O poeta Mané Beradeiro está disponibilizando ao seu público leitor, o 69º folheto, que tem como título " CORDEL DE UM BRASILEIRO GUERREIRO QUE VENCEU O INFARTO". Trata-se de uma histórica fictícia, que tem algumas semelhanças com cenas reais, como por exemplo, a vida do próprio autor, que não praticava exercícios físicos, não tinha uma preocupação com a alimentação regrada e isso lhe rendeu dois infartos, respectivamente em 2 de maio de 2016 e 24 de outubro de 2023.
Na literatura de cordel, heróis costumam enfrentar cangaceiros, dragões e jagunços. Em "Cordel de um brasileiro guerreiro que venceu o infarto", de Mané Beradeiro, o inimigo é outro: a doença cardiovascular — e a arma do herói não é a espingarda, mas o exercício físico. O folheto traduz em versos de feira uma das maiores lições da medicina moderna: depois de um infarto, é possível vencer — e se movimentar é parte central dessa vitória.O título já anuncia a inversão que faz a força do folheto. O "brasileiro guerreiro" não vence o infarto com milagre nem com sorte — vence com luta cotidiana: abandonar o sedentarismo, adotar o movimento como rotina e encarar a reabilitação como campanha de guerra. É o tipo de narrativa em que o cordel sempre foi mestre: transformar a experiência do povo comum em epopeia. O leitor que já passou por um infarto — ou que teme por alguém querido — se reconhece no protagonista, e a poesia cumpre seu papel mais antigo: consolar, informar e animar.
Por trás dos versos, há ciência sólida. A literatura médica brasileira mostra que a atividade física pode reduzir em 30% a 50% o risco de mortalidade cardiovascular na população em geral, e programas de exercício pós-infarto são hoje parte recomendada do tratamento — a chamada reabilitação cardíaca. Pesquisas brasileiras recentes chegam a indicar que o treinamento físico ajuda o próprio coração lesionado a recuperar parte de sua força de contração.
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Carta aberta àqueles que vão me operar
