . Assim ela podia morar comigo.
O
que aconteceu quando estourou a guerra?
Eu estava de férias em
Paris. As tropas alemães avançavam de todo lado. Telegrafei para o Conselho
Britânico pedindo orientação. A resposta foi: vá para onde puder, que a barra
está pesada. Peguei minha mulher e fui para Portugal. Uma viagem dramática,
atravessar a Espanha naquele ambiente de guerra, pessoas assaltando trens, sem
comida, sem nada. Dois dias para ir de Paris a Lisboa. Um sufoco. Lá, encontrei
o Oswald de Andrade, que estava casado com a Julieta Bárbara, professora de
Pindamonhagaba, uma mulata muito bonita. Tinha acabado de sair o Serafim Ponte Grande. Em Portugal, no
Estoril, escrevi o Soneto da Fidelidade.
A viagem de volta foi outro sufoco, num navio chamado Angola e que fazia a
primeira viagem para o Brasil. Um navio novo em folha. Duas semanas de viagem,
num black-ou total, a Tati grávida...Cheguei ao Rio com uma crise de apendicite
terrível, saí do navio direto para o hospital, o médido-assistente foi o Pedro
Nava.
Nunca
tentou o romance, Vinicius?
Tentei, sim. Escrevi Antonia, quando eu estava apaixonado por
aquela moça de São Paulo. Contava a história do nosso amor. Ficou anos jogado
nos meus papéis. Uns quinze anos. Daí eu reli, um dia, achei tão ruim, que
rasguei. Agora ando pensando em fazer uma nova tentativa....Não sei.
Você
lê muito, Vinicius?
Cada
dia leio menos. O Rubem Braga é um cara que eu leio sempre, o Pedro Nava, que
eu gosto de abrir ao acaso, e que me dá um grande prazer estético. Mas não leio
com a garra que eu tinha antes, um livro atrás do outro.
O
que é ser feliz?
A
coisa mais importante do ser humano é a busca da felicidade. Eu não sei bem o
que é felicidade, mas deve ser um sentimento que brota dentro da gente em
relação às coisas e às pessoas. Um sentimento bom.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
UMA AMIGA VIRTUAL - BEM PRESENTE
A internet tem uma qualidade inquestionável, ela aproxima pessoas. Uma prova disto é a amizade que nasceu entre eu e Bethy Rodrigues, em Santa Cruz-RN. Foi no dia 8 de abril de 2012 que começamos a conversar pelo computador e , desde então, nosso elo tem aumentado de maneira singular. Não a conheço pessoalmente. Mas ele tem se tornado uma amiga, que nas palavras do livro sagrado " é mais querida que um irmão". E ela sabe disto. Bethy é uma pessoa que se dedica de corpo e alma a cuidar da sua mãe, uma senhora octanegária que tem Alzheimer. Para você Bethy Rodrigues, meu abraço de amigo virtual, e votos que nossa amizade continue por muitos anos. Receba também um abraço da turma artística: Mané Beradeiro, Leiturino, Alfabetino, Ananias e Sarauê. Deus continue a lhe dá muita força e sabedoria nesta sua jornada e missão.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
CORDEL EM BRAILE JÁ É UMA REALIDADE NO RN
O primeiro cordel em braile do Rio Grande do Norte foi escrito por Mané Beradeiro e tem como título: "Das Trevas à Luz - a História de uma menina cega". Foi lançado oficialmente ontem, 4 de abril, por ocasião do show "Misturando os Versos". A leitura em braile foi feita pelo professor Bruno, da Escola Estadual Newton Braga de Faria, que tem vários alunos cegos. Brevemente os alunos do Instituto do Cego também serão agraciados com este folheto.
| Professor Bruno - lendo o texto em braile |
| Professor Lenilton Gomes com o cordel em braile |
1ª APRESENTAÇÃO DE LEITURINO EM 2013
Foi no dia 22 de março, por ocasião da abertura do projeto "Convivendo em Família e Fortalecendo Valores", edição 2013, que conta com a participação do Ministério Público e a Prefeitura Municipal de Parnamirim, que houve na Escola Municipal Hélio Galvão, bairro Vale do Sol, em Parnamirim, a primeira apresentação do Palhaço Leiturino, no ano em curso.
Ao longo do ano ainda terão 9 encontros e em todos eles, o Palhaço Leiturino estará levando às crianças a sua alegria e seu carisma. Veja as fotos.
Ao longo do ano ainda terão 9 encontros e em todos eles, o Palhaço Leiturino estará levando às crianças a sua alegria e seu carisma. Veja as fotos.
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