terça-feira, 7 de abril de 2020

COMENTANDO MINHAS LEITURAS - CHUVA CRIOULA

Escrito em 1971/72 o romance "Chuva Crioula" vai tratar sobre a a mais antiga profissão: a prostituição. Tendo por palco o estado de Goiás, José Mauro  de Vasconcelos conseguiu transpor às páginas como viviam as mulheres naqueles cabarés. A protagonista, morena, cabelos negros, corpo escultural e com olhos verdes é a bússola que vai nortear os capítulos deste romance. Estrupo, pobreza, selvageria, amizade, traição são pontos sobre os quais o autor construiu a história de Esmeralda - a Chuva Crioula. Quero acreditar também que este seja um dos romances da literatura brasileira, que teve a ousadia de tratar sobre o homossexualismo, dando espaço a Suzi e Turquinha, dois gays. A trama vai prender o leitor não apenas pela beleza do texto, as imagens construídas, mas também pelo enredo. Há sofrimento? Sim.Existe também muito humor causado pelos personagens. O encontro de Chuva Crioula com Daniel é ao meu ver uma das cenas mais lindas deste livro, com ele, Esmeralda vai aprender "não existe nada fora do alcance do amor de Deus" (p.107). Poderia escrever mais sobre o livro, no entanto, prefiro aguçar a sua curiosidade para que ponha em sua lista de leitura. Esta foi a segunda vez que o li. C.S.Lewis afirmou: Para mim, um livro não é bom enquanto eu não o ler duas ou mais vezes".

Francisco Martins 

 Leia também  as resenhas: 

Banana Brava
Longe da Terra
Vazante
Farinha Órfã 
Arara Vermelha 


segunda-feira, 6 de abril de 2020

OS XILÓGRAFOS NO RIO GRANDE DO NORTE EM 1999 - JOÃO NATAL

João Maria Araújo de Lima é o próprio JOÃO NATAL, o  5º participante desta série que estou trazendo sobre os artistas plásticos do Álbum de Xilogravuras 1999 - da Fundação José Augusto.
 
João Natal, em 1989.
Ele nasceu em agosto de 1960 é  arte-educador pela UFRN, gravador, pintor. Fez várias exposições por Natal e também no interior do RN. O trabalho de JOÃO NATAL recebeu elogios de Dorian Caldas quando disse: " ...diferentemente da maioria dos artistas do Estado, vem desenvolvendo um espaço seu, próprio, nas artes do Rio Grande do Norte" (Diário de Natal,  Coluna Paulo Macedo - 28 janeiro 1988). Em 1998,  JOÃO NATAL foi o ganhador do prêmio "Listel", com a arte " Cascudinho brincando diante de quatrocentos anos de história", em homenagem ao Centenário de Luís da Câmara Cascudo.

No tocante as artes do Álbum de Xilogravuras 1999, o artista ilustrou os poemas dos poetas Zé Saldanha e João Gomes Sobrinho (Xexeu). 

"O Sertão e seus Cangaceiros" - poeta Zé Saldanha






 
"O Retirante da Seca " - poeta João Gomes Sobrinho - Xexéu

Mané Beradeiro
06 abril 2020


 

domingo, 5 de abril de 2020

VESTUÁRIO

Dê-me uma sandália que tenha a magia de me levar até você, mesmo quando ninguém  souber onde você está.
Dê-me uma bermuda que tenha bolsos grandes onde eu possa guardar as recordações dos nossos momentos.
Prenda-me com cinto, no qual a fivela seja dourada e que cada passante, melimetricamente pregado, lembrem as datas que marcaram nossa vida.
Vista-me com uma camiseta, branca e básica e pode tatuá-la com marcas de beijos.
Por fim! Tire tudo e vista-me com seu ser!

21 de junho 2007

Francisco Martins


Obs: este poema estava perdido  no meio de tantas outras folhas, em minha biblioteca.

sábado, 4 de abril de 2020

COMENTANDO MINHAS LEITURAS - ARARA VERMELHA

O estado de Goiás  deve conhecer os livros escritos por José Mauro de Vasconcelos, aqueles que tratam sobre histórias romanceadas, que integram o círculo do índio. Aprende-se muito sobre a cultura indígena quando lemos os livros de José Mauro de Vasconcelos.
Tenho quase certeza que ele é um escritor desconhecido daquele público, assim como ainda é da maioria dos brasileiros. Quando falamos o nome de José Mauro geralmente as pessoas lembram do livro "O Meu Pé de Laranja Lima", mas ele foi muito maior do que aquela obra. Quem  não tem a dimensão do que estou afirmando, aconselho ler as resenhas que estão publicadas aqui. Os links estão todos abaixo.

