domingo, 16 de setembro de 2018
ANLIC E ACLA REALIZARAM ONTEM SUAS SESSÕES
sábado, 15 de setembro de 2018
ASSIM DISSERAM ELES ...
Em tempo de eleição quando muitos entram na privacidade e no direito de você escolher quem quer eleger, lembrei-me desta frase que há num livro póstumo de Policarpo Feitosa, pseudônimo de António José Melo e Souza (1867 -1955), e que foi por duas vezes governador do Rio Grande do Norte. Ei-la:
"CONSELHO E TABACO SÓ SE DÃO A QUEM PEDE"
Fonte: FEITOSA, Policarpo. Quase romance...Quase memória. Natal/RN: Imprensa Oficial, 1969, p. 102.
quinta-feira, 13 de setembro de 2018
100 ANOS DO NASCIMENTO DE TARCÍSIO MEDEIROS
A lembrança dos 100 anos de Tarcísio Medeiros não passou em branco pelo seus adultos admiradores e instituições pelas quais ele passou. Neste momento acontece no salão nobre da Academia Norte Rio Grandense de Letras a cerimônia em homenagem ao seu Centenário.
A DUPLA DA CULTURA POPULAR: ANANIAS E MANÉ
Ananias, jumento esperto, amigo inseparável de Mané Beradeiro, dupla que simboliza cultura popular, alegria com gosto do nordeste, com cheiro de chuva e a beleza do Carcará. Ele, Ananias representa a resistência da raça que muito ajudou os sertanejos a desenvolverem o Brasil. Bicho sagrado, presente na História da Salvação, de Abraão a Jesus Cristo. Companheiro de viagens nestas estradas de barros. Guardião de juras e fugas de amor nas madrugadas. Eita, jumento irmão! Avante, que você é Mané continuem a mostrar a esta geração que carregar livros, lê-los, é melhor que transportar cargas de ignorância no lombo da existência.
Francisco Martins
13 setembro 2018
quarta-feira, 12 de setembro de 2018
ESCOLA NESTOR LIMA RECEBE MANÉ BERADEIRO
E a tarde foi, então, marcada por quadrinhas, cordéis, trava-línguas e brincadeiras promovidas pelo também pesquisador da cultura popular que trouxe o 'Jumento Ananias', que se apresentou como leitor, dentre outros bonecos seus articulados. A mediadora de leitura Maria do Carmo Fontenelle celebrou os mais de oitocentos livros emprestados em 2017 e lembrou as palavras do patrono Ariano Suassuna: "Quem gosta de ler não morre só”.
De fato, o aconchego de um bom livro e a companhia de escritores como Ariano ou Francisco Martins é bálsamo para a ausência de companhia. Sigamos juntos!
Texto de Angélica Vitalino
AUTA DE SOUZA É TEMA DE PALESTRA NO IHGRN
A poeta Diva Cunha faz agora à noite, no salão nobre do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, uma palestra sobre a autora do Horto, a poeta Auta de Souza. A palestrante enfoca a temática de Auta, fazendo amostragem da sociedade da época. Uma excelente palestra
DEUS NO COMANDO
segunda-feira, 10 de setembro de 2018
MANÉ BERADEIRO TEM PAGINA NO FACEBOOK
Agora o leitor e admirador de Mané Beradeiro poderá conhecer um pouco mais de tudo que ele escreveu visitando a fanpage no Facebook Mané Beradeiro.domingo, 9 de setembro de 2018
COMENTANDO MINHAS LEITURAS: AS AVENTURAS DE DORINHA
Nele vamos encontrar uma família que vai dividir o seu espaço com uma cachorra. Permita-me autora Clecia Santos dizer que você deveria ter explorado mais o mote do conto. Afinal, como o próprio título sugere são aventuras, no plural, e tudo que consegui absorver foi um dia da vida de Dorinha no seio daquele lar. Virão outras aventuras? Seu livro tem valores extremamentes necessários para nossa sociedade, é possível ver nas entrelinhas cumplicidade entre as irmãs, a harmonia do lar, a criatividade infantil, a importância de um animalzinho de criação e a responsabilidade de pequenas tarefas que as crianças podem executar. Achei o início da história carente de lapidação. Faltou uma acolhida convidativa ao leitor, algo mais "enconfeitado", com cheiro e sonoridade do tão propalado "Era uma vez..." Entende?
