sexta-feira, 12 de junho de 2009

AMOR EM CHAMAS


A maneira de namorar do bombeiro é diferente dos outros homens, ele primeiro analisa se existem os três elementos necessários e indispensáveis ao relacionamento: o comburente, o combustível e a temperatura de ignição.
Havendo este trinômio ele parte para o ataque, pois como bom soldado do fogo, ele sabe que sem estes fatores não haverá queima, combustão. E um amor sem chamas, sem brasas, não é caloroso, não é ardente, não aquece, não ilumina, não serve, não é amor.
A priori, quando um bombeiro começa um relacionamento ele deixa que a velocidade da combustão aconteça de forma natural, espontânea, permitindo que o ponto de ignição surja gradativamente.
Bombeiro também tem consciência que não abraça. Isto é coisa para civil, bombeiro faz propagação do calor, e assim agindo, ele não beija, mas faz condução, não amassa, pratica irradiação e nos finalmente, não goza, atinge a convecção.
Quando casado. Ele, o herói das chamas, sabe que para manter a união precisa conhecer as técnicas de abafamento e resfriamento, saber usar a mangueira de forma correta e o extintor certo para o incêndio certo.
Bombeiro não tem caso, o que existe na verdade é um triângulo de fogo. Crise é sinônimo de flash point (ponto fulgor).
Assim é a forma peculiar de amar do bombeiro, um homem treinado para viver combatendo o fogo, salvando vidas, dando a vida.