segunda-feira, 3 de agosto de 2026

UMA SESSÃO SINGULAR AO POETA PAULO DE TARSO

 

Sessão Saudade a Paulo de Tarso Correia de Melo
Ceará-Mirim, Santuário da Imaculada Conceição, 1⁰ de agosto de 2026, 16h
 
Às dezesseis horas, o relógio do Santuário da Imaculada Conceição marcou não apenas o tempo, mas a memória. Reuniu-se a  Academia Cearamirinense de Letras e Artes - ACLA- Pedro Simões Neto, em Sessão Saudade, para reverenciar aquele que foi princípio: Paulo de Tarso Correia de Melo.

Fundador. Primeiro ocupante da Cadeira 3. Poeta cuja pena traçava versos como quem planta árvores: com paciência, com fé, sabendo que a sombra seria para outros.
 
O Presidente Marco Emerenciano abriu os trabalhos. Na palavra medida do dirigente, ecoou a gratidão da Casa pelo homem que, ofereceu alicerce. Estavam presentes 17 acadêmicos, testemunhas vivas de uma história que se recusa ao esquecimento.
 
A tribuna foi confiada à Acadêmica Joventina Simões Oliveira, Oradora da sessão. E Joventina, com a grandeza que o momento exigia, não proferiu um discurso: celebrou uma vida.
Recordou o poeta do verso contido e do pensamento largo. O mestre que tanto se dedicou  à literatura.
Sua fala foi à altura do homenageado. Teceu com dignidade o retrato de um homem que fez da palavra ofício e da academia compromisso.
 
Após a fala da Oradora, outras pessoas ocuparam a tribuna e falaram sobre a importãncia daquele momento e do homenageado: Monsenhor Aerton Sales da Cunha, Margareth Pereira ( Vice-prefeita) e   Geraldo José Correia de Melo, irmão de Paulo. Foi uma tarde singular,  a primeira  com este sentido espiritual e literário, celebrado naquele templo.
 
Coral Mater Christi, sob a regência do Maestro e  Acadêmico Dedé Semeão vestiu a solenidade com a melhor música para aquele momento.
 
O Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, Conselho Estadual de Cultura, Academia Norte-rio-grandensebde Letras, as quais  o poeta pertenceu se fizeram representar. A Academia  de Letras de Canguaretama também esteve  na cerimônia.
 
A Cadeira 3 permaneceu simbolicamente posta. Vazia de corpo, plena de significado. Porque Paulo de Tarso não se ausenta: transmuda-se. Passa do assento de madeira para o assento que a memória reserva aos que fundam.
 
Ao fim, não houve despedida. Houve promessa. A promessa de que a ACLA seguirá guardando, em cada sessão, em cada livro, em cada novo acadêmico, a chama acesa por ele.
 
Poetas não morrem. Recolhem-se ao silêncio para que seus versos falem mais alto.
 
Francisco Martins

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