Tomara que está crítica seja compreendida. Fi-la na sublime intenção de que seu trabalho literário receba de forma objetiva e construtiva um olhar de leitor amadurecido que deseja ver o nome de Clecia Santos sempre crescente.
sábado, 8 de setembro de 2018
VERSOS TALHADOS
A minha poeta mineira favorita tem 82 anos. Reli "Bagagem" e colhi alguns versos que foram talhados por ela. É sempre bom voltar a ler os poemas e ter um encontro com um eu lírico tão filosófico. A poeta nos aguça, provoca o leitor a tirar a roupa da palavra e então se descobre que elas "as palavras só contam o que se sabe".
A poeta engrandece o espírito feminino lembrando "que ser coxo na vida é maldição pra homem. Mulher é desdobrável". Que linda verdade!
Minha poeta não teme nem esconde sua fé, para ela "tudo é Bíblias. Tudo é Grande Sertão ". Salmodeia afirmando que "tudo que existe louvará".
"Bagagem" um livro da alma de Adélia Prado
Francisco Martins
quinta-feira, 30 de agosto de 2018
8ª FLIQ COMEÇA AMANHÃ
É inegável a contribuição que um evento deste porte oferece ao mundo leitor. Muitos estarão lançado suas obras, várias escolas da rede estadual poderão adquirir livros através do incentivo que o Governo do Estado - Secretaria da Educação e da Cultura possibilita com o Vale Livro. Veja o que vai acontecer na feira: programação da FLIQ.
quarta-feira, 15 de agosto de 2018
ENTREVISTA DE FRANCISCO MARTINS PARA PN LITERATURA
segunda-feira, 13 de agosto de 2018
O SERVO DE ZÉ RAIMUNDO
Mané Beradeiro já fez uma homenagem a José Raimundo, quando escreveu o cordel "Oito vidas na casa de cor azul" (novembro 2017), no qual há entre outras as seguintes sextilhas:
quarta-feira, 8 de agosto de 2018
AFINAL PARA QUE SERVEM OS MÚSCULOS?
Se eu fosse pai de uma filha eu aconselharia jamais ela querer um relacionamento com homens que vivem preocupados em modelar o corpo, ter músculos bem sinuosos, barriga de tanquinho. Não que isso seja vulgar, mas não alicerça o que há de principal no homem que é seu caráter e sua personalidade.
O espelho fascina o jovem e implanta nele o complexo de Édipo. O egocentrismo passa a ser o ar que ele respira. Vai sempre buscar roupas leves, que permitam mostrar o quanto já cresceu em massa muscular, a grandeza dos bíceps, a grossura da pantorilha, etc. Este tipo de jovem é capaz de treinar várias horas por dia. Transpirar de forma intensa, abster-se de açúcar e massa, tudo sem reclamar, afinal é um sacrifício que vai valer a pena. O próprio corpo gritará isto através de fotos compartilhadas nas redes sociais.