Hoje eu quero escrever sobre o livro "Arara Vermelha" (1953). Nesse  romance, o grande personagem é o Rio Araguaia, que na língua dos carajás  é Beé Rokan.  Ele vai correr por todas as páginas do livro e mostrar a sua  beleza e grandeza.
Rio Araguaia - foto da internet
A história tem início na cidade de Leopoldina, que está totalmente diferente daquela que foi apresentada  em "Longe da Terra"(1949). A feição do lugar é outra.  Tori  (homem branco) está invadindo a floresta e matando os animais para vender as peles na cidade - são os mariscadores. Somam-se a esses caçadores a ação dos garimpeiros e Camura e Kanaú começam a jornada pelo Araguaia em busca de resgatar um diamante roubado, uma grande pedra preciosa, que está  sendo levada por um Tenente, sua esposa e outras duas pessoas numa canoa.
Kanaú é  índio carajá que tem crise de identidade depois que foi levado para a cidade, chegando a conhecer Rio de Janeiro e São Paulo. Dividido entre as culturas do seu povo e do homem branco, ele reluta fazer as marcas que caracterizam todo índio carajá, isto é, os círculos na face, chamados de Omarira.
Índio da tribo Carajá ´atente para  Omarira (imagen da internet)



 "A noite tinha mil olhos e era dona de mil gritos" p. 237

A trama vai se desenrolando à semelhança da correnteza do Araguaia, hora calma, outras velozes. Tem  elementos da natureza humana que estão presentes tanto no índio como no branco: violência, roubo, morte, dor, crença, etc. Até a metade do livro o leitor não viverá grandes emoções, mas a leitura começa a ficar cativante e provocadora a partir daí. Quem ficará com o diamante? O Tenente? Daniel? Kanaú?  Camura? Tilde? Quais mistérios podem apresentar a floresta para eles? Quem sobreviverá? Vá buscar as respostas lendo "Arara Vermelha".
Quero trazer duas curiosidades que estão neste livro, entre tantas, que serviram de motes para a construção de outros livros do autor. A primeira está logo no início, quando o índio Camura chega em Leopoldina, numa canoa que ele chamava de "Rosinha". Sete anos depois, José Mauro escreveu "Rosinha, Minha Canoa". A segunda é a presença de  Kuriala, aqui bem velho.  Sobre ele José Mauro escreveu Kuriala: Capitão e Carajá.

Tenho ou não razão quando afirmo que Goiás deve descobrir José Mauro de Vasconcelos?

Francisco Martins
04 abril 2020


Leia também as resenhas dos livros:

Banana Brava
Longe da Terra
Vazante
Farinha Órfã 




POR ENQUANTO

Por enquanto está tudo bem!
Respiro sem nenhum problema.
O vírus da COVID-19  não me atingiu
Por enquanto.
Receio que ele me ataque
Nada me falta
Não tenho febre, nem gripe
...
Começo a sentir o corpo febril
Chega a tosse
Vem a gripe
...
Por enquanto respiro
Sinto que vai faltar alguma coisa
...
Não falei!
F_lt_   o  _r!
Ser_  que conseguirei cheg_r em  c_s_?

Qu_ndo o  _r  f_lt_r
"Nem por enqu_nto" existir_

_  COVID-19 comeu minh_   vid_!

Francisco Martins
04 abril de 2020




ASSIM DISSERAM ELAS ....





"Não marco ou conto o tempo pelo relógio. Mas pelos encontros e acontecimentos".

Roseana Murray

sexta-feira, 3 de abril de 2020

A PALAVRA DO DIA É: COMORBIDADE

Comorbidade é a existência de duas ou mais doenças em simultâneo na mesma pessoa.

