terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

ANL DECLARA VAGA A CADEIRA 3 QUE TINHA COMO OCUPANTE JOSÉ DE ANCHIETA

A tarde de hoje foi de saudades para familiares, amigos e confrades do escritor José de Anchieta Ferreira, membro da Academia Norte-rio-grandense de Letras - ANL,  que ocupava a cadeira 3. A ANL realizou em sua sede, com a presença de imortais e convidados, a sessão solene - necrológio de José de Anchieta, tendo como orador o Acadêmico João Batista Pinheiro Cabral, que fez um discurso memorável enfatizando as nuances que deram brilho à vida de José de Anchieta. Um texto carinhosamente tecido com sentimento e inteligência, fornecendo àqueles que o ouviram, elementos nobres da vida do escritor que faleceu no ano passado. Brevemente todo o teor do discurso será impresso na Revista da ANL, edição de nº 51,  que abrange o 2º trimestre de 2017.
Da esquerda para a direita: Diogenes da Cunha Lima, João Batista Pinheiro Cabral, Paulo de Tarso Correia de Melo, Eulália Duarte Barros, Lívio Oliveira, Armando Negreiros, Manoel Onofre e Daladier da Cunha Lima.
Algumas partes do discurso:

José de Anchieta era filho de Júlio Ferreira da Silva e de  Maria Stella Garcia Ferreira e nasceu em 1928, na cidade de São José de Mipibu.Foram seus irmãos,  pela ordem decrescente :

1)   Maria da Conceição Ferreira

2)   Aída Ferreira de Almeida

3)   Geraldo Jeferson Ferreira da Silva

4)   Pedro Ferreira da Silva

5)   Murilo Ferreira da Silva

6)   Francisco Garcia Ferreira da Silva

7)   João Batista Garcia Ferreira

Casou-se logo depois de formado com Lúcia Maria Guerra Ferreira, filha de Domício de Brito Guerra e de Dona  Clinéa Barbalho Guerra. Fez seus estudos primários no tradicional e hoje centenário Grupo Escolar Barão de Mipibu, em sua cidade natal: São José de Mipibu. Concluído o curso primário transferiu-se para Natal onde no  antigo Colégio Marista, que funcionava no anexo da Igreja de Santo Antonio terminou o ginásio. O passo seguinte foi o Ateneu Norte-rio-grandense onde terminou seu curso secundário. Prestou vestibular na Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, diplomando-se médico oftalmologista em 1955. 
...

Em tudo que fez na vida Zé de Anchieta foi tolerante e paciente perdoando a tudo e a todos e cumprindo exemplamente seus deveres. Para ele todos eram bons até prova em contrário.  Veríssimo de Melo, também de saudosa memória, que foi o amigo que me apresentou a ele descreveu-o como um homem bom, que não tinha mágoas de ninguém, que era um cientista humilde demais, um pouco tímido e um homem absolutamente tranqüilo e cumpridor dos seus deveres. Disse-me também Veríssimo na ocasião realçando o que já foi dito acima, que era um médico que atendia aos pobres e aos ricos, de igual modo e com igual atenção, e que não demonstrava aos seus pacientes ou seus familiares ambição por qualquer recompensa pecuniária.