Eu diria à minha filha: Afaste-se deste tipo de homem, como o diabo foge da cruz. E, se ela, no alto dos seus anos cheios de questionamentos ousar perguntar o porquê deste meu comportamento, contarei a ela a seguinte história:
Há um homem que respira nesta terra, possuidor de um corpo atlético. Ele tem porte de manequim, sorriso bonito, é bem comportado. Vive todos os dias cuidando do corpo. Ele cultiva a vã esperança de que sempre será jovem. Talvez alguém tenha mentido para ele, falando que nunca envelhecerá. Este jovem é tão ele que ainda não tem 30 anos e já possuiu 4 mulheres, fora as aventuras extra-conjugais. A vitalidade arde em suas veias, as artérias pulsam clamando aventuras , e como são sinais do corpo, ele atende o chamado. Este jovem busca ser feliz, mas o conceito de felicidade que possui é egocêntrico. “Primeiro eu, depois eu e por último eu”. Os defeitos dele são todos suportáveis e perdoáveis, entretanto, quando se trata das mulheres que ele mesmo escolheu para viver ao seu lado, nenhuma teve a oportunidade de vê-lo usando a força muscular para domar o leão que vive a destruir seu espírito. Toda aquela estrutura hercúlea, toda aquela montanha de músculos, nada serviu para manter ao seu lado a última mulher que ele várias vezes pronunciou ter sido um presente de Deus. Quem em sua sã consciência deixaria um presente de Deus abandonado por aí? Deus não erra!
A minha filha fictícia, a esta altura da narrativa, salta dos meus pensamentos, toma conta da minha mão e escreve para este jovem:
Não o conheço. Mas sua história me diz que nada pode ser maior do que o amor verdadeiro. É hora de cuidar da alma, ainda é tempo de deixar o cordeiro do espírito ser mais forte que o leão do físico. Não deixe a felicidade escorrer entre seus dedos.
Ufa! Que bom saber que a minha filha entendeu tudo direitinho.
Se eu tivesse uma filha ...
Francisco Martins
08 de agosto de 2018.
segunda-feira, 6 de agosto de 2018
domingo, 5 de agosto de 2018
O CALOR
Sou homem de convicções fortes e não nego.
Não me aparto delas, senão quando convencido, o que não acontece sem esforço hercúleo, posto que calçadas em reflexões.
Acredito que todos nós já nascemos com determinadas aptidões; as quais, traquejadas, determinam nossa vocação.
Até mesmo pessoas dotadas de inteligência exponencial, que seriam brilhantes em qualquer profissão que abraçasse, têm uma vocação maior.
Tem um contemporâneo nosso no curso de direito, que nós consideramos o maior jurista vivo da terra de Poty, um dos três maiores de todos os tempos, que se tivesse optado por ser tocador de gaita, guia de cego, sapateiro ou astronauta, seria brilhante do mesmo jeito. O cara domina vários campos do conhecimento, inclusive uma dezena de línguas estrangeiras, e ainda sobra vocação para cozinheiro.
Não vou citar o nome para ele não ficar "p da vida" comigo, dizendo que exagerei.
Minha vocação é a advocacia. Se não fosse advogado seria advogado.
Embora modesto e com mania de passar despercebido.
No conto que escrevi Francisco, o Discreto, há algo de autobiográfico.
Mas, se não tivesse jeito de ser advogado, seria contador de causo.
Não pensem que seja função fácil de ser exercida. A linha que separa a ficção da realidade é bem apagadinha, razão pela qual é de difícil visibilidade.
Se o contador de causo não se cuida, logo logo vira loroteiro.
É por isso que eu só conto causos reais, plasmados, com CPF e CEP conhecidos para averiguações.
Tenho fobia a passar por mentiroso.
Pois bem...
Esse nariz de cera já anda longe, vou relatar o causo, que aconteceu exatamente assim:
Semana passada eu fui no galpão da agricultura familiar, ali no cruzamento da Mor Gouveia com Jaguarari, com a intenção de tomar água de coco, alimentos dos mais completos. Além de local interessante, o primo Carlinho Sobral, filho do velho Rafafá, tem local de vendas, onde comercializa produtos de cooperativa que lidera. Conversa vai, conversa vem, esqueci do coco, mas comprei uma bandeja de ovos caipira e um quilo de milho para pipoca.
Em seguida, ainda de manhã, cheguei em Mossoró para audiência judicial.
O carro passou o resto do dia trancado no estacionamento à céu aberto.