NO MÊS DO ÍNDIO - CONHEÇA "A LENDA DA MANDIOCA"

Neste mês de abril, quando o calendário civil reserva o dia 19 para comemorarmos O DIA DO ÍNDIO, trago para os visitantes do blog algumas histórias da cultura indígena.  Hoje quero que vocês conheçam  "A Lenda da Mandioca",  em forma de cordel, um texto escrito pelo poeta Ulisses  Angelo, de Várzea Nova-BA.



Referência

PEREIRA, Zeca. Anuário do Cordel Brasileiro. In A Lenda da Mandioca - Ulisses Ângelo.  Barreiras-BA: Nordestina Editora, 2019, páginas 223 a 226.

COMENTANDO MINHAS LEITURAS - REVISTA Nº 62 DA ANRL

A Revista nº 62 da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras - ANRL  está disponível ao público. Um periódico que vem de forma trimestral, desde janeiro de 2014 trazendo coisas boas sobre a literatura que é feita aqui no  estado, atendendo não apenas os escritores acadêmicos, mas também os que não fazem parte do rol de membros daquela instituição.


Até ela chegar em nossas mãos há todo um processo de construção que  envolve vários pessoas: Manoel Onofre Jr (Diretor da Revista), Thiago Gonzaga (Editor), Diolene Machado (Diagramação)  e Ana Cláudia Carvalho de Miranda (Catalogação), além dos profissionais da OFFSET Gráfica. Junta-se a esta equipe os autores dos artigos e com certeza chegaremos fácil a um número de 40 pessoas no mínimo.

O nº 62  fez recheado com artigos e ensaios que  tratam sobre José Mauro de Vasconcelos, Oswaldo Lamartine, Aluízio Alves, Diva Cunha, Gilberto Amado, Zila Mamede, Jorge Fernandes, Policarpo Feitosa, Nísia Floresta, Milton Hatoum, entre outros.  Assuntos assim trazem a assinatura de escritores como Diogenes da Cunha Lima, Vicente Serejo, Daladier da Cunha Lima, Lívio Oliveira, Maria Marcela Freire e Valdenides Cabral, Enéas Athanázio, Gustavo Sobral e Juliana Bulhões, Ivan Lira de Carvalho, Manoel Onofre Jr, Leonam Lucas e Thiago Jefferson.

Quando o leitor chegar à página 137, ele adentra no terreno do conto e das crônicas, onde vai poder se encontrar com as criações de Iaperi Araújo, Humberto Hermenegildo, Clauder Arcanjo, Edson Soares, Rui Lopes, Tereza Custódio, Antonio Nahud e Francisco Sobreira.

Antes de se alimentar nos poemas de Jarbas Martins, Roberto Lima e Chumbo Pinheiro, o leitor relaxará com o humor de Valério Mesquita.

A Revista da ANRL é uma companheira e tanto para você não soltar, principalmente agora neste período de quarentena.

Francisco Martins
  


 

OS XILÓGRAFOS NO RIO GRANDE DO NORTE EM 1999 - EMMANOEL DUARTE

"A literatura popular, expressa em versos, sempre teve a companhia da gravura para proporcionar uma aura de encantamento à arte"

Ana Amélia Fernandes 


EMMANOEL DUARTE Jordão de Oliveira quando participou do álbum de xilogravuras da Fundação José Augusto, em 1999, tinha  26 anos.  Natalense, nascido em 7 de agosto de 1973, fez duas xilos  que ilustraram as capas dos folhetos  "Peleja de Manoel Xudu com S. Ferreira", do poeta Severino Ferreira da Silva e  "Assu de Hontem e de Hoje", do poeta Edísio Calixto.
Peleja de Manoel Xudu com S. Ferreira
 
Assu de Hontem e de Hoje
Até o momento já expomos os trabalhos de  Assis Trajano, Aucides Sales, Dorian Gray e Emmanoel Duarte, amanhã será a vez de João Natal.

Mané Beradeiro

quinta-feira, 2 de abril de 2020

O HUMOR DE MANÉ BERADEIRO - ORAÇÃO PARA ARRUMAR MULHER

Em tempo de pandemia muita gente está rezando, orando, fazendo preces, cada uma dentro da sua religião. Ontem, Mané Beradeiro  estava conversando com um amigo, quando ele depois de alguns momentos,  disse-lhe:
-Mané eu vou desligar o telefone pois está na hora da minha oração.
Beradeiro ficou curioso e perguntou se o amigo estava fazendo oração  para  terminar a pandemia do corona-vírus.
-Também, mas na verdade estou pedindo a Deus para me dar uma mulher, não aguento esta quarentena sem uma "costela viva" ao meu lado.
-E como você faz a oração?
-Assim...

