sexta-feira, 31 de março de 2017

MÃO



Neste poema de curtos versos
A mesma mão que escreve
É também a que pesquisa.
Por isso, ela se protege,
Pois nem sempre quem a toca
Traz o ser limpo das angústias.
E, entre folhear a alma e ler o espírito,
Há um mar de coisas que tinge a luva.
Mão, poema, pesquisa, fonte
Quatros elementos que se descobrem.

Francisco Martins
31.03.2017