O rádio ainda não havia tocado a Ave Maria quando acionei o motor para descer para Natal.
Afivelei o cinto de segurança e olhei para o banco traseiro.
A surpresa: os pintos estavam comendo pipoca.
quinta-feira, 2 de agosto de 2018
O DECANO DA LITERATURA DE CORDEL COMPLETA 94 ANOS DE VIDA
quarta-feira, 1 de agosto de 2018
AS ATIVIDADES CULTURAIS NO FINAL DE JULHO
Embora de férias, não deixei de realizar algumas atividades culturais. Estive pela manhã e à tarde do dia 24, na Escola Municipal Manoel Machado (Parnamirim), onde como escritor falei para crianças e adolescentes sobre como me tornei escritor e a importância da leitura neste processo de construção.
"Escrever é esquecer.
A Literatura é a maneira
mais agradável de "ignorar a vida"
Fernando Pessoa
Hoje pela manhã tivemos o prazer de receber o poeta Francisco Francisco Martins para um bate papo com os alunos da Escola Municipal Manoel Manoel Machado falando como iniciou sua vida no mundo literário "faz de conta" em comemoração ao dia do escritor.
Obrigada ao poeta Francisco Martins pela belíssima explanação, tenho certeza que para os nossos pequenos ficou marcado no coração de cada um cada palavra, cada relato feito por você."
(texto da professora Itamara Fernandes, mediadora de leitura)



No dia 25, pela manhã, foi agraciado com uma linda ação cultural que a professora Jarlene Carvalho, mediadora de leitura da Escola Municipal Manoel Vicente de Paiva (Parnamirim), que prestando homenagem às avós usou o meu poema em cordel " A Avó com a saia de merinó - a poética história de Dindinha" ( avó de Auta de Souza, Eloy de Souza e Henrique Castriciano)

A professora Jarlene Carvalho se apresentou como sendo a própria Auta de Souza e estava ali para ler um cordel escritor por Mané Beradeiro.
À noite, retornando a Escola Manoel Machado, dei início a um projeto de construção de um livro cartonero com alguns alunos da Educação de Jovens e Adultos.


Dia 26, quinta-feira estive conhecendo a Escola Municipal Dayse Hall, em Macaiba-RN, oportunidade em que os alunos e professores puderam ver meu trabalho de contador de histórias. Durante um mês eles leram vários folhetos de cordel da minha autoria.

Por enquanto foi isso!
PONDO SAL NA VIDA
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| Francisco Martins |

Quero também dizer da alegria que tive em ver finalmente concluída a edição do livro artesanal "Felicidade, meu eterno engano", obra póstuma da escritora Inah Bezerra, que foi carinhosamente organizado por mim e a filha dela Nina Bezerra. Por ele, eu literalmente dei meu sangue. Dei é forma de expressão, na verdade, durante o processo de montagem do livro, o estilete cortou-me a carne por duas vezes: uma no polegar e outra no indicador da mão esquerda. Faz parte do ofício de um artesão. O que importa é que o livro foi entregue e modéstia à parte ficou lindo. Fruto de um trabalho em equipe, afinal ninguém faz nada sozinho. Isso é assunto para outra postagem.
Fui conhecer Fortaleza-CE, capital da terra que me viu nascer. Sou natural de Iracema, pequena cidade próxima à Limoeiro do Norte. Nunca tinha ido a Fortaleza. Fiquei encantado, aproveitei muito os quatro dias que lá estive com a minha irmã Socorro Fernandes.
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| Socorro e Francisco Martins |
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| Casa onde nasceu José de Alencar |
E para não me prolongar no diário do que vivi recentemente, deixo com vocês a filosofia de uma frase que vi no espaço cultural Dragão do Mar, em Fortaleza que diz assim: É A VIDA SEM SAL QUE TE ENFERRUJA.
Pense nisso!
