ORAÇÃO PARA ARRUMAR MULHER

Meu Deus, dai-me a saúde de um jumento,   a beleza de um pavão e a potência de um touro chuíte.
Que caia uma ruma de mulher na minha vida maior do que catorze açudes arrombados.
Que toda mulher que aparecer na minha vida apresente dez sinais de beleza:

1) Olhos lindos
2) Pescoço aveludado
3) Boca pequena
4) Nariz afilado
5)Cintura de pilão
6) Garupa arrebitada
7) Cabelos compridos batendo nos quartos
8) Que seja ubrada
9) Que tenha coxas grossas e roliças
10) Mãos macias

Amém! 

OS XILÓGRAFOS DO RIO GRANDE DO NORTE EM 1999 - DORIAN GRAY

Wodem Madruga
Wodem Madruga, quando Diretor Geral da Fundação José Augusto, escreveu:  "A riqueza da poética  norte-rio-grandense foi a grande motivadora para que, em 1995, fosse criado o Projeto Chico Traíra - fazendo justiça a um grande número de poetas populares até então desconhecidos do universo poético  potiguar. Através de ampla convocação os poetas trazem seus cordéis que, selecionados por uma Comissão, são editados e recebem as tradicionais capas, com xilogravuras de nossos artistas, que colaboram com um gesto de parceria voluntária".


DORIAN GRAY Caldas também deixou sua marca no álbum de xilogravuras - Projeto Chico Traíra 1999. 
Nascido em Natal, na avenida Deodoro, em 16 fevereiro de 1930. DORIAN GRAY foi um artista múltiplo: pintor, tapeceiro, escultor, gravador, poeta, ensaísta, jornalista, professor, ilustrador. Faleceu em 23 de janeiro de 2017,  bem próximo dos 87 anos.
A participação de DORIAN GRAY  foi destinada aos folhetos do poetas João Gomes Sobrinho (Xexéu)  e Roque José de Medeiros. Vejamos as xilogravuras:
Capa para o folheto "A Flor da Mangueira Rosa" - Xexéu

Capa para o folheto: "O Pensamento Vivo de Nóia" - Roque José de Medeiros


 Daremos continuidade amanha com  Emmanoel Duarte.

Mané Beradeiro
02 abril 2020

quarta-feira, 1 de abril de 2020

ANOTAÇÕES SOBRE A HISTÓRIA DA REVISTA DA ANRL - PARTE I

 "A ANRL apresenta hoje ao povo do Estado o primeiro número da sua Revista, que é órgão de imprensa destinado a afirmar a sua existência nos domínios das letras potiguares"

 Nestor Lima

 
Capa da Revista nº 01

 Não há dentro do Rio Grande do Norte nenhuma revista cultural que tenha a longevidade e  periodicidade da que é impressa pela Academia Norte-Rio-Grandense de Letras - ANRL. O primeiro nº veio em 1951, na gestão de Paulo Viveiros, sendo Diretor da Revista o Acadêmico Nestor Lima. Possivelmente lançada entre setembro a dezembro daquele ano (Veja nota abaixo). Breve estaremos comemorando 70 anos da sua criação.



Somente quem está à frente da editoração de uma revista sabe as dificuldades que enfrenta. São muitas. Desde a garimpagem de material por parte dos escritores, recursos financeiros,  parcerias, etc.



Às vezes na linha da vida de uma revista existem lacunas. A revista da ANRL não foge à regra. Entre o número 1 e o 2 passou dos anos; do nº 4 ao 5, mais dois anos. Do nº 6 ao 7, sete anos sem nenhuma edição ( o maior espaço sem publicação), do nº 36 ao 37, cinco anos. Foi  com o nº 38 (janeiro/março- 2014) que a revista se equilibrou nos trilhos e manteve sua periodicidade  trimestral. Tudo isso tem o suor e a dedicação dos Presidentes da ANRL e dos Diretores da Revista ( isso já é pauta para breve artigo).




Sobre ela já escreveram  Armando Negreiros dedicando-lhe várias páginas no livro "Na Companhia dos Imortais" ( Natal/RN: A.S Editores, 2003), páginas 17 a 43. Leide Câmara, em seu livro " Memória Acadêmica" ( Natal/RN: EditoraIFRN, 2017),  tratou sobre o assunto, nas páginas 629 a 647, dando ênfase às edições, com todas as capas do nº 1 ao 53.

 



O próprio autor desse artigo, teve a iniciativa de  organizar o livro artesanal, " Autores e Assuntos na Revista da ANRL - 1951 a 2018" (Natal/RN: Carolina Cartonera, 2018), com apoio da ANRL,  no qual consta os nomes, artigos, gêneros, número da revista e páginas, de todos aqueles que escreveram  até dezembro de 2018. É um livro de referência, indispensável àqueles que desejam pesquisar sobre o assunto.
 

LINHA DO TEMPO DA REVISTA DA ANRL



nº 01 - ? - 1951 (Esse número foi lançado depois de agosto de 1951, pois o jornal "A Ordem", edição do dia 31 agosto 1951, noticia que brevemente será lançado o primeiro número da revista).



nº 02 - ? - 1954 ( Lançado no dia 16 novembro 1954, por ocasião dos 18 anos de fundação da ANRL,   comemorado na Escola Doméstica de Natal, tendo a presença do escritor  Garcia Vinholas (Espanha). Jornal "O Poti", 9 novembro 1954).

nº 03 - ? - 1955 ( Lançada dia 14 novembro 1955 - jornal "O Poti", 22 outubro 1955).

nº 04 - ? - 1956 (Começou a circular apenas na primeira quinzena de fevereiro de 1957, conforme notícia em "O Poti", edição do dia 1 de fevereiro de 1957).



nº 05 - ? - 1959 (Na edição de 14 outubro 1959, do jornal "Diário de Natal",  o jornalista Danilo ( Aderbal de França) diz que edição está pronta, após um ano por problemas técnicos)



nº 06 - ? - 1960 (totalmente dedicada ao centenário  de nascimento do poeta Manuel Segundo Wanderley. Foi publicada provavelmente de maio em diante, pois no dia 6 de abril foi o encerramento das palestras em comemorações alusivas ao centenário de nascimento, dentro da  Semana de Segundo Wanderley. "O Poti", 13 março 1960).



nº 07 - 1968 (esse número compreende o espaço de 1949 a 1967 e foi impressa  e lançada no mês de janeiro de 1968 - Imprensa Universitária do RN.  Jornal "Diário de Natal - 19 janeiro 1968 - Coluna "Crônica Social" de Danilo).



nº 08 - maio - 1970  ( Lançada em 28 de maio  1970 - jornal "Diário de Natal" - 27 maio 1970)



nº 09 - ? - 1971 (impressa em fevereiro de 1974 - Imprensa Universitária do RN).



nº 10 - ? - 1972 



nº 11 - julho  - 1974  (lançada em 3 julho 1974 - jornal "Diário de Natal" - 02 julho 1974).



nº 12 -  novembro - 1976 (Lançada no dia 18 de novembro 1976. "O Poti" - edição do dia 21 novembro 1976, p, 9 - Academia comemora seus quarenta anos).



nº 13 - novembro 1977  (Lançada em 14 novembro 1977- jornal "Diário de Natal", 15 novembro 1977).



nº 14 - novembro 1978  (Lançada em 22 outubro 1979.  "Diário de Natal - Coluna Paulo Macedo - edição  20 outubro 1979).



nº 15 - novembro 1979/80 



nº 16 -  novembro 1980/81 (Foi lançada no dia 25 de março de 1982, patrocinada pelo Ministério da Educação e Cultura - Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação - Fonte:  Paulo Macedo - Diário de Natal - 25 de março de 1982) 



nº 17 -  janeiro/ novembro - 1982  (lançada dia 27 janeiro 1983 - Paulo Macedo - Diário de Natal - 28 janeiro 1983)



nº 18 -  janeiro/dezembro - 1983 (lançada dia 4 de maio 1984 - Paulo Macedo - Diário de Natal).



nº 19 -  ? - 1987  (lançada em 15 janeiro  1987 - Paulo Macedo - Diário de Natal).



nº 20 - março 1988

nº 21 - maio 1990

nº 22 - novembro 1990

nº 23 - setembro 1991

nº 24 - maio 1993

nº 25 - janeiro 1996

nº 26  - julho 1997

nº 27 - julho 1998

nº 28 - dezembro 1998

nº 29 - dezembro 1999

nº 30 - setembro 2000

nº 31 - janeiro/ junho 2001

nº 32 - julho/dezembro 2001

nº 33 - janeiro/junho 2002

nº 34 - julho 2005

nº 35 - dezembro 2005

nº 36 - outubro 2006

nº 37 - dezembro 2011

nº 38 - janeiro/março 2014

nº 39 - abril/junho 2014

nº 40 - julho/setembro 2014

nº 41 - outubro/dezembro 2014

nº 42 - janeiro/março 2015

nº 43 - abril/junho 2015

nº 44 - julho/setembro 2015

nº 45 - outubro/dezembro 2015

nº 46 - janeiro/março 2016

nº 47 - abril/junho 2016

nº 48 - julho/setembro 2016

nº 49 - outubro/dezembro 2016

nº 50 - janeiro/março 2017

nº 51 - abril/junho 2017

nº 52 - julho/setembro 2017

nº 53 - outubro/dezembro 2017

nº 54 - janeiro/março 2018

nº 55 - abril/junho  2018

nº 56 - julho/setembro 2018

nº 57 - outubro/dezembro 2018

nº 58 - janeiro/março 2019

nº 59 - abril/junho 2019

nº 60 - julho/setembro 2019

nº 62 - janeiro/março 2020
 

Francisco Martins

01 de abril 2020



OS XILÓGRAFOS DE 1999 NO RIO GRANDE DO NORTE - AUCIDES SALES

AUCIDES Bezerra SALES  é natural de Caraúbas-RN, tendo nascido em 8 dezembro de 1954. Além de gravador é professor em educação artística, escultor, pintor, escritor e promotor cultural. Aucides Sales também tem como bandeira a cultura indígena, fazendo pesquisa nesse campo. Reside em Natal.
 
 Teve duas participações no álbum de xilogravura da Fundação José Augusto, em 1999.  Para o folheto "Cidades do RGN e Bairros de Natal", da autoria de Barra Mansa e Caetano da Ingazeira (acima) e para o folheto " De Virgulino a Lampião", do autor Edísio Calixto.
Amanhã publicaremos a participação de Dorian Gray.

Mané Beradeiro
01 abril 2020

COMENTANDO MINHAS LEITURAS : LONGE DA TERRA

Um lugar que era dos índios Karajás, e o tori (homem branco) achou por bem "colonizar". Deram-lhe o nome de Leopoldina (Hoje é Aruanã). É nesse povoado que vai viver por quase três anos seguidos o jovem José Mauro de Vasconcelos. Fugindo das cidades grandes ele buscou a selva e com ela se identificou. O sangue de índio pinagé, que corria em suas veias, encontrou a paz e a felicidade diante da beleza que a natureza lhe apresentou. "Longe da Terra" é uma grande crônica, com lances de romance, uma mistura dos dois gêneros. Zé Mauro vai mostrar o quanto era pobre e pequenina Leopoldina. As chuvas que chegavam por lá e duravam oito meses; a indolência da população; os costumes dos Karajás, etc. Foi nessa estada que Zé Mauro garimpou material para escrever "Banana Brava".
"Um dia, se eu escrevesse um livro, Gregorão estaria dentro de um dos tipos principais" (p.67). É foi em Leopoldina que ele serviu como professor das crianças índias, de fez às vezes de "médico" à população, sendo chamado de "dotô". Chegou até a ser sacristão do Padre Gonçalo que chegou junto com ele e só aguentou quatro meses. "Longe da Terra" veio ao público em 1949, mas o que nele está narrado foi vivido nos anos de 1940/42. O jovem Zé Mauro vivia a vida em toda a sua intensidade e dela fazia parte as cenas de amor com Teluíra, índia karajá, nas areias do grande rio Araguaia, o Beé Rokan.
Sabe aquela história de que Zé Mauro estudou medicina? Pois é neste livro que ele deixa bem claro porque abandonou três anos do curso(p.164 a 173).
Aruanã precisa tomar conhecimento sobre este trabalho de Zé Mauro.
"Eu morrerei um dia e a vida continua" (p.187).

A capa do livro é de Jayme Cortez.